Arquivos Urbanismo - Página 20 de 93 - Revista Algomais - a revista de Pernambuco

Urbanismo

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"Água tratada pelos Jardins Filtrantes no Riacho Cavouco tem grau de limpeza de 95%"

Mariana Pontes, Diretora da Aries, explica como um sistema que emprega plantas, além de pedras e areia, está despoluindo a foz do Riacho do Cavouco, que deságua no Capibaribe. A iniciativa foi realizada no Parque o Caiara, no Recife, que foi reformado com áreas de lazer, para crianças e para contemplar o rio. Moradores de Iputinga, bairro da Zona Oeste do Recife, estavam curiosos para saber como ficaria o Parque do Caiara, depois da reforma. Tiveram uma boa surpresa. Aberto ao público nesta sexta-feira (31), o espaço recebeu não só as melhorias demandas pela comunidade, como hoje ostenta uma iniciativa inovadora para despoluição do Riacho do Cavouco, que desagua no Capibaribe, justamente na altura do Caiara. O parque agora abriga os Jardins Filtrantes um sistema de limpeza de cursos d'água realizada com o uso de plantas, areia e pedras. Além de despoluir o riacho, a inovação transformou o espaço com uma estética paisagística e já modificou o microclima local, o que permitiu a visita bem-vinda de borboletas, sapos e capivaras. O projeto é implementado nacionalmente pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e executado no Recife pela Aries (Agência Recife para Inovação e Estratégia) em parceria com o Porto Digital e a Prefeitura do Recife. A iniciativa é também um projeto-piloto do CITinova, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e seu custo foi de aproximadamente R$ 8 milhões financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente. Mas as mudanças no Caiara vão além dos Jardins Filtrantes porque englobam uma nova etapa do Parque Capibaribe, projeto da Prefeitura do Recife e da UFPE, que até então estava restrito ao bairro das Graças. As demandas da comunidade foram ouvidas e hoje o público conta com um deque com arquibancadas, onde pode apreciar a bela vista do Capibaribe, além de parques para crianças, espaços para descanso e piquenique. Cláudia Santos entrevistou a arquiteta e urbanista Mariana Pontes, diretora da Aries, sobre a reforma no Caiara, a despoluição da foz do Riacho do Cavouco e a possibilidade desse projeto ser replicado em outras regiões. Qual a importância do Riacho do Cavouco para o Recife? O Cavouco é um riacho urbano que tem aproximadamente três quilômetros. Ele vem lá da Universidade Federal de Pernambuco, onde fica a sua nascente – é o laguinho tão famoso da Federal – corta vários bairros, desaguando no Rio Capibaribe no Parque do Caiara. Ele recebe não só esgoto in natura, mas também a chamada poluição difusa, ou seja, a poeira da fumaça dos carros e o lixo das ruas que, quando chove, escorrem para as suas águas. O Cavouco é um riacho muito poluído. O Recife é uma cidade muito cortada por rios e córregos d’água. O Capibaribe recebe não só o esgoto que chega diretamente às suas águas, mas também o que chega pelos riachos e o Cavouco é uma dessas contribuições. Ele é muito importante para a comunidade. Antes as pessoas tomavam banho nesse riacho, pescavam. Havia essa atividade que hoje não é mais possível por causa da poluição. O que são os Jardins Filtrantes? O Jardim Filtrante é uma solução baseada na natureza para a limpeza da água. É um sistema filtrante, composto por um tanque de captação, que faz o bombeamento, isto é, a bomba puxa a água do rio que se depara com o primeiro filtro, ou seja, a primeira etapa da limpeza. Há um gradil que retira os sólidos maiores. A água entra no Jardim Filtrante por gravidade e penetra nos tanques que foram escavados no solo, impermeabilizados e preenchidos com areia ou pedras e na superfície são depositadas as espécies aquáticas, além de outras que são plantadas diretamente nas pedras e/ou na areia. Ao todo são cinco tanques e cada um é uma etapa de tratamento. Então, por gravidade, a água vai passando entre esses filtros para que ela tenha uma qualidade melhor. O sistema de filtragem retira resíduos como coliformes fecais, nitrato, nitrito e outros componentes que poluem o riacho. Hoje o Jardim Filtrante tem a capacidade de limpeza de 350 mil litros por dia. Temos a capacidade de filtrar até 10% do volume do Cavouco no inverno, quando a vasão está mais alta porque é uma época com maior incidência de chuvas, e 90% no verão, quando a vasão está mais baixa. No inverno, a sujeira da água já está muito diluída porque há uma quantidade maior de água. No verão, a sujeira do esgoto está concentrada, porque tem menos água por ser um período de pouca chuva. O Jardim Filtrante é uma forma de mostrarmos ao poder público e à sociedade civil que existem outras opções para a limpeza dos rios sem uso de nenhum tipo de agente químico artificial. Estamos devolvendo uma água mais oxigenada, mais limpa para o Riacho do Cavouco e consequentemente para o Capibaribe. Essa é uma tecnologia que foi utilizada, por exemplo, para a despoluição do Rio Sena, na França. Por meio desse projeto piloto no Riacho do Cavouco, que tem captação internacional, a ideia é que mostrarmos a potência dessa inovação, para que estimulemos outras prefeituras, outros governos, enfim, outras instituições de que é possível colaborarmos com a melhoria da qualidade da água a partir de uma tecnologia que é limpa, baseada na natureza e que a gente consegue executar sem maiores dificuldades. Toda a água tratada vai para o riacho? Uma parte devolvemos para o Riacho do Cavouco e outra parte é destinada a uma cisterna que o parque já tinha. Vamos usar essa água para jardinagem, para regar o próprio parque. Não conseguimos fazer com que essa água seja usada de forma que as pessoas possam entrar em contato com ela, como tomar banho, porque precisaríamos clorá-la e como a gente quer devolver a água para o corpo d’água, a gente não pode clorar. A nossa etapa de tratamento não tem nenhum componente químico, é realizada apenas pelas pedras, pela areia e pelas plantas. Quando o sistema estiver 100% em operação, o grau de limpeza da

