Segurança é apontada como principal problema do Recife por 63% dos moradores, mostra pesquisa sobre qualidade de vida

A segurança pública é considerada o principal problema do Recife por 63% dos moradores, segundo a segunda edição da pesquisa “Viver em Recife: Qualidade de Vida”, divulgada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec. O levantamento analisa a percepção da população sobre diferentes aspectos da vida na capital pernambucana, incluindo bem-estar, confiança nas instituições e avaliação da gestão municipal.

De acordo com o estudo, a área da saúde aparece como a segunda maior preocupação dos recifenses, mencionada por 26% dos entrevistados. Em terceiro lugar estão as enchentes e inundações, citadas por 24% da população — tema que ganhou mais relevância em relação ao levantamento anterior, com aumento de 14 pontos percentuais.

Apesar das críticas a problemas urbanos, parte da população avalia que houve melhora nas condições de vida na cidade. Para 45% dos moradores, a qualidade de vida no Recife “melhorou muito” ou “melhorou um pouco” nos últimos 12 meses. Outros 32% consideram que a situação permaneceu estável, enquanto 20% afirmam que “piorou um pouco” ou “piorou muito”.

A pesquisa também aponta percepções sobre a gestão pública local. A administração municipal é avaliada como ótima ou boa por 47% dos entrevistados, enquanto 34% classificam como regular e 17% como ruim ou péssima. Já a Câmara Municipal recebe avaliação positiva de 12% dos recifenses, é considerada regular por 42% e ruim ou péssima por 37%.

Outro dado relevante diz respeito à relação da população com a cidade: 63% afirmam que sairiam do Recife se tivessem a oportunidade, percentual ligeiramente menor do que o registrado na edição anterior da pesquisa, quando o índice era de 67%. Além disso, 60% dos entrevistados dizem não ter nenhuma vontade de participar da vida política local.

O levantamento ouviu 300 moradores do Recife com 16 anos ou mais, residentes na cidade há pelo menos dois anos. As entrevistas foram realizadas online entre 1º e 27 de dezembro de 2025. O estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em seis pontos percentuais, para mais ou para menos.

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