O que há de novo sobre o controle de insetos – Revista Algomais – a revista de Pernambuco

O que há de novo sobre o controle de insetos

Os mosquitos são insetos, geralmente, não muito queridos, porque picam as pessoas, fazem zumbidos desagradáveis e podem transmitir doenças. Embora estando relacionado à transmissão de doenças, os mosquitos são importantes para o ecossistema, pela sua participação na cadeia alimentar, servindo de alimentos para outras espécies, prestando serviços ambientais como a polinização realizada pelo inseto adulto e a liberação de nutrientes que acontece quando suas crias se alimentam de resíduos orgânicos.

Nos últimos anos o mundo vem sendo acometido por doenças transmitidas por mosquitos, em especial, pelo Aedes sp. e muito se tem buscado medidas de extermínio e ou controle desses insetos nas áreas onde eles são prevalentes. Vários são os estudos em todo o mundo focados contra, principalmente, o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chinkungunya e zika.

Duas novas abordagens de controle de doenças transmitidas por mosquitos ganharam uma atenção considerável no combate, particularmente, ao Aedes aegypti que são a sua modificação genética e a introdução de bactérias em populações de mosquitos. O efeito pretendido com esses métodos é reduzir a transmissão, e isso pode ser conseguido diminuindo o número de mosquitos fêmeas em uma área e ou reduzindo a sua capacidade para suportar o desenvolvimento do vírus.

A modificação genética é uma estratégia de controle que envolve a criação de uma linhagem de mosquitos com um gene letal, que produz uma toxina que mata esses insetos. Machos de mosquitos geneticamente modificados podem  ser soltos na natureza para copular com as fêmeas. Seus descendentes não vão viver até a idade adulta, assim, a população deve diminuir. Outra metodologia é a de  utilizar bactérias endosimbióticas que vivem dentro de outros organismos, no caso as que vivem em insetos chamadas Wolbachia, que são retiradas de moscas de frutas e introduzidas em Aedes, podendo, assim,  inibir a replicação do vírus da dengue dentro do mosquito. A Wolbachia também reduz a capacidade desses mosquitos para abrigar e transmitir vírus da febre amarela e da chikungunya e, talvez também o vírus Zika.

Mas existem limites nesta metodologia, pois ao longo do tempo, os vírus superam o efeito inibitório que a Wolbachia tem, transmitindo vírus novamente. Enquanto isso não puder ser facilmente testado, existem pesquisas preliminares, tentando gerar uma linha “superinfectada” de mosquitos, contendo duas cepas diferentes de Wolbachia, que poderia oferecer uma estratégia eficaz para ajudar a gerir a potencial resistência do  vírus.

Mas, até  essas metodologias não estiverem disponíveis o que fazer? Em primeiro lugar saber que o combate ao Aedes e às doenças transmitidas por ele é responsabilidade dos órgãos públicos assim como  de toda população. É importante estar atento que o mosquito Aedes aegypti se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída) e por isso é fundamental a conscientização da população e a tomada de medidas para a redução e, quem sabe, até a erradicação de doenças no Brasil.

São medidas importantes: não deixar água parada sobre a laje das casas, em pneus fora de uso ou nas calhas. Vasilhas que ficam abaixo dos vasos de plantas não podem ter água parada, mas devem estar sempre secas e com areia. As caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para os poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água. As vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar, assim como as piscinas devem ter tratamento de água com cloro e quando não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas.

Deve-se ainda ter a atenção redobrada para garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) que devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado). Também deve-se ter atenção com o descarte do lixo em terrenos baldios e mantendo as latas de lixo sempre bem fechadas, assim como para as bromélias que costumam acumular água entre suas folhas. O ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

Ficar sempre alerta é fundamental! E, assim que for observada alguma situação diferente e de difícil controle, deve-se avisar imediatamente sobre o problema a um agente público de saúde para que medidas eficazes de prevenção sejam tomadas.

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