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Inflação acelera no Recife e IPCA-15 sobe 0,82% em março

Alta de alimentos e transportes pressiona índice na RMR, que supera média nacional, segundo o IBGE A inflação na Região Metropolitana do Recife registrou aceleração em março de 2026, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançando 0,82%, de acordo com dados do IBGE. O resultado ficou bem acima da média nacional no período, que foi de 0,44%, indicando uma pressão inflacionária mais intensa na região. O principal impacto veio dos grupos com maior peso no orçamento das famílias. Alimentação e bebidas lideraram as altas, com avanço de 1,59%, refletindo aumentos em itens consumidos dentro e fora de casa. Em seguida, transportes subiram 1,50%, puxados pela elevação dos combustíveis em meio a pressões internacionais, além do encarecimento das passagens aéreas. Outros grupos também contribuíram para o avanço do índice, ainda que em menor intensidade. Despesas pessoais tiveram alta de 1,09%, enquanto vestuário subiu 0,61% e saúde e cuidados pessoais avançaram 0,39%. Esses movimentos refletem reajustes em serviços, produtos farmacêuticos, roupas e itens de higiene, além de variações sazonais no varejo. Por outro lado, alguns segmentos ajudaram a conter uma alta ainda maior. Comunicação registrou queda de 0,18%, seguida por habitação (-0,13%), educação (-0,08%) e artigos de residência (-0,06%). Esses recuos estão associados à redução de custos em serviços como telefonia, energia, mensalidades escolares e itens domésticos. No acumulado do primeiro trimestre, o chamado IPCA-E — indicador utilizado como referência para reajustes contratuais e decisões judiciais — avançou 1,83% na RMR, também acima da média nacional, de 1,49%. A próxima divulgação do IPCA-15, referente ao mês de abril, está prevista para o dia 28.

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Recuperação judicial ou extrajudicial? A escolha do instrumento jurídico começa pela compreensão do passivo

*Por Bruno D´Ambrósio Nas últimas semanas, a recuperação extrajudicial voltou ao debate público após alguns casos envolvendo grandes empresas que buscaram reorganizar suas dívidas por esse caminho. Episódios pontuais, no entanto, nem sempre representam o funcionamento real do mercado de reestruturação empresarial no país. Quando se observa o cenário de forma mais ampla, os dados ajudam a colocar essa discussão em perspectiva. Segundo o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, o Brasil registrou 1.405 pedidos de recuperação judicial em 2023. Em 2024, esse número saltou para 2.273 solicitações, uma alta de aproximadamente 62%. No mesmo período, a recuperação extrajudicial manteve participação bastante reduzida. Foram cerca de 90 pedidos em 2023 e aproximadamente 140 em 2024. Mesmo com crescimento próximo de 55%, trata-se de um volume ainda pequeno quando comparado à recuperação judicial. Os números indicam um movimento relevante. O ambiente econômico tem ampliado a necessidade de reestruturação empresarial e, na prática, a recuperação judicial continua sendo o principal instrumento utilizado pelas empresas para reorganizar passivos e preservar suas operações. A diferença entre esses instrumentos não é apenas jurídica. Ela é estrutural. Na recuperação judicial, a empresa negocia suas dívidas dentro de um processo supervisionado pelo Judiciário. Credores são reunidos em um ambiente único de negociação e a empresa passa a contar com proteção contra execuções e bloqueios enquanto reorganiza suas obrigações. Essa proteção cria condições mínimas para que negociações complexas ocorram sem comprometer a continuidade das operações. A recuperação extrajudicial segue uma lógica diferente. O acordo precisa ser previamente negociado com credores antes de sua homologação judicial. Durante esse processo, os mecanismos de cobrança continuam ativos, o que exige uma situação financeira menos pressionada e um ambiente de negociação mais estável. Na prática do mercado, muitas empresas chegam à mesa de negociação já sob forte pressão de caixa. Nesses casos, a proteção jurídica oferecida pela recuperação judicial tende a ser determinante para preservar a operação e viabilizar uma renegociação coletiva minimamente estruturada. Por essa razão, a recuperação extrajudicial costuma aparecer em contextos mais específicos, geralmente envolvendo empresas de maior porte ou estruturas de dívida mais concentradas. Quando o passivo é pulverizado ou a pressão financeira é mais intensa, a recuperação judicial tende a oferecer um ambiente mais previsível para a reorganização. Por isso, antes de discutir qual instrumento jurídico utilizar, o passo mais importante é compreender a real situação financeira da empresa. O tamanho do passivo, a capacidade de geração de caixa e o perfil dos credores são fatores que definem o caminho mais adequado. Na reestruturação empresarial, o diagnóstico do passivo orienta a escolha do instrumento jurídico, conferindo mais segurança e previsibilidade às decisões. *Bruno D´Ambrósio é especialista em reestruturação empresarial

