Economia

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Pernambuco lidera exportação de frutas no Brasil e mira consolidação como hub logístico do agro

Com mais de 51% das exportações de manga, Estado fortalece estratégia para ampliar presença internacional e atrair investimentos no setor Protagonismo na fruticultura brasileira Pernambuco chega à Fruit Attraction São Paulo 2026 consolidado como referência nacional na exportação de frutas. Em 2025, o Estado respondeu por 51,49% das exportações brasileiras de manga, com 291 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 335,1 milhões. No caso da uva, o Vale do São Francisco concentra 98% das exportações do país, reforçando o peso regional na balança comercial do agronegócio. Impacto econômico e geração de empregos A fruticultura se firma como um dos principais motores da economia pernambucana, com um PIB agropecuário de R$ 11,9 bilhões e geração de 70 a 80 mil empregos. O setor tem papel estratégico sobretudo no Semiárido, onde a produção irrigada impulsiona renda, emprego e desenvolvimento regional, além de ampliar a inserção internacional do Estado. Estratégia logística e Pacto pelo Agro A participação na feira, realizada entre 24 e 26 de março, em São Paulo, integra a estratégia do Governo de Pernambuco para expandir exportações e fortalecer sua posição no comércio global. Nesse contexto, o Pacto pelo Agro surge como principal eixo da política agrícola estadual, reunindo agentes públicos e privados para melhorar a infraestrutura, reduzir custos e ampliar o escoamento da produção pelo Porto de Suape. “Pernambuco já lidera a exportação de frutas no Brasil. O próximo passo é consolidar essa liderança com eficiência logística, redução de custos e ganho de competitividade internacional”, afirma o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes. Feira impulsiona negócios e conexões internacionais Para o governo estadual, a Fruit Attraction vai além de uma vitrine comercial, funcionando como plataforma de negócios e articulação internacional. “A Fruit Attraction não é apenas uma feira onde se vende fruta. É onde se constroem mercados, se abrem portas e se conectam produtores pernambucanos com compradores do mundo inteiro. É uma plataforma direta de expansão econômica para o nosso Estado”, destaca Moraes. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 16 mil visitantes e 400 empresas, movimentando mais de R$ 1 bilhão. Para 2026, a expectativa é alcançar até R$ 1,5 bilhão em negócios e mais de 18 mil participantes. Mercados globais e avanço como hub do agro Com forte presença em mercados como Europa, especialmente Holanda, Espanha e Reino Unido, além dos Estados Unidos e América Latina, Pernambuco amplia sua relevância nas cadeias globais de abastecimento. Atualmente, 88% das exportações de frutas do Estado ocorrem por via marítima, com até 15 mil contêineres refrigerados por ano. “Não se trata de custo, mas de investimento estratégico. Investimento em exportação, em geração de emprego, em renda para o Semiárido e no futuro de Pernambuco. Cada mercado aberto representa mais produção. Cada contrato firmado representa mais trabalho no campo. Cada contêiner exportado representa mais desenvolvimento”, afirma o secretário. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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River Shopping anuncia expansão de R$ 80 milhões e projeta 500 empregos

Ampliação do empreendimento adiciona novas lojas, reforça mix de marcas nacionais e acompanha crescimento econômico do Vale do São Francisco O River Shopping, em Petrolina, prepara para outubro a inauguração de sua nova fase de expansão, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões voltado à ampliação e modernização do empreendimento. O projeto acrescenta 9 mil metros quadrados de área construída, sendo 6 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), consolidando o mall como um dos principais centros de compras do interior nordestino. Geração de empregos e impacto econômico Com a chegada das novas operações, a expectativa da administração é de criação de cerca de 500 empregos diretos. O impacto no mercado de trabalho já vem sendo sentido desde a fase de obras, que movimentou o setor da construção civil. Atualmente, o shopping reúne 160 operações com taxa de vacância zero, o que reforçou a necessidade de expansão. Novas marcas e operações Após a ampliação, o River Shopping deve alcançar cerca de 200 operações. Entre os destaques está a chegada de uma nova loja âncora, a Renner, além de duas novas unidades gastronômicas. O mix de marcas inclui nomes como Adidas, Reserva, Aramis, Jorge Bischoff, Milon, Mundo do Cabeleireiro, Dress To e First Class. Na área de alimentação, a novidade será a primeira unidade do restaurante Tio Armênio no Sertão pernambucano. Crescimento regional e consolidação Com 30 anos de atuação, o empreendimento já emprega mais de 2 mil pessoas, no embalo do crescimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco. “O River Shopping é um símbolo do crescimento de Petrolina e de toda a região do Vale do São Francisco. Ao longo desses 30 anos, acompanhou e impulsionou o desenvolvimento econômico local, tornando-se um dos principais polos de consumo e investimento do Vale do São Francisco”, avalia o empreendedor Eduardo Garcia Hemmi.

