Volume de serviços tem desempenho positivo no ano, mas vendas no varejo seguem em queda

Revista algomais
Publicado em 13 de julho de 2022
Volume de serviços tem desempenho positivo no ano, mas vendas no varejo seguem em queda

O IBGE divulgou os resultados sobre o desempenho do varejo e dos serviços no estado de Pernambuco, com base nas pesquisas conjunturais dos respectivos setores.

A Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS/IBGE) aborda o resultado das vendas no setor, com base no desempenho dos segmentos de ‘serviços prestados às famílias’, ‘transportes, armazenamento e entrega’, ‘informação e comunicação’ e ‘serviços profissionais e administrativos’. Na metodologia utilizada pelo IBGE, não estão envolvidos os segmentos de saúde, educação e intermediação financeira, em função de maior regularidade no desempenho dessas atividades, suportada por instrumentos contratuais.

Segundo recorte local feito pela Fecomércio-PE, em maio o setor de serviços de Pernambuco registrou queda de 3,1% na comparação com o mês imediatamente anterior. É o segundo mês de desempenho negativo no volume de serviços prestados no estado – em abril o resultado já fora de queda de 4,2%, após o IBGE atualizar os dados para o mês – refletindo um momento de recuo na demanda das famílias depois de um resultado favorável no primeiro trimestre.

Na comparação com maio do ano anterior, a variação foi positiva em 8,9%. Com esse resultado, o setor acumula crescimento de 14,3% no volume de serviços prestados, de janeiro a maio com relação ao mesmo período de 2021, desempenho que é superior à média nacional, cuja variação foi de 9,4% na mesma base de comparação.

Pernambuco: variação acumulada no ano do volume de serviços prestados, por segmento de atividade – maio/2022

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Fonte: Pesquisa Mensal dos Serviços/IBGE.

Os ‘serviços prestados às famílias’ seguem liderando o desempenho entre os segmentos do setor, apresentando crescimento de 29,0% no acumulado de janeiro a maio. Os serviços de ‘informação e comunicação’, por sua vez, seguem sendo o único segmento específico com desempenho aquém da média geral do setor, tendo avançado apenas 1,0% no ano. Isso porque, o agregado de ‘outros serviços’ – que envolve um conjunto amplo de atividades, desde de ‘saneamento’ e ‘imobiliárias’, até ‘manutenção e reparo de equipamentos e objetos pessoais’ – também ficou abaixo da média, mas ainda com um desempenho bastante favorável de +12,5%.

Os resultados das vendas no comércio varejista, por sua vez, são contemplados na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que abrange os segmentos de ‘hiper e supermercados, alimentos e bebidas’, ‘combustíveis e lubrificantes’, ‘farmácias, artigos médicos, perfumaria e cosméticos’, ‘móveis e eletrodomésticos’, ‘tecidos, vestuário e calçados’, ‘equipamentos de informática e comunicação e materiais para escritório’, ‘livrarias e papelarias’ e ‘outros artigos de uso pessoal e doméstico’ – que juntos compõem o chamado ‘varejo restrito’ –, além dos segmentos de ‘materiais de construção’ e de ‘veículos, motos, partes e peças’ – que juntamente com os primeiros compõem o denominado ‘varejo ampliado’.

No varejo restrito o desempenho foi positivo em 1,6% no mês de maio com relação a abril, quando o setor havia registro primeira queda do ano. Por outro lado, cabe salientar que o IBGE revisou também os dados da variação entre março e abril: antes, a retração de abril foi calculada em 7,7%, agora o valor foi atualizado para uma queda de 2,5%. No varejo ampliado o resultado de abril foi ajustado de -1,3% para -1,2%. Em maio, o desempenho com relação ao mês anterior foi positivo, mas ainda tímido, apresentando variação de 0,7% no volume de vendas.

Na comparação interanual, maio foi um mês nada favorável, tanto para o varejo restrito quanto para o varejo ampliado: as variações foram, respectivamente, -7,0% e -10,9% em relação ao mesmo mês de 2021.

Com esse resultado de maio, o varejo restrito acumula queda de -5,5% e o ampliado acumula retração -4,2% no ano. Os segmentos mais afetados até o momento são os de a ‘hipermercados, supermercados, alimentos e bebidas’ (-8,5%), ‘outros artigos de uso pessoal e doméstico’ (-12,4%), ‘material de construção’ (-14,4%) e ‘móveis e eletrodomésticos’ (-24,0%).

Pernambuco: variação acumulada no ano do volume de vendas do comércio varejista, por segmento do varejo – maio/2022

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Fonte: Pesquisa Mensal dos Serviços/IBGE.

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