Programa Cisternas Entrega 11.600 Unidades Em Pernambuco Entre 2024 E 2025 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco
Programa Cisternas entrega 11.600 unidades em Pernambuco entre 2024 e 2025
Marcelo Curia/MDS

O Programa Cisternas registrou uma retomada expressiva em Pernambuco nos últimos dois anos, com a entrega de 11.600 unidades entre 2024 e 2025 — sendo 7.200 em 2024 e 4.400 em 2025. Na comparação entre 2025 e 2022, quando foram concluídas apenas 15 unidades no estado, o crescimento foi de 29.200%. As cisternas garantem o consumo familiar e também são utilizadas em escolas, lavouras e na criação de animais, ampliando o acesso à água em áreas de escassez hídrica.

Resultados no Nordeste e no Brasil

Desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa contabiliza 104.300 unidades de captação e armazenamento de água entregues em todo o país. Desse total, 88,6% estão concentradas na Região Nordeste. Em 2025, foram 48.900 entregas no Brasil, contra 6,7 mil em 2022, o que representa crescimento de 630%. Além de Pernambuco, estados como Maranhão e Rio Grande do Norte também registraram avanços significativos no número de unidades instaladas.

Tecnologia social e inclusão produtiva

O Programa Cisternas promove o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo, voltadas principalmente a famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo e inscritas no Cadastro Único. A iniciativa contempla diferentes modelos, como cisternas de 16 mil litros para consumo humano e de 52 mil litros para produção de alimentos e dessedentação animal, além de versões destinadas a escolas públicas rurais. A execução envolve parcerias com a sociedade civil e prioriza a contratação de mão de obra local, estimulando a economia das comunidades atendidas.

Impactos sociais e ambientais

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o programa tem mostrado efeitos que vão além do acesso à água. “O programa tem impactos significativos e diversos, como a redução na incidência de doenças de veiculação hídrica, da mortalidade infantil, o aumento e diversificação da produção agroalimentar, por dinamizar a economia local e gerar renda às famílias beneficiárias”, afirmou Vitor Santana, coordenador da iniciativa. Segundo o Governo Federal, a política pública representa uma mudança de paradigma no enfrentamento à seca e na convivência com o semiárido brasileiro.

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