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Criatividade que gera renda: Por que apostar na economia que nasce na cultura?

Terra de uma vasta riqueza cultural e artística, Pernambuco ostenta grande potencial para ampliar os benefícios da indústria criativa. O setor é democrático ao distribuir renda para os criativos e a cadeia de fornecedores, mas ainda enfrenta desafios como a informalidade. *Por Rafael Dantas Pernambuco reúne uma das cenas culturais criativas mais vibrantes do País e não faltam símbolos dessa potência. Do cinema premiado de O Agente Secreto à grandiosidade da Fenearte, passando pela energia das festas populares, como o Carnaval e o São João, o Estado constrói seus próprios troféus com câmeras, barro e a inventividade que atravessa gerações. Se por muito tempo essa produção foi tratada como periférica, hoje ela ganha novo patamar. No desenho do próximo ciclo de desenvolvimento, a economia criativa desponta como um dos pilares estratégicos para as próximas décadas, segundo as discussões do projeto Pernambuco em Perspectiva. As linguagens da economia criativa de Pernambuco são muitas e se espalham por praticamente todo o território. O Agreste, por exemplo, abriga uma potente produção ligada à confecção e à moda. O Recife é solo fértil da indústria audiovisual. A Zona da Mata Norte é berço de manifestações culturais, como o maracatu. O artesanato, como se vê nos corredores da Fenearte, está presente em praticamente todas as cidades. E ainda nem falamos da música, das artes plásticas, da literatura e de tantas outras expressões. Nas discussões sobre o novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco, a economista Tânia Bacelar, sócia da consultoria econômica Ceplan, destaca que a economia criativa deve ser um dos pilares da economia do Estado. Entre outros aspectos, ela ressalta que o setor distribui renda de forma muito democrática, beneficiando uma vasta cadeia de fornecedores, e potencializa outros setores, como o turismo. “É um tipo de atividade que mobiliza muita gente. Então, para um país como o nosso, que tem um problema de desemprego, de subemprego grande, a economia criativa cai como uma luva”, resume a economista. A produção cultural tem essa marca: ela é generosa do ponto de vista da criação de oportunidade de inserção para o processo produtivo.” BARREIRA DA FORMALIZAÇÃO Para incentivar esse setor tão popular e potente no desenvolvimento social, o Brasil e Pernambuco já têm políticas públicas em andamento há décadas. Os editais de cultura, a promoção de feiras e a capacitação desses produtores não é mais uma novidade. No entanto, há uma série de entraves que impede um melhor aproveitamento desse potencial. Muitos produtores de cultura de Nazaré da Mata, por exemplo, conhecidos pela tradição do maracatu passam por imensas dificuldades. A beleza da manifestação, tão presente nas peças publicitárias do turismo e do lazer do Nordeste, ofusca uma realidade dura vivida por vários dos grupos que mantêm essa herança com muito sentimento, mas poucos recursos. “A Mata Norte é um dos maiores celeiros de economia criativa. Mas muitos vivem com cachês muito abaixo do que outras áreas culturais conseguem. Falta apoio também para que esses grupos consigam acessar os editais e transformar suas ideias