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Recife Outlet abre mais de 120 vagas de emprego

Com a expectativa de crescimento de 12% nas vendas em 2023, o Recife Outlet, localizado no Km 20 da BR-232, em Moreno, está ampliando as oportunidades de emprego. Nos próximos meses devem ser geradas pelo menos mais 120 vagas pelas novas operações já confirmadas no centro de compras, como O Boticário e Reebok. O Recife Outlet tem cerca de 70 lojas de grifes premium globais. Com novas operações chegando ao empreendimento, inclusive uma grande marca internacional, o departamento de Recursos Humanos já está fazendo a seleção de candidatos. Os interessados devem enviar seus currículos para o email curriculum@recifeoutlet.com.br. Hoje, o Recife Outlet emprega cerca de mil pessoas. Super Sale Entre os dias 2 e 5 de março, Recife Outlet promove a promoção Super Sale, ação em que as lojas fazem promoções de até 80% em relação ao preço da mesma marca em outros centros de compras. “São ações como essas que têm garantido um público cativo aqui no Recife Outlet. Porque o público entende que são promoções verdadeiras. E isso só é possível porque o Recife Outlet negocia diretamente com grifes de alto padrão, que oferecem descontos especiais de fábrica para outlets”, explica o superintendente Marco Sodré. Além de descontos, algumas lojas oferecem promoções tipo leve 3 pague 2 ou um desconto extra a partir de um valor definido. Por exemplo, nas compras a partir de R$ 300,00, o cliente ainda ganha mais 5% de desconto.

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Petrobras pode usar “colchão” para absorver parte da reoneração

(Agência Brasil) Questão será decidida em reunião de Haddad com presidente Lula A Petrobras pode usar o “colchão” para absorver parte da reoneração da gasolina e ajudar a conter o preço final ao consumidor. Isso ocorre porque a gasolina no Brasil atualmente está acima do preço médio internacional, o que dá gordura à estatal para amortecer parte do aumento de preços nos postos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não informou o valor desse colchão, uma espécie de reserva financeira. Apenas disse que a Petrobras não precisa reformular a política de paridade de preços com o mercado internacional (PPI). “[O uso do colchão] dentro do PPI significa respeitar o PPI. Significa que a atual política de preços da Petrobras tem um colchão que permite aumentar ou diminuir o preço dos combustíveis e ele pode ser utilizado”, declarou Haddad ao deixar o ministério. Ele também informou que a decisão final sobre como se dará a reoneração dos combustíveis ocorrerá nesta terça-feira (28), após uma reunião final entre o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. “Vamos fechar com o presidente amanhã. Temos alguns pequenos detalhes [para serem decididos]”, disse. Arrecadação Mais cedo, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda anunciou que a reoneração manteria a arrecadação de R$ 28,88 bilhões até o fim do ano. A medida havia sido anunciada por Haddad em janeiro, como parte do pacote para aumentar as receitas e diminuir para cerca de R$ 100 bilhões o déficit neste ano. O ministério também informou que a proposta em discussão estabelece que a alíquota da gasolina subirá mais que a do etanol, para onerar mais os combustíveis fósseis. A assessoria de imprensa da pasta acrescentou que a reoneração buscará ter caráter social, para “penalizar menos o consumidor”, e econômico, para preservar o ganho de arrecadação inicialmente previsto. Reunião Nesta segunda-feira (27) à tarde, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, e o presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates, se reuniram na sede da estatal, no Rio de Janeiro, para discutirem os detalhes finais da desoneração. Inicialmente, havia a previsão de que a decisão sairia hoje e que o ministro da Fazenda concederia uma entrevista coletiva, mas a conversa foi cancelada e Haddad só falou brevemente com os jornalistas ao encerrar o expediente no ministério. No ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a gasolina, o etanol, o diesel, o biodiesel, o gás natural e o gás de cozinha. Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória 1.157, que previa a reoneração da gasolina e do etanol a partir de 1º de março e a dos demais combustíveis em 1º de janeiro de 2024.

