Economia

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BNDES aprova R$ 120 milhões para impulsionar plano de inovação da Moura

Financiamento será destinado à aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos no âmbito da indústria 4.0 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 120 milhões para apoiar o plano de investimentos da Acumuladores Moura. Os recursos integram o programa BNDES Mais Inovação, voltado ao fortalecimento da indústria nacional por meio da adoção de tecnologias avançadas. O crédito será concedido por meio da linha Indústria 4.0 – Aquisição de Bens Inovadores, que financia a compra de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras. A iniciativa também contempla bens de informática e automação enquadrados na Lei de Informática, desde que utilizem tecnologia desenvolvida no país. O investimento faz parte da estratégia da empresa para modernizar sua estrutura produtiva e ampliar a competitividade no setor industrial. A linha de crédito utilizada pelo BNDES tem como foco incentivar a incorporação de soluções tecnológicas, contribuindo para o aumento da produtividade e da inovação na indústria brasileira.

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IMPOSTO DE RENDA IMAGEM

Imposto de Renda 2026 traz novas regras, amplia isenção e acelera restituições

Mudanças no IRPF incluem prazo menor de declaração, pagamento via Pix e impacto direto na economia local As novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) já estão em vigor em 2026 e trazem mudanças que prometem mais agilidade e transparência no processo declaratório. Entre as principais novidades estão a ampliação da faixa de isenção, restituições mais rápidas via Pix, redução do prazo de envio e simplificação da declaração, com uso ampliado do sistema pré-preenchido. O calendário da Receita Federal prevê o início das entregas em 23 de março, com prazo final em 29 de maio. Segundo a especialista Cristiane Brito, gerente de Negócios da Sicredi Recife, o modelo busca facilitar a vida do contribuinte. “O sistema brasileiro utiliza a declaração pré-preenchida justamente para favorecer a inclusão de informações fiscais e agilizar o processo que pode ser feito via Gov BR ou aplicativo da Receita.” comenta. A expectativa é de que cerca de 44 milhões de brasileiros sejam obrigados a declarar neste ano. Para evitar problemas com o Fisco, é fundamental reunir a documentação necessária, como comprovantes de rendimentos, dados pessoais, informações de dependentes e registros de bens. “É necessário lembrar também dos documentos relacionados a gastos e bens dos dependentes, que costumam ser negligenciados na hora de reunir a papelada”, afirma Brito. O atraso na entrega gera multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. As restituições também passam por mudanças e serão pagas em quatro lotes, com início em 29 de maio. Outra novidade é o reembolso automático via Pix para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte, mesmo sem obrigatoriedade de declarar. Já a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil só será aplicada na próxima cobrança, referente ao ano-base de 2026. “A ação torna o processo de tributação mais transparente e equilibrado conforme os ganhos dos indivíduos. Só em Pernambuco, a estimativa do Governo Federal é de que 432 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente pela isenção do imposto.” Além do impacto direto no bolso do contribuinte, as mudanças também podem estimular a economia. “Com essa novidade na isenção, em que alguns contribuintes deixarão de pagar o IR, ele poderá, por exemplo, investir esse recurso em poupança programada.”, destaca a especialista. Para quem ainda precisa declarar, há alternativas de gestão financeira, como parcelamento e antecipação da restituição. “Para quem precisa declarar seus rendimentos, a Sicredi Recife oferece benefícios como parcelamento em até 12x e restituição antecipada de até 90% do valor que volta para o contribuinte”, finaliza.

