Indicador que combina inflação e desemprego voltou ao nível de 2013 e sinaliza melhora no poder de compra e na confiança do consumidor
Pernambuco registrou, em 2025, o menor índice de desconforto econômico dos últimos 12 anos, segundo levantamento do Santander. O indicador, que combina as taxas de inflação e desemprego para medir o impacto da economia no cotidiano das famílias, voltou ao patamar de 12,4%, repetindo o melhor resultado da série histórica iniciada em 2013.
De acordo com o estudo, a melhora tem sido observada desde 2022, quando o índice no estado alcançava 19,5%. Desde então, a combinação de inflação mais moderada e um mercado de trabalho mais aquecido tem contribuído para reduzir o nível de desconforto econômico e ampliar o poder de compra da população.
A análise também aponta que essa tendência reflete um movimento mais amplo observado no país. Em 2025, a média nacional do índice foi de 9,3%, o menor resultado da série histórica. O cenário indica uma recuperação gradual nos últimos anos na maioria dos estados brasileiros, ainda que as diferenças regionais persistam.
Segundo os economistas Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, responsáveis pelo estudo do Santander, o Nordeste e o Norte continuam acima dos níveis observados no Sudeste e no Sul, embora a distância esteja diminuindo. “Todos os municípios das regiões Nordeste e Norte têm Índice de Desconforto abaixo ou perto dos patamares de 2012. No entanto, todas as capitais dessas duas regiões permanecem acima da média nacional", ponderam os economistas no estudo.