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Porto de Suape apresenta Agenda ESG na Intermodal

(Do Complexo de Suape) A 27ª edição da maior feira de negócios da América Latina acontecerá desta terça-feira (28) a 2 de março, em São Paulo. A estatal pernambucana apresentará projetos focados em desenvolvimento sustentável O Complexo Industrial Portuário de Suape, um dos principais polos econômicos do Nordeste e do Brasil, será um dos destaques da 27ª edição da Intermodal South America, principal feira dos setores logístico, intralogístico, de movimentação de cargas multimodal e de tecnologia de transportes da América do Sul. O evento acontece desta terça-feira (28) a 2 de março, na capital paulista. Em um estande de 120 metros quadrados, na área mais nobre do pavilhão da São Paulo Expo, o atracadouro apresentará suas estratégias para a implantação de novos empreendimentos alinhados com a Agenda ESG (sigla em inglês para gestão ambiental, social e corporativa), a exemplo do Cluster TechHub de Hidrogênio Verde, com foco na pesquisa e na produção do combustível do futuro. Com localização estratégica, a cinco dias do Canal do Panamá e com sete capitais nordestinas situadas num raio de 800 quilômetros, o Porto de Suape leva na bagagem outros diferenciais, como o Programa de Inovação (desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife/Cesar) e o moderno Plano Diretor 2035, que norteia o crescimento do complexo pelos próximos 12 anos. Além de manter 59% do território de 17,3 mil hectares como Zona de Preservação Ecológica, o documento aponta as áreas para expansão das indústrias e dos novos empreendimentos previstos, tais como uma nova fábrica no Polo Farmacoquímico, um novo terminal de contêineres, um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), entre outros projetos que vão movimentar R$ 46,1 bilhões até 2027 e gerar cerca de 25 mil novos postos de trabalho. O diretor-presidente da estatal portuária, Marcio Guiot, destaca que as ações de sustentabilidade do complexo são uma das prioridades da administração de Suape, que desenvolve vários projetos socioambientais no território. “Na zona industrial, contamos com mais de 220 empresas, que geram mais de 40 mil postos de trabalho, e tudo isso mantendo nossa extensa área de preservação ecológica, um grande diferencial para um porto-indústria que precisa ser reforçado numa feira como a Intermodal”, enfatiza o gestor. “Em breve, vamos agregar ao complexo um espaço de pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco em energias renováveis, outro ponto positivo do nosso complexo”, acrescenta. O estande da estatal está localizado na Rua G, número 44. Além de grandes painéis com imagens do complexo, será possível conhecer os principais projetos do porto de forma interativa. Para isso, serão instalados uma tela LED e um monitor touch, além de totem para visualização do Aplicativo Suape, no qual o usuário acompanha o movimento do porto em tempo real. O Porto do Recife e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) também marcam presença no estande de Suape. TECHHUB O projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a partir de uma planta piloto de hidrogênio verde no complexo, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), é liderado pela CTG Brasil, uma das principais empresas de geração de energias renováveis do país. O TechHub Suape prevê a implementação de soluções inovadoras focadas na geração de energia renovável, produção, transporte, armazenamento e gestão do hidrogênio verde (H2V). O investimento será da ordem de R$ 45 milhões. A administração do complexo planeja, ainda, a instalação de uma unidade de produção de hidrogênio verde em escala comercial, com quatro conjuntos de eletrolisadores de água em áreas localizadas nas proximidades do porto. Quando consolidado, o empreendimento pode vir a se transformar no segundo maior da história do Estado (o primeiro é a Refinaria Abreu e Lima). O combustível é chamado de verde porque segue as normas de certificação, tendo a usina funcionando por meio de fontes de energia 100% renováveis. A perspectiva é que sejam gerados 2.900 empregos durante a instalação da planta, que tem custo estimado de R$ 22,5 bilhões.

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Comando de comissões e reforma tributária movimentam Congresso

