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Jademilson Silva

Movimento Rosa promove ação de saúde da mulher no Parque da Jaqueira

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano, no Brasil, para o triênio 2026–2028. No Sistema Único de Saúde (SUS), entre as mulheres de 20 a 29 anos, sete em cada dez chegam ao diagnóstico da doença já nos estágios 3 ou 4, os mais avançados. Na faixa de 40 a 49 anos, o índice é de 54,6%. Os números mostram a relevância de mais informação e acesso a exames prévios. Pensando nisso, a Fundação Manoel da Silva Almeida (FMSA)| Hospital Maria Lucinda (HML) realiza, no dia 18 de outubro (domingo), o Movimento Rosa, ação com seus profissionais de saúde no intuito de chegarem mais próximo à comunidade, oferecendo serviços e orientações, além de aula de yoga, nos jardins do Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife.

Os números citados acima são de relatório que analisou dados públicos do Ministério da Saúde sobre exames, diagnósticos, tratamentos e mortes na última década (2015-2025). Considerando todas as idades, metade dos diagnósticos de 2025 ocorreu em fase avançada, uma proporção que subiu durante a pandemia e não voltou ao patamar anterior. O diagnóstico que deixou de ser feito em determinado ano chegou ao seguinte, mais avançado.

“A população normalmente não procura a unidade de saúde para se prevenir da doença, independente de qual seja. No caso do câncer de mama, tem-se um agravante. Muitas mulheres não sabem que, quando existe indicação médica, a mamografia pode ser feita em qualquer idade”, coloca a ginecologista Marieta Galindo, diretora médica da Unidade de Pronto-Atendimento do Cabo (UPA Cabo), na Região Metropolitana do Recife.

O momento do diagnóstico altera as chances de cura e a complexidade do tratamento. No estágio 1 – tumores de até 2 centímetros, sem comprometimento da axila -, a taxa de cura gira em torno de 90%. Nos estágios 3 e 4, a sobrevida é menor e o tratamento, bem mais complexo: quimioterapia antes da cirurgia, operações maiores, como a mastectomia, e radioterapia.

“É importante que a mulher desde jovem se preocupe com a sua saúde de uma forma geral porque a gente sabe que aquelas que mantêm alimentação saudável e peso adequado à altura; fazem exercícios, amamentam, evitam bebida alcoólica e tabagismo correm menos risco da doença. E, claro, a mamografia é fundamental a partir dos 40 anos, faixa etária que é preconizada tanto pela Sociedade Brasileira de Mastologia quanto pelo SUS. Pois o rastreio precoce salva vidas”, acrescenta Marieta Galindo.

AÇÃO – Para manter a saúde da mulher em dia e tomar distância do tipo de câncer que representa cerca de 30% de todos os novos diagnósticos da doença em brasileiras, a FMSA|HML reúne diversos profissionais de saúde oferecendo aula de yoga nos jardins com equipe do Serviço Social do Hospital Maria Lucinda, das 8h às 9h, além de tenda com serviços de aferição de pressão arterial, medição do nível glicêmico e orientações sobre o câncer de mama. O Movimento Rosa acontece até 12h, no Parque da Jaqueira, na véspera do Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama (19 de outubro).

Em 2025, o câncer de mama matou 21.668 mulheres no Brasil, o maior número da série e 39% a mais do que em 2015. A taxa de mortalidade passou de 14,8 para 19,5 óbitos por 100 mil mulheres.

SOBRE
A Fundação Manoel da Silva Almeida (FMSA) é uma Organização Social de Saúde (OSS) responsável pela gestão de três hospitais (Hospital Maria Lucinda, sua matriz; Hospital Regional de Palmares e Hospital Ermírio Coutinho); sete UPAs (Caxangá, Nova Descoberta, Torrões, Cabo, Engenho Velho, Paulista e Caruaru); além de duas unidades especializadas (Núcleo de Desenvolvimento Integral Antônio Nogueira de Amorim e o RARUS – Referência em Doenças Raras em Pernambuco).

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