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Brasil registra 1,5 mil municípios em situação de emergência

Decreto possibilita destinação de verbas federais a áreas afetadas (Da Agência Brasil - Foto: Pedro Devani/Secom) O Brasil passou a registrar 1.532 municípios em situação de emergência devido a desastres causados por chuvas e estiagem. O número foi alcançado ontem (27) com o reconhecimento de mais 46 cidades nestas situações.  Com a homologação da situação de emergência ou de calamidade pública, que é um caso mais grave, os municípios afetados podem receber verbas federais por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.  A estiagem está afetando municípios localizados na Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, além de Quixeramobim, no Ceará.  Chuvas intensas atingiram recentemente as cidades de Alagoinhas (BA), Missão Velha (CE), São Luis Gonzaga (MA), Miranda (MT), Pirapora (MG) e Cunha (SP).  No Maranhão, Conceição do Lago-Açu e São Benedito do Rio Preto registraram inundações e enxurradas.  Acre Ontem (26), os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitaram Rio Branco e garantiram que o governo federal destinará recursos à região após os estragos causados pelas chuvas que afetam o Acre.  Mais de 32 mil pessoas foram afetadas até o momento pela cheia do Rio Acre, sendo que 2,5 mil estão desabrigadas ou desalojadas. A medição do nível do Rio Acre chagou a marcar 16,37 metros, acima do patamar de transbordamento, que é de 14 metros, de acordo com informações divulgadas pela Defesa Civil municipal. 

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Projeto de lei prevê melhorias na estrutura de guaritas do Recife

