Economia

Sicredi Vale do São Francisco anuncia expansão com duas novas agências

O Sicredi anunciou que vai ampliar a oferta de serviços no Vale do São Francisco com mais duas agências. Uma será construída em terreno já adquirido na avenida da Integração – importante via do município – e a outra na cidade baiana de Senhor do Bonfim. O anúncio foi feito pelo presidente do conselho de administração da Sicredi Vale do São Francisco, Antônio Vinicius. A cooperativa atingiu a marca histórica de R$ 110 milhões de ativos totais e quer chegar a R$ 200 milhões em 2020. “Em 2018 entregamos excelentes resultados aos nossos mais de 4 mil associados. Lançamos a conta digital Woop Sicredi, tivemos um crescimento de 20,02%, ampliamos o portfólio de produtos e serviços com diversificação de investimentos e melhor acesso ao crédito e hoje contamos com mais de 300 soluções financeiras”, lembrou Antônio Vinícius. O Sicredi é a primeira instituição cooperativa financeira do Brasil.         SAIBA MAIS SOBRE O ENCONTRO DE EMPRESAS FAMILIARES O Encontro de Empresas Familiares (Enef), que acontece pela primeira vez no Nordeste, será realizado nos dias 22 e 23 de agosto, no Mar Hotel, em Boa Viagem. Confira mais informações sobre o ENEF no link a seguir: www.enef.com.br O evento é promovido pelas consultorias TGI Consultoria em Gestão e Werner Bornholdt Governança.

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Mais de 40% dos pequenos empresários mantêm intenção de investir

Pelo menos 41% dos micro e pequenos empresários do varejo e do setor de serviços pretendem investir em seus negócios nos próximos três meses, revela levantamento feito em fevereiro pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O percentual é 8% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Ao mesmo tempo, 38% não planejam fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido e 21% ainda não sabem se o farão. Segundo a pesquisa, a propensão de investimento das micro e pequenas empresas passou de 40,7 pontos em fevereiro de 2018 para 49,0 pontos em fevereiro deste ano, uma alta de 20% na comparação anual. Pela metodologia, quanto mais próxima de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão. De acordo com o levantamento, 55% daqueles que pretendem investir pensam em vender mais; 30% querem atender ao aumento da demanda e 26% procuram adaptar a empresa às novas tecnologias. Os recursos obtidos serão usados principalmente na compra de equipamento (37%): na reforma da empresa (25%); e na ampliação do estoque (19%). O capital próprio mantido como poupança é o apontado por 52%; 15% dizem que o recurso é oriundo da venda de algum bem e 23% citam empréstimos em bancos e financeiras. Demanda por crédito A pesquisa revela que, em fevereiro, a propensão dos micro e pequenos empresários em tomar crédito caiu 5% em relação a janeiro. No mês passado, o indicador que mede a demanda por crédito registrou 24 pontos contra 25,1 em janeiro; e 20 pontos em fevereiro de 2018, o que significa avanço de 20% em relação ao ano passado. Os dados mostram que 52% dos micro e pequenos empresários pretendem tomar crédito por meio de empréstimo, seguido do financiamento (30%) e do cartão de crédito empresarial (10%). As finalidades do crédito são o capital de giro (36%); a ampliação do negócio (30%) e a compra de equipamentos (29%). O levantamento revela ainda que 32% consideram o processo de contratação de crédito difícil ou muito difícil, enquanto 23% acham fácil ou muito fácil e 15% não consideram nem fácil, nem difícil. No sentido contrário, daqueles que não pretendem contratar crédito, 45% alegaram que conseguem manter o negócio com recursos próprios, 37,1% disseram que, no momento, a empresa não tem necessidade e 23% consideram as taxas de juros elevadas. Uma parte dos empresários (62%) considera a contratação difícil devido à burocracia e às exigências dos bancos. A pesquisa indica também que 43% dos empresários veem os juros altos como um grande impeditivo. Já entre os que consideram fácil a obtenção de crédito, 54% citam o bom relacionamento com as instituições financeiras; 31% mencionam o fato de ter as contas em dia e 20% apontam o tempo de existência da empresa como item importante; e 19% dizem que a documentação da empresa em ordem facilita o processo.Para 25% dos entrrevistados, o crédito mais difícil de ser contratado é o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),enquanto 16% apontam o empréstimo em instituições financeiras. “A diferença de nível entre o Indicador de Demanda por Crédito e a Propensão para o Investimento sugere que muitas das melhorias dos negócios são feitas com recursos próprios. Esse cenário forma-se em decorrência das taxas de juros, ainda elevadas, e do desconhecimento das micro e pequenas empresas das modalidades existentes no mercado com condições e taxas menores para este segmento”, disse presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. (Da Agência Brasil)