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EXPO FRANQUIAS

Expo Franquias Nordeste reúne oportunidades de investimento até este sábado no Recife

Evento no Recife Expo Center apresenta franquias a partir de R$ 5 mil e deve atrair milhares de interessados em empreender Segue até este sábado (21), no Recife, a Expo Franquias Nordeste 2026, que reúne cerca de 30 marcas expositoras com oportunidades de investimento em diferentes segmentos do franchising. Realizada no Recife Expo Center, a feira apresenta modelos de negócios nas áreas de alimentação, estética, saúde, construção, transporte e financeiro, com aportes iniciais que variam de R$ 5 mil a R$ 700 mil. Considerado um dos principais encontros do setor na região, o evento tem expectativa de receber cerca de três mil visitantes interessados em empreender com franquias. A proposta é aproximar investidores de marcas em expansão, oferecendo contato direto com franqueadores e acesso a diferentes formatos de negócio. “Nosso objetivo é reunir em um único ambiente marcas consolidadas e novas oportunidades de investimento, permitindo que o público conheça diferentes modelos de negócios e converse diretamente com os franqueadores. A EFN se tornou um espaço estratégico para quem deseja empreender com mais informação e segurança”, destaca a organização. Entre os destaques estão redes consolidadas como o Giraffas, que vê o Nordeste como estratégico para expansão. “O Norte e o Nordeste são regiões estratégicas para o crescimento do Giraffas. Temos observado um mercado cada vez mais receptivo ao franchising e um forte potencial de expansão, especialmente em cidades fora dos grandes centros. Participar da EFN é uma oportunidade importante para ampliar nossa visibilidade regional e atrair novos parceiros para o negócio”, afirma o diretor de Expansão da marca, Eduardo Guerra. O evento acontece em um momento de crescimento do franchising no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising, o setor faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, alta de 10,5% em relação ao ano anterior. No Nordeste, o avanço foi de 13,3%, com faturamento superior a R$ 43 bilhões. Em Pernambuco, o crescimento chegou a 9,9%, superando R$ 8,5 bilhões e somando mais de 5,5 mil operações. Além da área de exposição, a programação inclui o Franchising Talks, ciclo de palestras realizado em parceria com o Sebrae Pernambuco, com debates sobre tendências, perfil do investidor e desafios do setor. O público também pode testar soluções tecnológicas voltadas à experiência em feiras, como ferramentas de atendimento com inteligência artificial e navegação interativa. ServiçoEvento: Expo Franquias Nordeste 2026Data: até 21 de março de 2026Horário: das 14h às 20hLocal: Recife Expo Center

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startup day

Startup Day 2026 mobiliza ecossistema de inovação em Pernambuco com programação em 12 cidades

Evento gratuito do Sebrae reúne empreendedores, investidores e especialistas para impulsionar tecnologia e negócios inovadores no estado Pernambuco será palco, neste sábado (21), de mais uma edição do Startup Day 2026, um dos principais movimentos de estímulo ao empreendedorismo inovador no país. A iniciativa, realizada simultaneamente em todo o Brasil, deve reunir mais de 3,5 mil participantes no estado, com atividades distribuídas em 12 municípios, incluindo Recife, Caruaru, Petrolina e Garanhuns, além dos estreantes Glória do Goitá, Ouricuri e São José do Egito. A programação começa às 8h e conta com inscrições gratuitas. Promovido pelo Sebrae, por meio do Sebrae Startups, o evento conecta empreendedores, investidores, especialistas e estudantes interessados em tecnologia e inovação. A agenda contempla diferentes perfis, desde quem deseja tirar uma ideia do papel até gestores de startups em estágio avançado. Ao longo do dia, o público terá acesso a palestras, workshops, mentorias, painéis e demodays, além de batalhas de startups. A edição pernambucana está estruturada em seis eixos temáticos estratégicos: Tecnologia e Produto, Inteligência Artificial e Hardware, Marketing e Vendas, Bioeconomia e Biotecnologia, Educação Inovadora e ESG, além de Governos e Políticas Públicas. Na capital, mais de cem palestrantes participam das atividades, entre eles nomes como Tony Ventura, Sandra Turchi, Maíra Rodrigues e Vitor Andrade, ampliando o debate sobre tendências e oportunidades no mercado de inovação. No interior, a programação reforça a estratégia de interiorização do ecossistema, com atividades em polos da Zona da Mata, Agreste e Sertão. Municípios como Carpina, Nazaré da Mata e Água Preta recebem especialistas e oficinas práticas, enquanto Glória do Goitá estreia no circuito com ações voltadas à formação e inclusão produtiva. “Pernambuco é um grande hub de inovação do Brasil e tradicionalmente se destaca na realização do Startup Day. Nesta 12ª edição, reforçamos o propósito da interiorização levando o evento para um novo polo na Zona da Mata e outros dois no Sertão, além de facilitar o acesso ao conhecimento, impulsionar o desenvolvimento territorial e fortalecer o ambiente de empreendedorismo tecnológico fora dos grandes centros do estado”, afirma Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE. Com histórico de crescimento, o Startup Day reuniu mais de 30 mil participantes em 253 cidades brasileiras em 2025, e a expectativa é superar esses números nesta edição. Serviço12º Startup DayQuando: sábado, 21 de março de 2026Onde: Recife, Água Preta, Araripina, Carpina, Caruaru, Garanhuns, Glória do Goitá, Nazaré da Mata, Ouricuri, Petrolina, São José do Egito e Serra TalhadaInscrições gratuitas: sympla.com.br/evento/startup-day-pernambuco-2026/3274850

