Arquivos Notícias - Página 19 de 654 - Revista Algomais - a revista de Pernambuco

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Ferreira Costa oferece vagas sazonais com oportunidades para PCD

O Home Center Ferreira Costa está com diversas vagas abertas para o período sazonal em suas lojas, com oportunidades para Pessoas com Deficiência (PCD). As vagas estão disponíveis em várias áreas e localidades. Para se candidatar, basta acessar o site Ferreira Costa Carreiras. No Recife, na loja da Av. Mal. Mascarenhas de Morais, há vagas para Auxiliar de Depósito e Atendente. Na unidade da R. Cônego Barata, as oportunidades são para Auxiliar de Prevenção, Atendente, Operador de Loja, Auxiliar de Depósito, Montador de Móveis, Apoio de Loja, Operadora de SAC e Auxiliar de Ecommerce. Na loja da Av. dos Estados, em Nova Caruaru, há vagas para Auxiliar de Depósito, Apoio de Caixa, Atendente, Separador, Encanador, Apoio e Serviços Gerais. Em Garanhuns, na Av. Santo Antônio, estão disponíveis posições para Auxiliar de Depósito, Atendente, Operador de Loja, Encarregado de Depósito, Supervisor de Manutenção e Auxiliar de Prevenção de Perdas. As candidaturas podem ser feitas através do site de carreiras da Ferreira Costa. Além disso, as oportunidades são divulgadas nas redes sociais da empresa, nos seguintes links: Instagram e LinkedIn.

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Feira MADE destaca artesanato sustentável em Pernambuco

Evento no Shopping Riomar reúne 60 expositores com foco em sustentabilidade e criatividade. Foto: Viviane Marcelly A 14ª edição da Feira MADE – Mostra de Artesanato, Arte e Design de Pernambuco – acontece de 15 a 28 de setembro, no Shopping Riomar, Recife. O evento reúne 60 expositores pernambucanos e tem como tema central "A sustentabilidade e a arte: o futuro nas mãos de cada um de nós", promovendo a conscientização ambiental através do artesanato. A entrada é gratuita e a feira conta com o apoio institucional do Sebrae. Os expositores trazem peças exclusivas feitas com materiais como madeira reciclada, papel, metal, barro e até quenga de coco. Além de objetos de decoração e esculturas, a feira oferece acessórios, biojoias, roupas e móveis, sempre com foco na sustentabilidade. "A sustentabilidade é uma questão fundamental que permeia todos os aspectos da nossa vida e do nosso trabalho", afirma Tacy Pontual, organizadora e curadora da feira. Com a expectativa de movimentar até R$ 1 milhão em vendas, a MADE se consolidou como uma das principais feiras de artesanato do Nordeste. Realizada duas vezes por ano, a feira oferece peças a partir de R$ 10, atraindo um público interessado em adquirir produtos únicos e artesanais. A curadoria também apresenta uma exposição em celebração aos 50 anos da Faculdade Esuda, reforçando o compromisso com o design sustentável e a criatividade acadêmica. A feira também promove o empreendedorismo local, destacando a criatividade dos artesãos pernambucanos. Tacy Pontual enfatiza: "Convido a todos a visitar a MADE e experimentar de perto a criatividade e a inovação dos nossos artesãos pernambucanos". A mostra se tornou referência no cenário de design e artesanato, oferecendo ao público a oportunidade de apoiar o talento local e adquirir peças exclusivas. Serviço:O quê: 14ª edição da Feira MADEQuando: 15 a 28 de setembroOnde: Shopping Riomar, Piso L1, RecifeMais informações: @madepernambuco

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Bruno Rodrigues celebra trinta anos de carreira com lançamento de livro no Recife

