Transplante de rim entre irmãos devolve qualidade de vida a paciente com doença renal crônica no Recife

Um gesto de solidariedade entre irmãos mudou a vida de um paciente diagnosticado com doença renal crônica (DRC) no Recife. Após quase dois anos realizando hemodiálise, o piloto de avião José Marcelo recebeu um transplante renal intervivo, quando o órgão é doado por uma pessoa viva, graças à decisão da irmã, a empresária Ana Macia, que se ofereceu para realizar os testes de compatibilidade logo após saber da condição de saúde do familiar.

“Quando meu irmão chegou em casa falando sobre a insuficiência renal, eu nem pensei no grau em que ele estava. Logo disse: ‘vou te dar um’”, relata Ana Macia. A compatibilidade entre os dois foi confirmada logo nos primeiros exames, abrindo caminho para a realização do transplante e para uma mudança significativa na rotina do paciente.

Antes da cirurgia, José Marcelo enfrentava uma rotina intensa de tratamento. Durante um ano e 11 meses, ele precisou realizar sessões de hemodiálise três vezes por semana. “Foi mais uma adaptação. O difícil era não poder viajar ou sair com tanta liberdade, porque existia o compromisso com a máquina e uma alimentação mais regrada”, lembra. Segundo ele, a possibilidade do transplante trouxe esperança de recuperar a autonomia no dia a dia.

O procedimento foi realizado no Hospital Santa Joana Recife pelo cirurgião do aparelho digestivo Cristiano de Souza Leão, com mais de 20 anos de experiência em transplante renal. Segundo o especialista, o transplante intervivo apresenta vantagens importantes. “No transplante intervivo, o intervalo entre a retirada do rim do doador e o implante no receptor é muito curto, o que reduz o risco de disfunção do órgão. Além disso, dentro da família conseguimos buscar o doador mais compatível, o que pode melhorar o funcionamento do rim transplantado”, explica.

Após a cirurgia, José Marcelo relata mudanças rápidas na qualidade de vida. “A primeira coisa foi não precisar mais da hemodiálise. Sumiram sintomas que a máquina deixava, como enjoo, dores fortes de cabeça e ânsia. O apetite voltou e já posso consumir mais líquidos”, conta. Para ele, o procedimento representou um novo começo. “O transplante me devolveu a liberdade de não estar preso à diálise dia sim, dia não”.

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