em projetos”, avalia o jornalista e produtor cultural Salatiel Cícero. Ele aponta um fator que é presente na maioria das linguagens desse setor em Pernambuco. “O artista faz arte. Ele não quer saber da burocracia.” A distância entre a produção criativa e o acesso à linguagem dos editais de cultura é grande. Daí a pensar em modelos de negócios que dependam menos do poder público e sejam mais sustentáveis, há uma corrida ainda maior. Um diagnóstico que aponta para uma primeira urgência, segundo Tânia Bacelar: o enfrentamento da informalidade. “Esse é um segmento produtivo importante, mas que ainda enfrenta muita dificuldade de organização. A gente vive numa sociedade que requer formalidades. A economia criativa é uma atividade muito rica e poderosa, mas muito informal”, avalia a economista. Uma realidade que impõe um esforço das políticas públicas para simplificação dos processos, no que for possível, e capacitação ou o desenvolvimento de estruturas de apoio que contribuam para vencer essa barreira.  Tânia aponta o estímulo à formação de cooperativas como um caminho possível para avançar na formalização dessas atividades. Ela também observa que, diante da resistência de mestres mais antigos em criar um CNPJ ou elaborar projetos, incentivar as gerações mais jovens das famílias ligadas à produção cultural pode ser uma estratégia eficaz para transformar essa realidade. FALTA DE DADOS É UM DESAFIO DA ECONOMIA CRIATIVA Outro problema no horizonte é a falta de dados. Espalhada por diferentes regiões e linguagens, a economia criativa ainda carece de informações mais precisas sobre o tamanho da produção e seus fluxos. Sem esse mapeamento, produtores enfrentam mais dificuldade para acessar mercados e o poder público encontra limites para planejar ações de desenvolvimento para o setor. Pernambuco já deu um passo importante no mapeamento da economia criativa. Um dos marcos foi a realização do Estudo da Cadeia Produtiva do Artesanato, demandado pela Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) ao Laboratório O Imaginário, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O levantamento ouviu quase 900 pessoas em 89 municípios, identificou as singularidades de cada região de desenvolvimento e apontou diretrizes para fortalecer os trabalhadores, ampliar mercados, qualificar produtos e valorizar os territórios. Mesmo com esse passo inicial, Camila Bandeira, diretora de economia criativa da Adepe, reconhece que há uma dificuldade de encontrar dados do setor. Diante da potencialidade e da forte demanda que vem dos produtores, o próximo estudo a ser encomendado pela agência será no setor audiovisual. “A gente ainda tem muita dificuldade de ter dados mais consolidados sobre a economia criativa. Cada território tem suas potências e suas fragilidades. O próximo passo é justamente fazer um estudo voltado para o audiovisual, porque é um setor que tem crescido muito e que a gente ainda precisa entender melhor”, afirmou Camila. Esse segmento, inclusive, tem um grau muito maior de formalização e de capacidade de elaboração de projetos. Uma realidade que difere muito da maioria das demais linguagens da economia criativa.  Em relação à economia criativa da cultura afro-brasileira da Mata Norte, Salatiel Cícero lançou a plataforma digital Casa do