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CNDL/SPC Brasil: 41% dos micro e pequenos empresários mantêm intenção de investir

Os micro e pequenos empresários (MPEs) do varejo e serviços continuam com apetite para realizar investimentos em 2019, conforme aponta dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Assim como em janeiro, os indicadores de fevereiro revelam que 41% desses empresários pretendem investir em seus negócios nos próximos três meses, um aumento de 8% em relação ao mesmo mês em 2018. Por outro lado, 38% não planejam fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido e 21% ainda não sabem se o farão. O indicador que mede a propensão de investimento das MPEs passou de 40,7 pontos em fevereiro de 2018 para 49,0 pontos em fevereiro de 2019, uma alta de 20% na comparação anual. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão. Entre os empresários que devem investir, 55% objetivam o aumento das vendas, 30% buscam atender ao aumento da demanda e 26% pretendem adaptar sua empresa às novas tecnologias. A principal finalidade para esses recursos será a compra de equipamentos (37%). Em seguida, 25% buscam reformar a empresa e 19% ampliar seus estoques. Questionados sobre a origem dos recursos para investimento, 52% mencionam o capital próprio mantido na forma de poupança; 15% o capital próprio oriundo da venda de algum bem e 23% os empréstimos em bancos e financeiras. Demanda por crédito das MPEs teve recuo de 5% frente a janeiro de 2019; 33% consideram processo de contratação difícil A A propensão dos micro e pequenos empresários em tomar crédito teve um leve recuo de 5% em relação a janeiro de 2019. Em fevereiro, o indicador que mede a demanda por crédito registrou 24,0 pontos contra 25,1 do mês anterior; e 20,0 pontos em fevereiro de 2018, o que significa um avanço de 20% em relação ao ano passado. O empréstimo encabeça a lista de modalidades que devem ser contratadas, com 52% das menções. Em segundo lugar vem o financiamento (30%) e em terceiro o cartão de crédito empresarial (10%). As finalidades do crédito são o capital de giro (36%); a ampliação do negócio (30%) e a compra de equipamentos (29%). O levantamento apontou ainda que 32% consideram o processo de contratação de crédito difícil ou muito difícil, enquanto que 23% acham fácil ou muito fácil e 15% não consideram nem fácil e nem difícil. Entre os que não pretendem contratar crédito, 45% alegaram que conseguem manter o negócio com recursos próprios, 37,1% mencionaram que no momento a empresa não tem necessidade e 23% consideram as taxas de juros elevadas. Questionados sobre os entraves para contrair crédito, 62% dos que consideram a contratação difícil apontam como principais problemas a burocracia e as exigências dos bancos. Para 43%, os juros altos são um grande impeditivo. Já entre os que consideram fácil a obtenção de crédito, 54% citam o bom relacionamento com as instituições financeiras. Já 31% mencionam o fato de ter as contas em dia e 20% apontam o tempo de existência da empresa como item importante. Outros 19% dizem que a documentação da empresa em ordem facilita o processo. O crédito mais difícil de ser contratado são o empréstimo do BNDES (25%) e empréstimo em instituições financeiras (16%). “A diferença de nível entre o Indicador de Demanda por Crédito e a Propensão para o Investimento sugere que muitas das melhorias dos negócios são feitas com recursos próprios”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. “Este cenário se forma em decorrência das taxas de juros, ainda elevadas, e do desconhecimento das MPES quanto às modalidades existentes no mercado com condições e taxas menores para este segmento”, acrescenta o presidente do SPC Brasil.

