Arquivos Saúde - Página 11 De 37 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Saúde

Pesquisadores testam tratamento com anticorpos de pacientes curados de COVID-19

A transfusão de anticorpos produzidos por pacientes curados da COVID-19 pode se tornar um tratamento para casos moderados e graves da doença. Para testar a eficácia da estratégia, 45 pacientes do Hemocentro de Ribeirão Preto estão recebendo plasma sanguíneo com os anticorpos que combatem o novo coronavírus (SARS-CoV-2). A técnica, chamada de transferência passiva de imunidade, também está sendo testada em países como China, França, Itália e Estados Unidos. “Ainda não temos vacinas ou medicamentos aprovados para a COVID-19 e, por isso, é importante testar essa estratégia. Vamos verificar se a transferência de anticorpos é segura e se auxilia na neutralização do vírus e, portanto, na recuperação da doença”, diz Rodrigo Calado, coordenador do estudo e um dos pesquisadores principais do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Infecções virais como a causada pelo SARS-CoV-2 tendem a ativar o sistema imunológico do paciente infectado. Ao reconhecer a presença do vírus, as células de defesa começam a produzir anticorpos (proteínas secretadas por linfócitos) que têm a função de neutralizar o patógeno. “Dependendo da pessoa, essa resposta pode levar entre sete e 20 dias até que seja produzida uma quantidade suficiente de anticorpos para eliminar o vírus”, diz. Por isso, o estudo realizado no Hemocentro de Ribeirão Preto vai levar em conta o tempo da doença. Dessa forma, nos testes, a transfusão de plasma deve ocorrer no máximo até o sétimo dia da infecção, caso haja sinais de que o quadro irá se agravar. “A doença tem duas fases: uma de propagação do vírus e outra de muita inflamação. A transfusão do plasma tem de ser antes do agravamento da inflamação, para que os anticorpos doados possam atuar diretamente no vírus”, diz. O grupo do Hemocentro de Ribeirão Preto obteve aprovação do projeto esta semana pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e já está coletando o plasma dos doadores curados de COVID-19. O experimento vai se juntar a outras iniciativas de pesquisa semelhantes realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas, na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, e nos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. “É interessante unirmos forças nesse momento. Estamos conversando com outros centros de pesquisa, temos experiência em rodar ensaios clínicos e podemos auxiliar com esse conhecimento. Também é interessante aumentar o número de pacientes testados para termos uma resposta mais robusta sobre a segurança e eficácia dessa estratégia para casos de COVID-19”, diz. Técnica longeva A técnica de transferência passiva de imunidade não é uma novidade na ciência. Foi desenvolvida em 1891 para o tratamento de difteria – doença que na época matava muitas pessoas e para a qual não havia vacina – e rendeu a seu criador, Emil von Behring, o Prêmio Nobel de Medicina em 1901. Mais recentemente, a estratégia também foi usada na epidemia de SARS, em 2002, e em casos de varicela zoster. A aplicação mais comum do método no Brasil é o soro antiofídico. Nesse caso, anticorpos produzidos por cavalos expostos ao veneno são transferidos para pacientes picados por cobras. Diferentemente do experimento realizado com COVID-19, no caso do soro antiofídico os anticorpos neutralizam o veneno da cobra e não um vírus. “A vantagem é ser uma técnica que pode ser testada, sobretudo em momentos emergenciais. O ideal seria termos uma vacina, que é a injeção do vírus atenuado para que o indivíduo que nunca teve a doença produza de forma ativa seus próprios anticorpos. Mas isso requer muito tempo de pesquisa e de testes. Agora, em plena pandemia, testar o plasma se torna uma medida mais rápida. Também não requer o tempo necessário para produzir uma droga em laboratório. Se confirmada a eficácia, basta colher o plasma do doador e pronto”, diz. Calado ressalta que, a despeito de a técnica já ter sido usada para outras doenças, é preciso verificar se para os casos de COVID-19 a transfusão de plasma diminui a mortalidade e também se é segura. “A transfusão envolve 600 mililitros de plasma e essa quantidade pode sobrecarregar os pulmões e o coração. Outro risco é desencadear uma reação inflamatória exacerbada, em vez de diminuí-la. Pode provocar alergia ou outras reações. Precisamos antes testar para saber se é segura e se pode ser benéfica”, disse. Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP

