Cultura e história

AscanioMMM@TL Prisma11

Amparo 60 traz exposição Geometria Oscilante

Em setembro, a galeria abre a exposição Geometria Oscilante, primeira individual do artista em Pernambuco, com curadoria de Felipe Scovino No próximo dia 8 de setembro, a Amparo 60 abre a exposição Geometria Oscilante, de Ascânio MMM, com curadoria de Felipe Scovino. A mostra apresenta oito trabalhos recentes do artista, brasileiro, nascido em Portugal, e que vive no Rio de Janeiro desde 1959. Essa é a primeira mostra dele – que passou a fazer parte do casting da galeria em 2021 – em terras pernambucanas. “Eu me sinto como se a própria Janete Costa estivesse me trazendo para essa exposição no Recife”, revela Ascânio contando um pouco da sua relação com a arquiteta, mãe da galerista Lúcia Costa Santos. “Conheci a Janete há muitos anos atrás. Ela estava fazendo um hotel em Copacabana e escolheu uma escultura minha para colocar lá. Conheci o Burle Marx através dela”, lembra, ressaltando que a amizade e parceria em trabalhos seguiram por muitos anos. “Eu conheço Ascânio há anos, desde a época em que ele e minha mãe eram próximos. Sempre quisemos trazê-lo para Amparo e agora esse momento chegou. É uma alegria ter um artista com uma bagagem tão consistente fazendo sua primeira mostra no Recife em nosso espaço”, destaca Lúcia Costa Santos. Geometria Oscilante apresenta duas séries recentes do artista, de 2022, QuaCors e Prismas, cujo material base são perfis de alumínio. “As obras aqui expostas se baseiam na qualidade de serem cambiáveis, não correspondendo integralmente às premissas formalistas da escultura, especialmente por instaurarem a ideia de instabilidade”, escreve Scovino. Na primeira, o artista compõe obras bidimensionais, quadrados de dimensões diversas, de 70 x 70 a 1,20 x 1,20 metros, com os módulos de alumínio e faz uso das cores industriais para gerar suas figuras geométricas. Desse diálogo vem o nome da série, que une as sílabas QUA com COR. Em Prisma, ele passa a trabalhar em composições tridimensionais, também montadas a partir dos perfis de alumínio. Segundo o curador, esses trabalhos reafirmam o compromisso do artista desde o início de sua carreira em trabalhar com as múltiplas possibilidades, fazendo da obra um campo aberto. “As obras de Ascânio trazem essa ideia de participação. O público precisa se locomover, precisa observar a peça de vários ângulos, perceber suas possibilidades. Seja naqueles trabalhos em espaços públicos, obras apresentadas em galerias, e até naquelas, como é o caso de Caixas (c. 1968-69), em que o espectador é convidado a mexer, mudar e recombinar o trabalho”, diz Scovino, destacando que o signo construtivo é o principal objeto de estudo do artista. Ele faz parte da geração que se segue ao Neo Concretismo ( 1959-1961), e sua formação se deu “vendo uma diversidade de associações metafóricas abrangendo arte, corpo e arquitetura”, pontua Scovino em seu texto curatorial. A questão construtiva, a chamada “vontade construtiva”, está no cerne de sua poética. O próprio artista ressalta que suas obras são construídas dentro do ateliê, parafuso por parafuso. O seu interesse não está apenas no objeto finalizado, mas no processo, na construção do mesmo. “A composição do objeto é um percurso, existe todo um processo por trás, que acontece no meu ateliê, onde eu acompanho todo esse desenvolvimento”, diz Ascânio. O artista se lança a uma investigação sobre as formas geométricas e sobre a arquitetura – o índice arquitetônico de seus trabalhos é evidente e tem uma razão de ser. Ao chegar ao Brasil, no final da década de 1950, Ascânio mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive até hoje, com o objetivo de ingressar no curso de arquitetura. Enquanto aguardava a entrada na universidade, passa a frequentar a Escola de Belas Artes e começa a adentrar neste universo. Foi neste período, como conta o artista, que ele entrou pela primeira vez no Museu Nacional de Belas Artes. Nessas visitas passou a ter contato com obras de peso, como as de Franz Weissmann. “Fui fisgado, mordido pela escultura”, conta. Formado em arquitetura, o artista passa a conciliar as atividades. Todo o repertório adquirido ao longo de sua formação universitária é também empregado em seu s trabalhos artísticos. Ele traz elementos da cidade, materiais da construção civil (como madeira, alumínio…) para dentro da obra. “Ascânio pensa os seus módulos de madeira – e, mais recentemente, de alumínio – como forças ativas que desencadeiam não só metáforas acerca do corpo mas ativam, na práxis, o corpo do espectador. Suas obras não se pautam numa discussão sobre massa ou volume; são translúcidas porque querem, exatamente, criar agenciamentos, embates e encontros entre elas e o corpo do espectador. Querem ser atravessadas, tocadas, usadas assim como desejam ser percebidas como projeções virtuais no espaço”, sintetiza Scovino. SERVIÇO GEOMETRIA OSCILANTE – ASCÂNIO MMMCuradoria: Felipe ScovinoDia 8 de setembro, aberto ao público a partir das 19h Visitação: De 9 de setembro até 16 de outubro.Segunda a sexta, das 10h às 19hSábados das 10h às 15h Galeria Amparo 60 – No 3º andar da Dona Santa (Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187 – Boa Viagem, Recife – PE, 51020-170)

