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Arquivos Cultura E História - Página 297 De 406 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Cultura e história

“Workshop de criatividade com interpretação artística” foca em aprimoramento ato criativo pelo multiartista Carlos Vasconcelos sábado (27)

Workshop propõe o exercício da criatividade através da criação de arte com pintura sobre papel, através de diversos estímulos (como músicas, textos literários e vídeos), em metodologia desenvolvida pelo multiartista Carlos Vasconcelos, no “Workshop de criatividade com interpretação artística”, a ser realizado neste sábado (dia 27), no Centro Cultural de Criação, Rua dos Medicis, 30 | 406, na Boa Vista. Estimular o ato criativo é o foco da iniciativa que tem como objetivo o estímulo do potencial criativo de estudantes e profissionais, que precisam expandir a capacidade criativa com novos olhares e de novas perspectivas para soluções do dia a dia. “A intenção é que os participantes possam explorar novas possibilidades de desenvolvimento criativo, pois experimentos e pesquisas são coisas fundamentais na evolução do processo artísticos. Mas, muitas vezes, a primeira ideia é a melhor solução, afinal, ela enfatiza um conceito que está já inserido em nossa mente”, diz Carlos, que vem envolvendo essa metodologia em cursos pelo Nordeste. Neste workshop, ele utilizará com a pintura sobre papel como ferramenta principal para o desenvolvimento artístico dos participantes, que trabalharão esses experimentos e pesquisas sobre os mais diversos temas das suas vivências diárias, sem uma sequência preestabelecida. “O roteiro será conduzido conforme as respostas do grupo, com o objetivo de estimular o seu potencial criativo independente da questão da inspiração, que é um conceito lúdico que permeia a visão do artista desde o início dos tempos”, comenta Vasconcelos. Por isso, ao longo de um dia inteiro de atividades práticas, as pessoas envolvidas no workshop irão entregar-se à formação de conceitos de forma, estilo e composição e organização espacial, além da criação de um catálogo de cores, química e percepção da cor. Perspectivas que o multiartista acredita ajudar na concepção de um novo olhar criativo e uma mentalidade ágil na produção da arte e de ideias nos diferentes campos de trabalho que se usam da arte como matriz. Ao longo do dia serão realizadas atividades práticas em que as pessoas envolvidas no workshop irão entregar-se à formação de conceitos de forma, estilo e composição e organização espacial, além de criação de um catálogo de cores, química e percepção da cor, por exemplo. Para participação no curso, não é necessária experiência anterior com arte, pois o “Workshop de criatividade com interpretação artística” é voltados a todos que trabalham, amam ou tem interesse em expandir o ato criativo, exercitando a criação de arte. As inscrições custam 220,00 e podem ser realizada pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/workshop-de-criacao__382797.

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Inscrições para Fenearte 2019 encerram-se dia 31/10

Seguem abertas, até o dia 31 de outubro, as inscrições para Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), edição 2019. O evento será realizada entre 3 a 14 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Os artesãos interessados devem fazer o cadastro através do site www.fenearte.pe.gov.br. A lista completa dos expositores selecionados será divulgada em novembro. Para realizar a inscrição é necessário preencher todas as informações solicitadas no sistema e anexar fotos dos produtos que serão avaliados pela curadoria do evento. As inscrições são válidas para todo o Brasil para os seguintes setores da feira: estados, internacional, prefeituras, associações, redes solidárias, Sebraes, Individual Pernambuco e indígena. Em sua última edição, a Fenearte recebeu mais de três mil inscrições. Dúvida podem ser esclarecidas pelo telefone (81) 3181.3454, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, ou pelo e-mail fenearte@centrodeartesanato.pe.gov.br.

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Hoje tem visita Proscenium! no Teatro de Santa Isabel