Obra ‘Webwriting e UX Writing’ será lançada no Porto Digital com sessão de autógrafos e participação em congresso internacional Em comemoração aos seus trinta anos dedicados ao desenvolvimento digital e criação de conteúdo, Bruno Rodrigues lançará seu sexto livro, ‘Webwriting e UX Writing: Redação para a mídia digital’, no dia 18 de setembro. O evento ocorrerá na CESAR, no Porto Digital, a partir das 18h, com entrada gratuita. O livro, publicado pela Editora Senac Rio, explora as complexidades da escrita para a mídia digital e práticas de UX Writing de maneira acessível. Durante o lançamento, Bruno também participará de um bate-papo sobre o 'Futuro da Redação'. Ainda no dia 18 de setembro, Bruno Rodrigues estará no 20º Congresso Internacional de Inovação na Educação, realizado no Recife Expo Center. Ele ministrará a palestra 'Prompt Educacional e IA: utilizando perguntas estratégicas para estimular o pensamento crítico' das 15h40 às 16h10. Após a palestra, o especialista participará de um bate-papo com o público e um podcast no Espaço PodEducar. "É sempre um enorme prazer estar em Pernambuco, principalmente para um lançamento tão importante na minha trajetória. O Recife é um berço da cultura digital. É um dos maiores polos de tecnologia do Brasil", afirma Rodrigues. Com uma carreira marcada por inovação, Bruno Rodrigues é reconhecido por sua contribuição ao campo da comunicação digital. Além de seu trabalho como consultor e instrutor em mais de 90 empresas, ele é autor de livros influentes como 'Webwriting: redação para a mídia digital'. Suas obras são amplamente usadas em treinamentos e cursos, solidificando sua posição como uma referência na área. A Editora Senac Rio, conhecida por suas publicações premiadas, assina o lançamento do novo título de Rodrigues. O livro ‘Webwriting e UX Writing: Redação para a mídia digital’ é uma leitura essencial para quem deseja se aprofundar na escrita digital e entender as demandas atuais do mercado. A obra oferece ferramentas práticas e uma visão clara das melhores práticas para comunicação online. O lançamento e a participação de Bruno Rodrigues no congresso representam uma oportunidade para profissionais e entusiastas da comunicação digital. Serviço Lançamento do livroQuando: 18 de setembro de 2024, às 18hLocal: CESAR, Porto Digital, RecifeEntrada: Gratuita

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Ministro Augusto Nardes propõe auditoria nos recursos do esporte olímpico brasileiro

TCU aprova análise detalhada da gestão e distribuição de recursos para o esporte de alto rendimento no Brasil O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), propôs uma auditoria abrangente nos recursos públicos destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A proposta, aprovada pelo plenário do TCU, busca avaliar tanto a alocação de verbas entre os esportes e confederações quanto a governança das instituições esportivas. O objetivo é garantir uma gestão mais eficiente e transparente, além de identificar possíveis falhas nos processos atuais. De acordo com Nardes, a auditoria será "preventiva e corretiva", visando otimizar o uso de recursos no esporte de alto rendimento no Brasil. O ministro destacou a importância de políticas públicas bem estruturadas, especialmente após os Jogos Olímpicos de 2024, realizados em Paris. "Verificamos o quanto a sociedade brasileira valoriza a prática esportiva. Isso mostra a importância de políticas públicas bem estruturadas para o desenvolvimento do esporte no país", disse. A necessidade de uma auditoria tornou-se ainda mais evidente ao observar os resultados olímpicos. Países com populações menores que a do Brasil, como Austrália, Itália e Suécia, superaram o desempenho brasileiro no quadro de medalhas. Esses países investem em sistemas mais consolidados de apoio aos atletas, especialmente no ambiente universitário, com programas de bolsas e estrutura adaptada. A auditoria proposta irá focar em três áreas principais: a distribuição de recursos pelo COB, a alocação de verbas às confederações esportivas e a governança dessas entidades. O objetivo é assegurar que os recursos públicos sejam aplicados de maneira justa e eficaz, fortalecendo o esporte brasileiro em todas as suas dimensões e garantindo o maior impacto possível para a formação de atletas e o desenvolvimento social.