(Da Agência Brasil) Câmara e Senado ficaram 11 dias sem atividades por causa do carnaval Após 11 dias sem atividades por causa do carnaval, na semana que vem, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado os gabinetes devem voltar a ficar movimentados com as últimas articulações em torno do comando das principais comissões permanentes. A escolha das presidências desses colegiados – pelos quais passam as propostas legislativas antes da votação final em plenário – quase sempre respeita critérios de proporcionalidade com o tamanho das bancadas dos partidos e blocos. Na Câmara, as atenções do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão voltadas para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, além de outras como Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, além da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC). Essas comissões também são disputadas por PP, MDB e PL, sendo a última a sigla do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Entre outras comissões, pela facilidade de monitorar ações do governo federal, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle também está nos planos do PL. Outro pleito da legenda é a relatoria do próximo Orçamento. Já no Senado, o PL tenta garantir ao menos a presidência da Comissão de Infraestrutura. Apesar de ter a maior bancada na Casa, com a derrota do bloco da minoria – PL, PP e Republicanos – para a presidência, a expectativa é de que o PL fique com a Comissão de Assuntos Socais (CAS), que tradicionalmente não é alvo de disputa acirrada. Propostas Em relação as pautas prioritárias, o destaque é o grupo de trabalho criado com 11 deputados para tentar destravar a reforma tributária, que há anos se arrasta sem avanços no Congresso. Liderado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e com relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), na próxima semana – na terça-feira (28) e na quarta-feira (1) –, o grupo deve se reunir para iniciar as atividades oficialmente com a apresentação do plano de trabalho e, no dia seguinte, para dar andamento à discussão. O ato de criação do grupo estima que os trabalhos sejam concluídos em até 90 dias. Nesse período estão previstas audiências públicas e reuniões com órgãos e entidades da sociedade civil organizada, profissionais, juristas e autoridades. A expectativa é de que um texto esteja pronto para votação entre dois e três meses. Para dar agilidade ao debate, a equipe econômica do governo, comanda por Fernando Haddad, defende a aprovação da reforma em duas etapas. A primeira teria foco na mudança da tributação sobre o consumo e expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Já a segunda, a ser apresentada no segundo semestre, traria mudança dos impostos sobre a renda. Senado Oficialmente, na semana que vem, está prevista apenas uma sessão de entrega da comenda de incentivo à Cultura na terça-feira (28), além de uma sessão solene para relembrar o centenário da morte de Rui Barbosa (em 1/3/1923), marcada para 1º de março. O requerimento para homenagear o patrono dos advogados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) é do presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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Geração Z encara a inflação melhor do que Millennials e Baby Boomers