O Teatrando!, que oferece, toda semana, sempre às terças, atividades gratuitas e diversificadas, como saraus, oficinas e jogos teatrais, convidando recifenses e visitantes a conhecer melhor o Teatro de Santa Isabel, promove a visita Proscenium!, hoje (23), a partir das 15h. Idealizado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, o projeto tem a sua programação executada pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão – IDG, com patrocínio do Santander através da Lei Rouanet. Misturando, arte, jogo e mistério, a visita Proscenium! apresenta as instalações e a história de 168 anos do Teatro de Santa Isabel para um público formado por pessoas com mais de 10 anos de idade. Durante a brincadeira, os espectadores viram atores e jogadores, e são provocados a resolver desafios em nome da arte. A visita é conduzida pelo elenco formado pelos atores Alexandre Sampaio, Bruna Luiza Barros, Douglas Duan, Ellis Regina, Kadydja Erlen, Luciana Lemos, Paulo de Pontes e Rafael Dyon. O enredo que conduz os visitantes Santa Isabel adentro é de Analice Croccia, Célio Pontes e Quiercles Santana. A direção geral da visita espetáculo é de Célio Pontes e Quiercles Santana. E a direção musical é de André Freitas. Para participar da visita Proscenium! é necessário realizar inscrição prévia pelo telefone (81) 3355.3323. O acesso é gratuito.

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Som de Madeira é a atração do Circuito Aurora Instrumental nesta quarta-feira (24)

Com uma sonoridade que se debruça sobre as raízes nordestinas, e melodias bem construídas e prazerosas de se ouvir, o Som de Madeira promete encantar o público do circuito Aurora Instrumental, nesta quarta-feira (24). O refinamento sonoro do jazz (e improvisos dedicados), além do baião, frevo, choro e o samba estão presentes no trabalho do grupo, formado pelos músicos experientes Renato Bandeira (violão, guitarra, viola), Augusto Silva (bateria), Hélio Silva (baixo elétrico) e Júlio Cesar (acordeon). O quarteto vai apresentar músicas do seu álbum de estreia, De Ponta Cabeça, além de algumas composições inéditas, às 19h30, no Teatro Arraial Ariano Suassuna. O grupo Som de Madeira, que atendia por Renato Bandeira & Som de Madeira, tem história para contar desde 2002. Além de shows em Pernambuco e no Brasil, a banda participou de jam sessions no festival de Jazz de Montreaux, na Suíça, e também se apresentou na Argentina. O grupo se distanciou por um período, quando os músicos seguiram individualmente suas respectivas carreiras, e decidiram retornar com a banda, em 2015, com o lançamento do disco (e DVD) De Ponta Cabeça, que reúne músicas autorais e algumas homenagens. Com o álbum, trabalho muito sofisticado musical e esteticamente, o Som de Madeira ganhou o Prêmio da Música de Pernambuco, em 2016, na categoria Melhor Álbum Instrumental. Aurora Instrumental: O Circuito Aurora Instrumental é o espaço legítimo da música instrumental no Recife. Aurora é paisagem e geografia da capital pernambucana, e também é o nome da tradicional rua do Centro do Recife, paralela ao Rio Capibaribe, e o endereço do Teatro Arraial Ariano Suassuna, local onde ocorrerão todos os espetáculos musicais da primeira edição do circuito – dividido em duas temporadas. O evento, contemplado pela seleção pública do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), busca se posicionar como importante palco de expressão da diversidade, tradição e renovação da música instrumental e propõe o encontro do público com músicos e grupos instrumentistas de alta qualidade técnica e artística. A segunda temporada de concertos é realizada toda quarta-feira, de 10 de outubro a 12 de dezembro, sempre às 19h30, e com ingressos a preços populares. SERVIÇO: Aurora Instrumental apresenta Som de Madeira Dia: quarta-feira (24/10) Horário: às 19h30 Local: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, nº 457, Boa Vista, Recife – PE) Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Vendas: Bilheteria do Teatro Arraial (abre 1 hora antes do show) e no https://www.sympla.com.br/aurorainstrumental

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O Recife nos tempos do Zeppelin