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Quarteto mais logo

Independência da música autoral pernambucana neste feriado

Amanhã, dia 7 de setembro, a produtora Cultura Iminente, criadora de projetos como o Espiral das Artes e Camaleão Apurado, inicia parceria com o Rockstar Pub, localizado na Avenida 17 de agosto em Casa Forte. Todas as quartas-feiras a produtora levará ao espaço shows autorais de grupos e artistas pernambucanos dos mais variados gêneros musicais. E já no próximo dia 7 quem estreia a programação é o grupo ‘Jonatas Onofre Quarteto’ que aponta ser uma das grandes revelações sonoras no cenário da música pernambucana. O espaço tem um visual descolado, com paredes grafitadas por Max Motta e Raoni Assis, dois artistas recifenses. Com opção de ambientes interno e externo o ‘Rockstar’ tem um bar turbinado que oferece uma variedade de drinks para todos os gostos, além de excelentes acompanhamentos. Nas quartas-feiras o espaço abre às 19h e a produtora Cultura Iminente promete ter uma programação recheada de surpresas e revelações musicais imperdíveis. A casa praticará o Ingresso Social, ou seja, a entrada tem valor único de 10 Reais mais 1Kg de alimento não perecível. Todo alimento arrecadado será destinado ao ‘Lar Manuel Quintão’ que atua em prol de crianças que se encontram em vulnerabilidade social. Quarta Autoral Local: Picon’s Rockstar Café – Av. 17 de Agosto, 1780 Casa Forte. Realização: Cultura Iminente Ingresso Social: R$ 10,00 (Dez Reais) + 1Kg de alimento não perecível Tema: Música Autoral

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curso fundaj

Museu do Homem do Nordeste promove curso sobre identidade brasileira na Fundaj do Derby