Os membros da Geração Z estão enfrentando uma inflação recorde pela primeira vez, juntamente com um mercado de trabalho que passar por um momento delicado. A inflação está afetando pessoas em todo o mundo, mas algumas estão sentindo mais intensamente do que outras. Na opinião do coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed Sameer El Khatib, para esta geração, pode parecer que a disrupção é o novo normal e a inflação neste patamar é algo que faz parte de sua rotina - mas esse cenário também tem despertado preocupações constantes dessa geração, pois eles estão vivenciando pela primeira vez um aumento generalizado dos preços que não vem acompanhado de aumentos dos salários ou de sua renda. “A Geração Z é a primeira geração a ter crescido em uma economia globalizada e digitalizada, e muitos destes indivíduos têm uma compreensão mais abrangente da inflação e suas implicações. Um fator que pode contribuir para a preparação financeira da geração Z é o aumento da incerteza econômica e a instabilidade global, que podem ter levado muitos membros dessa geração a buscar soluções mais seguras e estáveis para seus recursos financeiros. A geração Z tende a ser mais consciente do impacto ambiental e social de suas escolhas financeiras, e pode estar buscando opções mais responsáveis e sustentáveis para investir e gastar seu dinheiro. Além disso, passaram pela pandemia de COVID-19, recessão econômica e alta da inflação, preocupações que afetarão seu comportamento, inclusive de consumo”. Por outro lado, segundo El Khatib, é importante lembrar que as gerações são grupos complexos e as tendências de gasto podem variar amplamente entre indivíduos. Alguns membros da geração Z no Brasil podem ter acesso a recursos financeiros mais estáveis e ainda assim escolher gastar dinheiro em coisas como viagens, entretenimento e tecnologia. Outros, porém, podem precisar ser mais cuidadosos com suas despesas devido a questões financeiras mais precárias. Outro ponto é que a geração Z é conhecida por ser mais consciente do impacto financeiro de suas escolhas de gastos, e alguns membros dessa geração podem estar procurando opções mais acessíveis ou financeiramente responsáveis (relacionados à sustentabilidade empresarial e ambiental, por exemplo). AS GERAÇÕES E A PERCEPÇÃO DA INFLAÇÃO Em geral, é importante lembrar que as percepções da inflação variam entre indivíduos, e que não há uma percepção única da inflação para todos os membros de uma geração em particular. A forma como a inflação afeta o indivíduo depende de fatores como estilo de vida, hábitos de consumo e situação financeira. Por exemplo, pesquisas de organizações internacionais, como o Banco Mundial, mostram que uma taxa de inflação alta geralmente afeta mais as famílias com renda mais baixa, embora possa beneficiar os proprietários de ativos que são indexados pela inflação. O mesmo vale para diferentes faixas etárias. Embora existam indivíduos que sofrem muito com altas taxas de inflação em todas as idades, os jovens, em geral, podem ser mais flexíveis do que os adultos mais velhos, o que lhes permite absorver melhor os golpes da adversidade econômica. “A maioria das pessoas na faixa dos 30 e 40 anos não consegue cortar despesas como fazem os mais jovens da Geração Z. Por exemplo, aqueles com famílias não podem se mudar facilmente para um apartamento mais barato ou se mudar para outro lugar para encontrar empregos com melhores salários. Além disso, os jovens geralmente moram em casas menores e consomem menos energia em comparação com as pessoas de meia-idade. A grande maioria da Geração Z não está preocupada em ter um carro, por exemplo, então os preços mais altos da gasolina têm um impacto direto menor sobre eles. Eles, portanto, gastam uma parcela menor de sua renda em combustíveis, fator muito relevante na composição da inflação”. As percepções da inflação entre as gerações Baby Boomers, Millennials e Geração Z podem variar de acordo com suas experiências financeiras e históricas: Baby Boomers (nascidos entre depois da Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1964 na Europa, Estados Unidos, Canadá ou Austrália, países que experimentaram um súbito aumento de natalidade, que ficou conhecido como baby boom): a geração presenciou períodos de alta inflação nos anos 70 e 80, e muitos destes indivíduos viveram momentos em que o poder de compra da moeda diminuiu rapidamente. Portanto, muitos Baby Boomers têm uma percepção negativa da inflação e valorizam a estabilidade financeira. Millennials (também conhecidos como geração Y, geração do milênio ou geração da internet, são os nascidos após o início da década de 1980 até o final do século 20): têm uma visão um pouco diferente da inflação. Muitos Millennials enfrentaram dificuldades financeiras devido aos altos níveis de endividamento e à crise financeira de 2008, e, por isso, muitos têm uma percepção mais negativa da inflação e se preocupam com sua capacidade de poupar e investir para o futuro. Geração Z (nascidos na primeira década do século XXI, imersos na tecnologia digital e à popularização da internet, e com novos hábitos em relação às gerações anteriores): têm visto uma série de eventos econômicos impactantes, incluindo a Grande Recessão de 2008, que provavelmente contribuiu para sua preocupação com a recessão e a preparação financeira. Além disso, a geração Z cresceu em uma época em que a tecnologia e as mídias sociais tornaram a informação mais acessível e acessível, o que pode ter ampliado sua conscientização sobre questões financeiras e econômicas. OS GASTOS DA GERAÇÃO Z Embora muitos na Geração Z estejam ganhando seus primeiros contracheques, entrando na faculdade ou apenas ingressando no mercado de trabalho, estudos mostram que a geração faz compras e gasta dinheiro de maneira muito diferente de seu predecessor (Millenials). A Geração Z tem uma variedade de gastos diferentes. No entanto, alguns dos principais gastos da geração Z incluem: Tecnologia: a geração Z é conhecida por ser altamente tecnológica e tende a gastar uma grande quantidade de dinheiro em dispositivos eletrônicos, como smartphones, laptops e tablets. Viagens: a geração Z aprecia a vida ao ar livre e tende a gastar dinheiro em viagens e aventuras. Alimentação: a geração

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"Tirar a independência do Banco Central seria um retrocesso grande para a economia"

