Cultura e história

RodrigoMorcego

Festival Ekäut Oktoberfest inaugura novo selo de eventos no Recife

Evento assinado pela Ekäut será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, no Terminal Marítimo, com infraestrutura e atrações voltadas para toda a família. Ingressos estão à venda no Sympla. A cena cultural recifense ganha, a partir de outubro, um novo integrante: o Festival Ekäut Oktoberfest, a versão local para o festival alemão de apreciadores de cerveja que reúne celebração da bebida, diversão em família e entre amigos. O evento, assinado pela Ekäut, cervejaria pernambucana, será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, no Terminal Marítimo, com open bar de chope, atrações de peso e alguns diferenciais: tudo acontece à tarde com infraestrutura e atividades voltadas para toda a família e pessoas de todas as idades. O primeiro lote de ingressos está à venda no Sympla (https://www.sympla.com.br/ekaut-oktoberfest__1720703). A casadinha de lançamento (para os dois dias) será R$ 240,00. A inteira para cada um dos dias é R$ 240,00, R$ 120,00 meia entrada e R$ 130,00 ingresso social (primeiro lote). O festival é fruto da parceria da Ekäut Cervejaria com a Vinca Produções e a Kato Estruturas. O primeiro dia do evento (22) começa às 15h e será dedicado a diversos estilos do rock and roll. Entre as atrações confirmadas estão a Uptowband, Raulberto, Allycats e Rodrigo Morcego. No segundo dia (23), o festival começa às 13h, e celebrará a diversidade da cultura pop e pernambucana. A abertura é de Victor Camarote, cantando o melhor de Reginaldo Rossi, seguido pela Dizmaia, com releituras da obra de Tim Maia. Na sequência, a Banda Eddie e, para encerrar o domingo, Baile do Spok, com maestro Spok e orquestra com participação especial de Gabi do Carmo. “Esse é o nosso evento de entrada no calendário e no mercado de festas proprietárias recifense. Estamos promovendo o primeiro evento em horário diferenciado, algo que o público do Recife sentia falta. O festival será realizado na parte da tarde, em um local central, acessível e bacana, com a possibilidade de famílias e grupos de amigos irem com crianças e pets, para curtirem juntos o festival”, comenta Mariana Girão, diretora da Vinca Produções. Além de chegar para se tornar uma festa em que todo mundo pode participar, a infraestrutura do evento vai contar com ações de interação habituais típicas de Oktoberfest, a exemplo de chope de metro e faça sua cerveja, entre outras; praça de alimentação com vasta área para vivenciar experiências gastronômicas locais e típicas da Alemanha, lounge para descanso e feirinha de moda. Tudo isso com cenografia que remete às melhores Orktoberfests do mundo. Outro diferencial é contar com uma área kids com circuito de atividades (ingresso R$ 25,00) e serviço mamãe/papai deixa-mamãe/papai apanha (R$60,00 por 40 minutos). Crianças com até 12 anos não pagam para entrar no evento.

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Paula Febbe Foto de Patricia Del Sole

Literatura de horror é tema da Fenelivro desta sexta-feira (23)