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Assaí espera crescimento de 20% na venda de itens sazonais na Páscoa

As lojas Assaí em todo o País já estão preparadas para receber os consumidores que desejam antecipar a compra de presentes, alimentos e bebidas. Para este ano, a rede estima um aumento de 20% nas vendas desses itens, na comparação com o mesmo período do ano passado. As coberturas de chocolate em barra, ideais para moldar e rechear bombons, ovos de Páscoa e outras sobremesas, são uma das apostas da rede para a data. Em 2019, a rede comprou 20% mais em volume desse item na comparação com o mesmo período do ano passado e prevê aumento de 20% nas vendas do produto até o fim deste mês. Em relação aos tradicionais ovos de Páscoa, a expectativa da rede para esta categoria é vender 25% a mais do que no ano passado. Devido a tradição da Sexta-feira Santa, o Assaí trouxe para as suas unidades uma grande oferta de pescados e alimentos que são frequentemente utilizados no preparo de peixes. A projeção da rede de incremento de vendas de bacalhau no período é de 15%. No setor de bebidas, as vendas de vinhos devem superar em 20% o resultado de 2018.

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Novos rumos da advocacia serão debatidos em workshop no Recife

O workshop “Advogável Mundo Novo” acontecerá na próxima sexta-feira (dia 29). Tendo como público alvo advogados, estudantes, gestores de escritórios e operadores do Direito em geral, o evento tem o objetivo de promover um debate sobre os novos rumos da advocacia. Por isso, serão discutidos temas como inovação e tecnologias, criatividade, insight, mentoring, planejamento estratégico, tendências de mercado, gestão de escritório, marketing e renovação. . . A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC) e da Impact Hub Atena Investimentos são apoiadores do workshop. “Os advogados têm um viés empreendedor. É preciso incentivar essa visão em uma área que é muito tradicional aqui, a jurídica. Lembramos que, no Recife, existem grandes escritórios e outros que ainda estão se desenvolvendo. Quanto mais estivermos preparados para atender as demandas, melhor para o nosso Estado”, explicou a secretária executiva de Atração de Negócios e Inovação da SDEC, Daniela Guedes. Como palestrantes, irão participar nomes como dos professores Thiago Pflueger (da Athena Investimentos), Erik Nybo (empreendedor, head de inovação, cofundador da Edevo – Escola de Negócios e Inovação), Dante Freitas (da faculdade Boa Viagem e sócio de projetos de inovação e tecnologia), Mariana Gonçalves (digital influencer, fundadora do canal Minutos de Direito), Alfredo Júnior (empreendedor e da Impact Hub Recife), além de Carol Vasconcelos e Théo Gouveia (empreendedores e criadores do “Advogável Mundo Novo”). Os organizadores esperam que este ano mais de duzentas pessoas participem. O workshop acontecerá no novo auditório do Cais do Sertão (Armazém 10), no Bairro do Recife, e vai começar às 9h da sexta-feira (29/03). As inscrições custam R$ 140 e podem ser feitas pelo site www.sympla.com.br. Outras informações pelo WhatsApp (81) 9.9911-6359.

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Empreendedores apostam nas redes sociais para turbinar vendas na Páscoa

A Páscoa está se aproximando e, com ela, surge também a oportunidade de driblar a crise ou, até mesmo, complementar a renda atual. Aproveitando que o consumo de chocolate aumenta bastante nesse período, pequenos e médios empreendedores produzem itens tradicionais da época e apostam na criatividade para utilizar as redes sociais como principal meio de divulgação dos produtos, que vão desde os convencionais ovos de páscoa, símbolos da data, até opções como trufas, brigadeiros, bombons e cupcakes. De acordo com a PricewaterhouseCoopers, 77% dos brasileiros são influenciados a comprar itens através da web. Na rede, as fotos chamam a atenção e, basta um único clique para conseguir conexão direta com a empresa. Mas, como divulgar de maneira que, além de atrair, gere vendas? Daniel da Hora, Top1 Diretor de Criação do Mundo pelo Creativepool em 2019 e professor da AESO-Barros Melo, o varejo tem tido ótimas experiências com as redes sociais: “Elas viraram a extensão virtual das pessoas, do público, da audiência. Dessa forma, um dos locais mais importantes hoje para as marcas se conectarem a esse contingente é, necessariamente , através da web. Para datas comerciais, como a Páscoa, estratégias de promoção atreladas à visita ao ponto de venda, ou apresentação pessoal do produto, sempre dão muito certo”, orienta. Apresentando espaço democrático e, especialmente útil para o pequeno e médio empreendedor, as mídias sociais acabam tendo custo de entrada menor do que as tradicionais. Além disso, oferece um conjunto grande de ferramentas, aplicativos e sistemas que integram as redes ao mobile, tornando toda a experiência bastante pessoal, passível de customização e fazendo com que o empreendedor mostre o produto exatamente para o público-alvo. Caprichar nas fotos, publicar vídeos curtos, descrever bem as mercadorias, mostrar os bastidores da fabricação, expor depoimentos positivos de consumidores da marca, planejar promoções e ter prazo rápido de entrega estão entre os detalhes que podem chamar a atenção de novos clientes através das redes. Além das vendas, a presença das empresas na web é essencial para a captação de possíveis consumidores e fortalecimento da marca: “O fato dos públicos estarem cada vez mais conectados gera a necessidade sem volta para os lojistas: eles têm que ampliar os meios de contato com o cliente em potencial através da web, especialmente do ponto de vista institucional e não apenas do varejo”, alerta o especialista.