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MP alerta municípios a darem assistência a quilombolas, indígenas e ciganos

Para informar e garantir a proteção à pandemia de coronavírus e a segurança alimentar das comunidades quilombolas, indígenas e ciganas, o Ministério Público de Pernambuco recomendou às autoridades públicas dos municípios de Sertânia, Passira, Garanhuns, Ipojuca e Águas Belas que implementem medidas sanitárias, de comunicação e alimentar para assegurar que essas comunidades de povos tradicionais sofram o menor impacto possível na época da pandemia. Assim, os gestores municipais devem distribuir entre as comunidades informações sobre como se prevenir de contaminação e quais as providências a serem adotadas em caso de alguém contrair o vírus. Devem ainda implementar ações de acesso à saúde, à assistência social, a itens de higienização, dentre outras necessidades identificadas. É ainda fundamental garantir o abastecimento de água nas localidades onde o abastecimento é inexistente ou irregular e recursos tais como a distribuição de cestas básicas e de kits que alimentação para os estudantes que têm, no momento, as aulas suspensas; e para que os responsáveis pelo Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar no município, caso exista, viabilizem as compras institucionais das famílias inscritas no Programa. Também é preciso viabilizar o acesso seguro dos membros das comunidades quilombolas, indígenas e ciganas, às agências bancárias, por vezes localizadas a quilômetros de distância dos seus territórios, para o saque do Bolsa Família, além da vacinação contra a gripe, conforme o calendário nacional, de forma eficiente e sem que estes sejam expostos à aglomerações em filas e transporte público. Muitas famílias das comunidades quilombolas, indígenas e ciganas vivem da renda gerada pela produção e venda de produtos agrícolas e, neste momento, encontram dificuldades para vender os alimentos produzidos devido à ausência de compradores nos mercados, bem como devido às dificuldades dos gestores municipais em viabilizar as habituais compras institucionais do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar neste momento de restrições à aglomeração de pessoas. Assim, devem ser convocados para propor e articular soluções os Conselhos de Direitos existentes no município, tais como o Conselho de Saúde, o Conselho da Assistência Social, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, o Conselho de Alimentação Escolar e o Conselho de Desenvolvimento Rural, entre outros. As recomendações frisam que essas comunidades desenvolvem uma diversidade de modos e condições de vida, de acesso a serviços essenciais, como saúde, assistência social e saneamento básico, abastecimento de água, etc., e que, muitas vezes, para terem acesso a serviços de saúde e a bens essenciais faz-se necessário o deslocamento para municípios ou comunidades vizinhas.

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Simulador estima efeitos de medidas para enfrentar a Covid-19 em favelas