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Fake News e a irresponsabilidade na política

*Por Débora Almeida Cada vez é mais comum sentir a indignação da população com a disseminação de notícias falsas, as famosas, fake News. Essa percepção fica mais evidente quando o cenário está ligado a política e eleições. As fake news têm um impacto significativo na política, afetando tanto a opinião pública quanto os processos eleitorais e governamentais. Segundo pesquisa da Febraban, 88% dos brasileiros defendem punições severas aos candidatos que se beneficiam das notícias falsas. Importante que o estudo aponta que 52% desse público pesquisado é a favor de penas mais severas como a impugnação das candidaturas. Outros 12% defendem a suspensão da campanha eleitoral por um período, 10% opinam pela suspensão completa da propaganda eleitoral e 3% indicam apenas uma repreensão pública. 5% defendem todas elas. Essa é uma luta constante ainda mais dos atores envolvidos na política, seja local ou nacional, esse tipo de conduta ajuda na desinformação e manipulação da opinião pública. As fake news podem moldar a opinião pública com base em informações incorretas ou enganosas e disseminação dessas notícias falsas pode aumentar a polarização política, promovendo divisões mais profundas entre diferentes grupos. Quando falamos especificamente das eleições a preocupação é que essa ferramenta criminosa pode ser usada para influenciar o resultado das eleições, afetando a percepção dos candidatos e suas plataformas, além de terem o poder de difamar candidatos, prejudicando suas campanhas e levando eleitores a tomar decisões baseadas em informações falsas. Vale reforçar também a importância da mídia, o jornalismo sério, que deve cada vez mais ser usado como a fonte para as informações apuradas com imparcialidade e compromisso com a verdade. Se as pessoas continuarem com essa prática iremos ver cada vez mais intensamente a desconfiança com a seriedade das instituições e do nosso sistema político, pois as pessoas irão acreditar que o sistema político está corrompido ou manipulado por informações falsas, pode haver uma erosão da confiança nas instituições democráticas. E agora depois de todo esse cenário, o que devemos fazer para nos proteger? Verifique a fonte da informação, ou seja, antes de compartilhar qualquer notícia, procure confirmar a sua veracidade em fontes confiáveis; importante desconfiar de títulos sensacionalistas, atenção aos títulos exagerados ou que geram emoções fortes tendem a ser falsas. Uma dica muito importante é procurar informações em diferentes fontes porque se faz cada vez mais necessário comparar as informações de diferentes veículos de comunicação para ter uma visão mais completa do assunto. Por fim, utilize ferramentas de verificação de fatos, existem diversas ferramentas online que podem ajudar a identificar notícias falsas. Fica aqui uma mensagem final, a utilização de fake news por políticos é uma prática ilegal e pode ter graves consequências. É fundamental que a sociedade esteja atenta a esse problema, façam suas denúncias e por outro lado, as autoridades devem adotar medidas eficazes para combater a disseminação de informações falsas. Debora Almeida – ex-prefeita de São Bento do Una por duas gestões e atual deputada estadual (PSDB)

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Em busca de soluções para a população em situação de rua no Centro do Recife