Pela norma, que valerá para novos edifícios e existentes na capital pernambucana, a unidade deverá ser em alvenaria, ter climatização, sanitário, vidros à prova de bala e sistema de comunicação. Porteiros comemoram Um projeto de lei municipal pretende melhorar a estrutura de guaritas de edifícios comerciais e residenciais na capital pernambucana. Pela norma, as guaritas precisarão de construção em alvenaria e climatização, sanitários, vidros à prova de projéteis de armas de fogo e sistema de comunicação, através de interfones. A intenção é melhorar a estrutura e oferecer mais segurança aos trabalhadores como porteiros, moradores em edifícios de condomínio e consumidores. De autoria do vereador Rinaldo Júnior (PSB), o Projeto de Lei Ordinária (PLO) foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal do Recife, nesta terça-feira, 21, mas ainda precisa ser apreciado pela Prefeitura. Caso a lei seja sancionada pelo prefeito João Campos, essas mudanças serão obrigatórias não apenas para os prédios em construção ou que serão ainda construídos, mas também para os que já estão em funcionamento. Só que haverá prazos diferentes. “Para as edificações existentes no município, o prazo é de até três anos para que os condomínios apresentem um documento demonstrando um cumprimento das exigências. Já no caso das edificações em construção ou que serão construídas, a aplicabilidade da lei vai ser imediata”, explica a advogada especialista em direito imobiliário e coordenadora da área do Imobiliário Consultivo no escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, Jéssica Ribeiro Costa. Ela informou que o projeto vem sendo debatido desde 2019 e prevê regras e critérios para a construção e adequação de edificação das guaritas. Ainda de acordo com a advogada, é possível que exista uma fiscalização da Prefeitura do Recife, para verificar desde a aprovação das licenças de construção até a emissão do Habite-se. A aplicação desta lei é facultativa às entidades sem fins lucrativos, organizações não governamentais, creches, templos religiosos, associações e sindicatos e congêneres.

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Jardins filtrantes despoluem águas de riacho que desagua no Capibaribe