Eduardo Caldas, que é CFP® (planejador financeiro) e sócio do CMS Invest, foi um dos entrevistados para a reportagem de capa da semana da Algomais, sobre a definição da taxa Selic no Brasil. A coluna Gente & Negócios publica hoje a sua análise sobre a adequação dos juros ao momento do Brasil. Ele comenta também os impactos dessa taxa elevada na economia real e sobre a autonomia do Banco Central. Temos hoje uma taxa de juros de 13,75%. Há uma grande queixa por parte dos economistas e políticos, mas há também muitos especialistas favoráveis aos juros elevados. Qual a sua opinião nesse debate, nossa taxa é razoável ao momento ou desproporcional? Antes de tudo é sempre bom lembrar que a decisão de taxa de juros cabe ao COPOM (Comitê de Políticas Monetárias), que nele há uma composição de pessoas que discutem, de forma técnica e através de dados, qual seria o rumo a ser adotado, seja ele de aumento, redução ou manutenção. Então não cabe única e exclusivamente a uma pessoa definir sobre isso, e sim um acordo colegiado. Os juros elevados não é de interesse de ninguém, visto que da forma em que nos encontramos há uma desaceleração econômica natural, visto que o empresário pode pensar da seguinte forma. “Se estou conseguindo investir meu caixa recebendo juros altos por que vou tomar risco na economia?”. Porém o que deve ser avaliado não é somente a atividade passada como, por exemplo, que pudemos perceber que houve uma desaceleração da inflação no Brasil. Mas também deve ser avaliado as políticas que estão sendo implementadas e quais consequências poderão ocorrer na economia, para que não se tenha um movimento nos juros de forma precipitada, fazendo com que tenhamos muito mais oscilações no mercado do que já temos. Ajustar a taxa de juros vai movimentar o fluxo econômico de uma forma geral, tanto de entrada (ou saída) de capital estrangeiro no Brasil, a movimentação de empresários na economia, o aumento (ou redução) do consumo de produtos e/ou serviços, além de aumentar (ou reduzir) a credibilidade daquele país dependendo da forma que foi feita aquele movimento de taxa de juros. Quando há a necessidade de aumentar a atividade econômica o Governo deve enxugar o seu gasto para incentivar essa movimentação. Exemplo disso são as reformas que estão para sair. E em épocas passadas foram reformas aprovadas do qual traria maior economia para a máquina pública. Quando temos o cenário inverso, ou seja, a necessidade do Governo incentivar a economia, ele deve atuar como fonte para essa aceleração. Outro exemplo disso foi a retomada da economia após o período mais crítico da pandemia através de incentivos fiscais para empresas, auxílios, emissão de mais títulos públicos e outras medidas. Porém tudo depende da dosagem do remédio. Quando há o excesso, independente da política, podemos estar cavando um buraco mais profundo. Gasto excessivo por parte do Governo sem contrapartida trará inflação. Para conter inflação será necessário aumento de taxa de juros. E a taxa de juros deve se permanecer no patamar necessário até que a inflação realmente demonstre que está sob controle. Abaixo está um gráfico que demonstra a inflação no Brasil de forma mensal. Passamos por um período de inflação negativa por conta de redução de impostos de forma artificial. Após esse período podemos ter a impressão que a inflação está controlada, correto? Porém a projeção de inflação para Fevereiro de 2022 é de 0,81%. Bem acima da média que estávamos caminhando. Então será que a inflação realmente está controlada? Sobre a taxa está razoável ou desproporcional vai depender das reformas que serão apresentadas. Até então o Governo está com uma política de gastos mais elevadas fazendo com que as projeções de inflação subam em todas as suas vertentes. Olhando somente por essa ótica aparente sim estar proporcional. Porém sendo apresentadas as reformas e da forma que estiverem pode ser que seja projetada um “enxugamento” do gasto por parte do Governo, podendo sim trazer melhor percepção fiscal não somente para os investidores locais, mas estrangeiros também. Então tudo vai depender do que será apresentado. Como a taxa de juros elevada afeta a atividade econômica atualmente? Que tipo de efeitos ela causa nos investidores? Afeta diretamente! Taxas de juros mais altas fazem com que o índice de inadimplência das famílias aumente. Aqueles que precisaram tomar crédito para qualquer atividade que seja, tiveram seu custo aumentado por conta do aumento da taxa de juros. Os varejistas, talvez a maior classe empresarial afetada, que buscaram se financiar para alavancar suas operações ou até mesmo sobreviver na pandemia viram os juros se multiplicarem. Aqueles que sobreviveram por que possuem um caixa robusto analisam o risco de fazer novos investimentos no mercado. Pense da seguinte forma, “para expandir minha empresa eu tenho que utilizar meu capital para isso, ou tomar algum tipo de crédito que seja mais barato. Mas eu posso aplicar meu recurso que está em caixa para ganhar 1% ao mês sem dor de cabeça. Será que vale a pena o risco?”. A empresa que possui seu caixa bem gerido por alguém e confiança vai conseguir preservar seu poder de compra de forma muito tranquila. E em relação aos investidores é preciso ter ciência de que o mercado é cíclico e sempre será! Já passamos por situações iguais e até piores, e sempre apareceram oportunidades. Investimentos na economia real e uma boa administração de carteira de investimentos vai fazer com que o investidor “prepare o terreno” para colher bons frutos no futuro. Nesse debate existem dois temas envolvidos, a independência do Banco Central e a própria elevação da meta de inflação. Ambos os temas foram questionados. Como essas discussões podem influenciar a economia em 2023? Tirar a independência do Banco Central seria um retrocesso grande para a economia do Brasil. Traria bastante desconforto para o investidor não só local. O último país que fez isso foi a Turquia. Então apresento alguns dados da consequência disso. Em Março de 2021 o Presidente da Turquia destituiu Presidente do Banco Central