No seu imaginário, o Recife ainda convive com as imagens da presença do Graf Zeppelin em nossos céus, que se tornou o maior acontecimento do século 20 entre nós. Dentre as novidades dos anos de 1930, famosa pelo aparecimento de novos hábitos e costumes, antecedendo a Segunda Grande Guerra, foi o surgimento do Graf Zeppelin, inaugurando linha direta, bimestral, com a Europa, em 22 de maio de 1930, fazendo a rota Friedrischafen-Sevilha-Rio de Janeiro. Pelo noticiário, registrado no Diario de Pernambuco, do dia 23 de maio, e depoimentos dos que viveram esse tempo, a exemplo do industrial Ricardo Brennand, 91 anos, se tornaram um verdadeiro acontecimento na cidade, as chegadas e partidas do dirigível, que cruzava o Atlântico em 59 horas de viagem. No dia seguinte do seu voo inaugural, assim noticiava o Diario de Pernambuco: Um vivo interesse se desenhava em todos os semblantes entorno desse acontecimento destinado a marcar uma data inesquecível na vida da cidade. […] Às 18 horas e 35 minutos o dirigível foi avistado no Recife e logo entrou a tocar, para divulgar a boa nova, o carrilhão do Diario de Pernambuco, cujos terraços estavam ocupados por famílias do nosso escol social. […] O Diario de Pernambuco, em sua edição do dia seguinte, às 16 horas, era já compacta a multidão de curiosos que se empilhavam nas torres das igrejas e até nos tetos das casas – inclusive nos terraços dos edifícios mais altos: Moinho Recife, Palácio da Justiça, Diario de Pernambuco, Hotel Central, etc. No mais alto da cúpula do Palácio da Justiça, em verdadeiro esporte de equilíbrio, agrupavam-se algumas dezenas de pessoas. O terraço desta folha, já às 17 horas, estava repleto de numerosa e compacta assistência. […] – Chegarei pouco depois do pôr do sol, foi a mensagem do comandante Eckener. […] É ele! É ele! É uma estrela! gritava o povo. Mas a dúvida em breve dissipou-se. Alguns instantes mais e a sombra branca do imenso pássaro aéreo começou a surgir e a crescer. Já eram então visíveis os dois focos de proa e popa marcando o vulto imenso que desfilava dentre as nuvens. Precisamente às dezoito e meia passava o Graf Zeppelin, mais baixo a cerca de 300 metros de altura, sobre a torre da Catedral de Olinda…. E logo começou-se a ouvir o surdo rugido das suas hélices possantes …. Mas pode mencionar-se o emocionante espetáculo da nave imensa a deslizar dentro da noite, sobre a cidade, rumando do norte ao poente, numa grande curva, direto ao Campo do Jiquiá, como se conhecesse o caminho; como uma ave retardatária que torna-se ao pouso, mil vezes demandado. O Zeppelin estava sob o comando do Comandante Hugo Eckener, que, juntamente com o infante Dom Affonso de Espanha, foi saudado pelo então secretário particular do governador Estácio Coimbra, Gilberto de Mello Freyre, após a sua amarração no Campo do Jiquiá (Afogados). Para o menino Ricardo Brennand, que se acostumara a assistir à passagem do Zeppelin da varanda da Casa de Ferro da Usina São João da Várzea, fora a mais importante imagem de sua infância. Um dos detalhes que mais o fascinou foi quando, numa recepção oferecida por sua família à tripulação do dirigível, na mesma Casa de Ferro da Usina São João da Várzea, constatara ele que as mulheres da tripulação do Comandante Hugo Eckener usavam, em vez de saias, “bermudas folgadas até os joelhos” (!) Eram os Tempos do Zepellin, na sua linha regular ligando a Europa ao Brasil e à Argentina, relembrados pelos mais antigos e assim descritos pela verve poética de Ascenso Ferreira: – Apontou! – Parece uma baleia se movendo no mar! – Parece um navio avoando nos ares! – Credo, isso é invento do cão! – Ó coisa bonita danada! – Viva seu Zé Pelin! – Vivôôô! Deutschland über alles! Chopp! Chopp! Chopp! – Atracou! O Graf Zeppelin realizou 63 viagens unindo o Recife à Europa. Seis anos depois do seu primeiro voo, em 1936, o Zeppelin veio a ser substituído por outro dirigível, o Hindenburg, que possuía 804 pés de comprimento; 76 pés menos do que o transatlântico Titanic e 228 pés maior do que um Boeing 747. Este último realizou sete viagens ao Brasil, antes do incêndio que o destruiu, em 1937, ao pousar em Lakehurst, no estado norte-americano de New Jersey, deixando uma imensa saudade, naqueles que viveram os Tempos do Zeppelin.