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Cadastro Imobiliário Brasileiro cria “CPF dos imóveis” e deve ampliar fiscalização no mercado

Nova base nacional unifica dados de imóveis e aumenta transparência nas operações, com impacto para proprietários, investidores e setor imobiliário A criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro CIB inaugura uma nova fase na organização das informações sobre imóveis no país. Previsto na Reforma Tributária e regulamentado pela Receita Federal, o sistema estabelece um identificador único para cada unidade imobiliária funcionando, na prática, como um “CPF dos imóveis”. A medida tem como objetivo integrar dados cadastrais, registrais e fiscais em uma base nacional unificada. A centralização das informações será feita por meio do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais SINTER, que reunirá dados de órgãos públicos e cartórios. A implementação ocorrerá de forma gradual. Desde janeiro de 2026, a integração começou na esfera federal, cartórios, capitais e no Distrito Federal. A partir de 2027, o modelo será obrigatório para estados e todos os municípios. Para o advogado Thiago Bezerra, sócio da área imobiliária do Urbano Vitalino Advogados, a iniciativa representa um avanço relevante na organização do setor. “O CIB cria um identificador único para cada imóvel georreferenciado em todo o território nacional, o que permite reduzir inconsistências cadastrais e facilitar o cruzamento de dados pelo Fisco”, explica. Segundo ele, a mudança exige atenção redobrada de quem atua com operações imobiliárias. “Quem trabalha com compra e venda de imóveis, doações, permutas, locações, estruturação de holdings patrimoniais ou planejamento sucessório precisará ter ainda mais cuidado com a consistência das informações declaradas”, afirma. Mais controle e impacto tributário Com a consolidação das bases de dados, o CIB deve ampliar a capacidade de fiscalização da Receita Federal e de outros órgãos públicos. “Com a integração das bases de dados, o Fisco passa a ter mais precisão para identificar incompatibilidades patrimoniais ou operações que possam ter sido simuladas ou dissimuladas”, destaca Thiago Bezerra. Apesar disso, o cadastro não cria novos tributos nem altera diretamente as regras atuais. Ainda assim, pode influenciar a forma como impostos já existentes são calculados. “Embora o CIB não institua novos impostos, a maior rastreabilidade das informações pode levar a revisões na base de cálculo de tributos relacionados aos imóveis, como ITBI, ITCMD, IPTU e ITR”, explica. A expectativa é de que a ferramenta aumente a transparência, reduza inconsistências históricas entre bases de dados e traga mais segurança jurídica ao mercado imobiliário. “A tendência é que o CIB promova uma maior integração entre informações cadastrais, registrais e fiscais, o que contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade tributária e a segurança jurídica nas operações imobiliárias”, conclui o especialista.

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Imposto de Renda 2026: venda de imóveis exige atenção ao ganho de capital e pode gerar imposto de até 22,5%

Com mercado imobiliário aquecido, cresce o número de contribuintes que precisam declarar lucro com venda de imóveis e evitar problemas com a Receita Federal Quem vendeu imóvel em 2025 precisa redobrar a atenção na declaração do Imposto de Renda 2026. A Receita Federal já definiu as regras, e erros ou atrasos podem resultar em multas e juros. O ponto central está no chamado ganho de capital, o lucro obtido na venda, que pode gerar tributação com alíquotas entre 15% e 22,5%, dependendo do valor apurado. Na prática, o cálculo começa pela diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda do imóvel. Apesar de ser um procedimento aparentemente simples, ele exige cuidado para evitar inconsistências. “Nesse caso, o ganho de capital é de R$ 400 mil. sobre esse valor se aplica a alíquota mínima de 15%, o que resultaria em um imposto de R$ 60 mil”, exemplifica o advogado patrimonial e especialista em negócios imobiliários Amadeu Mendonça. Além disso, o especialista destaca que a base de cálculo pode ser reduzida em algumas situações específicas. “Existem redutores aplicáveis à base de cálculo, principalmente para imóveis adquiridos há mais tempo. Em alguns casos, a redução é significativa”, afirma. Esses mecanismos podem diminuir de forma relevante o valor final do imposto devido. Quando há isenção do imposto A legislação também prevê hipóteses de isenção total ou parcial do imposto sobre ganho de capital. Um dos casos ocorre quando o imóvel foi adquirido antes de 1969. Outro cenário bastante comum envolve a venda de um imóvel residencial com reinvestimento do valor na compra de outro bem do mesmo tipo, dentro do prazo de 180 dias. “Quando o contribuinte vende um imóvel residencial e utiliza todo o valor da venda para comprar outro imóvel residencial no prazo de 180 dias, ele fica isento de 100% do imposto”, explica Amadeu. Nos casos em que o reinvestimento é parcial, a isenção ocorre de forma proporcional. “Apenas os 20% que não foram reinvestidos entram na base de cálculo do imposto. Ou seja, 20% de R$ 400 mil, que dá R$ 80 mil. Sobre esse valor se aplica a alíquota de 15%, gerando um imposto de R$ 12 mil, sem considerar eventual redutor”, detalha. Segundo o especialista, essa regra permite maior flexibilidade para reorganização financeira das famílias. “Muitas vezes a venda do imóvel acontece para reorganizar as finanças da família. Pode ser para pagar dívidas ou simplesmente para mudar para um imóvel menor. A legislação prevê essa possibilidade de isenção parcial justamente para esses casos”, argumenta. Mercado imobiliário impulsiona declarações O aumento da atenção ao tema também acompanha o aquecimento do mercado imobiliário brasileiro. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que 2025 foi um ano de recorde, com 426.260 unidades residenciais vendidas, crescimento de 5,4% em relação a 2024. O Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 264,2 bilhões, alta de 3,5% no mesmo período. Com mais transações, cresce também o número de contribuintes obrigados a declarar operações imobiliárias. “Quem vende um imóvel precisa ficar atento à apuração do ganho de capital e ao recolhimento do imposto, quando devido. Fazer o cálculo correto evita problemas com o Fisco no momento da declaração”, alerta Mendonça.