Programação da feira fecha a noite com a banda Café Preto, projeto paralelo de Cannibal, às 20h30 O gênero literário de terror será o tema do bate-papo desta sexta-feira (23), às 18h30, durante a 6ª Fenelivro, que segue até o domingo (25). Caminhos do pavor: o horror insólito na literatura brasileira contemporânea terá participação dos autores de terror Márcio Benjamin e Paula Febbe, e mediação do jornalista, escritor e criador do site O Recife Assombrado, Roberto Beltrão. “Márcio e Paula fazem parte de uma geração que, de certa forma, ‘desafia’ o cânone da literatura brasileira que, por décadas, desde o fim do século XIX, foi o realismo. Em outras palavras, a literatura de gênero sempre foi considerada ‘marginal’ ou ‘menor’ por grande parte dos acadêmicos e quase desconhecida do público”, analisa Roberto. Esse cenário, no entanto, vem se modificando desde meados da primeira década do século XXI, segundo Beltrão, com uma revalorização da literatura de horror em detrimento do fantástico e do realismo mágico que vem ocorrendo na América Latina. Para a paulistana Paula Febbe, escrever sobre terror é como colocar para fora os próprios medos. “Minha literatura é resultado do meu insconsciente”, define Paula, que estudou psicanálise justamente para entender seus processos mentais e colocá-los no papel. “É como uma catarse que pode nos salvar das nossas dores. Quando entendemos o que nos assombra, fica mais fácil superar”, explica Paula, acrescentando que o mercado do terror tem crescido bastante no Brasil. “A minha geração fala mais sobre sentimentos, sobre o que incomoda”, explica a escritora, que também é roteirista, está fazendo mestrado em psicologia criminal, e ainda ministra o curso Serial Killer: a construção do personagem, na escola Roteiraria, em São Paulo. A banda pernambucana Café Preto é um projeto de Cannibal (vocalista da banda Devotos), DJ PI-R e Bruno Pedrosa. Diferente do som pesado do Devotos, a Café Preto traz músicas com referências da cultura local e letras e melodias no modelo Sound System, com delays, reverbs e sonoridades de Dubs e Reggae. O grupo se apresenta às 20h30. Confira programação completa: 23.09 – Sexta-feira 9h – Contação de Histórias / Arena A palavra da boca pra fora, de Clara Angélica, com Lili 9h30 – Videoteatro / Cine Fenelivro A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6’49”), do Coletivo Teatro de Retalhos 10h – Oficina / Tenda Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes 10h30 – Videoteatro / Cine Fenelivro A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6’49”), do Coletivo Teatro de Retalhos 14h – Contação de Histórias / Arena A palavra da boca pra fora, de Clara Angélica, com Lili 14h30 – Videoteatro / Cine Fenelivro A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6’49”), do Coletivo Teatro de Retalhos 15h – Oficina / Tenda Grafitte, com Larone 15h30 – Videoteatro / Cine Fenelivro A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6’49”), do Coletivo Teatro de Retalhos 16h – Oficina / Cine Fenelivro Os princípios da animação, Pablo Ferreira da Escola VIU CINE de Criatividade 18h30 – Bate-papo / Palco Caminhos do pavor: o horror insólito na literatura brasileira contemporânea, com Paula Febbe (SP) e Márcio Benjamin (RN). Mediação de Roberto Beltrão (PE). 19h30 – Lançamento / Arena Feiticeiros de Acbar (Cepe) de Simone Aubin. Apresentação de Clara Barboza de Lucena e Sérgio Pires Barbosa 20h30 – Show / Palco Café Preto, projeto musical de Cannibal e dos DJs PI-R e Bruno Pedrosa

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Matheus Abel espetaculo infantil Madalena eu Madalena