Para resolver os problemas dessa população, que aumentou após a pandemia, gestores públicos, sociedade civil e a iniciativa privada acreditam serem necessárias iniciativas articuladas entre os diversos atores sociais. *Por Rafael Dantas Robson Pessoa, 49 anos, morou 12 anos nas ruas da capital pernambucana. Com o Auxílio Acolhida, um benefício temporário para pessoas em vulnerabilidade social, ele passou a morar de aluguel. Apesar de ter se formado na área de tecnologia da informação, ele não conseguiu emprego e trabalha como entregador de comida por aplicativos. Hoje ele atua como coordenador local do MNPR (Movimento Nacional da População de Rua) e como representante do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para População em Situação de Rua. Robson entende na pele as dores de pelo menos 1,8 mil pessoas que dormem nas praças, calçadas, debaixo das marquises ou dependendo de abrigos no Recife. Número, inclusive, que ele considera estar subestimado. “O movimento participou desta contagem, mas acreditamos que a quantidade de pessoas nas ruas é muito maior. Poucas crianças e adolescentes foram contabilizados e sabemos que são muitos que vivem nas ruas”, avalia Robson. O censo foi realizado pelo Instituto Menino Miguel, da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), em parceria com a Prefeitura do Recife. Apesar de trabalhar como entregador, ter se formado e representar politicamente essa população, Robson considera que permanece em vulnerabilidade de moradia. Sonhando com uma bike elétrica para conseguir fazer suas entregas com menos sofrimento, ele acredita que ao ter a suspensão do Auxílio Acolhida, o risco de voltar às ruas é real. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas do Recife, Ana Rita Suassuna, dessa população vulnerável, 1.443 pessoas estão nas ruas e as demais em equipamentos de acolhimento. Apesar de combater o problema localmente, ela destaca que se trata de uma agenda que está bem além das fronteiras da cidade. “A problemática urbana do crescimento da população em situação de rua é mundial e não encontra barreiras econômicas nos países dos mais diversos extratos de PIB. Estudos realizados pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais, apontam para um número de cerca de 300.868 brasileiros em situação de rua em todo o Brasil”. Há recortes de gênero e de raça bem definidos dentro da população de rua recifense. Os homens representam 76%; os pretos e pardos somados resultam em 81% desse grupo. “Os conflitos familiares, uso prejudicial de álcool e de de drogas ilícitas, perda de moradia e de trabalho estão entre as causas que levam cidadãos e cidadãs à situação de rua na capital pernambucana”, afirmou Ana Suassuna, baseada no censo. Para metade dos entrevistados, as desavenças com os parentes são o principal motivo que os levam a abandonar suas casas. O envolvimento com drogas ilícitas foi apontado por 25% como a causa central, enquanto que a perda da moradia ou do emprego foi mencionada por cerca de 20% das pessoas. Já o uso prejudicial de álcool foi citado por 15% dos participantes do censo. As vozes de Robson, de Ana e das entidades que atuam na as sistência aos moradores de rua e dos representantes do poder judiciário e do Ministério Público se uniram na semana passada no seminário População em Situação de Rua no Centro do Recife promovido pela CDL Recife (Câmara dos Dirigentes Lojistas do Recife). A entidade, que discute ativamente diversos problemas que envolvem o Centro da cidade, atentou para o agravamento dessa situação após a pandemia. O Censo, por exemplo, identifi cou um crescimento de 30% em relação ao último levantamento, que tinha sido feito antes da crise sanitária. Encontrar alternativas de forma integrada para reverter esse qua dro foi a motivação da CDL Recife de promover, junto com a OAB-PE, o seminário. Paulo Monteiro, diretor institucional da CDL Recife, acre dita que a reversão desse cenário passa pela união e coordenação de diversos atores envolvidos na pauta. Ele propõe que instituições como a polícia, a igreja, o Governo do Estado, a Prefeitura do Re cife, o Poder Judiciário e o Ministério Público se juntem em um esforço conjunto para enfrentar o problema. Segundo ele, "não é uma questão de polícia, mas também não é uma questão só social, é uma questão que envolve todos esses atores", destacan do a necessidade de uma abordagem integrada para lidar com a complexidade da situação. A falta de articulação atual entre as entidades interessadas em apoiar as populações de rua gera, inclusive, desperdício de refeições doadas, segundo o diretor da CDL. A ausência de comunicação das diferentes instituições resulta na distribuição de comida por grupos distintos em um mesmo local com diferença de uma ou duas horas. AUMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A POPULAÇÃO DE RUA Mais que o crescimento das pessoas que vivem nas ruas e das dificuldades de articulação entre os grupos de assistência, a violência urbana é um fator que escalou no último mês, contabilizando inclusive assassinatos. “Em 20 dias perdemos quatro crianças e adolescentes, entre a Praça Maciel Pinheiro e a Praça da Independência. Isso apenas no Centro do Recife”, lamentou o coordena dor do MNPR na capital pernambucana, Robson Pessoa. O avanço do crime organizado nos edifícios ocupados no Centro do Recife é um dos motivos que tem tornado essa população de rua ainda mais vulnerável, segundo Paulo Monteiro. "O narcotráfico se infiltrou nessas ocupações e eles passaram, inclusive, a ameaçar a integridade física desse povo, que já vive em uma condição desumana”. Em outras palavras, a vulnerabilidade alimentar, a falta de mo adia e de diversos outros direitos humanos negados foram somados, nas últimas semanas, ao risco de morte por estar numa calçada ou em um banco de praça. Os problemas de segurança, que têm escalado contra essa população ao patamar mais grave que são os homicídios, surgiram há bastante tempo nos levantamentos feitos junto às pessoas que circulam pelo Centro do Recife. Uma sondagem realizada pela CDL Recife em 2017 identificou que 88,9%

