Estudo destaca impacto direto na produtividade, redução de custos logísticos e aumento da competitividade da economia brasileira
Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 no Produto Interno Bruto (PIB) do setor de transporte. O dado integra a Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, que aponta o forte efeito multiplicador da infraestrutura rodoviária sobre a atividade econômica, com reflexos diretos na eficiência logística e nos custos operacionais.
Os impactos aparecem já no curto prazo, especialmente nos investimentos privados. Segundo o estudo, a cada R$ 1 aplicado por empresas em rodovias, o PIB do transporte cresce R$ 2,58 no mesmo trimestre. No caso dos investimentos públicos federais, o efeito imediato é menor, com alta de R$ 0,61 para cada real investido. Ainda assim, ambos os aportes contribuem para ganhos operacionais, como redução do custo do frete, maior agilidade no transporte de mercadorias e menor consumo de combustível.
No médio prazo, o efeito se intensifica. O levantamento indica que o investimento privado pode gerar até R$ 4,77 no PIB do transporte em um intervalo de até nove meses. Já o investimento público federal alcança impacto semelhante — R$ 4,64 — em um período mais longo, de até 18 meses. A melhoria da infraestrutura viária permite maior fluidez no escoamento de produtos, beneficiando cadeias produtivas e consumidores.
Os dados ganham ainda mais relevância diante da dimensão do setor na economia nacional. Em 2025, o segmento de transporte, armazenagem e correio movimentou R$ 395,67 bilhões, com crescimento de 2,1% frente ao ano anterior, enquanto o PIB brasileiro avançou 2,3%, totalizando R$ 12,74 trilhões. Apesar disso, o nível de investimentos segue abaixo da média histórica, representando 16,8% do PIB, ante 17,9% no período entre 1996 e 2025.
“Ampliar e qualificar os investimentos em infraestrutura logística não apenas melhora a eficiência do transporte, mas também contribui para reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade das cadeias produtivas e fortalecer a competitividade do Brasil”, afirma a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