Formação será dividida em três módulos que ocorrerão em setembro, outubro e novembro. O primeiro módulo inicia dia 8 de setembro (Da Fundaj) Movido pelo bicentenário da Independência do Brasil (1822) e o centenário da Semana de Arte Moderna de São Paulo (1922), o Museu do Homem do Nordeste (Muhne), por meio de sua Divisão de Estudos Museais, promove o curso livre “22-22-22: modernidades, modernismos e contemporaneidade”. Realizado por meio de 12 sessões, divididas em três módulos, a formação ocorrerá nos meses de setembro, outubro e novembro, na Sala Aloísio Magalhães, Campus Ulysses Pernambucano da Fundaj, no Derby. O primeiro módulo, “A construção da identidade nacional como uma entrada na modernidade (século XIX)”, será inaugurado com a aula-conferência da pesquisadora titular da Fundaj, Dra. Cibele Barbosa, no próximo dia 8 de setembro, das 18h30 às 21h30. Os demais encontros deste módulo seguem cronograma com as datas 13, 23 e 29 de setembro. Para obter a declaração de curso, o aluno deverá cumprir 75% de cada módulo. Os interessados podem se inscrever gratuitamente através do site Sympla. Tomando como marco histórico a Independência do Brasil (1822), esse primeiro módulo busca debater o processo de construção simbólica do recém criado Brasil, ainda império, a partir do ponto de vista da modernidade. As programações dos módulos seguintes, que cobrem reflexões sobre os séculos XX e XXI, serão divulgadas na proximidade do curso. Os segundo e terceiro módulos acontecerão em setembro e outubro, respectivamente, com data ainda a definir. Com o propósito de gerar uma reflexão crítica sobre o processo de formação do Brasil, a capacitação propõe recolocar questões fulcrais deste processo histórico, edificando e atualizando a crítica com as ferramentas teóricas da contemporaneidade. “A retomada dessa temática é essencial, tendo em vista a necessidade moderna de submeter suas crenças tradicionais à operação crítica”, explicam os organizadores, Fernando Alvim, Gleyce Kelly Heitor e Silvia Barreto. Para a antropóloga e coordenadora da Divisão de Estudos Museais do Muhne, Ciema Mello, é um exercício para responder questões sobre a identidade do povo brasileiro, reflexão cara ao campo da Antropologia. “A Semana de 22 passou para a história como uma espécie de revisionismo crítico da identidade brasileira”, explica. A antropóloga ressalta que é preciso um olhar atento para essa narrativa. Mas que, para todos os efeitos, o evento em São Paulo inaugurou um sentimento nacionalista nas artes e na língua, evidenciando as especificidades do português falado no Brasil como língua brasileira autêntica.” Confira as sessões do primeiro módulo: 08/9 – “O outro lado da modernidade: colonialismo, raça, ciência e espetacularização de corpos no século XIX”, ministrada pela pesquisadora titular da Fundaj Dra. Cibele Barbosa. 13/9 – “A criação do Museu Nacional e o discurso da ciência”, ministrada de forma virtual pela professora Dra. Maria Margareth Lopes, investigadora associada do grupo Ciência: Estudos de História, Filosofia e Cultura Científica, no Instituto de História Contemporânea (IHC/Portugal) e do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 23/9 – “O romantismo no Brasil e a construção da identidade brasileira”, ministrada pela professora de Letras na Universidade de São Paulo (USP), Dra. Cilaine Alves Cunha. 29/9 – “Museus e representações do Estado Imperial”, ministrada pelo pesquisador doInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Dr. José Neves Bittencourt. ServiçoAbertura do I Módulo: A construção da identidade nacional como uma entrada na modernidade (Século XIX)Local: Sala Aloísio Magalhães, Campus Ulysses PernambucanoRua Henrique Dias, 609, Derby, Recife-PEData: 8/9/2022Horário: 18h30 às 21h30 Inscreva-se: https://www.sympla.com.br/evento/curso-livre-22-22-22-modernidades-modernismos-e-contemporaneidade/1701083

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capa 198.1

7 de setembro: Além do grito do Ipiranga

*Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com) Dom Pedro I, o Grito da Independência, o quadro de Pedro Américo… muitos são os ícones que rondam o marco da separação da mais importante colônia de Portugal. Mais que várias controvérsias sobre essas imagens que ficaram imortalizadas nos filmes e na arte, no bicentenário do 7 de Setembro existem algumas narrativas sendo relembradas que nos mostram um dicionário de outras independências – incluindo as pernambucanas – e uma pergunta incômoda no meio das festividades dessa célebre data para a nossa história: o Brasil deu certo ou deu errado? O primeiro mito a cair, segundo o historiador e professor da Universidade de Pernambuco, Carlos André Silva de Moura, é que a nossa independência não foi um evento que nasceu da noite para o dia do 7 de Setembro, às margens do Riacho do Ipiranga. “A verdade é que foi um processo de construção política e social, que aconteceu antes e depois do 7 de setembro. Pernambuco, por exemplo, teve em 1817 a Revolução dos Padres. Havia uma insatisfação de várias províncias pelo distanciamento da Capital, pelo aumento de impostos e pelo luxo da corte. Pernambuco foi o espaço onde essa insatisfação foi mais marcante”. A Revolução promovida pela Junta de Goiana, em 1821, a Independência da Bahia, em 1823, e a Confederação do Equador, de novo em Pernambuco, em 1824, são alguns dos mais notórios movimentos que marcam as tensões desse período. Algumas delas contra o domínio português, outras já pelos conflitos gerados após o Grito da Independência. Para o historiador Josemir Camilo, PhD em História pela UFPE e professor aposentado da UFPB, os movimentos posteriores ao 7 de Setembro indicam um conjunto de frustrações com os primeiros anos de governo de Dom Pedro I. “Na época não havia o conceito de Brasil como um País, cada província começou a se pensar pelas juntas provinciais. O caminho era a federação, que só veio em 1889. Mas já havia esse pensamento federativo em 1821, principalmente por Gervásio Pires. O projeto dele era uma monarquia federativa”, afirmou Josemir Camilo. Leia a reportagem completa na edição 198.1: assine.algomais.com