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TJPE libera venda direta do “Cassino Americano” para a RIO AVE e destrava inventário de João Santos

Decisão do desembargador Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho revoga liminar, valida proposta da Rio Ave Holding e rejeita pedido da Moura Dubeux em meio a disputa envolvendo herdeiros, recuperação judicial e prazo fiscal iminente O desembargador Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho, integrante da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco, decidiu nesta quinta-feira autorizar a venda direta do imóvel conhecido como “Cassino Americano” à empresa Rio Ave Holding. Com isso, o magistrado revogou a liminar anteriormente concedida por ele próprio, que havia suspendido a transação após solicitação da construtora Moura Dubeux Engenharia S/A. A venda do terreno do antigo Cassino Americano, localizado no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, estava em um complexo impasse jurídico envolvendo herdeiros, empresas e múltiplas instâncias do Judiciário. Apesar da disputa em curso, já havia um conjunto relevante de decisões judiciais que favoreciam a concretização da venda para a empresa Rio Ave. Com essa decisão, não há mais nenhuma decisão suspendendo a venda para a empresa. O imóvel, situado na Avenida Boa Viagem, é composto por nove glebas e possui dois principais titulares: cerca de 70% pertencem ao espólio do empresário João Santos, enquanto os outros 30% são da empresa Itapessoca Agroindustrial, integrante do Grupo João Santos e atualmente em recuperação judicial. A decisão de venda do terreno foi impulsionada por um programa de incentivo fiscal do Governo de Pernambuco, que reduziu significativamente o imposto de transmissão causa mortis (ITCMD) devido pelos herdeiros, de cerca de R$ 421 milhões para aproximadamente R$ 96 milhões. A estratégia do grupo majoritário de herdeiros (quatro dos seis troncos familiares) foi alienar o ativo para quitar o tributo, encerrar um inventário que se arrasta desde 2009 e, no caso da Itapessoca, destinar recursos ao pagamento de dívidas no âmbito da recuperação judicial e de acordos tributários. Após um processo de prospecção que reuniu mais de uma dezena de interessados, a proposta considerada mais vantajosa foi a da Rio Ave, formalizada no fim de 2025. A operação, no entanto, dependia de um conjunto de autorizações judiciais, dada a complexidade do caso. Segundo informações obtidas com advogados envolvidos no processo, foram necessárias decisões de três esferas distintas: o juízo do inventário, o juízo da recuperação judicial e a Justiça Federal criminal, além de manifestações favoráveis da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do Governo de Pernambuco. Em novembro de 2025, o juízo do inventário autorizou a alienação do imóvel, inclusive suprindo a discordância de dois troncos hereditários contrários à venda. Essa decisão foi posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Na esfera da recuperação judicial, também houve autorização para a operação, após avaliação do ativo. Já no âmbito criminal federal, decisões igualmente permitiram o prosseguimento da venda. Apesar desse cenário, o processo sofreu um revés parcial quando, em grau de recurso na recuperação judicial, foi concedido efeito suspensivo exclusivamente sobre a parcela da Itapessoca. Essa decisão não anulou as demais autorizações, mas acabou travando a conclusão do negócio como um todo, já que o terreno é considerado economicamente indivisível. Ao examinar de forma mais detalhada os documentos do processo, o desembargador Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho concluiu que a venda não ocorreu de maneira irregular nem foi conduzida às ocultas. Ao contrário, o Grupo João Santos recorreu à PPK Consultoria, especializada em reestruturação empresarial, para organizar um processo competitivo de prospecção de mercado, conhecido tecnicamente como market sounding, no qual diversas construtoras foram ouvidas, inclusive a própria Moura Dubeux. Embora financeiramente superior, a proposta da Moura Dubeux foi recusada por quatro dos seis herdeiros do imóvel por impor condições consideradas incompatíveis com a urgência da negociação. Entre elas, estavam a realização de auditoria (due diligence) até o fim de março de 2026 e a previsão de desistência sem penalidades, o que, na prática, esvaziava o compromisso firme e transformava a oferta em uma simples opção de compra, sem garantia de concretização. Com base nesse conjunto de elementos, e amparado por ampla jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e de cortes estaduais, que admitem a flexibilização das formalidades de leilão judicial diante de situações de urgência e utilidade comprovadas, o desembargador Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho revogou a liminar que suspendia o negócio e restabeleceu a autorização para a venda direta do “Cassino Americano” à Rio Ave Holding. Na mesma decisão, foi rejeitado também o pleito da Moura Dubeux para que sua proposta fosse reavaliada ou, alternativamente, para a realização de um leilão formal. O magistrado também determinou a comunicação imediata ao juízo de origem, em razão do prazo fiscal que se encerra em cinco dias.