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FGV IBRE: Brasil precisa crescer 5,7% para esta não ser a pior década dos últimos 120 anos

Marcel Balassiano – pesquisador sênior da área de Economia Aplicada do FGV IBRE No Blog do Ibre, escrevi o artigo “PIB recua média anual de 1,2% por ano no período Dilma II/ Temer, queda sem precedentes em 120 anos”, comparando as taxas médias reais de crescimento do PIB por mandatos presidenciais (FHC I, FHC II, Lula I, Lula II, Dilma I e Dilma II / Temer), lembrando que a média desses últimos 24 anos (seis quadriênios presidenciais) foi de um crescimento de 2,3% ao ano, bem acima do recuo médio de 1,2% ao ano no último quadriênio. No artigo, também há o gráfico com a média móvel de quatro anos das taxas reais de crescimento do PIB desde 1904, segundo a série histórica do Ipeadata, sendo esses últimos anos o pior momento da economia brasileira nos últimos 120 anos. Isso só reforça o argumento de que esse desempenho bastante negativo no último quadriênio, que resultou na pior recessão da história do Brasil, foi fruto de erros de política econômica com a “Nova Matriz Econômica”, já que essa crise foi sem precedentes na história brasileira, e com comparações internacionais. No artigo “Desempenho da economia brasileira em comparação com o resto do mundo”, também no Blog do Ibre, tratei dessas comparações internacionais, concluindo que tanto em 2015 quanto em 2016, mais de 90% dos países apresentaram um crescimento real do PIB maior do que o Brasil. Agora, a análise será feita por décadas, conforme o Gráfico 1. Muito provavelmente essa década (2011-20) será (está sendo) a pior década em termos de crescimento econômico dos últimos 120 anos, pior até que a década de 1980, chamada de “década perdida”, que apresentou um crescimento médio de 1,6% ao ano. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia fez uma Nota Informativa “Comparando o crescimento do PIB nas décadas de 1980 e atual”. Por enquanto, a média de crescimento do PIB brasileiro nos anos 2011-18 foi de 0,6%. Se considerarmos a mediana das expectativas de mercado da Focus para os anos de 2019 e 2020 (2,01% e 2,80%, respectivamente), a média da década será de 0,9%, quase a metade de crescimento da “década perdida”. Para a década atual não ser a pior década em termos de crescimento econômico, e conseguir ser “melhor” (ou “menos pior”) do que a década de 1980, o PIB brasileiro teria que crescer, em termos reais, 5,7% tanto em 2019, quanto em 2020, o que parece bastante improvável. Então, podemos concluir que os anos 2011-20 foram mais “perdidos” do que a chamada “década perdida” dos anos 1980.