Bairro do Recife recebe a sexta edição da Fenelivro 

Lançamentos literários, oficinas, conversas, artes visuais, teatro e shows integram a programação gratuita. Na foto, Matheus Abel, do espetáculo infantil Madalena, eu, Madalena. Foto Thiago Oliveira O Bairro do Recife recebe até domingo a sexta edição da Feira Nordestina do Livro, evento que integra o Circuito Cepe de Cultura 2022. Ocupando cinco mil metros quadrados da Avenida (Boulevard) Rio Branco e com a participação de 25 editoras, a Fenelivro volta ao formato presencial depois de dois anos, homenageando o poeta Miró da Muribeca e o cantor e compositor Chico Science. Inspirada no pensamento do precursor do Manguebeat, traz como tema central “Há fronteiras nos jardins da razão?” costurando a programação gratuita. Com uma estrutura física de três palcos e arena para lançamentos, a 6ª Fenelivro contará com mais de trinta atrações entre lançamentos literários, saraus, shows, oficinas, espetáculos infantis, rodas de conversas, exibição de filmes e videoteatro. “Essa edição se tornou especial a partir do momento que a levamos para uma área aberta e no coração do Recife. O diálogo com o território seria, portanto, mais necessário. Por isso, estamos oferecendo uma programação onde literatura, música, teatro, cinema e artes visuais falam sobre a cidade, transmitem o que pensam e o que sentem às pessoas que transitam por ela,” destaca a curadora Jamille Barbosa. Entre os lançamentos, a Cepe Editora apresentará o inédito Além do Ipiranga, a extraordinária vida de Pedro Américo e suas incríveis facetas. Escrito pelo advogado Thélio Queiroz Farias, o livro detalha a vida do pintor paraibano, revelando sua importância para além do quadro Independência ou Morte!, de sua autoria. A editora também lançará Feiticeiros de Acbar, Os Governantes – Volume I. Primeiro título de uma série de cinco,  escrita por Simone Aubin, a obra propõe um mergulho na literatura fantástica para os leitores adolescentes. Conversas com os autores dos já lançados Memórias de um motorista de turnês (Paulo André Pires), Bicho Geográfico (Bernardo Brayner) e da HQ Ragu 8 (Christiano Mascaro, João Lin, Dandara Palankof e Paulo Floro) também estão previstas. Outras editoras aproveitam a feira para lançar livros: A falta (Tusquets, 2022), do jornalista e escritor Xico Sá, e o infantojuvenil A Festa da Cabeça (Arole Cultural, 2022), de Kemla Baptista, são destaques.  Bate-papos – Todos os dias a programação traz um bate-papo diferente, com temas culturalmente relevantes. Na quarta-feira, às 18h30, a roda de conversa Manguebeat: o movimento e a memória, reunirá o cineasta Jura Capela, realizador do documentário Manguebit, a professora de sociologia da UFPE Luciana Moura, autora do livro Manguebeat: a cena, o Recife e o mundo (Appris, 2020), com mediação do crítico musical, jornalista, escritor e pesquisador José Teles, autor do livro Da lama ao caos: que som é esse que vem de Pernambuco (Edições Sesc São Paulo, 2022). Outro bate-papo instigante vai abordar os caminhos do quadrinho no Brasil, com o ilustrador e artista visual paulistano João Pinheiro, um dos principais autores do quadrinho nacional contemporâneo, e a artista visual e quadrinista de São Paulo Mariana Waechter. A mediação é da editora de quadrinhos recifense Dandara Palankof, na quinta-feira (22), às 18h30. Um dos destaques de sexta-feira (23) fica com o bate-papo Caminhos do pavor: o horror insólito na literatura brasileira contemporânea, com a participação dos autores de terror Márcio Benjamin e Paula Febbe e mediação do  jornalista, escritor e criador do site O Recife Assombrado, Roberto Beltrão. “Márcio e Paula fazem parte de uma geração que, de certa forma, ‘desafia’ o cânone da literatura brasileira que, por décadas, desde o fim do século XIX, foi o realismo”, destaca Roberto. Para a paulistana Paula Febbe, escrever sobre terror é como colocar para fora os próprios medos. “Minha literatura é resultado do meu inconsciente”, define Paula, que estudou psicanálise justamente para entender seus processos mentais e colocá-los no papel. O escritor paulistano Sacolinha (pseudônimo de Ademir Alves de Sousa), a cordelista e poeta cearense Jarid Arraes e a escritora carioca Clara Alves mostrarão como as suas experiências sociais se refletem nas suas produções literárias. A conversa entre Sacolinha e Jarid Arraes será no sábado (24) e terá mediação do poeta pernambucano Fred Caju. Clara Alves participa do bate-papo no domingo (25), com mediação de Gianni Gianni, editora assistente da Cepe. Todas a partir das 16h. Morador de Suzano (SP), com dez livros publicados, Sacolinha tem 39 anos e celebra 20 anos de carreira em 2022. “Costumo dizer que eu coloco a minha pele no fogo. Como morador de periferia, escrevo aquilo que eu vivo. Não é que eu escreva a realidade, mas um pouco da minha vivência social se reflete na minha produção literária”, declara o escritor. “Desde que me entendi como mulher bissexual, o foco da minha produção literária passou a ser o protagonismo LGBTQIAP+. Eu demorei muito a me entender e me aceitar, justamente por essa invisibilidade com que crescemos. As histórias que eu lia nunca eram sobre mim”, acrescenta Clara Alves, 28 anos. A performance do coletivo Slam das Minas de Pernambuco é uma boa pedida para o domingo (25), às 19h, quando oito mulheres negras estarão juntas para recitar poesias autorais sobre resistência e ancestralidade. “A poesia feita a partir da nossa vivência é uma característica do nosso grupo”, destaca Amanda Timóteo, poeta e uma das organizadoras do coletivo. Nos shows do fim de semana, a banda Geração Mangue leva sua mistura de música regional com hip-hop para o palco da Fenelivro, às 20h do sábado (24). A banda pernambucana Café Preto, projeto de Cannibal, DJ PI-R e Bruno Pedrosa, que mistura ragga, dub, funk e EDM, é a atração do domingo (25), também às 20h.  Oficinas e crianças – Atividades voltadas para a garotada ocupam as manhãs e tardes da programação com opções de oficinas (dublagem/voz original, trilha sonora, animação e roteiro, desenho artístico, pintura e grafite), contações de histórias e espetáculos infantis. O Coletivo Teatro de Retalhos leva para a Fenelivro clássicos da literatura (Moby Dick, Dom Casmurro e Hamlet) em linguagem adaptada para a criançada, enquanto o ator Mateus Abel encarna o palhaço Abelardo