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Musical Gota D’Água [a seco], releitura de Chico Buarque, em duas sessões no Recife

Em dezembro de 1975, Bibi Ferreira subia ao palco do Teatro Tereza Rachel (Rio de Janeiro) para estrear “Gota D’Água”, transposição da tragédia grega Medeia, de Eurípedes, para a realidade de um conjunto habitacional do subúrbio carioca. Com um arrojado texto em versos de Chico Buarque e Paulo Pontes e canções como “Basta um Dia”, o espetáculo marcou época e se tornou um clássico moderno do teatro brasileiro. Mais de quatro décadas depois, a história voltou à cena com uma adaptação inédita do diretor Rafael Gomes. Batizada de “Gota D’Água [a seco]”, a nova versão estreou no Rio de Janeiro em maio de 2016. Contemplado pelo edital da BR, o espetáculo chega ao Recife dias 27 e 28 de outubro, no Teatro Guararapes. No palco, Laila Garin e Alejandro Claveaux são acompanhados por cinco músicos, sob a direção musical de Pedro Luís. Ingressos, a R$ 25 e R$ 12,50, já estão à venda (serviço abaixo). Como ‘a seco’ do título já indica, a montagem busca chegar à essência da história, através dos embates entre os protagonistas, Joana e Jasão, ainda que outros personagens do original também apareçam na adaptação. Mesmo com parte da trama sociopolítica reduzida na versão, Rafael Gomes reitera que a sua leitura da peça é focada em sua natureza política, cruelmente atual. “A ‘Gota D’Água’ original possui uma trama política bastante latente em seu embate entre opressores e oprimidos. Ao concentrar a história em Joana e Jasão, em suas ideologias, ações e sentimentos, eu gostaria ainda assim de falar sobre essa política mais essencial da vida, do dia a dia, essa que a maioria das pessoas sublima, esquece ou finge que não é com elas, achando que ser político é somente saber apontar o dedo para o adversário e se manifestar eventualmente por aquilo que interessa, de forma um tanto o quanto individualista”, afirma o diretor, que manteve toda a estrutura formal da peça e inseriu novas canções e pequenas citações de letras de Chico Buarque em algumas passagens do texto. “Gota D’Água [a seco]” é o primeiro espetáculo que Rafael Gomes dirigiu fora de sua companhia, a Empório de Teatro Sortido, de onde trouxe alguns colaboradores para esta montagem, como o cenógrafo André Cortez (Prêmio Shell por “Um Bonde Chamado Desejo”, 2015) e o iluminador Wagner Antônio. Rafael foi convidado pela produtora Andréa Alves, da Sarau Agência, e por Laila Garin para embarcar no projeto. Estrela de “Elis – A Musical”, Laila experimenta agora um novo desafio em cena: além de interpretar a mítica personagem eternizada por Bibi Ferreira, dá voz a músicas que não faziam parte da peça original, como “Eu Te Amo”, “Baioque” e “Cálice”. Revelado no projeto “Clandestinos”, Alejandro Claveaux interpreta o personagem que já foi de Roberto Bonfim e Francisco Milani (na temporada paulistana, em 1977). TRAGÉDIA CARIOCA, EMBATES UNIVERSAIS – Chico Buarque e Paulo Pontes começaram a trabalhar no texto original a partir de uma transposição que Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) havia feito para a televisão. A feiticeira Medeia virou Joana, moradora do conjunto habitacional Vila do Meio-Dia, mãe de dois filhos, frutos de seu casamento com Jasão, alguns anos mais novo do que ela. Compositor popular, Jasão é cooptado pelo empresário Creonte, que o ajuda a fazer sucesso, e termina por largar Joana para se casar com a filha do milionário. A trama passional – que culmina na vingança de Joana – tem como pano de fundo as injustiças sociais pelas quais os moradores do local passam, vítimas da exploração de Creonte, todo-poderoso da região. Por conta deste acúmulo de tensões, Rafael Gomes elegeu o embate como o conceito central de sua montagem. Não somente o embate amoroso, que está no cerne da trama do casal, mas também o social, em um sentido mais amplo, e, principalmente, o íntimo. “São as batalhas internas a que as circunstâncias externas nos sujeitam. Jasão no conflito entre o que está ganhando e o que está deixando para trás, assim como Joana na decisão entre ir às últimas consequências para se vingar ou simplesmente seguir vivendo – o embate entre o humano e o divino, o terreno e o espiritual’, conclui o diretor. Com esta nova e enxuta adaptação, as músicas que não estavam no original entram justamente para servir à dramaturgia, ao contar partes da história, revelar melhor o caráter e as contradições das personagens, além de amplificar alguns contextos e situações que precisaram ser sumarizados. A entrada de Pedro Luís na direção musical vem ao encontro da vontade de não fazer necessariamente um musical tradicional. “É um arejamento, um olhar diferente. Pedro fez com as canções, todas já tão conhecidas e consagradas, o que eu pretendo fazer com a dramaturgia: dar uma nova dimensão, jogar uma luz por um lado que não estamos acostumados a ver. Isso não implica em uma ambição de ‘melhorar’ nada, apenas de tentar pensar e criar por um caminho menos óbvio”, ressalta Rafael. MÚSICA, LETRA E TEATRO – Laila Garin sempre teve a carreira teatral atravessada pela música, seja em shows paralelos ou na série de espetáculos musicais que protagonizou recentemente. Após ter iniciado a vida artística em Salvador, sua cidade, ela se mudou para São Paulo e trabalhou com Luiz Carlos Vasconcelos, da Cia. Piolim, antes de ficar por sete anos na Casa Laboratório, dirigida por Cacá Carvalho e a Fondazione Pontedera. Após o período na capital paulista, fixou residência no Rio de Janeiro, onde estrelou “Eu Te Amo Mesmo Assim” (2010), musical supervisionado por João Falcão, diretor de “Gonzagão – A Lenda” (2012), do qual Laila fez parte por algumas temporadas. A sua recriação do mito Elis Regina em “Elis – A Musical” (2013) provocou um verdadeiro fenômeno teatral de público e crítica, coroado com todos os principais prêmios de atuação do País: APCA, APTR, Bibi Ferreira, Cesgranrio, Quem, Reverência e Shell. No último ano, ainda esteve em “O Beijo no Asfalto”, versão musical de Claudio Lins para o clássico de Nelson Rodrigues, e estreou na TV na novela “Babilônia”, de Gilberto Braga, Ricardo