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Emprego formal gera 173.139 postos de trabalho em fevereiro

O Brasil registrou a abertura de 173.139 novos postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O saldo desse mês é o sexto melhor da série histórica do cadastro desde 1992. Além disso, é o terceiro ano consecutivo de saldos positivos e crescentes após os anos de recessão, o que reflete a recuperação do contingente de empregos celetistas desde 2017. Em fevereiro, o estoque de empregos alcançou 38,6 milhões de postos de trabalho formais, um aumento de 0,45% em relação ao mês anterior e de 1,51% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo do mês é mais que o dobro do registrado em fevereiro de 2018, quando foram gerados 61.188 postos. Em janeiro, o saldo foi de 34.313 empregos. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o saldo de 2019 chega a 207,4 mil, superior em 68,4 mil ao do mesmo período de 2018 (139 mil) e em 130,9 mil ao de 2017 (76,4 mil). Esse resultado representa um crescimento de 49,2% na abertura de postos de trabalho, em relação ao acumulado do mesmo período de 2018, e de 171,2%, em relação ao de 2017. O resultado de fevereiro de 2019 está relacionado em boa parte à maior geração de empregos nos setores da Indústria de Transformação e Construção Civil, nos quais a retomada do crescimento se mostrava mais lenta que nos setores de Serviços e Comércio. Emprego setorial — No mês, o saldo de emprego foi positivo em sete dos oito setores econômicos, com destaque para os setores de Serviços, que abriu 112.412 postos de trabalho e teve saldo positivo em todos os seis subsetores, com crescimento de 0,65%. A Indústria de Transformação também foi destaque, com 33.472 novos postos formais, saldo positivo em 11 dos 12 subsetores e expansão de 0,46%. Outros setores de destaque foram a Administração Pública, que registrou uma expansão de 1,34%, com geração de 11.395 postos no mês, e a Construção Civil, que criou 11.097 postos, uma expansão de 0,56%. Além deles, o setor do Comércio registrou o primeiro saldo positivo para o mês de fevereiro desde 2015 (5.990 empregos) e teve expansão de 0,07%. O saldo foi negativo apenas na Agropecuária, com redução de 3.077 postos de trabalho, em razão do período de entressafra. Em relação ao mesmo mês do ano passado, todos os setores apresentaram saldos ainda mais positivos em fevereiro de 2019, com destaque para a Construção Civil, com aumento de 407,7% (11,0 mil contra -3,6 mil), Indústria de Transformação, com aumento de 92,8% (33,4 mil contra 17,3 mil), e os Serviços, com elevação de 70,5% (112,4 mil contra 65,9 mil). Emprego regional — Em âmbito regional, a melhora no emprego foi verificada em todas as regiões, à exceção do Nordeste. No Sudeste, a expansão foi de 0,51%, com geração de 101.649 vagas formais. Na sequência aparecem as regiões Sul (66.021), Centro-Oeste (14.316) e Norte (3.594). No Nordeste, o saldo foi negativo em 12.441 postos. Entre os Estados, os maiores saldos ocorreram em São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016), Santa Catarina (25.104), Rio Grande do Sul (22.463) e Paraná (18.254). O maior recuo ocorreu em Pernambuco, influenciado pela queda sazonal do emprego na produção da cana de açúcar (-12.396 postos). Modernização — Os dados de fevereiro apontam um saldo de 4.346 postos de trabalho na modalidade Intermitente e 3.404 na modalidade Parcial. As maiores gerações de vagas de trabalho intermitente ocorreram nos setores de Serviços (2.311) e Comércio (973). Na Indústria de Transformação foram geradas 656 vagas no mês. No Parcial, também o setor de Serviços foi destaque, com geração de 2.658 postos, seguido do Comércio, que criou 424 vagas no mês. Os desligamentos por acordo entre as partes propiciaram 19.030 desligamentos no mês de fevereiro. A maioria dos desligamentos (8.930) ocorreu no setor de Serviços, seguido do comércio (4.722) e da Indústria da Transformação (3.305). Entre os estados, houve mais demissões por acordo em São Paulo (5.892), Paraná (2.273) e Rio Grande do Sul (1.739). As ocupações de Vendedor de Comércio Varejista (977), Faxineiro (812) e Auxiliar de Escritório (681) foram as que tiveram mais acordos de desligamentos em fevereiro. Os dados do Caged estão disponíveis em http://pdet.mte.gov.br/caged.