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"A gente vai fazendo a diferença e o resultado foi essa nota 10"

Elma Moura, gestora da Escola Municipal Manoel Leandro Morais, única unidade pública de ensino de Pernambuco a alcançar 10 no Ideb, afirma que a estratégia de focar nos alunos com dificuldades de aprendizado, a participação da família na vida escolar dos estudantes e o apoio psicossocial levaram à conquista da nota máxima. S ituada na zona rural, no distrito Maravilha, a cerca de 36 quilômetros da sede do muni￾cípio de Custódia, no Sertão do Moxotó, a Escola Municipal Manoel Leandro Morais foi notícia na mídia, semanas atrás, em razão de um feito surpreendente: foi a única unidade pública de ensino de Pernambuco a conquistar nota 10 nos anos iniciais do fundamental no Ideb 2023 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Somente outras 20 escolas públicas em todo o Brasil receberam a nota máxima desse que é o principal indicador de qualidade do ensino, criado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC (Ministério da Educação). Detalhe: todas as demais escolas também estão localizadas no Nordeste, nos Estados do Ceará e Alagoas. O indicador relaciona o desempenho dos estudantes em avaliações externas de larga escala com dados de fluxo escolar. Cláudia Santos conversou com Elma Moura, a gestora do colégio nota 10 de Custódia, para conhecer a estratégia de sucesso que fez a escola brilhar no Ideb. As diretrizes foram estabelecidas pelo governo municipal e têm como foco os alunos com dificuldade de aprendizado, o incentivo à participação da família na vida escolar do estudante e o apoio de uma equipe psicossocial aos problemas comportamentais da garotada apresentados em sala de aula. Os alunos também são incentivados com premiações, assim como os professores, já que os profissionais da escola de Custódia com melhor desempenho no Ideb recebem o décimo quarto salário. Elma também ressalta a continuidade dessa política pela gestão municipal, que não foi interrompida desde 2017. Reportagens veiculadas na mídia afirmam que um dos motivos do sucesso da Escola Municipal Manoel Leandro Morais no Ideb é o fato de vocês terem focado nas crianças que apresentam dificuldades de aprendizado. A senhora poderia detalhar como é feito esse processo? Realizamos planejamentos quinzenais com os professores, em que eles repassam para a coordenação pedagógica quais alunos apresentam um pouco mais de dificuldade. Temos vários profissionais de apoio à educação especial e, quando um deles está disponível, retira o aluno da sala de aula por um momento, sonda qual é sua dificuldade – se em matemática ou leitura, por exemplo – e faz com ele uma espécie de reforço escolar. Isto porque, aqui as famílias de baixa renda, às vezes, não têm condição de pagar o reforço em casa. Então, os professores também se desdobram fazendo atividades diferenciadas e orientamos a família a fazer essas atividades em casa para ajudar a criança. Que tipo de atividades diferenciadas são realizadas? A coordenadora pedagógica pesquisa várias atividades e questionários de acordo com os descritores que o aluno tem dificuldade e pede para que a criança realize essas atividades. Assim, as dificuldades encontradas vão sendo sanadas, pois o estudante vai se familiarizando com o assunto da disciplina. O município inteiro basicamente trabalha mais ou menos na mesma metodologia, no mesmo estilo, porque acompanhamos a Secretaria Municipal de Educação, que também nos dá todo suporte. Desde quando a escola utiliza essa metodologia de trabalho e como é o envolvimento dos professores? Houve resistência no início? Não houve resistência. Desde 2017, o prefeito Manuca de Zé do Povo (Emmanuel Fernandes de Freitas Gois) vem investindo nisso. Começou dando computadores para todos os professores e tablets para os alunos do integral. A Secretaria de Educação do município de Custódia tem um sistema próprio de avaliação. Ela é exclusiva da cidade e conta com uma empresa que dá consultoria a todos os supervisores e coordenadores. Eles realizam essas avaliações no início do semestre, seguem para o semestre seguinte sabendo em quais descritores os alunos mais tiveram dificuldade, e o planejamento é realizado em cima desses descritores. Para a escola do município com melhor desempenho no Ideb, a prefeitura concede o décimo quarto salário. Então todo professor abraçou a causa e disse, “vamos à luta, vamos ganhar”. Deu um entusiasmo muito grande aos professores, e eles não medem esforços. Estão sempre dispostos a ajudar, a montar projetos. Então, esse modelo de trabalho foi introduzido em 2017, quando as escolas do município de Custódia deram essa guinada e decidiram fazer diferente a educação. E esse trabalho vem dando certo. A Escola Manoel Leandro Morais, em 2018, foi destaque no Ideb. Em 2022, ela ganhou o prêmio destaque do Criança Alfabetizada (programa do Governo do Estado). A nossa escola vem se destacando e o que eu digo para nossos alunos e professores é que temos ainda um desafio bem maior, que é manter essa qualidade. Vocês também estimulam a família a participar da vida escolar do estudante. Como é feito esse incentivo à participação? A participação é justamente uma das peças desse processo. O diálogo entre as famílias é o carro-chefe da escola e de todo o município. Por isso, estamos sempre incentivando essa conversa e convidando a família a se fazer presente na escola. Quando identificamos a dificuldade do aluno, checamos também se os pais ou responsáveis têm uma estrutura para ajudar, pois, muitas vezes, não têm estudos e não conseguem auxiliar. Então, os alunos cujos responsáveis não podem, nós ajudamos aqui na escola. Já aqueles cujos responsáveis conseguem auxiliar, nós orientamos, damos suporte e indicamos as atividades a serem feitas em casa. Outra preocupação nossa é com a ausência dos estudantes na sala de aula. Nós nos esforçamos para não deixar o aluno faltar. Quando identificamos que determinada criança não está comparecendo às aulas, procuramos saber o motivo, realizamos uma busca ativa. A Secretaria de Educação tem uma iniciativa de busca ativa, mas nossa escola tem um projeto próprio nesse sentido, temos profissionais de monitoria e transportes escolares e hoje também temos um acesso muito grande pelo celular que a gente na mesma hora

