*Paulo Caldas
A menina que colecionava medos, lançamento de Janine Meira Henriques, impressiona a partir do título. O enfileirar das letras sugere uma espécie de coreografia, como se fora uma valsa, em que os pares volteiam a flutuar nos espaços ante os olhos seduzidos dos leitores.
Daí às emoções se definem: mostram-se em dores de tristezas, sorrisos de esperanças, em torno de Elioras Eli (“meu Deus”) e Or (“é luz”) nascidas do hebraico, Deus é a minha luz… Mas o que fazer quando a luz precisa dividir espaço com os medos? e a presença do mistério vivo, quando uma menina que não esconde os medos – ela os coleciona numa gaveta secreta que mora dentro do coração.
No conteúdo, com passos ousados, ao ritmo do mágico, quem sabe do fantástico ou real, sucedem espontâneas símiles, metáforas e surgem nos cenários, movimentos e gestuais de cada cena.
Atenta à trajetória construída a partir do ser ou estar do humano, Janine já lançou escritos em poesia, crônica, contos infantis e aqui faz a sua estreia no gênero romance.
A publicação tem a revisão de Dalton Charles, ilustrações de Tiago Bione, diagramação de Silva Barbosa, interação gráfica de Anny Carol e traz o selo da Editora Pedrinhas de Brilhante e os exemplares podem ser adquiridos pelo janinemeira38@gmail.com.
*Escritor
