Levantamento mostra que 4,89 milhões de pernambucanos acessaram aplicativos de instituições financeiras em 2025, maior avanço entre os usos da internet no estado
O acesso a aplicativos de instituições financeiras por usuários de internet em Pernambuco chegou a 4,89 milhões de pessoas em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total representa 66% dos internautas do estado e um crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior, o equivalente a 271 mil novos usuários. Entre todas as finalidades de uso da internet pesquisadas pelo instituto, essa foi a que registrou a maior expansão no período.
O avanço acompanha a ampliação do uso de serviços financeiros digitais, impulsionada pela popularização do Pix e pela entrada mais precoce dos jovens no sistema financeiro. Segundo o coordenador de Projetos de Desenvolvimento e Planejamento da Central Sicredi Nordeste, Judson Garcia, a familiaridade da geração Z com ferramentas digitais contribui para esse movimento. “A geração Z já nasceu em um ambiente digital e tem uma relação diferente com os serviços financeiros. É um público que busca praticidade, atendimento pelo celular e acesso rápido às soluções, mas que também valoriza propósito e participação. O modelo cooperativo permite que o associado seja dono e participe das decisões, o que aproxima esses jovens do cooperativismo de crédito”, afirma.
Garcia acrescenta que o uso de pagamentos instantâneos e de aplicativos ampliou o contato desse público com produtos financeiros. “O avanço do Pix, das carteiras digitais e dos aplicativos tornou os serviços financeiros mais presentes no cotidiano. Muitos jovens começaram utilizando ferramentas de pagamento e passaram a buscar outras soluções, como investimentos, seguros e crédito. Isso contribui para uma aproximação mais cedo com as cooperativas de crédito”, diz.
Dados do Relatório de Cidadania Financeira, do Banco Central, mostram que o número de jovens utilizando cartão de crédito e empréstimo pessoal passou de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões em 2024, alta de 101%. O principal crescimento ocorreu entre pessoas com renda de até dois salários mínimos. O relatório também indica que a idade média do primeiro relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional caiu de cerca de 35 anos, antes de 2020, para 20 anos em 2024. Para Judson Garcia, “Esse é um público que cresceu conectado e espera experiências simples e integradas. Ao mesmo tempo, valoriza educação financeira e transparência. A presença crescente desses jovens no cooperativismo contribui para renovar a base de associados e ampliar a participação das novas gerações no desenvolvimento das comunidades”, afirma.