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Feira de Artesanato e Economia Solidária movimenta a Reserva do Paiva

Evento incentiva empreendedores locais e promove o desenvolvimento sustentável no Litoral Sul de Pernambuco A 1ª Feira de Artesanato e Economia Solidária da Reserva do Paiva, realizada neste domingo, 8 de setembro, reúne 20 empreendedores de comunidades próximas, como Gaibu e Itapuama, para expor produtos artesanais como bonecas de pano, crochê, bijuterias e doces. Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (Sedepe) em parceria com a Rota dos Coqueiros, o evento tem como objetivo fortalecer a economia local e incentivar o empreendedorismo sustentável na região. A Coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social da Monte Rodovias, Greici Vidaletti, destaca a importância da feira para a visibilidade dos pequenos negócios. "Essa feira é uma oportunidade única para os empreendedores locais mostrarem seus talentos e expandirem seus negócios. Queremos ajudar a fortalecer a economia solidária e proporcionar mais visibilidade para esses produtores." A Secretária de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Amanda Aires, também reforça o compromisso com a valorização das tradições culturais, focando em inclusão social e desenvolvimento sustentável. Entre os expositores, Ana Fontoura, especialista em pontilhismo, compartilhou sua jornada com a arte após enfrentar desafios pessoais. "Após ser diagnosticada com depressão, descobri na arte, especialmente no pontilhismo, uma nova forma de viver. Essa feira é uma excelente oportunidade para mim e para muitos outros artesãos." A feira promete ser um marco para a geração de renda local e oferecer aos visitantes uma experiência cultural rica e diversificada.