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Chamada Nordeste deve efetivar primeiras contratações até junho com R$ 113 bilhões em projetos

Iniciativa coordenada pela Sudene acelera análises e mira geração de emprego, renda e redução das desigualdades na região As primeiras contratações da Chamada Nordeste devem ser efetivadas ainda no primeiro semestre de 2026, segundo instituições financeiras que integram o Comitê Regional de Instituições Financeiras Federais (Coriff). A previsão foi apresentada durante reunião realizada na sede da Sudene, no Recife, que discutiu estratégias para dar maior celeridade à análise dos projetos e ampliar o volume de investimentos na região. De acordo com o superintendente do órgão, Francisco Alexandre, a expectativa é aprovar ao menos um projeto por estado até junho. “A Chamada Nordeste superou expectativas, com uma demanda 11 vezes superior ao volume de recursos inicialmente previsto. Nosso foco agora é transformar esse potencial em investimentos concretos, capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento para toda a Região”, afirmou. Para acelerar o processo, foi definido um modelo de monitoramento contínuo da tramitação das propostas, com metodologia validada pelas instituições financeiras. Ao todo, 189 projetos estratégicos foram selecionados, somando R$ 113 bilhões em investimentos. As iniciativas foram divididas conforme o nível de maturidade: 53 já estão em estágio mais avançado, enquanto outras 146 ainda demandam acompanhamento técnico para evolução. Lançada em maio de 2025, a Chamada Nordeste é considerada a maior mobilização de projetos industriais da região, abrangendo os nove estados. As propostas concentram-se em áreas como transição energética, bioeconomia, hidrogênio verde, data centers verdes e setor automotivo, com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. O governador de Alagoas e presidente do Consórcio Nordeste, Paulo Dantas, destacou o desafio de ampliar o acesso ao crédito: “A iniciativa evidencia o potencial do Nordeste, com projetos consistentes e oportunidades reais de investimento. O desafio, agora, é garantir que o crédito chegue com agilidade aos empreendimentos selecionados”. Além da Chamada Nordeste, o colegiado também avançou em pautas relacionadas ao turismo e à infraestrutura social. O setor turístico, responsável por cerca de 10% do PIB regional, contará com R$ 2,55 bilhões em crédito em 2026, somando recursos do FNE e do Fungetur. Já na área social, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que 394 projetos foram selecionados no Nordeste por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), embora a limitação de capacidade fiscal dos municípios ainda represente um desafio para a contratação dos financiamentos.

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Reforma tributária exige nova cultura de governança nas empresas, aponta Summit no Recife

Evento reúne especialistas para discutir impactos do novo sistema tributário e estratégias de compliance empresarial A segunda edição do II Summit Reforma Tributária será realizada no dia 26 de março, no Novotel Recife Marina, com foco nos desafios e oportunidades trazidos pelo novo modelo tributário brasileiro. Voltado para empresários, executivos e líderes estratégicos, o encontro busca ampliar o debate sobre governança e compliance como elementos centrais para a adaptação das empresas a um ambiente de maior integração de dados, rastreabilidade e fiscalização digital. Mais do que mudanças nas alíquotas, o novo sistema tributário impõe uma transformação estrutural na forma como as organizações lidam com controle, transparência e responsabilidade corporativa. Nesse cenário, a maturidade organizacional e a revisão de processos internos passam a ser determinantes para reduzir riscos e garantir conformidade diante de um ambiente regulatório mais exigente. Idealizador do evento e presidente da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), Tiago Carneiro ressalta a necessidade de adaptação estratégica por parte do setor produtivo. “A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de alíquotas. Estamos diante de uma reorganização estrutural que impacta governança, compliance e estratégia empresarial. O risco tributário hoje também é risco reputacional. Compliance não é custo, é blindagem estratégica”, afirma. A programação foi estruturada para ir além da abordagem técnica, priorizando a aplicação prática das mudanças no cotidiano das empresas. O evento reúne especialistas com atuação em áreas como direito tributário, contabilidade, economia e gestão, abordando desde os fundamentos jurídicos da reforma até a identificação de oportunidades e mitigação de riscos no novo cenário fiscal. Com público limitado, o Summit também aposta em um ambiente de networking qualificado, incluindo momentos de interação entre participantes e especialistas. A proposta é que os empresários saiam do encontro com direcionamentos claros para revisar processos, mapear riscos e incorporar a governança tributária como eixo estratégico dos negócios. ServiçoII Summit Reforma TributáriaData: 26 de marçoLocal: Novotel Recife MarinaInformações: Instagram @summitreformatributaria