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Organização financeira: Doutor em finanças ensina como colocar as contas em dia no início do ano

Manter a disciplina é fundamental para não ficar no vermelho IPVA, IPTU, compra de material escolar, fatura do cartão de crédito. O início do ano é marcado por diversos compromissos financeiros e essas despesas extras podem dificultar a organização financeira de grande parte da população brasileira.  Para o professor da Wyden e doutor em finanças, Ricardo Galvão, a disciplina é essencial para manter as contas em dia, já que é preciso estabelecer metas, restringir gastos, evitar despesas desnecessárias e, se possível, criar uma reserva de emergência desde o início do ano.  Mas, se as contas já estão no vermelho, Ricardo Galvão recomenda optar pelo parcelamento: “A pessoa que está inadimplente deve escolher o parcelamento que pesará menos no bolso, mesmo que para isso ela precise dividir o valor em várias vezes. Vale lembrar que o mais importante é resolver a questão do orçamento pessoal e que esta dica não resolverá o problema, apenas ajudará em uma emergência”, pontuou.  Porém, antes de optar pelo parcelamento, é necessário analisar se aquela é realmente a melhor escolha: “Muitas vezes é mais viável parcelar o IPVA do que a fatura do cartão de crédito. Então, se não for possível quitar todas as obrigações de uma vez, o ideal é analisar quanto pagará de juros ao parcelar cada uma e escolher a opção mais barata”, destacou o docente da Wyden.  Ricardo Galvão frisou ainda a importância de se planejar levando em consideração a realidade financeira: “Para ter mais conforto, compramos um automóvel mais caro ou uma casa melhor, mas esse conforto se reverte quando, por causa das despesas, deixamos de ter atividades de lazer e diminuímos o nosso padrão de consumo. Então, se você está sempre se privando, reveja se vale a pena adquirir novos financiamentos quando os atuais acabarem”, concluiu o professor. 

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Dólar encosta em R$ 5,17 após fim do feriado de carnaval

Bolsa de valores cai 1,85% e atinge menor nível desde janeiro (Da Agência Brasil) Em um dia de poucos negócios após o fim do feriado de carnaval, o dólar oscilou bastante, mas fechou com leve alta, próximo da estabilidade. A bolsa de valores, no entanto, seguiu o mercado internacional e teve forte queda, chegando ao menor nível desde o início do ano. O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) vendido a R$ 5,169, com alta de apenas 0,14%. Em uma sessão que começou às 13h, a cotação iniciou as negociações em forte alta, chegando a R$ 5,21 pouco antes das 14h. Em seguida, desacelerou e passou a cair, chegando a R$ 5,15 pouco depois das 16h. Nos minutos finais, estabilizou-se e fechou com leve valorização. Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 1,81% em fevereiro. Em 2023, a divisa cai 2,1%. No mercado de ações, o dia foi bem mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, caiu 1,85% e fechou aos 107.152 pontos. O indicador está no menor nível desde 5 de janeiro. Parte da queda deve-se ao ajuste do recuo das bolsas norte-americanas, que caíram nos últimos dias durante o feriado prolongado de carnaval no Brasil.