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Luta verbal

Raimundo Carrero lança “A luta verbal” na próxima semana

Um dos grandes nomes da literatura pernambucana, Raimundo Carrero apresenta ao público o livro A luta Verbal – A Preparação do Escritor (Editora Iluminuras) na próxima segunda-feira (5), a partir das 19h, na Livraria Varejão do Estudante, no bairro da Boa Vista, no Recife. A publicação traz uma reedição do seu manual para novos escritor, publicado em 2007 , uma das obras que estavam esgotadas de Carrero. Mas, além dos textos de orientação das técnicas e preparação de novos autores, o novo livro traz um manifesto por uma literatura engajada socialmente. É um olhar do jornalista para a obra literária como uma ferramenta de denúncia dos problemas sociais do País. Em entrevista para a Algomais, publicada em janeiro, o autor declarava que “A literatura é um grito de dor. Quando um livro é escrito, a população inteira entra em erupção. É um vulcão. Se o livro não é um vulcão não serve para ser livro. Se um livro não coloca diante do leitor as dores, o sofrimento, a angústia do País não serve para nada. Lançamento do livro A luta Verbal Local: Varejão do Estudante (Avenida Manel Borba, 292 – Boa Vista)Quando: Segunda-feira (05/09)Horário: 18h

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caruru

O caruru de Dª Magdalena Freyre

(Foto: Fernando Sabino) Muitas vezes os cadernos de receitas são textos especialmente preparados para os membros da família. Eles são textos pessoais, íntimos e autorais. D. Magdalena, mulher de Gilberto, preservou assim os seus acervos de receitas, que tinham também comentários sobre processos culinários e avaliações dos comensais, sempre nos próprios cadernos.As comidas selecionadas, que particularizam os cadernos, traziam histórias, sentimentos, preferências culinárias da família Freyre; e ainda mostravam cardápios temáticos que eram organizados para as festas e para o cotidiano. Estes cadernos dão um entendimento mais profundo do que era a casa de Apipucos. Certamente os cadernos de receitas colecionados por D. Magdalena já mostravam o seu estilo e tendência de entender a comida regional, sempre presente nos seus cardápios. Como exemplo, trago uma receita do Caruru: Ingredientes2 garrafas de leite de coco; 1 quilo de camarão descascado; 20 quiabos; gengibre; pimenta do reino; louro; 2 tomates picadinhos; 1 cebola picadinha; 1 colher de sopa de vinagre; azeite; alho amassado; pedaços de bacalhau moídos; camarões cozidos e moídos. Modo de fazerMisture parte do leite de coco com um pouco de água, mais gengibre, a pimenta, o louro, a cebola, os tomates, o vinagre, o azeite e o alho. Leve essa mistura ao fogo, rapidamente e coe. À parte, cozinhe os quiabos cortados em rodelas. Escorra a baba e misture ao molho coado. Adicione o bacalhau e o camarão e leve, novamente, ao fogo, acrescentando um pouco de azeite de dendê, de vinagre e meia xícara de farinha de mandioca. Mexa até engrossar um pouco. (Lody, Raul (org.). À mesa com Gilberto Freyre. Pag. 71). As nossas conversas sobre as comidas da casa de Apipucos, minha com D. Madalena, tiveram como tema inicial o arroz doce, um preparo com diferentes características, e do nosso gosto pessoal. Na verdade, trocamos algumas receitas experimentadas nas nossas casas: arroz doce com leite de coco; arroz doce com raspas de limão; arroz doce com gemas de ovos; entre tantas outras. Sempre com muita canela para cobrir as travessas. Lá, estar à mesa era um momento de comensalidade, de sociabilidades e, em especial, quando eram servidos os cardápios que promoviam estas relações, como, por exemplo, a feijoada, a peixada, o cozido. Tudo para ser comido de forma lenta e reflexiva. A isso se alia o sentido da comida na obra de Gilberto Freyre enquanto um verdadeiro método para se interpretar o Nordeste, especialmente Pernambuco. “Mas o bom pernambucano é que não se deixará facilmente se desenraizar da mais fina tradição culinária do Brasil. É um paladar, o seu, enobrecido por cento e cinquenta, duzentos e até quatrocentos anos de feijão de coco e de sabongo, de doce de caju e de vinho de jenipapo”. (Crônicas do Cotidiano. A vida cultural de Pernambuco nos artigos de Gilberto Freyre. Org. Carolina Leão. Diário de Pernambuco. 2009:65). E dessa maneira, Gilberto valoriza um estilo especial de colonização, que ele chamava de “luso-tropical”, onde os ingredientes do Ocidente e do Oriente dão um sentido especial a formação da nossa mesa desde a colonização, o que possibilita viver uma mesa mundializada. “Não é só o arroz doce: todos os pratos tradicionais do Nordeste estão sob ameaça de desaparecer (…). O próprio coco verde é aqui considerado tão vergonhoso como a gameleira, que os estetas municipais vêm substituindo pelo fícus benjamin, quando a arborização que as nossas ruas, parques e jardins pedem é a das boas árvores matriarcais da terra ou aqui já internamente aclimatadas: pau d’arco, mangueira, jambeiro, palmeira, gameleira, jaqueira, jacarandá. ” (Freyre, Gilberto. Manifesto regionalista. 1976:57) O seu método de interpretação do homem brasileiro representado através da alimentação é ecológico, é patrimonial, e é contemporâneo no que se refere à valorização dos ingredientes regionais. Raul Lody é antropólogo