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Superendividamento no Brasil: quando o crédito passa a violar a boa-fé do consumidor

*Por Marina Escorel O Brasil atinge a marca alarmante de 81,3 milhões de negativados. Dados divulgados pela CNDL e SPC, em fevereiro de 2026, demonstram que, mais do que um número, o índice de 84,91% de reincidência de negativação revela um verdadeiro “efeito porta giratória”: o consumidor limpa o nome e, em menos de um ano, retorna ao sistema de restrição. Com 70,5% da renda comprometida, o brasileiro médio passa a viver em estado de insolvência quase permanente. Nesse cenário, a Lei nº 14.181/2021 (Lei do Superendividamento) surge como instrumento relevante de repactuação de dívidas, mas também como mecanismo de reinserção social do consumidor. A proposta da legislação não se limita à reorganização financeira do devedor, mas busca impedir que o endividamento leve à exclusão econômica e social. Os dados atuais reforçam a gravidade do problema. Cerca de 53% dos endividados estão na faixa entre 30 e 39 anos, justamente o grupo que concentra maior capacidade produtiva e potencial de consumo. Isso significa que a parcela mais ativa da força de trabalho encontra-se financeiramente comprometida, afetando não apenas o indivíduo, mas o próprio dinamismo econômico. Paralelamente, dados divulgados pelo Banco Central na Nota para a Imprensa de 25 de fevereiro de 2026 revelam outro aspecto dessa realidade. O crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 20,8 trilhões (162,6% do PIB), enquanto o crédito destinado às famílias alcançou R$ 4,8 trilhões, com crescimento de 11,7% em doze meses. Ao mesmo tempo, o custo do crédito permanece elevado: a taxa média das novas contratações chegou a 32,8% ao ano, alcançando 61% ao ano nas operações com pessoas físicas. O resultado desse cenário é previsível: a expansão do crédito ocorre em paralelo ao aumento do endividamento das famílias, que já atinge 49,7% da renda. Esse quadro evidencia uma contradição relevante. A Lei do Superendividamento estabelece que o tratamento do devedor deve evitar sua exclusão social. No entanto, os dados de 2026 indicam movimento oposto: a negativação passou a funcionar, na prática, como um instrumento de segregação econômica. O consumidor negativado perde acesso a aluguel, serviços básicos e, muitas vezes, até a oportunidades de emprego, formando uma espécie de contingente invisível ao mercado formal. A legislação, inclusive, alterou o Código de Defesa do Consumidor, impondo aos fornecedores — especialmente às instituições financeiras — o dever de implementar mecanismos de prevenção e tratamento do superendividamento, tanto na esfera extrajudicial quanto judicial, além da promoção de políticas de educação financeira. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: estão os fornecedores efetivamente cumprindo esses deveres legais? A própria estrutura do endividamento indica um ponto sensível. Bancos e cartões de crédito respondem por cerca de 65% das causas de negativação, o que demonstra que o superendividamento não decorre apenas de imprevistos individuais, mas também de uma dinâmica de crédito amplamente voltada ao consumo imediato. As instituições financeiras frequentemente justificam juros elevados com base no alto risco de inadimplência. Entretanto, sob a ótica dos arts. 4º e  6º, do Código de Defesa do Consumidor, essa justificativa revela fragilidade jurídica. A legislação impõe o dever de educação financeira e prevenção. Ao disponibilizar crédito instantâneo a consumidores que já comprometem parcela significativa da renda, a instituição financeira não atua apenas como fornecedora de serviço, mas assume posição que pode contrariar o próprio dever legal de cautela. Além disso, quando o fornecedor possui acesso ao histórico financeiro do consumidor — por meio de birôs de crédito e mecanismos como o Open Finance — e, ainda assim, concede crédito em modalidades altamente onerosas, como cartão rotativo ou crédito pessoal sem garantia, surge discussão legítima sobre concessão irresponsável de crédito, em possível violação ao princípio da boa-fé objetiva. Às vésperas do Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, a reflexão que se impõe vai além das campanhas comerciais. A Lei nº 14.181/2021 não pode ser tratada apenas como instrumento de “limpeza de nome” após o colapso financeiro do consumidor. Seu objetivo estrutural é prevenir o superendividamento e preservar a dignidade econômica das famílias. Enquanto a expansão do crédito e a rentabilidade do sistema financeiro avançarem em ritmo superior à saúde financeira das famílias, a exclusão econômica continuará sendo uma consequência inevitável. Nesse contexto, o recorde de 81,3 milhões de CPFs negativados revela mais do que um problema individual de inadimplência: evidencia a necessidade de maior vigilância sobre o cumprimento dos deveres de educação financeira, transparência e concessão responsável de crédito previstos no Código de Defesa do Consumidor. *Marina Escorel é Sócia do escritório Robson Menezes Advogados