Tecnologia inovadora pode ser replicado em outras cidades (Foto: Giselle Cahú/CITinova) (Da Agência Brasil) As águas do riacho do Cavouco, que nascem dentro da Universidade Federal de Pernambuco e desaguam no rio Capibaribe, no Recife (PE), estão sendo despoluídas por jardins filtrantes. A tecnologia sustentável usa plantas aquáticas nativas e tanques de pedras para filtragem de aproximadamente 360 mil litros de água por dia. Ao todo, a obra ocupa 7 mil metros quadrados (m²), em um trecho deste afluente do Capibaribe, que corta o Parque do Caiara, na Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. O projeto dos jardins filtrantes foi implantado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma organização social de inovação, sem fins lucrativos. A execução foi possível devido à cooperação internacional com a CITInova, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A pasta trabalha para que o modelo dos jardins filtrantes seja reproduzido em outras cidades brasileiras. O custo da ação foi de U$$ 1,4 milhão, aproximadamente R$ 7 milhões, financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente para (GEF, na sigla em inglês) mantido com doações de países industrializados e apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A diretora da Agência Aries e coordenadora dos projetos do CITInova no Recife, a arquiteta e urbanista Mariana Pontes falou sobre essa parceria em entrevista à Agência Brasil. “Foi muito importante ter o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a gente para testar tecnologias novas e manter o foco na inovação, sabendo que as cidades precisam de inovação. É muito dinâmico. A troca entre os parceiros do CITInova também foi muito positiva, como com o Distrito Federal, que tinha experiência em gestão ambiental”. Foto do início de fevereiro dos jardins filtrantes do Parque do Caiara - Giselle Cahú Aries/CITinova No próximo dia 31, a prefeitura do Recife – que trabalhou em parceria com a Aries neste projeto-piloto – vai assumir a operação total dos jardins filtrantes do Parque do Caiara. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) fará a manutenção da filtragem e do paisagismo dos jardins. “Estamos ensinando a operação do sistema para que a prefeitura dê continuidade e para que o parque tenha sobrevida após o encerramento da nossa participação no projeto-piloto”, prevê Mariana Pontes. A secretária Municipal de Infraestrutura do Recife, Marília Dantas, cita os ganhos da iniciativa que despolui o riacho. “Não há geração de lodo, nem uso de produtos químicos, e é baixo o consumo de energia [elétrica] e carbono positivo”. A prefeitura vai estudar o caso para avaliar a ampliação do projeto na cidade. Por ora, a Emlurb já investiu R$ 500 mil na instalação de iluminação pública no local para atrair os visitantes ao parque público. Marília Dantas exalta os jardins filtrantes que, segundo ela, também têm efeito pedagógico para população. “A prefeitura entende que a implantação desse sistema traz uma mensagem de conscientização ambiental porque, se bem mantido, provoca uma relação maior das pessoas com a natureza. Entende-se que é levada essa mensagem de cuidado com o meio ambiente”. A tecnologia Parque do Caiara, por onde passa o rio Cavouco que desagua no Capiberibe - Giselle Cahú/CITinova As obras dos jardins filtrantes tiveram início em 2022, e o sistema começou a operar, de fato, em fevereiro deste ano. A implantação total do projeto está prevista para abril, com a capacidade de filtragem mantida em cerca de 360 mil litros de água/dia. A tecnologia usada no projeto é baseada em recursos naturais, com uso basicamente de pedras, areia e plantas aquáticas, por onde fluem as águas. A absorção dos nutrientes pelas raízes dos vegetais, associada à passagem da água suja por cinco tanques de pedras, com diferentes substratos, resulta na remoção e detenção de resíduos sólidos, como metais. A água então é tratada sem química. Este processo de filtragem, principalmente de esgoto, é contínuo. Ao mesmo tempo em que a água do riacho do Cavouco entra no sistema, há água purificada saindo e sendo devolvida ao Capibaribe. Para este projeto do riacho do Cavouco foram empregadas 7,5 mil mudas de 36 tipos de macrófitas aquáticas nativas da região – como Heliconia psittacorum, Pontederia cordata, Canna generalis, Thalia geniculata, Echinodorus grandiflorus e Nymphea sp –, plantadas nas pedras dos tanques. As espécies foram selecionadas considerando a resistência ao clima local e o paisagismo projetado para o Parque do Caiara. Este tipo de vegetação macrófita contribui para a manutenção da biodiversidade e pode servir como indicador da qualidade da água. A tecnologia é semelhante à empregada na despoluição do rio Sena, da cidade de Paris, na França, que foi visitada por representantes da Aries. Mariana aponta que no Brasil a experiência já desperta interesse, por exemplo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e da cidade de Florianópolis (SC) para futura implantação. “Tem havido muita curiosidade”. Projeto desenvolvido no Parque do Caiara custou aproximadamente R$ 7 milhões - Giselle Cahú Aries/CITinova O engenheiro civil responsável pela obra recifense dos jardins filtrantes pela Aries, Renato Martiniano, registra que há uma técnica similar em Niterói (RJ) e em algumas indústrias nacionais. Em entrevista à Agência Brasil, Martiniano garante que o projeto pernambucano é pioneiro na gestão pública do Nordeste brasileiro. Ele considera que a manutenção dos jardins filtrantes é simples e de custo mais baixo que o tratamento convencional, além de respeito à natureza do riacho. “A foz do Cavouco é um ponto estratégico, onde foi instalado o jardim dentro do parque. Fico feliz porque é uma solução de design urbano sensível à água, que interage com o ciclo hidrológico natural, ou seja, capta e devolve para o rio Capibaribe uma água de melhor qualidade.” Martiniano, que é especialista em recursos hídricos pela UFP, defende a ativação de mais sistemas de jardins filtrantes pelo país e formas inovadoras para promover o saneamento básico em áreas menores. Para ele, a solução seria uma alternativa para complementar o tratamento convencional de esgoto, realizado nas grandes cidades com elementos considerados tóxicos à vida humana e de peixes. “É possível a gente fazer ações, não precisa centralizar isso no sistema tradicional de tratamento de esgoto. A gente pode, sim, trazer soluções

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Suape entrega obras de urbanização em Gaibu