A partir de uma demanda do movimento Favelas contra o Coronavírus, iniciativa de coletivos de comunicação comunitária, pesquisadores brasileiros da área de Dinâmica de Sistemas desenvolveram um simulador para analisar o impacto de diferentes medidas na disponibilidade hospitalar e no número de vidas salvas em populações de baixa renda das favelas brasileiras, no contexto da pandemia do novo Coronavírus. O objetivo é contribuir com o debate público acerca do combate à pandemia. A ação, atrelada ao empreendedorismo social, é voluntária, orgânica e orientada por uma equipe multidisciplinar, que realizou desde o levantamento de dados até a modelagem e a construção do simulador, intitulado de "Favelas contra o Coronavírus". O time, coordenado por Igor Oliveira, pesquisador do grupo Dinâmica de Sistemas Brasil, conta com a participação de Ellen Aquino, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Vinícius Picanço Rodrigues, mestre e graduado em Engenharia de Produção, também pela Universidade, e atualmente professor de operações do Insper. De acordo com Aquino, o intuito da ferramenta é disseminar informações para dialogar com o poder público e contribuir com o debate sobre a disseminação e possíveis formas de enfrentamento da Covid-19 no País. "Em tempos desafiadores como o que vivemos, sabemos que pessoas de baixa renda que estão organizadas em comunidades ou favelas enfrentam uma maior volatilidade na renda, o que diminui a adoção de medidas preventivas à Covid-19 justamente por falta de recursos. Além disso, o acesso dessas pessoas aos serviços de saúde tende a ser menor do que a média", pontua Aquino. Segundo a pesquisadora, esses fatos levaram a equipe a enxergar a importância e a necessidade de levar em conta, nos modelos matemáticos e de simulação, elementos específicos da população de baixa renda. "Entendemos que a Ciência está a favor da sociedade, e assim, unimos esforços de pesquisadores para conseguir dimensionar esse cenário e traduzir as simulações gráficas em estratégias às favelas", relata. O simulador foi modelado com foco específico em sete dimensões: remoção temporária de moradores de favela para espaços públicos; remoção temporária de moradores de favela para hotelaria; subsídio a insumos de higiene; renda básica para compra de produtos de higiene; estruturas emergenciais de saneamento; expansão da disponibilidade de Unidade Terapia Intensiva (UTI); e uso de máscaras de proteção facial. "Por meio dessas dimensões, o usuário pode simular a quantidade de vidas que poderiam ser salvas e de leitos de UTI disponíveis - em cenários otimista e pessimista -, de acordo com os conjuntos de estratégias que podem ser adotadas, em maior ou menor grau", sintetiza Aquino. Para criar a ferramenta, os pesquisadores adaptaram o modelo epidemiológico Covid-19 da empresa americana Isee Systems. Também se apoiaram na modelagem da capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio de Janeiro, com dados disponibilizados pelo próprio SUS, e realizaram o estudo dos mecanismos causais envolvendo adensamento urbano excessivo e condições de higiene. A perspectiva é que o projeto se expanda com dados também de outras cidades, já que a ferramenta permite que qualquer usuário insira números de seu Estado ou município, para que assim tenha as informações sobre a sua realidade. Fazem parte da equipe Cláudia Viviane Viegas e Gisele Chaves, integrantes do grupo Dinâmica de Sistemas Brasil, e Rodrigo Bertamé Ribeiro, do movimento Favelas contra o Coronavírus. O simulador pode ser acessado em www.favelascontracorona.com.br.

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Pesquisa Ipsos: 43% aprovam Ministério da Saúde e 29% o governo federal

O Ministério da Saúde possui a aprovação de 43% dos brasileiros. É o que aponta a pesquisa “Covid-19 – A Visão da População”, realizada pela Ipsos com mil entrevistados no país. O levantamento mensurou a aprovação de alguns setores públicos e privados no que concerne ao trabalho que está sendo feito em relação ao coronavírus. Os entrevistados brasileiros deram notas em uma escala de avaliação de 1 a 10, sendo 1 o equivalente a “péssimo” e 10 o equivalente a “ótimo”. O Ministério da Saúde foi o órgão que recebeu o índice de aprovação mais alto, com 43% (referente à soma das notas 8, 9 e 10). Os hospitais públicos alcançaram o segundo lugar, com 40% de aprovação. Já os hospitais privados, tiveram 37%; e os postos de saúde, 36%. Os governos estaduais obtiveram aprovação de 35%. No último lugar do ranking dos ouvidos no Brasil ficaram, empatados, as prefeituras e o governo federal, ambos com aprovação de 29%. Preocupação financeira A perda de renda ou do emprego atual é a preocupação prioritária que vem à cabeça de 27% dos brasileiros no que diz respeito às consequências da pandemia. O receio com a perda de renda ou emprego alcançou o segundo lugar na lista das principais inquietações entre os ouvidos no Brasil, ficando atrás apenas da preocupação com a propagação do vírus (56%). Em terceiro lugar, ficou o temor pela falta de alimentos disponíveis (17%). Os entrevistados classificaram, em uma escala de 1 a 10 (onde 1 seria “nada preocupado” e 10 seria “muito preocupado”), o quão preocupados estão com o surto de coronavírus. O resultado foi que 82% estão altamente preocupados, ou seja, deram notas 8, 9 ou 10. Este grau de inquietude aumenta entre a parcela que mora com uma ou mais pessoas que estão em grupos de risco (39% das residências têm algum idoso e 53% têm alguém com comorbidades, como hipertensão, diabetes ou asma) ou que vivem em residências com um maior número de moradores (76% dos entrevistados moram com mais de 3 pessoas). Os participantes da pesquisa também responderam quanto tempo acham que a pandemia durará. Para os dois terços (67%) mais otimistas, a crise na saúde deve ter fim em menos de dois meses. 33%, por outro lado, creem que a pandemia ainda prevalecerá por mais de 60 dias. Medidas de prevenção Os brasileiros têm tomado cuidados especiais para evitar a contaminação e propagação da doença. Com esse intuito, 84% dos ouvidos disseram que lavar as mãos diversas vezes é uma medida adequada a ser tomada diariamente. Evitar sair de casa foi uma medida citada por 80%; já a higienização de objetos e mãos com álcool em gel, por 75%. Além disso, 69% concordaram que é necessário evitar receber visitas. Mídia e informação O estudo constatou que os canais de TV aberta, em geral, são as principais fontes de informação sobre a Covid-19, independentemente da classe social. 77% das pessoas disseram se informar pelas emissoras televisivas abertas, 59% usam as redes sociais para obter informações sobre o tema, 42% recebem e enviam notícias pelo whatsapp e uma porcentagem menor, de 30%, usam os canais de TV fechada como fonte de informações sobre a pandemia de coronavírus. Sobre a pesquisa A pesquisa “Covid-19 – A Visão da População” foi conduzida on-line entre os dias 28 e 29 de março com mil pessoas. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 p.p.. Sobre a Ipsos A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: www.ipsos.com/pt-br

