Produção de abacaxi em Pombos impulsiona economia local e responde por mais de 30% da safra de Pernambuco

A produção de abacaxi tem se destacado como motor de desenvolvimento econômico no município de Pombos, localizado a 57 quilômetros do Recife, na transição entre a Zona da Mata e o Agreste pernambucanos. Reconhecida por lei como Capital do Abacaxi, a cidade respondeu, em 2024, por 32,3% de toda a produção estadual da fruta, com 16.590 toneladas colhidas, segundo dados do IBGE. O volume coloca o município na liderança do cultivo em Pernambuco.

O desempenho é sustentado pelo trabalho de cerca de 200 agricultores familiares, responsáveis por uma produção anual estimada em 20 milhões de frutos. A variedade predominante é a Pérola, conhecida pelo sabor doce, baixa acidez e alta suculência. Grande parte da produção é comercializada por meio do Ceasa-PE, consolidando a cadeia produtiva como uma das principais atividades econômicas locais.

Com o passar dos anos, o cultivo deixou de se limitar à venda do abacaxi in natura e passou a incluir produtos derivados, como geleias, licores, doces e bolos, ampliando o valor agregado da produção. “Essa é uma forma de diversificar e, principalmente, agregar valor à produção. Tudo isso no contexto de promover o desenvolvimento local, integrado e sustentável, considerando que a atividade é realizada por agricultores do lugar, a renda gerada permanece no território e explora uma atividade que tem um fator identitário com a própria região”, diz Alexandre Alves, gerente do Sebrae/PE para a Zona da Mata.

A consolidação da cultura do abacaxi em Pombos teve início nos anos 1980, quando produtores buscaram alternativas à mandioca após perdas causadas por seca e pragas. As condições de solo, relevo e clima favoreceram a adaptação da fruta, que hoje conta com apoio do Sebrae/PE em iniciativas voltadas à organização produtiva, adoção de tecnologias e fortalecimento da comercialização. A estrutura inclui cooperativa, associação de produtores e uma central de negócios.

Com foco na expansão de mercados, o município também investe em boas práticas agrícolas, rastreabilidade e certificações internacionais. “Com a comercialização para outros mercados, surge a questão da certificação. No GlobalG.A.P., chegamos até a etapa do Caderno de Campo”, aponta Alexandre Alves. O processo é considerado estratégico para ampliar a competitividade, garantir padrões de qualidade e viabilizar o acesso ao mercado global.

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