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Semana chave para o Governo Bolsonaro

O Governo Bolsonaro enfrenta mais uma crise, a mais grave da sua gestão desde a exoneração do ex-ministro Gustavo Bebianno. O atrito envolvendo seu ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia coloca em risco a Reforma da Previdência, principal desejo do mercado. Na primeira semana pós-racha entre o principal líder do Poder Legislativo e o novo presidente, todos os olhos se voltam para quais serão os próximos passos de Bolsonaro: ele irá buscar uma conciliação com o Congresso e aliviar o discurso ou seguirá tensionando a relação com a oposição e, principalmente, com a sua base? O Governo foi eleito com três bases principais: o apoio do empresariado (de forma mais evidente com as bancadas do boi e da bala), dos militares e da bancada evangélica. Se os pastores, missionários e “irmãos” parecem já ter uma relação estremecida há algumas semanas com Bolsonaro, sem nenhuma sinalização de afago do Governo Federal, a crise mais recente atinge em cheio o mercado. Pela primeira vez as críticas à falta de articulação de Planalto subiram o tom, pelo desânimo do empresariado com o risco da não aprovação da Reforma da Previdência. O afastamento de Maia e Bolsonaro acontece também em um momento em que as manifestações contra a reforma começam a ganhar mais volume na sociedade, como a que aconteceu no Recife na última sexta-feira (22), que reuniu 15 mil pessoas. Para discutir essa crise, que se tornou pública há alguns dias – na verdade, desde a prisão de Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, sogro de Rodrigo Maia – Bolsonaro se reuniu hoje com Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni, Augusto Heleno, Santos Cruz (Secretário de Governo). Antes disso, o vice-presidente Hamilton Mourão declarou que a relação entre Bolsonaro e Maia “parece briga de rua, precisa acalmar as bases”. Os próximos dias são cruciais para apontar o futuro da Reforma da Previdência. Lembrando que o Pacote Anticrime já foi excluído da agenda da Câmara Federal. Outro tema simbólico que pode estremecer mais a relação entre o Planalto e o parlamento é a possível suspensão do decreto de dispensa de visto a turistas de quatro países, anunciado por Bolsonaro na recente visita a Donald Trump. EM PERNAMBUCO O governador Paulo Câmara considerou preocupante a proposta de Reforma da Previdência para os militares. As regras definidas para as Forças Armadas serão replicadas para policiais e bombeiros militares em Pernambuco. Hoje a alíquota dos militares no Estado é de 13,5%. O recolhimento das forças armadas é muito inferior. A proposta de Guedes é que ele suba até 2022, alcançando 10,5%. Enquanto isso, Governo do Estado faz as contas para calcular a queda na arrecadação. *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

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Inadimplentes levam mais de um ano para limpar o nome