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Ajude a doar equipamentos de proteção para profissionais de saúde

Um grupo de voluntários criou o  Projeto Jaleco Solidário com o objetivo de doar para os profissionais de saúde jalecos impermeáveis em TNT (material descartável semelhante a um tecido) que serão distribuídos em unidades de saúde onde se verifique a necessidade ou a falta desses aventais. Inicialmente, eles conseguiram doações de materiais e dinheiro para a compra de mais materiais. Em seguida várias pessoas se mobilizaram para cortar as peças. "Num momento seguinte,  muitas costureiras se colocaram a nossa disposição e começaram a produção", relata Wagner Cordeiro, enfermeiro integrante do projeto. Os cortadores amadores não estavam dando conta de suprir o volume de material que as costureiras podiam produzir. As pessoas se mobilizaram e conseguiram um cortador profissional que possui maquinário, mas precisava de mesa grande pra cortar. "O dono de uma gráfica doou uma mesa grande, mas não tínhamos como transportar. Foi então que o dono de uma empresa de ar condicionado nos emprestou uma pick-up para usarmos pelo tempo que precisarmos", conta Wagner. Uma escola cedeu o espaço para que fosse montada a mesa.  Assim a rede do jaleco solidário está crescendo. Quem quiser ajudar doado materiais ou recursos para comprar os produtos entre em contato: Symone Braga - enfermeira COREN-PE: 48632 Fone: (81) 99905-8476 Wagner Cordeiro - enfermeiro e advogado COREN-PE: 109019 OAB-PE: 53201 Fone: (81) 99850-7771  

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Aparelho criado na UFPE monitora casos com suspeita de Covid-19

Um grupo de pesquisadores, entre professores e estudantes vinculados ao Grupo de Pesquisas de Engenharia Biomédica do Departamento de Eletrônica e Sistemas da UFPE, desenvolveu um aparelho capaz de medir o nível de oxigênio, a temperatura e o batimento cardíaco de pacientes, indicadores esses que possibilitam o diagnóstico do Covid-19. O equipamento, que consiste em um clip e um software, atende a uma demanda da Secretaria Estadual de Saúde e foi produzido em dez dias. O Sistema de Monitoramento em Saúde, concebido sob coordenação do professor Marco Aurélio Benedetti, detecta os sinais a partir de um clip afixado ao dedo do paciente e esses dados são enviados a um terminal para alimentar um mapa georreferenciado. A partir da análise das informações, o médico especialista pode identificar o estado e localização de quem está sendo monitorado. “O aparelho, que favorece a triagem de paciente a partir dos sinais vitais, também emite alarmes indicando o agravamento do quadro da doença”, destaca Benedetti. O projeto, que conta com parceria de professores do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da UFPE e do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco, da UFRPE, está em fase requisição de patente e os profissionais envolvidos estão em busca de parcerias para viabilizar sua produção em grande escala. Segundo Benedetti, o equipamento possibilita que o paciente com sintomas leves que podem ser confundidos com provocados pelo Covid-19 seja monitorado a distância o que libera as unidades de saúde e seus profissionais para focarem nos casos confirmados da pandemia. Na prática, o Sistema de Monitoramento em Saúde vai ser aplicado da seguinte maneira, segundo o professor Marco Aurélio Benedetti: “Após o atendimento médico na unidade de saúde, se o paciente não apresentar quadro evidente de contaminação pelo Covid-19 ele recebe o equipamento que é acoplado ao seu celular e é liberado para casa, de onde seus dados passam a ser monitorados a distância; em caso de os sintomas se agravarem, o especialistas é alertado e o paciente é chamado de volta ao hospital”. Outra facilidade que o sistema propicia é o fato de o mapa georreferenciado poder evidenciar as áreas onde a contaminação aumenta ou cede e, assim, viabilizar ações focadas pelo poder público", acrescenta o professor.

