No Dia Mundial da Saúde Mental, especialista propõe ampliar o olhar sobre o bem-estar emocional e explica por que é importante fortalecer a saúde mental antes que o adoecimento aconteça
Neste sábado, 10 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental, uma data que convida à reflexão sobre a importância do cuidado com o bem-estar psicológico e emocional. Mas existe uma questão que nem sempre recebe a devida atenção: não apresentar sinais de uma doença mental significa, necessariamente, estar mentalmente saudável?
A professora e consultora de Felicidade Organizacional e Desenvolvimento Humano, Roberta Rigaud, propõe ampliar essa discussão a partir dos conceitos de proteção e imunidade mental. Segundo a especialista, uma pessoa pode não apresentar um diagnóstico ou uma crise evidente e, ainda assim, experimentar baixos níveis de saúde mental, marcados pela falta de propósito, pertencimento, relações positivas ou sensação de bem-estar.
“Doença mental e saúde mental não são a mesma coisa. Você pode não estar mentalmente doente, continuar trabalhando, parecer funcional para todo mundo e, ainda assim, ter pouca saúde mental”, explica Rigaud.
Para a especialista, o cuidado com a saúde mental não deve começar apenas quando surgem sintomas ou situações de crise. É importante também compreender quais recursos emocionais, sociais e psicológicos ajudam a fortalecer o bem-estar e a capacidade de enfrentar as adversidades do dia a dia.
O que merece atenção?
- Sensação persistente de vazio ou falta de propósito;
- Dificuldade de estabelecer vínculos e sentir pertencimento;
- Pouco bem-estar emocional;
- Dificuldade para lidar com adversidades.
Cuidar da saúde mental também significa fortalecer os fatores que contribuem para o bem-estar, e não apenas buscar ajuda quando os sintomas aparecem.