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IRB Brennand

Instituto Ricardo Brennand comemora seus 20 anos com programação especial

Um dos destaques será o show do cantor pernambucano Lenine O Instituto Ricardo Brennand, na Várzea – eleito como o melhor museu do país e como um dos vinte melhores do mundo segundo o site de viagens TripAdvisor, vai celebrar seus 20 anos de atividade neste setembro com uma programação musical especial. Sem fins lucrativos, o InstitutoRB inaugurado em 2002, possui uma das mais modernas instalações museológicas do Brasil e é considerado pelo segmento como um equipamento cultural importante para o estado e para nosso país. Em sua pinacoteca, expõe, permanentemente, um rico acervo histórico sobre Pernambuco – Brasil Holandês – Coleção de Frans Post / 1612 a 1680), que foi adquirida em vida pelo seu idealizador e fundador Ricardo Brennand, falecido em 2020. Livros raros, documentos, mobílias de época compõem a mostra e garante intercâmbio do espaço com escolas públicas e privadas que contam com visitas guiadas promovendo assim o intercâmbio importante na educação da rede escolar. Com a marca de visitação que ultrapassa 3,5 milhões de turistas, o centro cultural também conta com o Museu de Armas Castelo São João que tornou-se uma das mais importantes coleções particulares de armas brancas do mundo com um acervo que reúne cerca de 4 mil peças e obras de artes, como facas, espadas, canivetes, armaduras, arte sacra, vitrais e muito mais. O rico acervo do Instituto Ricardo Brennand está distribuído num complexo cultural que compreende a Pinacoteca, o Museu Castelo São João, a Galeria, a Biblioteca, o Parque de Esculturas dos Jardins e a Capela Nossa Senhora das Graças. Há quem diga que a primeira reação de quem lá chega é a de ficar mudo pelo deslumbramento que o local causa. Erguido em formato de um castelo medieval, seguindo o estilo gótico Tudor, esse centro cultural é rodeado de arte por toda parte. Sua programação de aniversário será celebrada ao longo do mês de setembro, com vários shows musicais. Confira a programação especial de aniversário: Domingo (4/09) – Amaro Freitas:Tido como uma das grandes revelações do jazz brasileiro recente, o músico e pianista trará em uma apresentação solo composições de sua autoria como Dona Eni e Dança dos Martelos, assim como grandes nomes da música brasileira como Dominguinhos, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e outros.Horário: 15h30Local: Sala do Conselho – acesso mediante inscrição prévia pelo link:https://bit.ly/20ANOS-INSTITUTORB Domingo (11/09) – Lenine (voz e violão):Não é sem razão que o pernambucano Lenine se diz um cantautor: o artista que canta suas próprias composições, ou – como faziam os trovadores do século 12 transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo. Com uma carreira de 39 anos, Lenine já está em seu sexto Grammy Latino, na categoria rock alternativo com o projeto “Lenine em Trânsito”. Em seu repertório não faltarão os seus grandes sucessos que movimentam as principais rádios do país como a música Hoje Eu Quero Sair Só, Jack Soul