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odara livro

Desmantelo verde e amarelo

*Por Paulo Caldas Sensatez acima de tudo e liberdade acima de todos são as palavras de ordem que regem o conteúdo deste “Odara”, obra de natureza política e social concebida pela verve da escritora Salete Rego Barros.  O sentimento de empatia favorece as reflexões diante dos fenômenos que incidem sobre os segmentos significativos, quando a autora vislumbra no atual horizonte o que chamou de desmantelo verde e amarelo. Tal manada tangida por mãos desastradas, a sublimação da estupidez invade o convívio da sociedade. Salete sublinha que a prática do binômio “nós e eles” traduz a negação da arte, cultura e ciência, sepulta o afã de conceber e criar, enquanto os aplausos se destinam à cegueira comum às espécies ignorantes. A autora acentua que a obra de arte é transversal ao tempo e ao espaço com a paixão em dueto com a razão e arremata: longe das artes seremos imperfeitos inoperantes, incapazes de aperfeiçoar nossos projetos de vida. Noutra análise dispara flechas e atinge os arautos do “lucro já”, adeptos da destruição do Meio Ambiente, impassíveis ante a vulnerabilidade resultante dos danos à natureza. Os exemplares podem ser adquiridos na Cultura Nordestina, Rua Luiz Guimarães, 555, Poço da Panela, Recife, fone WA 55 81 98113-7126. *Paulo Caldas é Escritor

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espetaculo

“Encanto, a Família Madrigal” em cartaz no Teatro Barreto Júnior no próximo domingo (25)

