São João impulsiona Polo de Confecções: 77% dos empresários projetam vendas maiores

O São João de 2026 reforça seu papel como um dos principais motores da economia do Polo de Confecções de Pernambuco. Pesquisa divulgada pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) aponta que 77% dos empresários do setor esperam resultados comerciais melhores ou muito melhores do que os registrados no período junino do ano passado. Apenas 11,5% projetam estabilidade, enquanto o mesmo percentual prevê desempenho inferior.

Os dados do ICETEC – Índice de Confiança do Empresário do Setor Têxtil e de Confecções – revelam que a temporada junina segue sendo estratégica para o faturamento das empresas. Para 51,9% dos entrevistados, o impacto financeiro da data representa um crescimento entre 15% e 30%, enquanto 28,8% apontam avanço entre 30% e 50%. Outros 7,7% estimam expansão superior a 50%. Além disso, 67,3% das marcas afirmam que o São João contribui fortemente para os negócios e 9,6% consideram o período seu principal diferencial competitivo.

A expectativa positiva também se refletiu na produção. Segundo o levantamento, 86,5% das empresas aumentaram o volume de peças fabricadas para atender à demanda. Mais da metade das indústrias já operava com a produção junina em andamento no momento da pesquisa, enquanto parte do setor ampliou o uso de facções externas, horas extras e contratações temporárias para dar conta dos pedidos.

Apesar do cenário favorável para as vendas, os empresários relatam desafios relacionados aos custos de produção. Quase 70% das empresas reajustaram os preços dos produtos para preservar o equilíbrio financeiro. Os principais entraves apontados foram os custos de matéria-prima, logística e mão de obra. Além disso, mais da metade dos negócios enfrentou algum tipo de dificuldade no abastecimento de insumos, enquanto a concorrência com produtos importados permanece como a principal preocupação de longo prazo para o setor.

Para Pedro Miranda, diretor-presidente do NTCPE, os resultados confirmam a relevância econômica do período. “Os dados apresentados confirmam que o São João não é apenas uma manifestação cultural, mas sim um dos motores econômicos mais vitais para o Polo de Confecções de Pernambuco. O alto índice de confiança, mesmo diante de um cenário desafiador de custos de matéria-prima e concorrência com importados, demonstra a maturidade e a agilidade comercial das nossas indústrias em responder com rapidez e eficiência ao mercado nacional”.

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