Silos Históricos Do Recife Antigo São Transformados Em Residenciais E Impulsionam Requalificação Urbana - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco
Silos históricos do Recife Antigo são transformados em residenciais e impulsionam requalificação urbana

No Recife Antigo, ao lado do Porto do Recife e do polo de inovação do Porto Digital, os antigos silos do Moinho Recife ganham nova função com a conversão em edifícios residenciais. As estruturas centenárias, antes ligadas à atividade industrial portuária, passam a integrar a dinâmica urbana como moradia, reforçando o processo de reocupação e valorização do bairro histórico. A entrega dos residenciais Silo 215 e Silo 240 consolida o projeto como um dos mais relevantes da Moura Dubeux no reaproveitamento de patrimônio e na criação de novas soluções habitacionais no Bairro do Recife.

Novo ciclo de ocupação e vida urbana

A transformação dos silos representa mais do que uma intervenção da construção civil. Desde o encerramento das atividades originais, em 2009, o complexo permanecia sem uso. Agora, os edifícios ressurgem como pontos de convivência, ampliando o fluxo de pessoas, fortalecendo o comércio local e estimulando um cotidiano mais ativo e seguro. A chegada de moradores e investidores se soma ao movimento iniciado com a implantação de cafés, escritórios, lojas e áreas abertas ao público no Moinho Recife Business & Life.

Moradia e identidade histórica

Para o CEO da Moura Dubeux, Diego Villar, o projeto simboliza um novo olhar sobre o centro histórico. “Os silos têm uma força simbólica muito grande. Eles contam a história do Recife industrial, e transformá-los em moradias é dar um novo capítulo a essa trajetória. É uma obra que ressignifica o bairro e abre caminho para que mais pessoas voltem a viver no coração da cidade”, afirma. Os empreendimentos somam 253 unidades residenciais, entre estúdios e apartamentos de um ou dois quartos, com metragens entre 19 e 68 metros quadrados.

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Arquitetura, memória e engenharia

As tipologias preservam a volumetria, as curvas e a geometria originais dos antigos silos de trigo, integrando memória industrial e arquitetura contemporânea. As áreas comuns incluem rooftops conectados por passarela, piscinas aquecidas, lounge bar, academia, salão de festas e espaços de convivência, com vistas para o mar e para o tecido histórico da cidade. O retrofit exigiu soluções complexas de engenharia, como escaneamento por nuvem de pontos, reforços estruturais, demolições controladas e reconstruções parciais, garantindo segurança, funcionalidade e respeito ao patrimônio.

Sustentabilidade, impacto social e reconhecimento

O projeto também se destaca pelas práticas de economia circular e sustentabilidade, com reaproveitamento de estruturas, reciclagem de materiais e uso de sistemas de captação de água da chuva. Parte dos materiais removidos foi reutilizada, inclusive em obras na Comunidade do Pilar. A iniciativa teve impacto social por meio do programa MD Social, voltado à qualificação profissional, e recebeu reconhecimento nacional, como o Prêmio Talento Engenharia Estrutural, na categoria Sustentabilidade, e o Prêmio InovaInfra 2024. “Quando mostramos que é possível unir patrimônio histórico, engenharia de ponta e sustentabilidade, criamos uma referência para outras cidades brasileiras. O Bairro do Recife volta a ser um território de moradia, inovação e convivência”, destaca Diego Villar.

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