Quatro ruas, totalizando cerca de 700 metros de extensão, ganharam pavimento, drenagem, sinalização e calçadas. A intervenção beneficia 215 famílias (Do Complexo de Suape) “Ficou uma beleza. Agora, estamos livres do poeira em dias de sol e do lamaçal e das poças de água que tomavam conta da rua após as chuvas. Essa obra mudou nossa vida para melhor. Graças a Deus, passamos a viver com mais conforto”. O depoimento da dona de casa Rosicleide Maria da Silva reflete o sentimento coletivo das 215 famílias beneficiadas pelas obras de pavimentação, drenagem e sinalização das Ruas Laurentino Gomes, 15, 16 e 17, localizadas na Praia de Gaibu, um dos mais movimentados balneários do Cabo de Santo Agostinho. A intervenção, implementada pelo Complexo Industrial Portuário de Suape, era uma reivindicação antiga da comunidade e foi possível graças a um convênio celebrado com a Caixa Econômica Federal. Assim como Rosicleide, a comerciante Tânia Maria de Oliveira, proprietária de uma mercearia no andar térreo de sua residência, comenta que está aliviada com as intervenções urbanísticas. “Ganhamos dignidade, as ruas ficaram limpas e agora podemos caminhar com tranquilidade, sem precisar desviar das poças de lama. Isso já estimulou vários moradores a melhorarem a estrutura de suas casas”, comemora. “Essa pavimentação é muito bem-vinda. O caminhão de lixo e os carros de entrega agora chegam facilmente por aqui”, complementa. O diretor-presidente da estatal portuária, Marcio Guiot, ressalta que essas intervenções exemplificam o cuidado da empresa com a qualidade de vida das pessoas que vivem nas comunidades do Complexo de Suape. “Os exemplos são variados e fazem parte da cultura ESG (sigla em inglês para gestão ambiental, social e de governança) da corporação, que tem o compromisso de crescer economicamente com equilíbrio socioambiental. É fundamental para nós colaborar com o bem-estar dos moradores da região”, enfatiza. Segundo o diretor de Engenharia de Suape, Igor Meireles, foram pavimentados cerca de 700 metros de ruas e todos os imóveis ganharam calçada. “A execução da obra durou um ano e custou cerca de R$ 1,3 milhão, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), sendo 21,10% deste total a contrapartida dada pela empresa”, revela. Outra intervenção de infraestrutura está prestes a ser entregue na região”, adianta. Meireles se refere ao acesso principal à Vila de Nazaré, localidade histórica do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, também no Cabo de Santo Agostinho. INTERVENÇÃODe acordo com o engenheiro Wellington Sotero Júnior, os moradores acompanharam o andamento dos serviços e demonstraram muita satisfação com a conclusão da obra. “Como a rua é acidentada, o pavimento garantiu a acessibilidade de todos”, pontua. Ele explica que a opção de revestimento em blocos pré-moldados de concreto foi uma alternativa estrutural de pavimento de modelo flexível, apresentando melhor comportamento diante de acomodações de solo. “Outra vantagem é que o material requer manutenção simples e pode ser removido e reutilizado para eventuais serviços de reparos”, complementa.

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Especialistas pedem ações do governo contra mudanças climáticas

(Da Agência Brasil) A intensidade e a velocidade com que mudanças climáticas vem ocorrendo nas últimas décadas, caracterizadas por chuvas intensas e desastres naturais, têm preocupado especialistas. Para a coordenadora do Seminário Internacional Grito das Águas do Distrito Federal, a professora da Universidade de Brasília Rosângela Correa, essas mudanças têm principalmente dois impactos: o excesso de chuvas ou a seca. E os mais afetados são os moradores de comunidades mais pobres. “Em qualquer uma das duas situações, os mais afetados são as populações vulneráveis, as populações mais pobres e que estão e são as que menos contribuem pra essas mudanças climáticas. Vulcões, furacões, enchentes fazem parte do movimento do planeta Terra. A questão é a velocidade com que esses fenômenos vêm acontecendo nas últimas décadas e a intensidade”. Na avaliação da professora, a solução do problema das mudanças climáticas passa pelo envolvimento das universidades, dos governos, dos movimentos sociais, organizações não-governamentais, iniciativa privada e cidadãos. “É muito importante pensar que mudança climática não é um fenômeno ambiental simplesmente, mas ele é consequência de modus vivendi das sociedades humanas. Onde estamos destruindo em nome de quê? Para quem? Quem se beneficia com essa destruição?”, questiona. De acordo com especialistas participantes do seminário, o crescimento desordenado e a falta de investimento em políticas públicas, especialmente em saneamento básico, estão entre os principais fatores para esse cenário de degradação ambiental. Rosângela critica a falta de empenho político do Congresso Nacional em reverter esse cenário. “Saneamento básico não é uma coisa que a população veja, né. Mas é uma obra de grande custo, absolutamente necessária. Com a pandemia isso ficou muito evidente, se dizia: as pessoas têm que lavar as mãos. Lavar as mãos com que água, se ela não chega na população mais necessitada?”. Outro aspecto fundamental desse debate, avalia, é o esgotamento dos recursos hídricos. “O cuidado com a água não é só fechando a torneira. Os maiores consumidores de água são os grandes produtores de commodities, que subtraem bilhões de litros de água do subsolo todos os dias, mas essa água não é cobrada. E depois essa soja, por exemplo, vai alimentar bois americanos e europeus. Cada boi que sai no nosso país, quantas toneladas de água esse boi não tomou durante a sua vida pra que ele seja exportado? O Brasil está exportando água”, critica. Dia Mundial da Água Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água, data criada com o objetivo de a promover conscientização sobre a relevância da água para a nossa sobrevivência e de outros seres vivos. A data foi sugerida na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 e passou a ser comemorada em 1993. Além disso, é um momento para lembrar a importância do uso sustentável desse recurso e a urgente necessidade de conservação dos ambientes aquáticos, evitando poluição e contaminação. Ao final do Seminário Grito das Águas do DF será elaborada uma carta a ser enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção da comunidade internacional para a necessidade da preservação das águas no Brasil e, especialmente, do cerrado brasileiro, considerado a maior savana do planeta terra.