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A revolução silenciosa do microcrédito no campo em Pernambuco

Pequenos financiamentos somaram mais de R$ 1 bilhão em 2025 e transformaram a vida de agricultores familiares no Estado e no Nordeste. O crédito impulsiona a produção e fortalece economias locais *Por Rafael Dantas Produtora rural no Sítio Brabo, distrito de Custódia, no Sertão do Pajeú, Josefa Barros, 50 anos, cria cabras leiteiras, juntamente com a família, e transforma a produção em queijo, requeijão, iogurte e doce de leite. Apesar de viver do campo há muitos anos, a dificuldade de pagar a conta de luz para mover toda a atividade estava desanimando a todos. Ela pensava até em “voltar para a vida do candeeiro”. Um pequeno aporte de crédito, no entanto, transformou a vida da família. A tecnologia da energia solar chegou à propriedade, aliviou as despesas e abriu um novo horizonte. “Foi uma transformação para nossas vidas”, celebra Josefa. “Depois disso deu para a gente se organizar e comer melhor. Antes não estava dando.” Com as placas solares instaladas e a conta de energia praticamente reduzida às taxas do sistema, o financiamento da implantação da energia solar passou a caber no orçamento da família. A economia, que chega perto de R$ 1 mil por mês, trouxe alívio imediato e abriu espaço para novos planos de investimento na criação de animais e na produção de derivados do leite. A história de Josefa não está isolada. Apenas no ano passado, foram mais de 87 mil contratos de microcrédito rural firmados apenas pelo BNB (Banco do Nordeste do Brasil). A instituição federal é responsável atualmente por 94% dos financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) na região, segundo dados do Banco Central. Longe dos holofotes dos grandes anúncios empresariais ou de megaempreendimentos públicos, o avanço do microcrédito rural representa uma revolução silenciosa que está acontecendo no campo. Em Pernambuco, os desembolsos desse tipo de financiamento realizados apenas pelo BNB para pequenos produtores já ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão. Nos últimos cinco anos, o volume de recursos contratados cresceu 222%. Esses financiamentos, operados com baixos valores (até R$ 12 mil para homens e R$ 15 mil para mulheres) e juros reduzidos, têm viabilizado mudanças concretas na vida das famílias agricultoras. O dinheiro é usado em diferentes frentes, como a compra de equipamentos para beneficiar a produção, para a instalação de estruturas de captação de água, incentivo à práticas agroecológicas, entre outras melhorias na propriedade.  No Sítio Brabo, os efeitos da chegada da energia solar ultrapassaram rapidamente os limites da propriedade de Josefa. A eletricidade passou a alimentar equipamentos como pasteurizador, iogurteira e tachos usados na produção de derivados de leite e transformou a pequena agroindústria familiar em um ponto de beneficiamento para outras produtoras da Associação de Mulheres da comunidade. Com mais estrutura, o leite de várias criadoras passou a ser processado ali, ampliando a produção coletiva e abrindo novas oportunidades de renda para as famílias da região, como a venda para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). O novo cenário também incentivou outros investimentos. Animada com os resultados, a família contratou um segundo microcrédito para ampliar o rebanho caprino e reforçar a infraestrutura da propriedade, incluindo melhorias no acesso à água e na irrigação para garantir alimento aos animais, mesmo nos períodos mais secos. Os planos não param por aí. Quando quitarem os financiamentos atuais, Josefa pretende investir em novos equipamentos, como uma desnatadeira e uma prensa adequada para a produção de queijos de cabra. A ideia é diversificar ainda mais os produtos e ganhar escala.  