Cultura e história

O povo das aguas Lion Roots

O Povo das Águas traz shows e atividades de percussão e dança para a Casa da Cultura

A cada mês, além das apresentações artísticas, o público presente poderá participar de oficinas de percussão e dança com inscrição prévia (Foto: Lion Roots) O grupo de Afoxé Ará Omim, também conhecido como O Povo das Águas, realiza um novo ano de atividades gratuitas voltadas à promoção da cultura produzida em terreiros e comunidades no Centro da Cidade do Recife. Os encontros ocorrerão sempre aos sábados, a partir das 14h, com shows e oficinas de dança e percussão no início, seguidos de shows do grupo organizador e de um convidado. A participação é gratuita, sendo necessário apenas a inscrição prévia via sympla para obter o certificado e garantir uma boa acomodação de todos no evento. Na abertura, em que não é necessária a inscrição prévia, será realizada uma roda de conversa sobre as dificuldades de se fazer cultura popular em Pernambuco a partir das experiências e da trajetória de Genivaldo Francisco, enquanto artista e arte-educador. A conversa terá mediação da produtora cultural Gabriela Pimentel e a participação de um intérprete de LIBRAS garantindo a acessibilidade ao projeto. Logo em seguida, haverá dois shows no anfiteatro da Casa da Cultura, um do grupo anfitrião, Ará Omim, e outro da convidada Fábrica Fazendo Arte. De setembro a novembro, a programação promete receber o Coco Juremado, o Coco das Minas, o Maracatu Leão da Campina, o Afoxé Obá Iroko, o Afoxé Omo Lufan e a banda Afro Abe Adu Lofé, trazendo assim a cultura de comunidades e terreiros para o Centro do Recife. Os convidados do Ano 2 são diferentes do primeiro ano para que mais grupos tenham a oportunidade de ganhar destaque. “O projeto O Povo das Águas Ano 2 vem seguindo a proposta de abrir o espaço para a divulgação das artes produzidas nas periferias para o espaço central de importância cultural, que é a Casa da Cultura”, conta o diretor do projeto, Lourival Santos. Durante o primeiro ano do projeto, iniciado em agosto de 2019, os encontros finais, previstos para durar até maio de 2020, precisaram ser alterados devido à pandemia. No período de isolamento, as ações que ajudam a manter os grupos populares se tornaram praticamente nulas. “Esse projeto se faz ainda mais importante desta vez, pois o segmento cultural foi o mais afetado por conta da Pandemia da COVID 19. Muitos grupos estão voltando a se reorganizar, voltando a produzir em suas comunidades e necessitam de um espaço para mostrar sua produção”, pontua Lourival. Com o aumento da vacinação e a retomada das atividades, a esperança e desejo do grupo é encontrar um bom público que queira se divertir, aprender e conhecer mais das músicas e danças de coco e afoxé. Os encontros na Casa da Cultura são inteiramente gratuitos e, para garantir o certificado, é preciso se inscrever através do Sympla. Os encontros serão sempre aos sábados, duas vezes ao mês até novembro. Os links e demais detalhes da programação serão fornecidos através dos perfis do grupo @afoxe_ara_omim e também do próprio projeto @o_povo_das_aguas. Serviço: Mesa redonda e apresentação do grupo de afoxé Ará Omim, o Povo das Águas Quando: sábado, 20 de agosto Horário: 14h – debate 15h – show Ará Omim Onde: Casa da Cultura, rua Floriano Peixoto, s/n, São José, centro do Recife Informações: (81) 3224-0557 Confira aqui o calendário completo de atividades: 20/08 – Abertura de 14h às 15h – Mesa de abertura com Genivaldo Francisco e acessibilidade em LIBRAS de 15h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Fábrica Fazendo Arte – Cia Arte do Corpo 03/09 – 2º encontro de 14h às 15h – Oficina de Dança com Lourival Santos de14h às 15h – Oficina de percussão com Maycon Ferreira de 15h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Coco Juremado 17/09 – 3º encontro de 14h às 15h – Oficina de Dança com Lourival Santos de 14h às 15h – Oficina de percussão com Maycon Ferreira de 15h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Coco das Minas 15/10 – 4º encontro de 14h às 15h – Oficina de Dança com Lourival Santos de 14h às 15h – Oficina de percussão com Maycon Ferreira de 15h ás 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Maracatu Leão da Campina 29/10 – 5º encontro de 14h às 15h – Oficina de Dança com Lourival Santos de 14h às 15h – Oficina de percussão com Maycon Ferreira de 15h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Afoxé Obá Iroko 12/11 – 6º encontro de 14h às 15h – Oficina de Dança com Lourival Santos de 14h às 15h – Oficina de percussão com Maycon Ferreira de 15h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Afoxé Omo Lufan 26/11 – Encerramento de 14h às 16h – Afoxé Ará Omim de 16h às 17h – Banda Afro Abe Adu Lofé

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Foto Bruno Albertim

Bruno Albertim: “O modernismo de Pernambuco ecoa até os dias de hoje”