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dirceu marroquim

"A ocupação dos holandeses no Brasil gerou a profissionalização deles no tráfico de pessoas escravizadas"

Dirceu Marroquim, Historiador e curador da exposição "1654 – 370 Anos da Rendição dos Holandeses em Pernambuco: Reflexões Históricas e Contemporâneas" explica a mostra que está no Museu do Estado de Pernambuco que propõe um olhar a partir da atualidade para esse período da história que está no imaginário cotidiano do pernambucano. Quem for à exposição 1654 – 370 Anos da Rendição dos Holandeses em Pernambuco: Reflexões Históricas e Contemporâneas – que está no Museu do Estado de Pernambuco até o dia 6 de outubro – não deve esperar um simples mergulho no período das lutas contra os batavos. Mas uma interessante experiência sobre como esse passado permeia o cotidiano dos pernambucanos. Também conduz o visitante a refletir sobre diversos aspectos que levaram ao apagamento do protagonismo de negros e indígenas na memória sobre essa época, e sobre questões que povoam o imaginário da terra dos altos coqueiros: A Pátria nasceu após a Restauração? Se os holandeses permanecessem, Pernambuco estaria melhor? A reflexão é feita a partir da contraposição de um discurso hegemônico representado, em obras seculares, como as que mostram homens (em sua maioria brancos) nas lutas contra os invasores, e artistas contemporâneos como Nathê Ferreira, que traz um grande painel destacando uma mulher nega que mata um leão por dia, que tem o provocativo título: Qual é a sua batalha? Cláudia Santos conversou com o historiador Dirceu Marroquim, curador da exposição juntamente com Maria Eduarda Marques e Helena Severo. Ele explica como a mostra foi montada e resgata informações pouco conhecidas como culto a Iansã no final do Século 18 que era uma celebração feita por escravizados no Monte Guararapes e que se perpetuou em territórios da população afrodescendente. Como é que surgiu a ideia dessa exposição? Ela surge da tentativa de olhar para uma data: os 370 anos da rendição dos holandeses. É uma história que permeia o imaginário da nossa população. Não é estranho você ver turistas na rua do Bom Jesus, por exemplo, e as pessoas dizerem para eles: essa é uma rua que é do tempo dos holandeses. Você encontra muitos vestígios dessa história na nossa vida cotidiana. Só que a gente não olha muito sobre os desdobramentos dessa memória ou de como ela foi construída. A exposição nasce com a tentativa de problematizar como foram construídos os discursos nacionalistas ou que se pretenderam tentar dar unidade a essa memória. O nosso ponto de partida é entender que essa é uma problemática presente e não sobre o passado. Apesar de o título da exposição ser 1654, ela não é uma exposição sobre o Século 17, mas sobre 2024. A nossa linha do tempo é de frente para trás, começa em 2024. A proposta dessa exposição foi tentar lançar muito mais perguntas do que oferecer respostas prontas, para que as pessoas saiam da exposição se perguntando: que história é essa? Lançando assim a boa dúvida. Procurando olhar para essa história colocando em dúvida essas batalhas, essa memória católica, que cai num certo discurso hegemônico. A pergunta que permeia a exposição – Qual é a sua batalha? – serve um pouco para ilustrar o intuito dela. Como é a exposição? Ela está dividida em quatro módulos. O primeiro deles trata sobre Presença, é basicamente uma tentativa de olhar para esses 24 anos de ocupação, entre 1630 e 1654. Só que a gente faz isso lançando mão de objetos e de reproduções que não remontem ao Século 17, mas que sejam olhares contemporâneos sobre esse passado. Na entrada da exposição tem uma reprodução feita por Marcelo Andrade, estudante de arquitetura da Unicap, que criou uma página chamada Mauritsstad Digital que foi fruto do trabalho de conclusão de curso dele. Ele reproduziu em 3D a Cidade Maurícia. Então, conseguimos dar uma dimensão material a essa cidade que a gente vê numa representação tão chapada. Em seguida, temos um setor de cartografia no qual vemos a cidade evoluindo, o tecido urbano que vai crescendo e ao mesmo tempo vemos as permanências, como a Praça da Independência, a Rua de São José, cujos traçados permanecem. Estamos falando dessas idas e vindas. Nesse módulo, inclusive, tem um quadro que é do parceiro Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, que retrata Maurício de Nassau e um homem escravizado atrás dele. Ao mesmo tempo, em frente a esse quadro, temos a obra do artista plástico contemporâneo James Duarte, cujo nome é Cimento Nassau, mas ele mostra um Nassau meio zumbi, com a mão putrefata. Trata-se de uma denúncia para mostrar que esse homem, a quem se atribui como ilustrado, quase um renascentista, representa a economia do açúcar que utilizava mão de obra escravizada. O segundo módulo é chamado Restauração, em que abordamos as guerras pela recuperação de Pernambuco que começam em 1645 e terminam em 1654. Só que a forma de abordar também tem as suas idas e vindas temporárias. De um lado, trazemos representações do Século 18 das batalhas dos Guararapes e das Tabocas. Temos uma representação feita por Victor Meirelles, que ficou pronta em 1879 e foi encomenda imperial, de certo modo uma ode ao gentil da terra, ou seja, à população local. Quem está à frente é o brasileiro Vidal de Negreiros. Por outro lado, temos a batalha da Nathê, artista plástica urbana extraordinária, que fez um painel intitulado: Qual é Sua Batalha? Ela morou nos Montes Guararapes, tem experiência grande no território. Na sua obra, a representação de uma batalha cheia de homens lutando desaparece. Ela mostra uma mulher negra lutando contra um leão. Então, seja no Século 17, seja hoje ou daqui a 100 anos, essa é uma imagem que constrói sentido e que aproxima o passado do presente. No centro desse módulo da Restauração há quatro totens que são os restauradores pernambucanos, a tetralogia: Henrique Dias, Felipe Camarão, André Vidal Negreiros e João Fernandes Vieira. Mas no centro, a gente procurou trazer uma espécie de memória de soldados. Conseguimos rastrear nas crônicas de guerra o nome dos terços que eram as tropas desses restauradores. Esses nomes

