O Potencial da Energia Limpa Nesta Década – Revista Algomais – a revista de Pernambuco
Caminhos da Inovação

Caminhos da Inovação

Roberto Alves

O Potencial da Energia Limpa Nesta Década

O POTENCIAL DA ENERGIA LIMPA NESTA DÉCADA.

Por Marlos Macedo*

 

As políticas energéticas do Brasil respondem bem aos desafios de energia mais urgentes do mundo. O acesso à eletricidade em todo o país é quase universal e as energias renováveis ​​atendem a quase 45% da demanda de energia primária, tornando o Brasil um dos menores emissores de carbono do mundo.

 

A demanda total de energia primária dobrou no Brasil desde 1990, liderada pelo forte crescimento no consumo de eletricidade e na demanda por combustíveis para transporte, devido ao crescimento econômico robusto e à crescente classe média.

 

As grandes hidrelétricas respondem por cerca de 80% da geração de eletricidade doméstica, dando ao sistema elétrico uma grande flexibilidade operacional. A expansão contínua da energia hidrelétrica é cada vez mais limitada pelo afastamento e sensibilidade ambiental de grande parte do recurso remanescente, embora 20 GW de capacidade hidrelétrica estejam em construção na região amazônica. A dependência de outras fontes de geração de energia está crescendo, notadamente, o gás natural, eólica e bioenergia. Através de um sistema de leilões de contrato, o Brasil conta com um mecanismo para antecipar investimentos em nova capacidade de geração e transmissão, bem como para diversificar a matriz energética.

 

As ampliações na capacidade eólica global quase dobraram no ano passado, 2020, para 114 GW. Esse crescimento deverá desacelerar, um pouco, até 2022, mas os aumentos ainda serão 50% maiores do que a expansão média durante o período 2017 a 2019. As instalações solares fotovoltaicas, no mundo, continuarão a bater novos recordes, com expansões anuais previstas para chegar a mais de 160 GW até 2022. Isso seria quase 50% maior do que o nível alcançado em 2019 antes da pandemia, afirmando a posição da energia solar como o “novo rei” da mercados globais de eletricidade.

 

No caso dos biocombustíveis, uma esperança está em que a capacidade de produção global do óleo vegetal hidrotratado (ou HVO) duplique nos próximos dois anos, expandindo significativamente a capacidade de sua produção, a partir de resíduos e matérias-primas residuais, os quais também podem ser utilizadas na geração de energia elétrica, e atender as metas na redução do uso de combustíveis de origem fóssil.

 

As sociedades buscam mecanismos sustentáveis para manter-se em funcionamento já de alguns anos para cá, o que reflete na necessidade de investimentos e ações que tornem o convívio do homem com a natureza, uma tendência ao equilíbrio. Amparadas nos pilares econômicos, ambientais e sociais, políticas sustentáveis trarão melhor presença de fontes de energias ditas limpas, ou seja, com zero emissão de carbono, fazendo com que o consumo – cada vez maior desde recurso – impacte cada vez menos no meio ambiente.

* Engenheiro formado pela UFPE, pós-graduado em engenharia de produção pela UNINTER e mestrando em engenharia de sistemas pela POLI/UPE, atualmente é secretário-geral da Associação Comercial de Pernambuco, professor universitário e  consultor para investimentos em energia.

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