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INSS solicita ao STF suspensão de processos de “Revisão para a Vida Toda”

O Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão dos processos com base na chamada “revisão para a vida toda”, na qual o segurado tem a possibilidade de escolher a regra previdenciária que mais lhe beneficia. A revisão vale desde dezembro de 2022, por decisão dos Ministros da Corte, e garante aos aposentados e pensionistas do INSS o direito de incluir todas as maiores contribuições previdenciárias anteriores a julho de 1994 no cálculo dos benefícios. De acordo com o INSS, as demandas para avaliar os processos de aposentadoria que se baseiam na revisão são muitas e a autarquia não possui condições de cumprir a nova regra. “A despeito de sua total disposição para cumprimento da decisão, há uma impossibilidade material de revisão pelo INSS neste momento, que extrapola as suas possibilidades técnicas e operacionais, assim como do Dataprev", declara no documento enviado ao STF. O órgão também argumenta que não possui estrutura de software e nem condições físicas para seguir com os processos.  “Todo o aparato tecnológico de software necessitará de preparação de condições físicas para atender integralmente ao comando judicial, como a ampliação significativa das estruturas que recebem informação de vínculos e remunerações”, afirma a autarquia vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência. Segundo o advogado previdenciário Elizeu Leite, os processos que devem ser suspensos, se o STF acatar o pedido, são aqueles que ainda não foram completamente encerrados. “A solicitação é para pedidos que ainda não passaram pelo ‘trânsito em julgado’, ou seja, a decisão que deu o direito da ‘revisão da vida toda’ ao segurado ainda não foi publicada e é cabível de recurso por parte do INSS”, explica o advogado. “O segurado não pode ser prejudicado por conta da ausência de preparo do ente governamental e da dificuldade deste em se adequar ao sistema” finaliza Elizeu Leite.

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Exportações do agronegócio batem recorde em janeiro

(Da Agência Brasil) Pela primeira vez na história, as exportações do agronegócio ultrapassaram US$ 10 bilhões em meses de janeiro. No mês passado, o segmento vendeu ao exterior US$ 10,23 bilhões, crescimento de 16,5% em relação a janeiro de 2022 e o melhor resultado da história para o mês. Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Em janeiro, o agronegócio respondeu por 44,4% das exportações brasileiras. De acordo com a pasta, o valor recorde decorreu do aumento de 10,5% nos preços de exportação e de 5,5% da quantidade embarcada. As importações do agronegócio totalizaram US$ 1,54 bilhão em janeiro, alta de 38,3% na comparação com janeiro de 2022 (US$ 1,12 bilhão). O valor compreende apenas alimentos, não insumos utilizados na produção agropecuária, como fertilizantes, defensivos, peças e equipamentos. Principais destaques O maior destaque no recorde de exportações foi o milho, cujas vendas para o exterior somaram US$ 1,8 bilhão, alta de 166,4%. O volume exportado correspondeu a 6,2 milhões de toneladas, recorde para meses de janeiro. Segundo o Ministério da Agricultura, diversos fatores influenciaram o resultado. A pasta cita o ritmo lento da colheita de soja, que viabilizou a logística de transporte para o cereal; a continuidade do conflito na Ucrânia, que reduziu a produção de um importante fornecedor mundial de milho; e a demanda da China, a partir da autorização para comercialização em novembro do ano passado. As vendas externas de carne (bovina, suína e de frango) atingiram quase US$ 2 bilhões e também bateram recorde para meses de janeiro. As exportações de frango foram favorecidas pela gripe aviária em outras regiões do planeta, o que aumentou a quantidade embarcada pelo Brasil. Além disso, a demanda chinesa por carne continuou alta, influenciada pelas comemorações do ano-novo lunar no país asiático. Com alta de 68% em relação a janeiro do ano passado, as exportações de açúcar totalizaram US$ 870 milhões. Os principais compradores foram Argélia, Nigéria, Marrocos, Egito e China. Atraso na colheita O desempenho da balança comercial do agronegócio poderia ser melhor não fosse a soja. O complexo soja (grãos, farelo e óleo) exportou US$ 1,5 bilhão, recuo de 26,6%. Em relação aos grãos, o volume exportado caiu 66% em relação a janeiro do ano passado. Segundo o Ministério da Agricultura, o volume de chuvas atrasou a colheita nas principais regiões produtoras. Mesmo assim, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção recorde de 152,9 milhões de toneladas do grão no levantamento mais recente, divulgado neste mês.

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