Longa-metragem de animação, com participação da SAGUI Studio e de profissionais do Agreste pernambucano, integra a Première Brasil – Nova Geração e terá duas sessões no festival, que acontece de 1º a 11 de outubro
O longa-metragem Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, com animação produzida em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, chega ao Rio de Janeiro após realizar sua estreia brasileira no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dirigido e roteirizado por Brenda Lígia e Edu Felistoque, o filme integra a programação do Festival do Rio, um dos principais festivais de cinema do país, na Première Brasil – Nova Geração, com sessões nos dias 9 e 10 de outubro, no Centro Cultural FGV. A edição de 2026 acontece de 1º a 11 de outubro.
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo é o segundo longa-metragem de animação produzido em Pernambuco e contou com o trabalho da SAGUI Studio, primeiro estúdio de animação do Agreste pernambucano, sediado em Caruaru. Profissionais da região participaram de etapas centrais da construção da animação, levando para uma produção de alcance nacional uma cadeia de criação desenvolvida a partir do interior do estado.
Na realização do filme, a SAGUI Studio foi responsável pela produção executiva, controle financeiro da animação, character design, concept art, criação do universo visual, animação e direção de arte. A atuação do estúdio reúne, portanto, diferentes etapas da concepção e da execução visual do longa, realizadas com uma equipe estabelecida em Caruaru.

Entre os nomes pernambucanos envolvidos está Everton Amorim, artista residente em Caruaru, sócio da SAGUI Studio e responsável pela direção de animação e direção de arte do longa. Amorim também é fundador da Refúgio Onírico, produtora audiovisual independente que integra a coprodução de Amadeo e o Hipotético Mundo Novo e desenvolve, em Pernambuco, projetos que transitam entre cinema, animação e outras linguagens audiovisuais.
A presença de duas produtoras sediadas em Pernambuco na realização do longa — uma delas com atuação diretamente ligada à produção da animação a partir de Caruaru — aproxima o filme de uma trajetória recente de expansão do audiovisual para além dos grandes centros. No caso de Amadeo, essa produção chega agora a uma das principais vitrines do cinema brasileiro, depois de passar pelo Festival de Xangai e pelo Festival de Brasília.
A Downtown Filmes prepara o lançamento comercial do longa nos cinemas brasileiros para dezembro de 2026, logo após as comemorações do feriado da Consciência Negra.
Uma nova geração do cinema brasileiro
No Festival do Rio, Amadeo e o Hipotético Mundo Novo integra a Première Brasil – Nova Geração, mostra dedicada à produção brasileira voltada ao público jovem e às famílias. A seleção reúne seis filmes e propõe um recorte sobre novas formas de contar histórias para diferentes gerações.
A sessão de gala acontece no dia 9 de outubro, com a presença da diretora, integrantes da equipe e parte do elenco. No dia seguinte, 10 de outubro, às 16h, o filme terá uma sessão especial ao ar livre, voltada para crianças e famílias, na esplanada do Centro Cultural FGV.
Para Brenda Lígia, a chegada do filme ao Festival do Rio representa uma oportunidade de ampliar o encontro da animação com diferentes públicos. “Como diretora de um longa de animação que coloca um cientista africano no centro da narrativa e celebra o protagonismo negro, sinto que ocupar esse espaço é uma enorme conquista. Espero que Amadeo toque o coração de crianças de todas as idades, dos 2 aos 90 anos. Acredito que a animação pode ressignificar memórias e abrir caminhos para novas gerações”, destaca.
Produzido em animação tradicional 2D, sem uso de inteligência artificial, Amadeo e o Hipotético Mundo Novo combina aventura, humor, romance e crítica histórica a partir de uma hipótese sobre o Brasil do século XIX: como seria o país se a sociedade tivesse tomado outros caminhos diante da escravidão?
A história acompanha Amadeo, um jovem cientista africano que inventa a câmera fotográfica antes dos europeus. Disfarçado para não ser escravizado, ele utiliza sua invenção para registrar a violência da escravidão e contribuir para a libertação de pessoas mantidas em cativeiro na fazenda de um poderoso barão.
O elenco de vozes de Amadeo e o Hipotético Mundo Novo reúne nomes como Sérgio Menezes, Edmilson Filho, Naruna Costa, Paolla Oliveira, Antônio Fagundes, Mateus Solano, Tiago Abravanel, Adriana Lessa, Igor Cotrim, Dexter – O Oitavo Anjo e Léa Garcia, além da própria Brenda Lígia. Naruna Costa interpreta Linda, personagem cuja voz foi criada pela atriz para o filme.
O longa é uma iniciativa das produtoras associadas Felistoque Cinema, Sol de Barros Filmes, Refúgio Onírico, SAGUI Studio, Assum Filmes, Martinelli Filmes, Guarnicê Produções e Dream Box. A distribuição é da Downtown Filmes, que prepara o lançamento comercial do filme nos cinemas brasileiros para novembro de 2026, mês em que se celebra a Consciência Negra.
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo conta com patrocínio do BNDES e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, sendo realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura.
Serviço
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo – Festival do Rio (RJ)
9 de outubro – Sessão de gala, no Centro Cultural FGV
10 de outubro, às 16h – Sessão especial ao ar livre, na esplanada do Centro Cultural FGV
Entrada gratuita.
Mais informações:
Site: www.saguistudio.com
Contato: saguistudios@gmail.com
Instagram: @sagui.studio
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