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Dia Mundial da Água: saiba como o recurso pode ser preservado

Dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil em 2020 revelam que o Brasil desperdiça 40% de toda água potável que é captada. Isso quer dizer que o país não utiliza de forma eficiente este recurso natural que é tão importante para a sobrevivência humana e para a manutenção do planeta. Com o intuito de alertar a população sobre a importância do uso consciente deste bem, o dia 22 de março é instituído como o Dia Mundial da Água. Sem a água o ser humano não consegue realizar atividades simples do dia a dia, como cuidar da higiene pessoal e preparar alimentos. A ingestão desse líquido também é fundamental para a manutenção das funções corporais dos seres vivos, como hidratação, circulação sanguínea e equilíbrio da temperatura. Além disso, os setores agropecuárias e industriais utilizam a água para manter o funcionamento da cadeia produtiva, porém esse uso pode ser altamente prejudicial para a qualidade da água. “As atividades que geram muitos resíduos como agricultura e indústria são altamente prejudiciais, a falta de cuidado com o descarte destes resíduos é o grande problema”, comenta Klaudia Tenório, professora de Biomedicina e Farmácia da Wyden. “As empresas devem ter seus planos de gerenciamento de resíduos, desenvolver tecnologias de reaproveitamento de água, bem como podem tratar suas águas contaminadas. Além disso, devem fazer o descarte correto e instituir dentro da empresa uma equipe para cuidar das questões ambientais”, orienta a professora. Segundo a especialista, atividades domésticas e cotidianas também podem comprometer a qualidade da água, e por isso a conscientização da população sobre o desperdício é essencial. “Atitudes simples como a redução no tempo de banho, escovação dos dentes com a torneira desligada, reduzir as lavagens de roupas, reutilização da água sempre que possível, não jogar óleo e remédios dentro da pia e descartar corretamente o lixo podem ajudar”, ressalta Klaudia. A professora ainda destaca que a ação não deve partir apenas do cidadão e das empresas, o poder público também deve fazer a sua parte. “A poluição gera doenças, aumentando o número de atendimentos em hospitais, consequentemente isso gera gastos para o Governo, o que poderia ser evitado com a educação ambiental, com fiscalização e preservação”. Embora o uso seja em grande escala, a água não é um recurso infinito e abundante. Mesmo o planeta sendo coberto por 70% de água, apenas 0,77% desse total está disponível para o consumo humano, o que torna o recurso ainda mais precioso. “Quando se procura vida em outros planetas, procura-se água, ou seja, ou cuidamos da nossa água ou muito breve não haverá mais vida na Terra. Vamos nos conscientizar que a água é um bem coletivo, e a natureza tem um limite. Não só pelo futuro das próximas gerações, mas também pela nossa”, finaliza Klaudia.