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Menor que em 2025: Páscoa deve injetar R$ 410,9 milhões em Pernambuco

A Fecomércio-PE projeta que a Páscoa de 2026 movimente R$ 410,9 milhões na economia pernambucana, uma retração de 2,9% em relação ao ano anterior, sinalizando desaceleração no consumo. O estudo mostra a sensibilidade do período a variáveis-chave: cada ponto de alta na intenção de consumo adiciona R$ 4,02 milhões às vendas, enquanto o avanço do endividamento retira cerca de R$ 6,19 milhões por ponto percentual. A pressão inflacionária sobre itens típicos é outro vetor relevante, com destaque para o chocolate, que acumula alta de 26,3% em 12 meses, bem acima do índice geral de 3,81%. Esse fator tem levado o consumidor a substituir produtos. Apesar da moderação, a data segue estratégica para o varejo no primeiro semestre, sustentando o fluxo de caixa do setor mesmo em um ambiente mais restritivo. Turismo internacional dispara em Pernambuco O fluxo de passageiros internacionais no Aeroporto Internacional do Recife mais que dobrou no primeiro bimestre de 2026, com crescimento de 115% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de viajantes foi de 66,3 mil viajantes entre embarques e desembarques. O resultado reflete a intensificação das ações de promoção turística do Governo de Pernambuco, que ampliou sua presença em eventos e mercados estratégicos, além de investir na captação de novos voos. A Argentina lidera como principal emissor de turistas, concentrando mais da metade das chegadas internacionais. Os demais destaques são na sequência Portugal, Uruguai, Chile e Espanha. Lucro recorde e crédito em alta no BNB O Banco do Nordeste do Brasil fechou 2025 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, um salto de 31,6% em relação ao ano anterior. O desempenho veio acompanhado de expansão na carteira de crédito, que alcançou R$ 68,4 bilhões em contratações, representando uma alta de 11,6%. Os desembolsos também avançaram, somando R$ 64,1 bilhões, crescimento de 5,8%. No microcrédito, um dos carros-chefes da instituição, os números reforçam a escala da operação: R$ 13,4 bilhões no Crediamigo e R$ 9,5 bilhões no Agroamigo. Já o agronegócio movimentou R$ 12,8 bilhões em financiamentos, com alta de 15,3%.  Drones reduzem em até 75% o tempo de pulverização no Vale do São Francisco O uso de drones agrícolas vem acelerando a transformação produtiva no Vale do São Francisco, com ganhos expressivos de eficiência, custo e produtividade na fruticultura, segundo a empresa GM Drone e Tecnologia. Em uma área de um hectare, a pulverização que antes levava mais de uma hora com trator agora é realizada em cerca de seis minutos, reduzindo também em até 25% os custos da operação. A tecnologia permite monitoramento detalhado das lavouras, identificação de pragas e mapeamento do solo com alta precisão. Expansão farmacêutica injeta R$ 3,2 milhões e reforça interiorização em Pernambuco O Grupo AMR Saúde acelera sua presença em Pernambuco com a abertura de 16 novas lojas, investimento de R$ 3,2 milhões e geração inicial de 112 empregos, com potencial de superar 180 vagas no médio prazo. O movimento ocorre em um mercado regional aquecido, onde o varejo farmacêutico nordestino movimenta R$ 28,6 bilhões e cresce acima da média nacional, consolidando o estado como principal base da rede na região, com 89 unidades. A estratégia aposta na interiorização e no ganho de escala das farmácias independentes, com faturamento médio de R$ 240 mil por loja, quatro vezes acima da média nacional do segmento. Senac Pernambuco é reconhecido com Selo ODS Educação pelo segundo ano consecutivo O Senac Pernambuco recebeu, pelo segundo ano seguido, a certificação do Selo ODS Educação, concedida pelo Instituto Selo Social a iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU. A premiação ocorreu na última quarta-feira (18), no Parque Dona Lindu, reunindo instituições de todo o país. Com 16 projetos aprovados, a Faculdade Senac PE se destacou por ações voltadas a áreas como educação de qualidade, redução das desigualdades e saúde e bem-estar, reforçando seu papel na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o impacto social.