Brasileiro, Último Pôr do Sol, e claro, uma das mais pedidas nos shows, Leão do Norte.Horário: 16h30Local: Galeria – acesso mediante aquisição de ingresso diferenciado para oshow Domingo (18/09) – Pianista Elyanna Caldas:Apresentará o Recital “Capiba, Valsas e Choros” acompanhada do percussionista Junior Teles, onde no repertório trará canções como Cem Anos de Choro, Valsa Verde, UmPernambucano no Rio, e muito mais.Horário: 15h30Local: Sala do Conselho – acesso mediante inscrição prévia pelo link:https://bit.ly/20ANOS-INSTITUTORB Domingo (25/09) – Concerto Sinfônico da Orquestra Cidadã:Com 16 anos de formação e mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, terá em seu repertório grandes nomes como Heitor Villa-Lobos, Beethoven, e a estreia mundial da música “Uma tarde no Instituto Ricardo Brennand” de autoria de Carlos Eduardo Amaral.Horário: 15h30Local: Galeria – acesso mediante inscrição prévia pelo link:https://bit.ly/20ANOS-INSTITUTORB Serviço:Instituto Ricardo Brennand – 20 AnosQuando: Nos domingos de setembroFuncionamento: 13h às 17h com última entrada às 16h30minIngresso para visitação: R$ 40,00 (inteira) e 20,00 (meia)Ingresso para visitação + show de Lenine: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia).Informações: (81) 2121.0365 / 0334 / 0338

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Orquestra Criança Cidadã e Orquestra Sinfônica do Recife se reúnem em celebração da Independência

Apresentação gratuita no Forte do Brum contará também com participação de bandas militares e do sanfoneiro Beto Hortis (Da Comunicação da Orquestra Cidadã – Fotografia: Mike Torres / Ascom OCC) A Orquestra Criança Cidadã, a convite do Comando Militar do Nordeste, participará da comemoração do Bicentenário da Independência do Brasil em cerimônia aberta e gratuita no próximo dia 03 de setembro, no Museu Militar do Forte do Brum, no Bairro do Recife. O evento, intitulado “Entardecer Patriótico”, tem início às 17h30 e envolverá mais de 200 músicos. Na ocasião, a Orquestra Criança Cidadã tocará em conjunto com a Orquestra Sinfônica do Recife, sob a batuta do maestro José Renato Accioly, regente titular da OCC e regente adjunto da OSR. O palco será dividido também com bandas militares pernambucanas, assim como o sanfoneiro Beto Hortis, que fará uma participação para interpretar “Concerto Sinfônico para Asa Branca”, composição de Sivuca sobre o clássico de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Ainda fazem parte da programação salvas da artilharia e iluminação cênica tecnológica, além de uma apresentação especial sobre a contribuição de Pernambuco no processo da independência brasileira. Tal participação da OCC realça ainda mais as fortes ligações do projeto social com o Exército Brasileiro uma vez que a Orquestra Criança Cidadã, desde 2006, mantém sua sede nas instalações do 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga. Para o evento, as linhas de ônibus que atendem ao Bairro do Recife serão reforçadas. Além disso, o estacionamento do prédio da Prefeitura do Recife (ao lado do Forte do Brum) será aberto ao público na ocasião.