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Paulista registra a identificação de 17 ninhos de tartarugas marinhas na sua costa

Deste total, 11 deles estão localizados na Praia de Enseadinha, no bairro do Janga (Foto: Geanne Santos) (Da Prefeitura de Paulista) No primeiro trimestre de 2023, Paulista já registrou a identificação de 17 ninhos de tartarugas marinhas na sua costa. Desse total, 11 deles estão na Praia de Enseadinha, no bairro do Janga. Segundo os dados do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU) do município, no âmbito do Projeto de Monitoramento e Conservação de Tartarugas Marinhas da Secretaria Executiva de Meio Ambiente do Paulista (SEMA), da Prefeitura de Paulista, a cidade que é berçário da espécie aquática-marinha se prepara para registrar o nascimento de novos filhotes nos próximos dias. “Temos dois ninhos que estão para eclodir, sendo um na Enseadinha e outro em Maria Farinha. O nascimento deve ser nesta semana ou, mais tardar, na próxima e provavelmente das espécies que mais desovam em nossas praias, que são a Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata) e a Tartaruga Verde (Chelonia mydas). Cada ninho abriga entre 80 a 120 ovos e normalmente os filhotes nascem ao amanhecer”, esclareceu a bióloga e analista ambiental da SEMA, Geanne Santos. Ainda de acordo com os dados levantados pelo Projeto de Monitoramento da Tartarugas Marinhas de Paulista, em seus 14 km de orla marítima, foram registrados no município, de agosto de 2021 até o dia 30/11/2022, um total de 3.250 filhotes nascidos em 38 ninhos. A praia de Enseadinha, no Janga, teve o maior número de ninhos, com 23 registros, seguidos das praias de Maria Farinha e Conceição, com 12 e três ninhos, respectivamente. A espécie que mais desovou foi a tartaruga-de-pente, com um total de 31 ninhos e 2.670 filhotes que caminharam até o mar. Também foram registrados cinco ninhos de tartaruga-verde, com 415 filhotes, e dois ninhos de tartaruga-oliva, com 165 filhotes, além de 16 tartarugas mortas, e duas encalhadas ao longo das praias da cidade. Paulista é a primeira Prefeitura do Brasil a obter autorização do Centro TAMAR/ICMBio para desenvolver atividades de manejo e conservação de tartarugas marinhas, através da licença SISBIO Nº 78452-1. O projeto visa promover a notificação das desovas e dos encalhes desses animais no litoral do município, bem como difundir o conhecimento sobre as espécies. A SEMA recomenda que, ao avistar uma tartaruga ou rastro na areia, a pessoa deve entrar em contato com a equipe do projeto, por meio do número (81) 99836-9947 (Whatsapp) ou através dos canais oficiais da Prefeitura do Paulista, pelo site: www.paulista.pe.gov.br, no endereço de Instagram: @prefeiturapaulistape, ou pelos endereços auxiliares: @sema_paulista, @sedurtma. O público também pode ligar para o fone 153, da Guarda Municipal.

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Recife visto de cima: rooftops ganham vida na capital pernambucana

Pouco a pouco os “telhados” da capital pernambucana estão recebendo empreendimentos de lazer e construindo uma nova rota para os amantes da cidade e também para os turistas. O Recife já pode ser visto de cima em restaurantes, como no Museu Cais do Sertão e no Moinho Recife Business & Life, mas o uso da última laje já se transformou em equipamento de entretenimento e gastronomia também em um shopping e até em faculdade. Há ainda a experiência do ITBC, que preparou seu rooftop para os condôminos das mais de 60 empresas que povoam o empresarial, além de novos projetos em andamento. Uma nova paisagem da cidade que se descortina aos pernambucanos e visitantes. Apenas o Bairro do Recife, com uma vista privilegiada do Rio Capibaribe e das construções mais antigas da cidade, abriga três rooftops de destaque. O mais recente equipamento do bairro, no entanto, é o Moendo na Laje, que nasceu no Moinho Recife Business & Life. Com apenas dois meses de operação, o empreendimento do chef Rapha Vasconcelos começa a atrair a clientela que vai ao local se deliciar com sua gastronomia especializada em paellas e frutos do mar e, claro, com a paisagem. Leia a reportagem na edição 209 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Enoque de Lima do Assentamento Piraja

Suape entrega mais 120 quintais ecoprodutivos a famílias em vulnerabilidade social