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UPE Garanhuns oferece atendimento psicológico a distância

Com o intuito de promover acolhimento à população durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o projeto Saúde Mental na Rede está realizando atendimentos psicológicos à distância gratuitamente. A ação, desenvolvida pela Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Universidade de Pernambuco (UPE), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Garanhuns e o Serviço de Atenção Psicológica Professora Lindair Ferreira de Araujo (SAP/UPE), conta com profissionais de Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem e demais áreas. De acordo com a organização do projeto, em uma semana cerca de 60 pessoas já foram atendidas. As modalidades de cuidado que são oferecidas online, por meio de videoconferência, ligação telefônica, Telegram ou WhatsApp, pelo projeto Saúde Mental na Rede, são: atendimento multiprofissional em Saúde Mental; Grupo de Cuidado em Saúde Mental; Plantão Psicológico; Dica do Dia e informações sobre a pandemia da Covid-19. O projeto tem a preceptoria das Professoras Doutoras Suely Emilia, Wanessa Gomes e Rosângela Falcão. A secretária de Saúde, Nilva Mendes, agradeceu e ressaltou a importância da parceria. “Nós estamos disponibilizando profissionais da Secretaria para dar apoio a este projeto, que é mais uma ação de benefício à população em um momento tão difícil como este. Ganhamos muito com a parceria, pois o atendimento online garante a continuidade dos serviços, mesmo com a crise do novo coronavírus”, pontua a titular da pasta. A população interessada em receber acolhimento ou obter outras informações a respeito do fluxo, deve entrar em contato com os números: (87) 98120-5433; (87) 99646- 9123; (87) 98149-2652. O projeto Saúde Mental na Rede também está presente no Instagram, por meio do link: https://www.instagram.com/smnarede/.

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PCR abre mais 42 novos leitos para pacientes com coronavírus