EFEITOS NO CAMPO Quando uma política pública impacta a vida de um agricultor, toda a família é beneficiada e os efeitos transbordam para os seus vizinhos. Quando são milhares de pequenas histórias florescendo na terra conhecida pelas restrições hídricas, muitas sementes são lançadas nesse solo fértil de resiliência da Caatinga. Na avaliação de Caetano De Carli, superintendente federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Pernambuco e professor da Ufape (Universidade Federal do Agreste de Pernambuco), a explosão de microcrédito rural nos últimos anos tem sido fundamental para fortalecer a agricultura familiar. Entre os frutos dessa política pública, ele destaca o aumento da produção de alimentos, a contribuição no controle da inflação e mesmo a estruturação dessas atividades. “A gente nunca teve um volume de recursos tão grande sendo aplicado na agricultura familiar, especialmente no Nordeste”, exaltou Caetano. “Essa política pública tem sido certamente a principal responsável pelos avanços que a gente teve na produção de alimentos dos agricultores familiares aqui em Pernambuco e em todo o Nordeste. Com certeza está sendo responsável por segurar o preço dos alimentos.” O impacto do crédito também aparece quando se observa a economia das pequenas cidades do interior. Na avaliação do economista Paulo Guimarães, da consultoria econômica Ceplan, a agricultura familiar já deixou de ser apenas uma atividade de combate à pobreza e passou a desempenhar papel relevante no desenvolvimento local. Em municípios com até 20 mil habitantes, a maioria no Sertão, Agreste e Zona da Mata, a produção familiar pode responder por entre 30% e 40% da renda total. “A agricultura familiar já há algum tempo deixou de ser apenas uma atividade de subsistência e se tornou um importante segmento econômico”, afirmou. Esse dinheiro, explica o economista, tende a permanecer dentro do próprio município. “Grande parte dessa renda circula localmente porque os próprios produtores e suas famílias consomem produtos e serviços da região, mercados, farmácias, oficinas, prestadores de serviço.” Esse movimento cria um efeito multiplicador que vai além da propriedade rural. Contribui para desenvolver as cidades e fixar a população no campo. NOVAS GERAÇÕES NA PRODUÇÃO FAMILIAR No Sítio Conceição, na zona rural de Cachoeirinha, no Agreste pernambucano, a rotina da família de Miguel Pereira da Silva, 57 anos, sempre girou em torno do gado e do milho. Por muitos anos, a produção se manteve pequena, suficiente para tocar a propriedade, mas sem grandes sobras para investir. Ao lado do filho, José Miguel da Silva, 30 anos, e com acesso ao microcrédito, muita coisa começou a mudar. Com o financiamento, eles conseguiram

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“A demanda de microcrédito rural já existia. O que fizemos foi chegar mais perto do produtor”