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Sebrae lança projeto de R$ 4 milhões para impulsionar o ecoturismo no Vale do Catimbau

Iniciativa busca fortalecer pequenos negócios, ampliar fluxo de visitantes e consolidar destino no cenário nacional; lançamento ocorre em Buíque O Vale do Catimbau, entre o Agreste e o Sertão de Pernambuco, passa a integrar uma estratégia nacional do Sebrae para fortalecer destinos turísticos com alto potencial de desenvolvimento. Com investimento total de R$ 4 milhões, aportados pelo Sebrae Nacional e pelo Sebrae Pernambuco, o projeto pretende impulsionar pequenos negócios locais e posicionar a região como referência em ecoturismo no Brasil. O lançamento da iniciativa está marcado para o dia 26 de março, no município de Buíque. A proposta tem como foco ampliar o fluxo de visitantes, gerar renda e consolidar o território, considerado o segundo maior parque arqueológico do país, como um dos principais polos turísticos nacionais. “Iremos desenvolver a economia local, tendo os pequenos negócios como protagonistas. O local, um verdadeiro santuário arqueológico, tem um enorme potencial econômico e turístico, e precisa de apoio para ganhar vida. O Sebrae vai trabalhar para estimular os empreendedores da região, desenvolvendo a região e criando oportunidades, renda e inclusão”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. De acordo com o superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra, a iniciativa amplia um trabalho já desenvolvido há mais de duas décadas na região. “Esse lançamento representa um passo importante em um trabalho que o Sebrae desenvolve há mais de 20 anos no Parque Nacional do Catimbau. Com essa iniciativa, e a parceria com outras instituições, acreditamos que o potencial do território será ainda mais fortalecido e se consolidará, pelas suas belezas naturais e culturais, como um importante destino para o ecoturismo no Brasil e no mundo”, destaca. As ações começam em maio e seguem até o fim de 2027, com foco na estruturação do destino por meio de consultorias especializadas, qualificação em gastronomia e articulação institucional. A iniciativa também inclui a execução do Programa LIDER, reunindo lideranças dos setores público, privado e do terceiro setor para construir estratégias de desenvolvimento sustentável. Um diagnóstico inicial irá mapear os principais atores do turismo local, incluindo comunidades indígenas, quilombolas, artesãos e associações, além de orientar ações de capacitação e melhoria dos empreendimentos. O Parque Nacional do Catimbau, localizado a cerca de 280 km do Recife, possui aproximadamente 62,3 mil hectares e é reconhecido como um dos mais importantes conjuntos de sítios arqueológicos do país. Com atuação contínua no território, o Sebrae/PE já desenvolveu projetos voltados à qualificação de guias turísticos, fortalecimento da infraestrutura e capacitação do trade local, incluindo cursos de idiomas, marketing turístico e governança, em parceria com outras instituições. ServiçoLançamento do Projeto Nacional Vale do CatimbauData: 26 de marçoLocal: Buíque – Pernambuco

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Pernambuco lidera exportação de frutas no Brasil e mira consolidação como hub logístico do agro