O prefeito Geraldo Julio anunciou a criação de mais leitos exclusivos para pacientes com confirmação ou suspeita da Covid-19. Desta vez são mais 42 vagas na Policlínica Barros Lima, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Com os novos leitos construídos em uma Unidade Provisória de Isolamento (UPI), a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife chega a 148 leitos já em funcionamento para Covid-19, dos quais 34 contam com respirador. Na semana passada, foram abertos 41 leitos de enfermaria na Policlínica Amaury Coutinho, na Campina do Barreto, como parte do Plano Municipal de Contingência Covid-19, outros 65 estão em funcionamento no Hospital da Mulher do Recife. “Anunciamos hoje a abertura de mais 42 novos leitos para pacientes da Covid-19 na Unidade Provisória que construímos na Policlínica Barros Lima. Com isso nós chegamos a 148 novos leitos em funcionamento, sendo 34 desses com respiradores pulmonares. Essa é a segunda obra concluída de um total de sete que iniciamos logo nos primeiros dias da decretação da pandemia”, anunciou o prefeito Geraldo Julio. A Unidade Provisória de Isolamento da Barros Lima foi montada em duas semanas na área externa da policlínica, com dois consultórios médicos e 30 leitos de internamento. Para humanizar o ambiente, as paredes receberam aplicação de adesivos que imitam janelas, com fotos de paisagens. A área interna da policlínica passou por readequação e otimização dos espaços físicos para disponibilizar 12 leitos, sendo duas salas vermelhas, equipadas com respirador, para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) que apresentem piora no quadro de saúde e necessitem de estabilização para posterior transferência, caso necessário. Também para reforçar o atendimento na UPI, a Sesau está fazendo uso de Raio X portátil e concentradores de oxigênio, equipamento móvel que auxilia na oferta de oxigênio para os pacientes. O prefeito também reafirmou a importância do isolamento social para que o sistema de saúde da cidade não entre em colapso. “Eu gostaria de reforçar o pedido para que todos continuem em casa. A quantidade de óbitos está acelerando no Brasil, é muito importante que todos cumpram a orientação. Se você for fazer a feira ou comprar remédio, vá sozinho, não leve seus filhos ou seus pais. Saia sozinho para fazer somente o necessário. Nós precisamos aumentar o isolamento e isso só será possível se todos ficarem em casa”, reiterou. Para quem precisa de outros tipos de atendimentos de emergência, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Barros Lima continua funcionando normalmente, devidamente separado da área onde ficam os pacientes com sintomas de síndrome gripal, para evitar contaminação. Para tirar todos esses leitos do papel, a Prefeitura do Recife anunciou, na última quinta-feira (2), um pacote para reduzir em R$ 180 milhões as despesas com revisão de contratos de prestação de serviço, consultorias, locação de veículos, combustível, energia elétrica, materiais de consumo, além de novos aluguéis, passagens aéreas e diárias. No total, o prefeito Geraldo Julio já anunciou 371 leitos para atendimento às pessoas infectadas com o novo coronavírus - 163 nas policlínicas e 208 no Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado, com 78 respiradores pulmonares para os casos mais graves. Na terça (31), ficaram prontos os 41 leitos da Unidade Provisória de Isolamento (UPI) da Policlínica Amaury Coutinho, na Campina do Barreto, também na zona norte. No último dia 30, a Prefeitura abriu mais leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 no HMR, que já conta com 31 leitos de UTI e 34 de enfermaria prontos. Ações - O prefeito Geraldo Julio também deu um panorama das ações da Prefeitura desde a criação do Plano Municipal de Contingência Covid-19. “Esta semana nós faremos a entrega de mais 90 mil cestas básicas para as famílias dos alunos da nossa rede municipal de educação. O abrigo provisório que nós montamos para abrigar as pessoas em situação de rua já recebeu seus primeiros casos e essas pessoas estão em isolamento. O restaurante popular, que atende também às pessoas em situação de rua, já distribuiu desde o início da pandemia 25 mil marmitas e o abrigo noturno Irmã Dulce já acolheu cem pessoas”, afirmou o prefeito. “Para ajudar as pessoas a ficarem em casa, também fizemos um aplicativo, o Atende em Casa, que já orientou mais de 8 mil pessoas. Foram menos 8 mil que não precisaram sair de suas casas e puderam tirar suas dúvidas sobre a própria situação de saúde. Outro aplicativo que fizemos foi o Movimenta Recife, que está ajudando as pessoas a se exercitarem em casa. Ele já alcançou 30 mil pessoas. O fechamento das praias e dos parques foi outra importante ação para minimizar o impacto do coronavírus e com a medida nós conseguimos que 48 mil pessoas a mais ficassem em casa” pontuou. --

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Covid-19: Pernambuco tem 22 novos casos e 9 óbitos confirmados