O espetáculo “Encanto, a Família Madrigal” entra em cartaz no Teatro Barreto Júnior (Pina, zona Sul do Recife) no dia 25/9, domingo, com seção às 16h 30. A trupe Humantoche Produções promete levar ao palco muita música, dança e magia, além de efeitos em 4D surpreendentes – inclusive chuva de papel picado e até neve. Iluminação especial completa a encenação. No espetáculo o público contempla a jornada de Mirabel Madrigal em busca de seu poder mágico, seu “lugar no mundo”. Ao ver uma rachadura em sua casa, a jovem põe-se a buscar respostas para todos os seus questionamentos, e isso envolve uma revolução nos segredos de toda a família. Todos os mistérios da história serão revelados no palco do teatro Barreto Júnior. “É muito interessante as temáticas, como auto aceitação, diversidade, amor próprio, perdão e recomeço são tão presentes nessa história. Temos muito orgulho de ilustrar essas reflexões através de nosso trabalho, seja na atuação, cenários, figurinos e efeitos especiais. É um programa que vale para toda a família”, descreve Ricardo Silva, diretor da peça. Os ingressos estão disponíveis apenas no site da sympla ( https://www.encurtador.com.br/agrLR ), com os seguintes valores: inteira R$ 60, meia R$ 30 ou ingresso social R$ 30,00 + 1 kg de alimento não perecível. Crianças de 02 a 12 anos pagam meia, bem como estudantes, professores e maiores de 60 anos que estejam portando documentos de comprovação e/ou contracheque. A portaria será aberta 30 min antes do espetáculo, e outras informações pelo @humantocheproducoes ou whatsapp 81 998 032 724

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bacana

7 fotos das sorveterias de antigamente

Pernambuco, principalmente o Recife, possui algumas sorveterias bem tradicionais e outras antigas também foram fechadas nos últimos anos. O saudosismo por esses estabelecimentos e as boas memórias levaram ao escritor Gustavo Arruda a publicar o livro “No tempo das Sorveterias” (Uiclap Editora, 2022, 158 páginas), que traz fotos, curiosidades e histórias desses lugares que marcaram a infância e juventude de muitos pernambucanos. O livro pode ser adquirido pelo site: https://loja.uiclap.com/titulo/ua21823/ O escritor Gustavo Arruda, que é pernambucano do Recife e colecionador de fotos antigas da cidade, compartilhou algumas imagens raras com a coluna Pernambuco Antigamente, que você pode conferir abaixo. Sorvetes Bacana, em Olinda, no ano de 1992 Fachada da primeira loja da John’s, no bairro da Madalena, em 1980(Acervo da John’s) Fachada da Beijo Frio Sorveteria, em Bairro Novo, Olinda (Acervo APO) Prédio da Fábrica de Sorvetes Xaxá, na Praça Oliveira Lima, no Recife(Acervo Fernando Machado) Sorveteria Glacier, em Olinda, 1990(Acervo de Ricardo Prestrelo) Fachada da primeira loja da futura FriSabor, na Rua Joaquim de Brito, no Recife, em 1957(Acervo de Luiza Maria) Sorveteria Peixe, em Vitória de Santo Antão, nos anos 1950(Acervo Rosângela Peixe) *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Jose Claudio Feira de Cabrobo

Últimos dias da exposição Semprenunca fomos modernos no Museu do Estado

(Da Cepe) A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) realiza a exposição Semprenunca fomos modernos até o dia 25, no Museu do Estado. São 109 obras baseadas no livro Pernambuco Modernista, do jornalista e antropólogo Bruno Albertim – editado pela Cepe e lançado este ano. Com curadoria assinada pelo diretor do Mepe, Rinaldo Carvalho, ao lado de Bruno Albertim, da historiadora Maria Eduarda Marques e da especialista em Artes Visuais Maria do Carmo Nino, o objetivo desta exposição é trazer novas narrativas visuais, inclusivas, diversas e plurais sobre a arte moderna no Estado.  As obras se distribuem em núcleos argumentativos, desde os primórdios do modernismo pernambucano, com Lula Cardoso Ayres, Cícero Dias e Vicente do Rêgo Monteiro, no início do século 20, até meados dele, com Francisco Brennand, Tereza Costa Rêgo, José Cláudio e Guita Charifker, até chegar aos modernistas contemporâneos. “São artistas do século 21 que socialmente fazem parte de grupos invisibilizados, como mulheres, negros e pessoas trans, que até pouco tempo não tinham o direito de escrever a história visual de Pernambuco”, resume Bruno. O curador define este último grupo como vozes dissonantes, mas que confirmam filiação a partidos estéticos e éticos muito caros ao modernismo pernambucano. “Sobretudo com o figurativismo e a adoção de uma paleta de cores que traduz a luz local. Além da revisitação às questões de identidade”, explica o curador, citando nomes como Clara Moreira, Fefa Lins, Juliana Lapa, Max Mota e Diogum. A exposição ocupará todas as galerias do Mepe e o Centro de Documentação Cícero Dias – Biblioteca do Mepe.