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Poesia que vem dos olhos

*Por Paulo Caldas Neste “Espelho meu”, de Mitafá, a poesia é concebida nos olhos da autora. São versos iluminados, coloridos, em momentos sob o efeito do sol, em outros instantes se impõem às sombras com luzes nutridas dos próprios sentimentos. Ritmo e imagens, uniformes, em moto contínuo, dão fôlego, com sopros delicados, à suavidez das estrofes, traduzem a ternura do lidar com porcelanas.  No conteúdo, humanos, bichos, flores, frutos, águas e vento, trocam emoções na amplidão da natureza,descritas num clima que transpira paz, quase sempre com retoques refinados de beleza estética. No caprichado involutório, a capa mostra uma pintura em óleo sobre tela de Mitafá, a diagramação de Laysa Souza e a impressão da Livro Rápido Editora. Os exemplares podem ser adquiridos com a autora pelo WathsApp 98831.3043. *Paulo Caldas é escritor

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Pesquisa: Frequência de atividades culturais não volta ao patamar pré-covid

Cinema foi a atividade que perdeu mais público, mas queda afeta também apresentações artísticas, espetáculos infantis e visitas a museus, entre outras. Consumo de podcasts é destaque entre atividades que ganharam impulso. (Do Itaú Cultural) Mesmo com o arrefecimento da pandemia, a maioria dos brasileiros ainda não retomou por completo a rotina de atividades culturais no país, sejam presenciais, sejam online. A pesquisa Hábitos Culturais III, realizada pelo Datafolha, em conjunto com o Itaú Cultural, mostra que 62% dos indivíduos estão realizando atividades de cultura e de lazer em frequência menor que antes da pandemia.De acordo com o levantamento, que ouviu 2.240 indivíduos de 16 a 65 anos em todas as regiões do país, 26% dos entrevistados declararam que retomaram a frequência que mantinham antes da Covid e somente 12% aumentaram a intensidade de suas atividades neste campo. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O hábito de ir ao cinema foi um dos mais afetados pela queda de frequência. Na pesquisa realizada em 2021 pelo Itaú Cultural e Datafolha, 59% declararam ter ido ao cinema antes da pandemia. O levantamento feito agora mostra que apenas 26% foram ao cinema nos últimos 12 meses. O fenômeno afetou também as apresentações artísticas de música, dança e teatro. Dos indivíduos ouvidos anteriormente, 39% haviam declarado que tinham frequentado eventos presenciais ou online do gênero antes da pandemia. Nos últimos 12 meses, o índice caiu para 18%. Cada ponto percentual equivale a 1,46 milhão de pessoas. Também registraram queda os espetáculos infantis (de 23% para 18%), as aulas e oficinas de arte (de 21% para 10%), a visitação a centros culturais (de 15% para 11%) e exposições e museus (de 11% para 8%), as oficinas de criação para crianças (de 15% para 7%) e os projetos artísticos guiados (de 12% para 6%). Igualmente registraram menor frequência filmes e séries (de 75% antes da pandemia para 70% no último ano), leitura de livros digitais (de 35% antes para 30% nos últimos 12 meses) e cursos online (queda de 32% para 28%). Mantiveram-se em estabilidade, dentro da margem de erro, ouvir música online (79% antes da pandemia e 80% nos últimos 12 meses) os e jogos eletrônicos (41% antes, 39% nos últimos meses). Registraram aumento de frequência nos últimos 12 meses atividades como ouvir podcasts, que era hábito de 32% antes da pandemia e passou a constar do cardápio de atividades culturais de 42% dos entrevistados. Os webinares também avançaram. A atividade havia sido realizada por 19% antes da pandemia e chegou a 25% da amostra nos últimos 12 meses.

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