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6 fotos da Praia do Pina Antigamente

A praia calma, as jangadas dos pescadores e a vida tranquila do bairro do Pina de décadas atrás estão registrados na seleção abaixo de 6 fotografias da Biblioteca do IBGE. O local, que era uma ilha no passado, teve um forte holandês em meados do Século 17 e abrigava o sítio de André Gomes Pina. Sobrenome que nomeou o bairro. Clique nas imagens abaixo para ampliar. . . 1. Cartão Postal (imagem cedida por Luiz Timotheo da Costa). . 2. Casas na beira da praia, em 1957 . 3. Jangadas, em 1951 . . 4. Prédios na margem da Praia de Pina, em 1957 . . 5.  Ônibus circulando no bairro . . 6. Posto 1 na Praia do Pina . *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais Para sugestões de pautas ou contribuição com fotos antigas, envie um e-mail para rafael@algomais.com

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Maracatu Rural nordestino ganha destaque na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Uma das ilustrações que compõem a obra “A Flor do Mato” (Editora Positivo), do carioca Marcelo Pimentel, foi classificada para a Mostra de Ilustrações de Literatura Infantil e Juvenil – Traçando Histórias, da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Com entrada gratuita, a bienal acontece nos dias 5 e 6 de novembro, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul. Uma seleção de obras de trinta ilustradores brasileiros faz parte de um catálogo que será lançado durante a mostra. Em “A Flor do Mato”, Pimentel traz uma história da Zona da Mata nordestina, reinterpretando grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos de grande personalidade e impacto visual, com forte presença no interior de Pernambuco. A obra infantil conta o mistério de uma figura feminina que habita as matas e as protege – uma crença de algumas áreas rurais do Nordeste – principalmente na Paraíba, Pernambuco e Ceará. Traiçoeira, a menina, conhecida como “Flor do Mato”, pode tanto ajudar como prejudicar as pessoas que adentram a mata sem lhe pedir a devida licença. Pimentel já ilustrou aproximadamente trinta livros infantojuvenis, recebeu duas vezes o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e a menção The White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique.