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Foto Renato Moura

Crianças aprendem literatura de cordel versalizando imagens nas escolas do Cabo

O professor e poeta Esperantivo se une ao fotógrafo Renato Moura em oficinas semanais nas salas de aula da rede pública municipal de ensino . Foto: Renato Moura Desenvolver em estudantes de escolas públicas do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, o amor pela literatura de cordel e estimular o aprendizado de novos saberes a partir da ludicidade e da musicalização deste gênero literário. Esta é a proposta do projeto Versalizando Imagens, de ensino da literatura de cordel, que reúne o professor e poeta Esperantivo e o produtor e fotógrafo Renato Moura em oficinas semanais nas salas de aula da cidade. O projeto proposto pelos dois tornou-se uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho.  Gênero literário próprio da cultura popular do Nordeste e que recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro no ano de 2018, o cordel é uma linguagem singular para explorar e manifestar, de forma única, as descobertas e emoções dos jovens. As oficinas constroem um paralelo entre os conteúdos que são trabalhados em sala de aula com os elementos da cultura popular.  Tudo nasceu de forma natural, do encontro entre os produtores e do desejo do poeta Esperantivo em difundir esta arte para as novas gerações. “Eu queria formar a maior quantidade possível de pessoas que gostem de poesia. E eu tinha essa inquietação de fazer uma coisa lúdica numa sala de aula que tivesse a ver com o que o professor estivesse falando”, explicou Esperantivo. O projeto existe desde 2016 e já alcançou mais de 4.000 alunos em Pernambuco e outros Estados do Brasil.  “Por exemplo, o professor de Biologia explicando sobre a classificação dos seres vivos, eu entro com um verso sobre esse assunto. Ou seja, a gente não ocupa o lugar do professor, apenas traz o lúdico pra facilitar a compreensão dos alunos”, completa o poeta. De acordo com Esperantivo, durante as oficinas ele percebeu nos alunos problemas de autoconfiança e autoestima que são solucionados com a produção do cordel.  “Nós que viemos de uma situação difícil sabemos como a confiança é importante. Muitas vezes pensamos “Será que sou capaz? ‘Me falta até uma roupa pra vestir, então será que eu chego numa universidade?’, e foi pensando também em mudar isso que o projeto foi criado”, afirma. Durante as oficinas, são estimuladas a criatividade, a liberdade e a autonomia dos alunos com exercícios de criação de versos e rimas na métrica do cordel. Dessa vez, as oficinas acontecem em 19 turmas de 4 escolas da rede municipal do Estado, formando mais de 600 alunos.  Segundo Maria Clara Mignac, aluna do 7º ano da Escola de Tempo Integral Governador Eduardo Campos, no Cabo de Santo Agostinho, a experiência impacta diretamente no aprendizado.  “É muito legal porque ele aborda diversos temas nas oficinas. Por exemplo, agora estamos no Setembro Amarelo e estamos versando sobre esse assunto. Ajuda muito no aprendizado de outras matérias também, porque acaba virando uma revisão”, disse.  Já para Priscila Santos, supervisora da mesma escola, as oficinas acessam um lugar novo para os alunos. “O cordel traz uma coisa lúdica. Faz com que os nossos estudantes desejem participar, então essa vontade de produzir faz com que a imaginação possa criar, dar asas ao que eles pensam”, disse. Segundo Priscila, nas primeiras experiências da oficina os alunos traziam muitas histórias de vida para o cordel, com o passar do tempo eles começaram a explorar mais sua criatividade, criando sobre coisas do seu cotidiano.  Priscila destaca ainda os impactos positivos da oficina no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. “Desde a primeira produção vejo avanços nos alunos, na questão da oralidade, desenvoltura, perda da timidez, melhora dos textos e na própria construção das suas ideias mesmo”, disse. Mãe de Maria Clara Mignac, a educadora Verônica Lira ressalta ainda o valor das oficinas para estimular os jovens nas aulas. “O cordel é uma atividade diferenciada dentro de sala de aula e por isso os alunos se encantam. Quando bem trabalhado, desperta nos alunos a vontade de ler, escrever e de criar o seu cordel. Desperta, também, a vontade de saber mais, conhecer mais sobre essa literatura. Eu vejo isso na Maria Clara”, concluiu.  