Com mais de 51% das exportações de manga, Estado fortalece estratégia para ampliar presença internacional e atrair investimentos no setor Protagonismo na fruticultura brasileira Pernambuco chega à Fruit Attraction São Paulo 2026 consolidado como referência nacional na exportação de frutas. Em 2025, o Estado respondeu por 51,49% das exportações brasileiras de manga, com 291 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 335,1 milhões. No caso da uva, o Vale do São Francisco concentra 98% das exportações do país, reforçando o peso regional na balança comercial do agronegócio. Impacto econômico e geração de empregos A fruticultura se firma como um dos principais motores da economia pernambucana, com um PIB agropecuário de R$ 11,9 bilhões e geração de 70 a 80 mil empregos. O setor tem papel estratégico sobretudo no Semiárido, onde a produção irrigada impulsiona renda, emprego e desenvolvimento regional, além de ampliar a inserção internacional do Estado. Estratégia logística e Pacto pelo Agro A participação na feira, realizada entre 24 e 26 de março, em São Paulo, integra a estratégia do Governo de Pernambuco para expandir exportações e fortalecer sua posição no comércio global. Nesse contexto, o Pacto pelo Agro surge como principal eixo da política agrícola estadual, reunindo agentes públicos e privados para melhorar a infraestrutura, reduzir custos e ampliar o escoamento da produção pelo Porto de Suape. “Pernambuco já lidera a exportação de frutas no Brasil. O próximo passo é consolidar essa liderança com eficiência logística, redução de custos e ganho de competitividade internacional”, afirma o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes. Feira impulsiona negócios e conexões internacionais Para o governo estadual, a Fruit Attraction vai além de uma vitrine comercial, funcionando como plataforma de negócios e articulação internacional. “A Fruit Attraction não é apenas uma feira onde se vende fruta. É onde se constroem mercados, se abrem portas e se conectam produtores pernambucanos com compradores do mundo inteiro. É uma plataforma direta de expansão econômica para o nosso Estado”, destaca Moraes. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 16 mil visitantes e 400 empresas, movimentando mais de R$ 1 bilhão. Para 2026, a expectativa é alcançar até R$ 1,5 bilhão em negócios e mais de 18 mil participantes. Mercados globais e avanço como hub do agro Com forte presença em mercados como Europa, especialmente Holanda, Espanha e Reino Unido, além dos Estados Unidos e América Latina, Pernambuco amplia sua relevância nas cadeias globais de abastecimento. Atualmente, 88% das exportações de frutas do Estado ocorrem por via marítima, com até 15 mil contêineres refrigerados por ano. “Não se trata de custo, mas de investimento estratégico. Investimento em exportação, em geração de emprego, em renda para o Semiárido e no futuro de Pernambuco. Cada mercado aberto representa mais produção. Cada contrato firmado representa mais trabalho no campo. Cada contêiner exportado representa mais desenvolvimento”, afirma o secretário. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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River Shopping anuncia expansão de R$ 80 milhões e projeta 500 empregos

Ampliação do empreendimento adiciona novas lojas, reforça mix de marcas nacionais e acompanha crescimento econômico do Vale do São Francisco O River Shopping, em Petrolina, prepara para outubro a inauguração de sua nova fase de expansão, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões voltado à ampliação e modernização do empreendimento. O projeto acrescenta 9 mil metros quadrados de área construída, sendo 6 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), consolidando o mall como um dos principais centros de compras do interior nordestino. Geração de empregos e impacto econômico Com a chegada das novas operações, a expectativa da administração é de criação de cerca de 500 empregos diretos. O impacto no mercado de trabalho já vem sendo sentido desde a fase de obras, que movimentou o setor da construção civil. Atualmente, o shopping reúne 160 operações com taxa de vacância zero, o que reforçou a necessidade de expansão. Novas marcas e operações Após a ampliação, o River Shopping deve alcançar cerca de 200 operações. Entre os destaques está a chegada de uma nova loja âncora, a Renner, além de duas novas unidades gastronômicas. O mix de marcas inclui nomes como Adidas, Reserva, Aramis, Jorge Bischoff, Milon, Mundo do Cabeleireiro, Dress To e First Class. Na área de alimentação, a novidade será a primeira unidade do restaurante Tio Armênio no Sertão pernambucano. Crescimento regional e consolidação Com 30 anos de atuação, o empreendimento já emprega mais de 2 mil pessoas, no embalo do crescimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco. “O River Shopping é um símbolo do crescimento de Petrolina e de toda a região do Vale do São Francisco. Ao longo desses 30 anos, acompanhou e impulsionou o desenvolvimento econômico local, tornando-se um dos principais polos de consumo e investimento do Vale do São Francisco”, avalia o empreendedor Eduardo Garcia Hemmi.

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Criatividade que gera renda: Por que apostar na economia que nasce na cultura?