A segunda etapa do projeto socioambiental beneficia moradores de comunidade dos municípios de Escada, Moreno, Ribeirão e Rio Formoso (Do Complexo de Suape) O Complexo Industrial Portuário de Suape, em parceria com a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, entrega, hoje (16), mais 120 quintais ecoprodutivos a moradores residentes em comunidades do território estratégico da estatal. A solenidade, que contará com a presença do diretor-presidente da estatal, Marcio Guiot, e do arcebispo de Olinda e do Recife, dom Fernando Saburido, ocorrerá, a partir das 8h30, na sede da Cúria Metropolitana, localizada na Avenida Rui Barbosa, nas Graças, Zona Norte da capital. A Cáritas, vinculada à Igreja Católica, foi a vencedora do certame lançado por Suape, há dois anos. Uma feirinha preparada pelas famílias de agricultores e agricultoras vai comercializar frutas, hortaliças, verduras e outros alimentos com os convidados. Nessa fase de entrega, serão beneficiados moradores dos municípios de Escada, Moreno, Ribeirão e Rio Formoso. Lançado em outubro de 2021, o projeto Quintais Ecoprodutivos tem por finalidade incentivar a produção de alimentos e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem em municípios do entorno do complexo industrial portuário, a exemplo do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Moreno, Escada, Sirinhaém, Ribeirão e Rio Formoso. O investimento total dessas ações é de R$ 3.383.463,16 até maio deste ano, quando está o projeto será finalizado. A primeira entrega ocorreu em agosto do ano passado e contemplou 100 dos 300 quintais Ecoprodutivos previstos no contrato com a Cáritas, com a implantação de hortas suspensas, galinheiros móveis, fornos ecológicos, cisternas, entre outras ecotecnologias geradoras de alimentos para consumo próprio e comercialização do excedente. Moradores do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Sirinhaém foram os primeiros beneficiados. EXPECTATIVA “Estamos muito animados com os resultados dos projetos socioambientais implementados no complexo. São ações que reforçam a cultura ESG da empresa (sigla em inglês para gestão ambiental, social e de governança). Com essa nova etapa, já teremos 220 famílias garantindo o sustento próprio e administrando pequenos negócios em suas comunidades. São iniciativas que fazem toda a diferença, para melhoria dos indicadores sociais da região”, pontua o diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot. “ A terceira e última fase do projeto prevê a entrega de mais 80 quintais. No total, 1.200 pessoas serão beneficiadas com a iniciativa da empresa. É um número bastante significativo. É mais um projeto socioambiental formatado por Suape para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nas comunidades do complexo. Estamos muito satisfeitos com o resultado”, acrescenta Carlos Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade. SATISFAÇÃO “Eu agradeço muito por ter sido contemplado com o projeto. Foi motivo de muita alegria e satisfação, porque hoje eu tenho minha própria horta com sistema de gotejamento, seja no inverno ou no verão. Não há tempo ruim. A gente só tem a ganhar com isso. Meu plantio e minha renda estão garantidos”, afirma o agricultor Enoque de Lima, do Assentamento Pirajá, localizado no município de Ipojuca. A dona de casa Eliane Gonçalves de Araújo, moradora do Engenho Minas Novas, localizado em Ipojuca, comenta que o projeto mudou a sua rotina. Ela foi contemplada com um fogão ecológico e passou a cozinhar com economia. “Esse projeto é uma bênção na minha vida, pois agora produzo muitas comidas para vender. Estou muito feliz com essa conquista. O fogão funciona bem e não deixa o ambiente enfumaçado”, destaca Eliane Gonçalves de Araújo de Ribeirão, moradora do Engenho Minas Novas. LABORATÓRIOS Além da implantação do quintais, a parceria prevê a modernização dos cinco laboratórios de ecotecnologias em funcionamento em comunidades do município do Cabo de Santo Agostinho desde 2020 (Nova Vila Claudete, Engenho Massangana, Assentamentos Bruno Maranhão/Sacambu, Gaibu e Nova Vila Tatuoca). Nesses locais, as famílias aprendem a cultivar diversos alimentos e a comercializar produtos derivados de sua produção. Com a intervenção, os laboratórios vão ser beneficiados com a instalação de sistemas de irrigação eficientes e com a geração de energia fotovoltaica.

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