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Mestre Barachinha 1

7ª edição da Festa da Alvorada leva apresentações para cidades da Mata Norte

A programação será realizada nas cidades de Nazaré da Mata e Tracunhaém, Zona da Mata de Pernambuco, entre os dias 21 (quarta-feira) e 24 (sábado) de setembro Acontece, entre os dias 23 e 24 de setembro, a 7ª edição da Festa da Alvorada. Evento vai ocupar cidades da Zona da Mata Norte de Pernambuco, com músicas, danças e apresentações de cultura popular, gratuitamente para a população. Já no período de 21 e 22 será realizada uma rodada de aulas-espetáculos em escolas públicas da região voltada à tradição da cultura do maracatu rural – Patrimônio da Cultura Brasileira. O evento, que conta, pela primeira vez, com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado, por meios dos recursos do Funcultura, será realizado nas cidades de Nazaré da Mata, Capital Estadual do Maracatu Rural, e, também, em Tracunhaém, Capital do Artesanato em Cerâmica, ambas localizadas na zona canavieira. Durante a sexta-feira (23) e o sábado (24), o público vai poder conferir sete shows, entre artistas e grupos da região. Participam do evento o Maracatu Estrela Brilhante de Nazaré da Mata, Maracatu Águia Formosa de Tracunhaém, Coco de Fulô, Nailson Vieira e Ciranda Bela Rosa de Mestre Bi. Também se apresentam os artistas Siba e Maciel Salú, e o Som na Rural. “Estamos muito felizes em poder participar e proporcionar esse momento cultural, juntos com os artistas, para nossa comunidade. Será um espaço de aproximação e socialização, para encontrarmos os amigos e celebrarmos a cultura popular e tradição do maracatu rural, que é Patrimônio Cultural do Brasil e símbolo de nossa tradição raiz”, afirma o coordenador geral do evento, Mestre Bi. Em Nazaré da Mata, a festividade acontece no Parque dos Lanceiros, um dos principais cartões-postais da cidade. Lá, artistas como Siba e Maciel Salú, juntamente com os maracatus rurais Estrela Brilhante de Nazaré da Mata e Águia Formosa de Tracunhaém, participam de uma roda de mestres de maracatu rural. Logo em seguida, eles sobem ao palco para uma noite especial de duelo de poesia, entre mestres, contramestres, animados pela animação e dança dos folgazões no terreiro, até o dia amanhecer. FORMAÇÃO Já no período de 21 e 22 será realizada uma rodada de aulas-espetáculos voltadas à tradição do maracatu rural, em escolas públicas das cidades de Nazaré da Mata e Tracunhaém. Durante uma semana, a Festa da Alvorada vai ocupar espaços de ensino com atividades de música e de dança, além de muito conhecimento sobre a cultura popular. A ideia é que os professores dêem seus lugares para mestre, contramestre e brincantes da cultura popular da região, para que eles possam ministrar e transmitir seus saberes populares acerca da brincadeira do maracatu rural, revelando aos estudantes um mundo ainda muito desconhecido por muitos deles. A expectativa é que cerca de 500 estudantes sejam impactados pela iniciativa. ARTISTAS – A programação conta com time de atrações que prometem animar o público durante os dias da festa. São eles: Siba, cantor, compositor e instrumentista; Maciel Salú, rabequeiro, cantor, compositor, mestre de maracatu-rural e militante das tradições populares. Também participam Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante de Nazaré da Mata; Ciranda Bela Rosa de Mestre Bi; Maracatu Águia Formosa de Tracunhaém; Coco de Fulô; e Nailson Vieira.