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Amarante investe R$ 260 milhões em resort de luxo na Rota Ecológica dos Milagres

Com diárias que chegam a R$ 13,5 mil, Salg Patacho Exclusive Resort marca entrada da empresa no segmento all inclusive de alto padrão no Brasil A empresa pernambucana Amarante anunciou um investimento médio de R$ 260 milhões no lançamento do Salg Patacho Exclusive Resort, novo empreendimento de luxo localizado na Praia do Patacho, em Porto de Pedras, na Rota Ecológica dos Milagres, em Alagoas. Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027, o projeto marca a entrada da empresa no segmento all inclusive de alto padrão no país. O resort contará com mais de 12 mil m² de área construída e 120 acomodações, distribuídas entre apartamentos, bangalôs e villas. As diárias partem de cerca de R$ 4.200 para apartamentos e podem chegar a R$ 13.500 nas villas mais exclusivas, que incluem piscina privativa, cozinha aberta, área de deck e até espaços dedicados a cinema. Algumas unidades também terão perfil dog friendly. A proposta do empreendimento aposta na experiência personalizada e no conceito de desaceleração, integrando arquitetura, design e natureza. “O Salg Patacho nasce com uma proposta inovadora e marca nossa entrada em um novo segmento. Queremos criar um refúgio contemporâneo, intimista, sofisticado e tranquilo, onde o hóspede possa desacelerar, investir no autocuidado e viver experiências personalizadas.”, explica o CEO da Amarante, Mário Vasconcellos. No campo da gastronomia, o modelo All Inclusive Unique reúne seis espaços com propostas distintas, incluindo restaurantes à la carte, rooftop, beach club e gastrobar, com cardápios assinados por chefs renomados e foco em insumos de alto padrão. A estrutura também inclui wellness com spa e academia, áreas de lazer, piscinas e programação pensada para experiências intimistas, em sintonia com o ambiente natural do litoral alagoano.

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Pernambuco registra alta de 115% no fluxo internacional de passageiros em 2026

Crescimento no Aeroporto do Recife reforça expansão do turismo e da conectividade aérea no estado O fluxo de passageiros internacionais em Pernambuco registrou crescimento de 115% no primeiro bimestre de 2026, segundo dados da Empetur e do Observatório das Migrações Internacionais. O avanço foi observado no Aeroporto Internacional do Recife, que contabilizou 66.345 passageiros entre embarques e desembarques nos meses de janeiro e fevereiro. Do total registrado no período, 31.532 foram turistas, o que representa um aumento de 110% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Apenas em fevereiro deste ano, o terminal contou com 282 voos internacionais planejados, evidenciando o fortalecimento da malha aérea e o aumento da demanda por destinos pernambucanos. Promoção internacional impulsiona resultados O desempenho é atribuído às estratégias adotadas pelo Governo de Pernambuco para ampliar a presença do estado no mercado global. Ao longo de 2025, a Empetur participou de mais de 128 eventos no Brasil e no exterior e capacitou cerca de 28 mil profissionais do setor, além de realizar missões internacionais voltadas aos principais mercados emissores. “este resultado confirma que estamos no caminho certo. Intensificamos nossa presença em eventos internacionais e realizamos roadshows estratégicos, fortalecendo a relação com o trade turístico. No momento, nossa equipe está na Argentina, por exemplo, atuando diretamente nesse mercado. Isso é fruto da estratégia do Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, que prioriza o turismo e entende o setor como vetor de desenvolvimento econômico.”, afirmou o presidente da Empetur, Eduardo Loyo. Argentina lidera emissão de turistas Entre os países que mais enviam visitantes ao estado, a Argentina aparece na liderança, concentrando 54,24% das entradas internacionais no período e registrando crescimento superior a 300% na comparação anual. Em seguida, destacam-se Portugal (15,96%), Uruguai (4,60%), Chile (3,71%) e Espanha (3,27%). Hub aéreo fortalece economia do turismo O crescimento do fluxo internacional acompanha a expansão da conectividade aérea. Pernambuco passou de três destinos internacionais e nove frequências semanais, em janeiro de 2023, para nove destinos e 42 frequências ao longo de 2025, consolidando-se como hub do Nordeste. Rotas estratégicas como Lisboa, Buenos Aires, Madri, Porto, Montevidéu e Córdoba ampliaram o alcance do estado no cenário global. Para o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba, “O Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, tem consolidado o turismo como uma estratégia de desenvolvimento, com foco na geração de emprego, renda e na ampliação da presença do estado no mercado internacional”.