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (06/04), mais 22 casos da Covid-19 no Estado, subindo para 223 ocorrências da doença. Os municípios foram Recife (8), São Lourenço da Mata (4), Jaboatão dos Guararapes (2), Olinda (2), Paudalho (2), Camaragibe (1), Cachoeirinha (1) Caruaru (1), Lagoa do Carro (1). Entre os casos novos, 8 são do sexo masculino e 14 do feminino, com idades entre 15 e 92 anos de idade. Do total de casos confirmados, 101 estão em isolamento domiciliar e 67 internados, sendo 23 em UTI/UCI e 44 em leitos de isolamento. Outros 25 pacientes já estão recuperados. Os casos confirmados estão distribuídos por 17 municípios (Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Paulista, São Lourenço da Mata, Lagoa do Carro, Paudalho, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Cachoeirinha, Petrolina, Ipubi, Aliança e Goiana), além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros Estados e países. Em relação aos óbitos mais 9 foram confirmados laboratorialmente, totalizando 30 mortes pela doença em Pernambuco. Sendo 7 do sexo feminino e 2 do sexo masculino. Importante ressaltar que os óbitos ocorreram entre os dias 27 de março e 5 de abril. Os novos óbitos confirmados boletim são: 1- Sexo feminino, 33 anos, puérpera. Moradora do Recife.  Iniciou sintomas no dia 28/03, apresentando febre, tosse, 05/04 em hospital privado, resultado confirmado para Covid-19 em 01/04 2- Sexo feminino, 52 anos, profissional de saúde. Residente em Camaragibe. Data do óbito: 04/04 em UPA. Iniciou sintomas no dia 28/03, apresentando febre, tosse, dispneia, desconforto respiratório e Saturação < 95%. Resultado confirmado para Covid-19 em 05/04. 3- Sexo feminino, 57 anos. Residente no Recife. Data do óbito: 04/04. Resultado confirmado para Covid-19 em 04/04. Paciente com solicitação de exame do Hospital da Mulher. 4- Sexo feminino, 83 anos. Residente em Jaboatão dos Guararapes. Data do óbito: 04/04. Iniciou sintomas de febre, tosse, dispneia e saturação < 95% em 01/04. Resultado confirmado para Covid-19 em 05/04. 5- Sexo masculino, 15 anos, morador de São Loureço da Mata. Data do óbito: 27/03. Iniciou sintomas febre, tosse, dispneia e saturação < 95% em 20/03. Resultado positivo para Covid-19 em 05/04. 6- Sexo masculino, 65 anos, morador de Paudalho. Data do óbito: 04/04. Iniciou sintomas de dispneia e desconforto respiratório em 21/03. Resultado positivo para Covid-19 em 05/04. 7- Sexo feminino, 84 anos, São Lourenço da Mata. Data do óbito: 03/04. Iniciou sintomas de febre, dispneia, desconforto respiratório em 01/04. Resultado positivo para Covid-19 em 05/04 8- Sexo feminino, 72 anos, moradora de Lagoa do Carro. Data do óbito: 05/04. Iniciou sintomas de febre, tosse, dispneia e desconforto respiratório em 26/03. Solicitação de exame realizada pelo Hospital do servidor, com resultado confirmado para Covid-19 em 04/04. 9- Sexo feminino, 42 anos, São Lourenço da Mata. Data do óbito: 03/04. Iniciou sintomas de febre e tosse em 01/04, com resultado positivo para Covid-19 em 05/04.

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Qual o melhor chá para aliviar a tensão da quarentena?

Neste período de quarentena, o isolamento social para combate ao novo coronavírus faz com que as pessoas busquem novas formas para manter a mente saudável. As plantas, seja por meio do consumo ou da inalação, podem ajudar a fortalecer a imunidade emocional e transmitir uma sensação de bem-estar. Deste modo, a Prefeitura do Recife, através  da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, relembra algumas práticas que já foram ministradas em oficinas nos equipamentos de educação ambiental e podem ser aplicadas em casa. Plantas medicinais como a camomila, erva-doce, hortelã, alecrim e capim santo, auxiliam na concentração e controle do estresse em tempos de isolamento social e podem ser cultivadas no jardim de casa ou em vasos no apartamento. Segundo a arte-educadora Silvana Coutinho, as plantas possuem um importante papel no processo terapêutico, podendo ajudar pessoas a combater ansiedade e depressão. “As plantas conseguem exercer essa função de captar as energias do nosso corpo. O cultivo é simples e, além de proporcionar hábitos mais saudáveis, quem tem uma horta medicinal em casa cria um espaço verde no lar e trabalha a mente por meio do envolvimento com a natureza. A prática de mexer nas plantas, regar, cuidar e observar o ciclo da vida nos traz uma sensação de bem-estar. É possível utilizar plantas, ervas e temperos encontrados em casa”, explica Silvana. As principais plantas medicinais são espécies que também estão presentes na gastronomia, como o alecrim, o manjericão, a hortelã e a sálvia, levando assim, propriedades medicinais à cozinha. Para quem está passando a quarentena em home office, a atenção e a disciplina passou a ser dobrada. Nesses casos, o alecrim pode estimular a memória. Outra opção para usar no home office é a canela, que tem a capacidade de aumentar a atividade do cérebro. Os chás ideais para acalmar a sensação de ansiedade são os feitos por infusão de camomila, melissa, erva-cidreira ou folhas de maracujá. Usado tradicionalmente para temperar feijão, o louro tem propriedade digestiva, já a casca de laranja pode ser usada em chá para aumentar a imunidade. “Quando você se dedica ao cuidado com as plantas no dia a dia, você também está distraindo e relaxando a mente”, relata a arte-educadora.

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