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Mundo Livre

Cena Peixinhos leva shows de rock, reggae e cultura popular para Festival Recife Cidade da Música

Evento acontece quarta-feira, dia (21), na Rua da Moeda, no Recife, a partir das 18h. Na ocasião, se apresentam Mundo Livre S/A, Bongar, Carranza, Capim Santo, PortoZero, Coco das Mulheres e Clube de Frevo Prato Misterioso. Amanhã, dia 21, o Festival Cena Peixinhos festeja sua 13ª edição. Para comemorar a data, o evento se soma a outra importante programação. Trata-se da estreia do Festival Recife Cidade da Música. A dupla comemoração será realizada na Rua da Moeda, Bairro do Recife – um dos principais cartões-postais da capital. No palco montado no local, o público vai poder prestigiar um encontro musical que mistura rock, reggae, pop, música eletrônica e cultura popular. Entre as atrações que prometem agitar a noite festiva estão: Mundo Livre S/A, Bongar, Carranza, Capim Santo, PortoZero, Coco das Mulheres, Clube de Frevo Prato Misterioso e DJ NK Cumbia. A iniciativa é realizada pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, e tem início a partir das 18h, com acesso gratuito. A festa, em comemoração ao Festival Cena Peixinhos, tradição do carnaval da capital pernambucana; e do título de Recife Cidade da Música, concebido pela Unesco, recentemente, será bastante badalada. A abertura começa com o Clube de Frevo Prato Misterioso, apresentando sucessos que embalaram saudosos carnavais. Na sequência, a Banda PortoZero oferece um novo conceito musical inspirado no melhor rock n’ roll, com canções autorais e de grandes sucessos nacionais e internacionais. Para celebrar o protagonismo feminino na cultura popular, o evento recebe apresentação do Coco das Mulheres, trazendo toda ressignificação da cultura de raiz, e homenageando seus ancestrais. Dando mais tempero musical ao Festival, a Banda Capim Santo aposta no ritmo reggae para expressar todo o amor, espiritualidade, paz e igualdade social, por meio da musicalidade. Logo depois, entra em cena a banda pernambucana Carranza, que tem o rock como estilo principal, há mais de 20 anos. O público acompanhará uma série de canções, incluindo o álbum “A Lenda do Homem que engoliu o Sol” (2019). Com a proposta musical voltada à valorização da música afro-indigena, o Grupo Bongar, cae no embalo do festival ritmado pelo movimento da nação de batuques dos percussionistas e cantores, que revezam os instrumentos como a alfaia, ganzá, abê, caixa, congas, ilu e tabicas. Já a despedida fica a cargo da Banda Mundo Livre S/A, que aposta em um repertório amparado no ritmo do manguebeat, incluindo o álbum ‘Walking dead folia’, lançado no início deste ano. Além disso, entre um show e outro, o DJ NK Cumbia, será escalado para agitar a programação com uma playlist afro-caribenha. O Festival Recife Cidade da Música é uma ativação do Plano Recife AMA Carnaval, reunindo várias das atrações contempladas pelo auxílio, pago pela Prefeitura do Recife, a partir do último mês de março, após a necessidade de cancelamento do Carnaval de 2022, o segundo festejo de Momo inviabilizado pela pandemia.

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