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Congresso de Literatura Fantástica (Clif) anuncia a programação

O Congresso de Literatura Fantástica (CLIF), uma iniciativa do Núcleo de Estudos Oitocentistas Belvidera, grupo de pesquisa do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco/CNPq, chega à sua oitava edição com mais uma programação repleta de conferências instigantes de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O evento é gratuito, aberto a todos – a inscrição podendo ser efetivada no primeiro dia do evento (antes da conferência de abertura) – e ocorrerá no Centro de Artes e Comunicação da UFPE nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. O tema deste ano é “A metamorfose na literatura fantástica”, partindo de uma ampla ideia sobre a metamorfose. Sendo ela não só um motivo da literatura imaginativa – quando mostra a passagem e a mescla de personagens entre os reinos animal, vegetal, mineral etc e as transformações de seres em coisas e vice-versa –, mas significando também a mudança das próprias formas literárias, o que potencializa a escrita do fantástico. O 8º CLIF trará desde palestras e comunicações à mostra de curtas-metragens e lançamento de livros teóricos e ficcionais. Para ilustrar, teremos as conferências: do professor dr. Flávio Garcia (da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) acerca das metamorfoses por que passa o conceito de ficção fantástica desde o século 19 até a contemporaneidade, que vem sendo sempre rediscutido e ampliado, levando também a entender como as relações da literatura fantástica com outras mídias e outras artes pode influenciar o conceito e a aceitação da literatura fantástica por parte da teoria, crítica e historiografias literárias; do professor dr. Davi Pessoa de Lira (da Universidade Federal de Pernambuco), que versará sobre a incidência da metamorfose na literatura clássica e suas implicações na literatura hermética, através de textos antigos e das ideologias e conceitos da época; e do professor dr. Erwin Snauwaert (da Katholieke Universiteit Leuven – Bélgica), sobre a metamorfose na literatura fantástica peruana contemporânea percebendo as diferenças que o pós-modernismo operou no tema em questão. Nos três dias do eventos haverá também uma feira de livros, com estandes de editoras, livrarias e sebos locais, além do lançamento de livros dos conferencistas e escritores que comparecerão ao congresso. Com essa amplitude, percebe-se que as discussões serão dentro das mais variadas tendências da literatura fantástica (fantástico, horror, ficção científica, novela gótica, contos de fadas, realismo mágico etc.), indo da literatura antiga à contemporânea, além de abrirem espaço para as relações da literatura com outros universos em que o tema da metamorfose está presente – como o cinema, os quadrinhos, os games e as artes visuais. Assim, o evento promete uma excelente troca de ideias e problematizações conceituais que contribuem para alargar e enriquecer as teorias do fantástico e os estudos literários, e para estreitar e fomentar os diálogos entre as artes. SERVIÇO: 8º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco Quando: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro Onde: Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE/Campus Recife. Para visualizar a programação geral, clique aqui / ou no seguinte endereço eltetrônico: www.fantasticoempernambuco.blogspot.com Facebook: @clifpe

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As poéticas de r/existência de artistas afro-brasileiro