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Armazém da Criatividade, do Porto Digital, vence Prêmio Finep de Inovação

Iniciativa em Caruaru é reconhecida como ambiente de inovação e reforça papel do estado no desenvolvimento tecnológico O Armazém da Criatividade, iniciativa do Porto Digital em Caruaru, conquistou o primeiro lugar nacional no Prêmio Finep de Inovação, na categoria Ambiente de Inovação. O reconhecimento foi anunciado em cerimônia realizada em Brasília, com a presença de autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Reconhecimento nacional e impacto da inovação Considerado o “Oscar da Inovação” no Brasil, o prêmio é concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, cerca de 3 mil projetos foram analisados na edição, com seleção final de 40 iniciativas para a etapa nacional. “Recebemos centenas de propostas disruptivas, capazes de mudar setores estratégicos da economia, gerar empregos qualificados, reduzir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Ao fomentar a inovação, certamente estamos melhorando o nosso processo de inserção na cadeia global, com mais intensidade tecnológica e valor agregado aos produtos”, ressaltou o presidente da Finep. Ecossistema de inovação no Agreste Instalado no centro de Caruaru, o Armazém da Criatividade atua como laboratório de prototipagem, espaço de formação, aceleração de empresas e apoio ao empreendedorismo regional. A iniciativa integra o programa Inova PE, que reúne ações do Governo de Pernambuco voltadas ao incentivo à pesquisa, formação de talentos e fortalecimento de ecossistemas locais de inovação. Apoio a startups e formação de talentos Nos últimos anos, o projeto ampliou seu alcance ao apoiar startups, capacitar jovens em tecnologias emergentes e oferecer infraestrutura para novos negócios. A proposta tem contribuído para consolidar o interior do estado como polo de inovação, descentralizando oportunidades antes concentradas na capital. Inovação como estratégia nacional Durante a premiação, a ministra destacou o papel estratégico da inovação para o país. “Os projetos vencedores mostram que ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano. Em menos de três anos, já contratamos R$ 30 bilhões em iniciativas que transformam o futuro do nosso país. Este Prêmio dialoga diretamente com a Nova Indústria Brasil, destacando missões, como agricultura sustentável, saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e descarbonização”, afirmou.

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BNDES aprova R$ 120 milhões para impulsionar plano de inovação da Moura

Financiamento será destinado à aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos no âmbito da indústria 4.0 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 120 milhões para apoiar o plano de investimentos da Acumuladores Moura. Os recursos integram o programa BNDES Mais Inovação, voltado ao fortalecimento da indústria nacional por meio da adoção de tecnologias avançadas. O crédito será concedido por meio da linha Indústria 4.0 – Aquisição de Bens Inovadores, que financia a compra de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras. A iniciativa também contempla bens de informática e automação enquadrados na Lei de Informática, desde que utilizem tecnologia desenvolvida no país. O investimento faz parte da estratégia da empresa para modernizar sua estrutura produtiva e ampliar a competitividade no setor industrial. A linha de crédito utilizada pelo BNDES tem como foco incentivar a incorporação de soluções tecnológicas, contribuindo para o aumento da produtividade e da inovação na indústria brasileira.

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