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Raquel Lyra anuncia reabertura do Cinema São Luiz

Previsão é de que as obras da atual etapa sejam concluídas em 10 meses. Investimento é de R$ 1,4 milhão. Foto: Ed Machado / Governo de Pernambuco A governadora Raquel Lyra está promovendo um avanço significativo na revitalização do Cinema São Luiz, um dos principais marcos culturais de Recife. Durante visitas técnicas realizadas na terça-feira (3), Lyra anunciou que o cinema será reaberto ao público em novembro, após a conclusão das obras de recuperação da cobertura e do forro decorativo. Com um investimento total de R$ 1,4 milhão, oriundo do Tesouro estadual e da Lei Paulo Gustavo (LPG), o Cinema São Luiz está passando por uma reformulação que visa restaurar sua importância histórica e cultural. “Nós estamos cuidando de símbolos do patrimônio pernambucano, sobretudo do coração do recifense. O restauro do Cinema São Luiz incentiva a economia criativa, a geração de emprego e renda, e a devolução daquilo que é referência e história do nosso audiovisual. A reabertura do cinema é uma prioridade para nossa gestão, e continuaremos a trabalhar para garantir que este ícone cultural seja plenamente recuperado,” afirmou a governadora Raquel Lyra. As obras no Cinema São Luiz incluem a recuperação estrutural das marquises externas, a implantação de um sistema de prevenção e combate a incêndio, e a requalificação dos banheiros com acessibilidade. Além disso, a instalação de um elevador e a recuperação de danos no piso, teto, portas e letreiro da fachada estão previstas na próxima etapa do projeto, que deve ser concluída em aproximadamente 10 meses.

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