Superintendente do BNB em Pernambuco comenta o avanço dos financiamentos voltados aos pequenos negócios rurais no Estado À frente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Queiroz acompanha de perto a expansão do microcrédito rural na região. Para ele, o crescimento recente do programa está ligado tanto ao reforço das políticas públicas quanto à ampliação da presença do banco nas comunidades rurais. Por que o microcrédito rural cresceu tanto nos últimos anos? Hugo Queiroz: Eu atribuiria principalmente às políticas públicas. Nos últimos anos o Plano Safra tem vindo com valores e orçamentos cada vez mais robustos. Além disso, houve também um estímulo maior para contratação com os pequenos produtores. Então a gente tem tanto esse direcionamento das políticas públicas, quanto um direcionamento interno do banco para ampliar a presença do fundo e do crédito nas regiões do Nordeste. Esse crescimento aconteceu por que aumentou a demanda ou por que o banco passou a estimular mais o acesso? Hugo Queiroz: A demanda já existe. A região Nordeste tem uma agricultura familiar muito forte. O que a gente fez foi, por meio de mais orçamento e mais estrutura, chegar mais perto de quem precisava. Na medida em que você tem mais recursos e consegue estar mais presente nas comunidades, naturalmente você passa a contratar mais. Que tipo de investimento aparece com mais frequência entre os produtores de Pernambuco? Hugo Queiroz: O crédito rural normalmente segue a vocação econômica de cada região. Aqui em Pernambuco a pecuária é muito forte, principalmente no Agreste. Então a gente observa bastante investimento em aquisição de animais. Em outros estados pode ser diferente, dependendo da atividade predominante. Quais são as perspectivas para o futuro do programa? Hugo Queiroz: A missão é ampliar cada vez mais o alcance do crédito. É uma política do Governo Federal e também do banco fazer com que esses recursos cheguem a quem realmente precisa. Os orçamentos têm aumentado ano após ano e o desafio é continuar aplicando esses recursos da forma mais efetiva possível. LEIA TAMBÉM A revolução silenciosa do microcrédito no campo em Pernambuco

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Atiaia Renováveis inicia operação de complexo solar no Agreste de Pernambuco

Empreendimento com 169,8 MW entra em funcionamento com energia totalmente contratada e reforça expansão no mercado renovável A Atiaia Renováveis, empresa do Grupo Cornélio Brennand, iniciou a operação comercial do Complexo Fotovoltaico Sol do Agreste, localizado nos municípios de São Caetano e Tacaimbó, em Pernambuco. Com capacidade instalada de 169,8 megawatts (MW), o empreendimento já entra em funcionamento com 100% da energia contratada, atendendo empresas de setores como data centers, bebidas e varejo alimentar. O projeto integra a estratégia de expansão da companhia no mercado de energia renovável, com foco em soluções customizadas para grandes consumidores. A proposta combina escala, previsibilidade e sustentabilidade, alinhada à crescente demanda por fontes limpas no processo de transição energética. “O início da operação do Complexo Fotovoltaico Sol do Agreste consolida nossa estratégia de crescimento baseada na diversificação de fontes renováveis e no desenvolvimento de projetos capazes de atender às demandas de um mercado cada vez mais comprometido com a transição energética”, afirma Rodrigo Assunção, presidente da Atiaia Renováveis. O complexo ocupa uma área de 440 hectares e mobilizou mais de 900 profissionais e 11 empresas durante sua construção, evidenciando a dimensão do empreendimento. A usina passa a integrar o portfólio da companhia, que já conta com Pequenas Centrais Hidrelétricas em diferentes estados e outros projetos solares no Nordeste, reforçando sua atuação pautada por princípios de sustentabilidade e geração de valor nas regiões onde atua.