Apesar de encerrada a crise econômica, o brasileiro ainda sente seus efeitos e enfrenta dificuldades em limpar o nome. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais com consumidores que estiveram inadimplentes nos últimos 12 meses e já saíram dos cadastros de devedores. Os dados mostram que, em média, foram necessários 14 meses para o pagamento das dívidas responsáveis pela negativação de seus CPFs. Na hora de quitar as contas responsáveis pela negativação, os maiores obstáculos encontrados foram obter um bom desconto no valor total da dívida (27%) e negociar prazos e formas de pagamentos (24%), enquanto 19% disseram não ter conseguido renda extra para quitar os compromissos em atraso. Entre os motivos que impossibilitaram o pagamento dessas contas estão a redução da renda (42%), a perda de controle dos gastos (38%) e o surgimento de imprevistos (36%). Ao investigar as dívidas que levaram o brasileiro a ficar com nome sujo, o estudo aponta como principal vilão o cartão de crédito (33%). Em seguida aparece o crediário (17% — percentual que sobe para 25% nas classes C, D e E), os gastos com telefone fixo ou celular (16% — com maior participação nas classes A e B, com 21%), além dos empréstimos contraídos (12%). A pesquisa também indica que 52% dos ex-inadimplentes foram registrados nos cadastros de restrição ao crédito por uma única empresa e outros 15% por duas. “A retomada da economia segue em ritmo lento, por isso, muitos inadimplentes não conseguem reunir condições para fazer uma renegociação e quitar suas dívidas. Mas caso a expectativa de melhora do emprego e da renda se concretize, os brasileiros devem voltar a recuperar o crédito nos próximos meses”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. 81% dos ex-negativados buscaram algum tipo de recurso financeiro para regularizar dívidas atrasadas, como corte no orçamento Diante de um cenário desfavorável do ponto de vista das finanças, a maioria dos ex-inadimplentes ouvidos pelo estudo adotou como estratégia a busca por recursos financeiros (81%) para regularizar as contas em atraso. Entre as medidas citadas, destacam-se os cortes no orçamento (21%), o dinheiro do 13º salário (15%), os “bicos” para gerar renda extra (13%) e o uso de reserva financeira, como poupança e outros investimentos (11%). Dentre os que economizaram para quitar as dívidas, 59% reduziram despesas com alimentação fora de casa e 54% com lazer. Já 50% mencionaram ter controlado os gastos com vestuários e calçados (percentual que aumenta para 62% entre as mulheres), 39% com salão de beleza, serviços estéticos e cosméticos, enquanto 33% cortaram os serviços de TV por assinatura. Outro dado mostra que 68% dos entrevistados tentaram negociar as dívidas que originaram a inclusão do nome em cadastros de restrição ao crédito antes de pagá-las. Desses, 43% procuraram o credor para propor um acordo e 24% foram procurados pela empresa para negociação. Por outro lado, 25% pagaram sem negociar. Além disso, quatro em cada dez consumidores buscaram acordo para receber desconto adicional no pagamento à vista (44%), sendo a média do desconto de 35%. Em contrapartida, 30% disseram não ter recebido nenhuma proposta que valesse a pena e 26% não se lembraram do valor do desconto ou não souberam responder. Para aceitar a proposta do credor, 41% levaram em consideração o fato de as prestações caberem no orçamento e 32% consideraram o tamanho do desconto no pagamento à vista. Enquanto 52% optaram por pagar a dívida negociada em prestações e 46% por quitar a pendência à vista. 45% pagaram contas em atraso pelo constrangimento de ter o ‘nome sujo’ e maioria admite já ter sofrido consequências pela negativação Questionados sobre os motivos de pagar os débitos em atraso, 45% disseram não se sentir confortáveis em estar com o nome sujo. Já 44% justificaram ser o correto a fazer e 30% argumentaram que quanto mais demorassem para pagar, maior ficaria o valor da dívida. Quando indagados se em virtude da negativação do CPF, sofreram consequências, 74% dos ex-inadimplentes disseram que sim, sendo que as mais comuns foram não conseguir fazer um novo cartão de crédito (27%) e crediário ou cartão de loja (26%). Parte dos entrevistados também afirmaram que só conseguiram comprar à vista (25%). Já 89% acreditam que melhoraram a forma de administrar o orçamento após ter o CPF negativado, principalmente por passarem a pensar mais antes de comprar (38%) e controlar os gastos (31%). Meios tradicionais foram os mais utilizados para negociar dívidas, enquanto 13% recorreram apenas a canais online Sobre os métodos de negociação, o levantamento descobriu que 68% optaram exclusivamente pelos meios tradicionais, principalmente os que permitem um diálogo mais próximo com a empresa credora, como o contato telefônico (60%) ou pessoal nas lojas físicas (25%). As ferramentas digitais também vêm ganhando espaço na negociação de débitos em atraso. No total, 13% dos ex-inadimplentes recorreram unicamente a algum tipo de canal online, em especial sites ou aplicativos de empresas credoras (11%), e-mail para troca de mensagens com credor (10%), sites ou aplicativos especializados em negociação de dívidas (9%) e WhatsApp dessas empresas (9%). Já 18% utilizaram ambas as formas. Para aqueles que utilizaram os meios online nas negociações, o fator preponderante pela escolha foi a praticidade. Dentre as principais vantagens mencionadas, 56% citam a agilidade, ao passo que 47% apontaram a comodidade em negociar sem precisar sair de casa ou do trabalho e 43% destacaram a facilidade de tentar um acordo em qualquer horário. “As plataformas tradicionais de negociação, como o contato olho no olho ou por meio do telefone oferecem liberdade para que ambas as partes busquem acordos fora de um roteiro. Mas os meios digitais de renegociação são uma boa alternativa para quem quer praticidade”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil.

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