Terra de uma vasta riqueza cultural e artística, Pernambuco ostenta grande potencial para ampliar os benefícios da indústria criativa. O setor é democrático ao distribuir renda para os criativos e a cadeia de fornecedores, mas ainda enfrenta desafios como a informalidade. *Por Rafael Dantas Pernambuco reúne uma das cenas culturais criativas mais vibrantes do País e não faltam símbolos dessa potência. Do cinema premiado de O Agente Secreto à grandiosidade da Fenearte, passando pela energia das festas populares, como o Carnaval e o São João, o Estado constrói seus próprios troféus com câmeras, barro e a inventividade que atravessa gerações. Se por muito tempo essa produção foi tratada como periférica, hoje ela ganha novo patamar. No desenho do próximo ciclo de desenvolvimento, a economia criativa desponta como um dos pilares estratégicos para as próximas décadas, segundo as discussões do projeto Pernambuco em Perspectiva. As linguagens da economia criativa de Pernambuco são muitas e se espalham por praticamente todo o território. O Agreste, por exemplo, abriga uma potente produção ligada à confecção e à moda. O Recife é solo fértil da indústria audiovisual. A Zona da Mata Norte é berço de manifestações culturais, como o maracatu. O artesanato, como se vê nos corredores da Fenearte, está presente em praticamente todas as cidades. E ainda nem falamos da música, das artes plásticas, da literatura e de tantas outras expressões. Nas discussões sobre o novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco, a economista Tânia Bacelar, sócia da consultoria econômica Ceplan, destaca que a economia criativa deve ser um dos pilares da economia do Estado. Entre outros aspectos, ela ressalta que o setor distribui renda de forma muito democrática, beneficiando uma vasta cadeia de fornecedores, e potencializa outros setores, como o turismo. “É um tipo de atividade que mobiliza muita gente. Então, para um país como o nosso, que tem um problema de desemprego, de subemprego grande, a economia criativa cai como uma luva”, resume a economista. A produção cultural tem essa marca: ela é generosa do ponto de vista da criação de oportunidade de inserção para o processo produtivo.” BARREIRA DA FORMALIZAÇÃO Para incentivar esse setor tão popular e potente no desenvolvimento social, o Brasil e Pernambuco já têm políticas públicas em andamento há décadas. Os editais de cultura, a promoção de feiras e a capacitação desses produtores não é mais uma novidade. No entanto, há uma série de entraves que impede um melhor aproveitamento desse potencial. Muitos produtores de cultura de Nazaré da Mata, por exemplo, conhecidos pela tradição do maracatu passam por imensas dificuldades. A beleza da manifestação, tão presente nas peças publicitárias do turismo e do lazer do Nordeste, ofusca uma realidade dura vivida por vários dos grupos que mantêm essa herança com muito sentimento, mas poucos recursos. “A Mata Norte é um dos maiores celeiros de economia criativa. Mas muitos vivem com cachês muito abaixo do que outras áreas culturais conseguem. Falta apoio também para que esses grupos consigam acessar os editais e transformar suas ideias em projetos”, avalia o jornalista e produtor cultural Salatiel Cícero. Ele aponta um fator que é presente na maioria das linguagens desse setor em Pernambuco. “O artista faz arte. Ele não quer saber da burocracia.” A distância entre a produção criativa e o acesso à linguagem dos editais de cultura é grande. Daí a pensar em modelos de negócios que dependam menos do poder público e sejam mais sustentáveis, há uma corrida ainda maior. Um diagnóstico que aponta para uma primeira urgência, segundo Tânia Bacelar: o enfrentamento da informalidade. “Esse é um segmento produtivo importante, mas que ainda enfrenta muita dificuldade de organização. A gente vive numa sociedade que requer formalidades. A economia criativa é uma atividade muito rica e poderosa, mas muito informal”, avalia a economista. Uma realidade que impõe um esforço das políticas públicas para simplificação dos processos, no que for possível, e capacitação ou o desenvolvimento de estruturas de apoio que contribuam para vencer essa barreira.  Tânia aponta o estímulo à formação de cooperativas como um caminho possível para avançar na formalização dessas atividades. Ela também observa que, diante da resistência de mestres mais antigos em criar um CNPJ ou elaborar projetos, incentivar as gerações mais jovens das famílias ligadas à produção cultural pode ser uma estratégia eficaz para transformar essa realidade. FALTA DE DADOS É UM DESAFIO DA ECONOMIA CRIATIVA Outro problema no horizonte é a falta de dados. Espalhada por diferentes regiões e linguagens, a economia criativa ainda carece de informações mais precisas sobre o tamanho da produção e seus fluxos. Sem esse mapeamento, produtores enfrentam mais dificuldade para acessar mercados e o poder público encontra limites para planejar ações de desenvolvimento para o setor. Pernambuco já deu um passo importante no mapeamento da economia criativa. Um dos marcos foi a realização do Estudo da Cadeia Produtiva do Artesanato, demandado pela Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) ao Laboratório O Imaginário, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O levantamento ouviu quase 900 pessoas em 89 municípios, identificou as singularidades de cada região de desenvolvimento e apontou diretrizes para fortalecer os trabalhadores, ampliar mercados, qualificar produtos e valorizar os territórios. Mesmo com esse passo inicial, Camila Bandeira, diretora de economia criativa da Adepe, reconhece que há uma dificuldade de encontrar dados do setor. Diante da potencialidade e da forte demanda que vem dos produtores, o próximo estudo a ser encomendado pela agência será no setor audiovisual. “A gente ainda tem muita dificuldade de ter dados mais consolidados sobre a economia criativa. Cada território tem suas potências e suas fragilidades. O próximo passo é justamente fazer um estudo voltado para o audiovisual, porque é um setor que tem crescido muito e que a gente ainda precisa entender melhor”, afirmou Camila. Esse segmento, inclusive, tem um grau muito maior de formalização e de capacidade de elaboração de projetos. Uma realidade que difere muito da maioria das demais linguagens da economia criativa.  Em relação à economia criativa da cultura afro-brasileira da Mata Norte, Salatiel Cícero lançou a plataforma digital Casa do