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Mulheres lideram 31,7% dos negócios em Pernambuco e impulsionam geração de empregos

Estado tem a sexta maior proporção de empregadoras do país, com cerca de 40 mil empresas comandadas por mulheres As mulheres representam 31,7% dos empregadores em Pernambuco, segundo dados do IBGE referentes a novembro de 2025. Em números absolutos, são cerca de 40 mil mulheres à frente de negócios que geram empregos no estado. O percentual coloca Pernambuco na sexta posição nacional e na segunda do Nordeste, embora ainda revele desigualdade: há aproximadamente 2,2 homens para cada mulher empregadora. Além de ampliar sua presença no comando das empresas, o empreendedorismo feminino também tem impacto direto na inclusão de outras mulheres no mercado de trabalho. De acordo com levantamento do Sebrae, cerca de 73% dos negócios liderados por mulheres possuem equipes majoritariamente femininas, reforçando o efeito multiplicador dessas iniciativas na geração de renda e oportunidades. “Na prática, isso significa que o empreendedorismo feminino tende a gerar oportunidades para outras mulheres, criando redes de trabalho e renda dentro das próprias comunidades e ampliando possibilidades de mobilidade social”, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste. O acesso ao crédito tem sido um dos fatores que impulsionam esse avanço. Em Pernambuco, a carteira de crédito do Sicredi voltada a mulheres empreendedoras cresceu significativamente, multiplicando por 15 vezes em nove meses e alcançando R$ 5 milhões. No cenário nacional, a instituição encerrou 2025 com mais de R$ 17,5 bilhões destinados a empresas lideradas por mulheres, crescimento superior a 12% em relação ao ano anterior. Para especialistas, iniciativas de financiamento, capacitação e estímulo à liderança feminina são essenciais para reduzir barreiras históricas e ampliar a presença das mulheres como empregadoras. “Os números mostram que, mesmo com avanços importantes, ainda existe espaço para ampliar a presença das mulheres como empregadoras. Ao mesmo tempo, indicam o potencial de transformação que existe quando elas recebem apoio concreto para desenvolver seus projetos e expandir seus negócios”, destaca Joana Macêdo.

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Instituto Negralinda impacta 14 mil pessoas e fortalece empreendedorismo feminino no litoral de Pernambuco

Iniciativa nascida na Ilha de Deus completa seis anos promovendo geração de renda, gastronomia do mangue e turismo comunitário Criado na Ilha de Deus, no Recife, o Instituto Negralinda chega aos seis anos com uma trajetória marcada pelo impacto social e pela valorização da cultura local. A iniciativa já alcançou cerca de 14 mil pessoas, com ações voltadas principalmente ao empoderamento feminino, à qualificação profissional e à geração de renda em comunidades do litoral pernambucano. Atualmente, o Instituto atua a partir de Tamandaré, ampliando sua presença em diversos municípios da região. Fundado pela chef e marisqueira Negralinda e pelo empreendedor social Edy Rocha, o projeto nasceu da necessidade de transformar saberes tradicionais em oportunidades econômicas. Ao longo desse período, cerca de 4 mil mulheres participaram diretamente das formações, enquanto outras 10 mil foram impactadas de forma indireta, em redes comunitárias ligadas à gastronomia e ao turismo. “Quando eu comecei lá na Ilha de Deus, eu só queria garantir o sustento da minha família e mostrar que a Gastronomia do Mangue tinha valor”, relembra Negralinda, presidente do Instituto. “O Instituto nasceu da cozinha, do mangue e da necessidade de dizer que as mulheres negras e periféricas não são apenas mão de obra, elas são protagonistas de seus próprios negócios”, afirma. Entre as frentes de atuação estão cursos de Gastronomia do Mangue, beneficiamento de mariscos, finanças básicas e estratégias de venda, conectando identidade cultural e inclusão produtiva. “Nosso compromisso é transformar o saber tradicional em oportunidade econômica, sem abrir mão do território, da memória e da dignidade dessas mulheres”, destaca Edy Rocha. “Cada certificado que a gente entrega representa muito mais do que horas de aula”, completa. Em 2026, o Instituto amplia suas atividades com a oferta de 520 vagas em cursos gratuitos em municípios do litoral sul, incluindo novas formações em pastelaria e confeitaria. As ações também fortalecem o turismo de base comunitária e campanhas como “Ôxe, Pernambuco tem Mariscada sim, senhor!”, que valoriza a mariscada como patrimônio cultural e econômico das comunidades pesqueiras.

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