No próximo dia 19 de outubro, o Museu da Abolição recebe a exposição coletiva Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros, que reúne a  produção visual de dez artistas negras e negros contemporâneos – Ana Lira (PE), Dalton Paula (GO), Edson Barrus (PE), Izidoro Cavalcanti (PE), José Barbosa (PE), Maré de Matos (MG/PE), Moisés Patrício (SP), Priscila Rezende (MG), Renata Felinto (SP/CE), Rosana Paulino (SP). A mostra, que conta com o patrocínio do Funcultura e tem curadoria de Joana D´Arc, levanta importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira. Além da exposição, cujo título faz referência a obra do escritor angolano Ondjaki, o projeto comporta a realizaç&at ilde;o de uma oficina/performance, ministrada por Moisés Patrício entre 16 e 19 de outubro, e de um curso realizado por Rosana Paulino, no sábado dia 20. A concepção da exposição surgiu em 2016 quando a professora e pesquisadora Joana D´Arc Souza Lima realizava uma pesquisa sobre arte africana e começou a se confrontar com a ausência do corpo negro nas exposições, nos acervos, nas escolas, nos museus, na academia. E essa ausência apontava para uma presença enorme do epistemicídio das culturas e das histórias dos negros e negras no Brasil, e sobretudo para o preconceito velado que existe em nossa sociedade. Nesse momento ela se aproximou de Rosana Paulino que, além de artista negra, é também pesquisadora e ativista do movimento negro. “Foi a partir desse estudo e dessa aproximação com a arte negra, e de um diálogo intenso com Rosana, que pensei em trazer para o Recife essa exposição. Escolhi artistas contemporâneos negros e negras, que trabalham em diferentes dimensõe s das questões que subjazem ao tema da cultura africana e da cultura afro-brasileira, passando pela mitologia Uoruba, pelas religiosidades afro-brasileiras, pela crítica social, pela oralidade e ancestralidade, para ocupar esse espaço museológico”, explica Joana, destacando que assim seria possível mostrar os impasses e tensões em relação à ausência de visibilidade que esses sujeitos sofrem. Rosana Paulino expõe trabalhos que dialogam com sua vasta produção ligada às questões sociais, étnicas e de gênero. A posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrente do racismo e das marcas deixadas pela escravidão são elementos centrais na sua poética. A pesquisadora também ministrará o minicurso, no sábado dia 20, intitulado Arte Afro-brasileira: Novos Lugares, Novas Falas que discutirá a produção artística qualificada como africana e afro-brasileira. Moisés Patrício vai apresentar fotografias da série Aceita?, nas quais tenta quebrar o preconceito existente contra o Candomblé no Brasil. Além disso, o artista comanda uma oficina de quatro dias sobre Processos de criação em rituais de performance negra. Aberta ao público em geral, mas com maior apelo aos artistas, a proposta é circular e criar percursos no entorno do Museu da Abolição e a partir dessas vivências conceber performances que tragam elementos da cultura afro-brasileira, em especial do candomblé. O artista Dalton Paula apresenta duas fotos da série fotográfica Cor da Pele e outra imagem de Corpo Receptivo – todas trazem o corpo negro do artista como protagonista. Ele exibe também o vídeo O batedor de bolsa, performance em que novamente seu corpo negro é ressignificado junto aos outros elementos ali postos (uma bolsa feminina preta, um cassetete policial, uma calça social marrom, uma botina bege e uma venda preta nos olhos). Edson Barrus traz ao Recife a obra Cão Mulato, um lambe-lambe que confronta os discursos puristas, ensinando numa bula como produzir um cão vira-lata geneticamente. O lambe-lambe é parte de um projeto intitulado, Base Central Cão Mulato, desenvolvido pelo artista: o artista toca em questões de um mundo de espaços e indivíduos híbridos. O artista busca meios para dar concretude e visualidade ao que considera a idéia-síntese de Brasil: o Cão Mulato, o cachorro sincrético, o vira-lata tirado do lixo e ungido a raça nacional. “O artista se coloca no papel de um cientista e liquidifica, com mordacidade, ideias de pureza de raça e de evolução genética através do uso da tecnologia. Tomando o cão mulato por símbolo de brasilidade, enxerga o país – assim como o seu próprio trabalho – como um espaço mesti&cced il;o, transacional e para sempre in progress”, escreveu Moacir dos Anjos. Ele também apresenta o vídeo Formigas Urbanas que reflete sobre a presença do corpo híbrido, mestiço, negro de brasileiros em condição  informal nos grandes centros urbanos. A pernambucana Ana Lira, que há tempos vem desenvolvendo trabalhos de forte cunho político e investido nas ações colaborativas, a exemplo da obra Letreiro, que  desenvolveu como site specific, no projeto comissionado para a exposição Agora Somos Todxs Negrxs da Associação Cultural VídeoBrasil, em São Paulo.  Agora, a artista vai realizar uma proposta de vivência performática objetivando articular uma dinâmica de compartilhamento e escuta sobre invisibilidade como ferramenta de poder. Em que cenários estar nas entrelinhas pode nos ajudar a fortalecer as articulações coletivas?, esse será o questionamento básico da vivência, com duração de 60 minutos. A artista vai propor para nove pessoas presentes, entre o público, dinâmicas de ancestralidade e micro-política, cujos saberes compartilhados circularã o entre silêncios. Além disso, vai exibir uma série de carimbos intitulado, Saia Livre. Um trabalho que pede a participação do visitante. Saia Livre é um poema elaborado a partir de uma provocação feita para a edição #11 da revista de teatro Trema cujo tema era Censura. A proposição consistia em debater atos de cerceamento às artes no atual cenário do país. Pensando no contexto das expressões culturais de matriz africana e das festas populares em Pernambuco, uma das formas de construir um silenciamento lento vem sendo por meio da redução ou da interrupção de financiamento dos grupos, agremiações e cortejos de maracatus e escolas de samba dos bairros populares das cidades. Estamos atravessando outra fase semelhante agora e como resposta elaborarei um poema para livre circulação – que pode ser veiculado inteiro o u em pedaços, como

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