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Cadastro Imobiliário Brasileiro cria “CPF dos imóveis” e deve ampliar fiscalização no mercado

Nova base nacional unifica dados de imóveis e aumenta transparência nas operações, com impacto para proprietários, investidores e setor imobiliário A criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro CIB inaugura uma nova fase na organização das informações sobre imóveis no país. Previsto na Reforma Tributária e regulamentado pela Receita Federal, o sistema estabelece um identificador único para cada unidade imobiliária funcionando, na prática, como um “CPF dos imóveis”. A medida tem como objetivo integrar dados cadastrais, registrais e fiscais em uma base nacional unificada. A centralização das informações será feita por meio do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais SINTER, que reunirá dados de órgãos públicos e cartórios. A implementação ocorrerá de forma gradual. Desde janeiro de 2026, a integração começou na esfera federal, cartórios, capitais e no Distrito Federal. A partir de 2027, o modelo será obrigatório para estados e todos os municípios. Para o advogado Thiago Bezerra, sócio da área imobiliária do Urbano Vitalino Advogados, a iniciativa representa um avanço relevante na organização do setor. “O CIB cria um identificador único para cada imóvel georreferenciado em todo o território nacional, o que permite reduzir inconsistências cadastrais e facilitar o cruzamento de dados pelo Fisco”, explica. Segundo ele, a mudança exige atenção redobrada de quem atua com operações imobiliárias. “Quem trabalha com compra e venda de imóveis, doações, permutas, locações, estruturação de holdings patrimoniais ou planejamento sucessório precisará ter ainda mais cuidado com a consistência das informações declaradas”, afirma. Mais controle e impacto tributário Com a consolidação das bases de dados, o CIB deve ampliar a capacidade de fiscalização da Receita Federal e de outros órgãos públicos. “Com a integração das bases de dados, o Fisco passa a ter mais precisão para identificar incompatibilidades patrimoniais ou operações que possam ter sido simuladas ou dissimuladas”, destaca Thiago Bezerra. Apesar disso, o cadastro não cria novos tributos nem altera diretamente as regras atuais. Ainda assim, pode influenciar a forma como impostos já existentes são calculados. “Embora o CIB não institua novos impostos, a maior rastreabilidade das informações pode levar a revisões na base de cálculo de tributos relacionados aos imóveis, como ITBI, ITCMD, IPTU e ITR”, explica. A expectativa é de que a ferramenta aumente a transparência, reduza inconsistências históricas entre bases de dados e traga mais segurança jurídica ao mercado imobiliário. “A tendência é que o CIB promova uma maior integração entre informações cadastrais, registrais e fiscais, o que contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade tributária e a segurança jurídica nas operações imobiliárias”, conclui o especialista.

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