A exposição Semprenunca fomos modernos vale por uma verdadeira aula de história, em que são desconstruídos alguns “mitos fundadores” do modernismo brasileiro. A começar pela Semana de Arte Moderna de 1922, que aprendemos na escola ser o evento deflagrador do movimento no País. A verdade é que pernambucanos como Cícero Dias e Vicente do Rego Monteiro já realizavam uma produção artística longe dos cânones acadêmicos antes do mítico evento no Teatro Municipal de São Paulo. O tema já foi analisado numa reportagem da Algomais, porém, nesta conversa com Cláudia Santos, o jornalista e antropólogo Bruno Albertim aprofunda detalhes sobre os motivos que propiciaram ao Recife ser o berço esplêndido de tantos artistas modernos, criadores de uma arte tão vigorosa. O visitante da mostra também terá a surpresa de saber que o modernismo em Pernambuco não findou nos anos 1920. Mas se perpetuou, com seu figurativismo e cores saturadas, ao longo dos anos nas telas e esculturas de uma diversidade de artistas como Tereza Costa Rêgo, José Cláudio e Abelardo da Hora. E hoje uma inquieta juventude artística leva adiante essas características, mas as questões identitárias que defendem vão além do regionalismo de Gilberto Freyre. “Eles querem mostrar como essa identidade geral, na verdade, é constituída de microidentidades de várias naturezas: sociais, raciais, sexuais, políticas”, explica Bruno. A exposição está aberta ao público até 25 de setembro no Museu do Estado de Pernambuco. Além de Bruno, a curadoria é assinada pelo diretor do Mepe, Rinaldo Carvalho, pela historiadora Maria Eduarda Marques e a especialista em artes visuais Maria do Carmo Nino. Na sua opinião, o que levou Pernambuco a ser um dos pioneiros e expoente do modernismo no Brasil? Primeiro porque o Recife era uma das principais cidades do Brasil nesse processo de mudança de uma ordem social escravista para outra de modernização. Há uma frase que sempre digo, mas que não é minha: o modernismo é a história da erudição das suas elites, não só em Pernambuco, como no Brasil e na América Latina. Tínhamos aqui uma elite pequena, mas antenada com o discurso modernista, novidadeiro, vanguardista que tinha acesso à Europa através do porto. O Recife foi pioneiro no pensamento social com a Faculdade de Direito, com a Escola de Filosofia, com Gilberto Freyre, que inaugura uma sociologia moderna no País, preocupada não apenas com os grandes fatos, mas também com as coisas ordinárias, cotidianas, para explicar aquilo que ele procurava entender como um caráter nacional. Vicente do Rego Monteiro e seus irmãos, Joaquim e Fédora, estudaram, ainda muito jovens, no Rio de Janeiro e depois na Europa. Vicente se insere muito rapidamente nos sistemas de prestígio da arte europeia, ele e os irmãos frequentam os salões. Vicente estuda na Academia Julian, onde vários surrealistas de primeira hora estudaram, e participa dos salões que eram as instâncias de legitimação dessa nova arte que se propunha a não ser acadêmica. No livro Pernambuco Modernista, conto que o Recife recebeu a primeira exposição de arte moderna europeia da América Latina nos anos 1930. Vicente veio para o Recife para batizar o filho da sua irmã e aproveitou para trazer na bagagem mais de 30 quadros de Braque, Léger, Picasso, Miró, que são expostos no Teatro Santa Isabel e causam um grande rebuliço. A exposição foi extremamente atacada e muito malsucedida do ponto de vista comercial. Alguns de nossos avós ou bisavós perderam a oportunidade de comprar um Picasso a preço de banana. A cidade tinha quase 10 jornais e era muito comum o expediente de se lançar uma discussão por meios de artigos que eram publicados, replicados, treplicados. E se instalou na cidade um debate sobre a exposição: se aquilo que estava sendo trazido por Vicente era arte ou não. Enfim, aqui já havia artistas que romperam com o cânone acadêmico, com essa arte cujo corolário estético estava vigente, grosso modo, desde o renascimento. Eles estavam preocupados não só em atualizar uma série de códigos estéticos, mas também na construção, por meio de suas telas e aquarelas, de uma identidade regional muito ancorada nas ideias do movimento regionalista de Gilberto Freyre. Nesse momento há dois polos discursivos da modernidade no Brasil: São Paulo e o Recife, os pernambucanos começaram a dialogar e divergir fortemente dos paulistanos. No livro Pernambuco Modernista, você mostra um Mário de Andrade um tanto contrariado com os modernistas pernambucanos. Quais os motivos dessa rusga? Abro o livro, inclusive, falando da troca de cartas entre Mário de Andrade e Manuel Bandeira, o poeta que participara da Semana de 22 com o poema Os Sapos. Mário de Andrade tinha ficado muito impressionado com a obra de Cícero Dias, por ser extremamente brasileira, o que interessava ao discurso da construção da identidade do País. Na visão de Mário de Andrade, a arte de Cícero era capaz de sintetizar todo o Brasil, com um erotismo muito vigoroso e com o seu surrealismo tropical úmido. Mas, com o tempo, Mário de Andrade começa a perceber que Cícero não estava disposto aderir a suas intenções ideológicas. Nas suas palavras faltava ao artista pernambucano um “certo bandeirantismo”, ou seja, faltava um cerne paulistano naquela arte. A latitude poética de Cícero começa a migrar muito para suas origens, para os canaviais, para essa insolação do Recife, para os temas voltados para essa permanbucanidade que em matéria do discurso estava sendo construída. Mário de Andrade e os modernistas de São Paulo tinham como objetivo pensar o Brasil arquetípico, basilar, numa pureza brasileira, criando uma identidade que se afastasse, inclusive, da passagem escravocrata. Esse projeto de brasilidade é muito ancorado nas figuras idealizadas do caipira paulistano e não nessa nordestinidade. Quando Mário de Andrade chama Tarsila do Amaral, para “pintar em brasileiro”, até esse brasileiro, ao qual ele se refere, é um brasileiro caipira. Tanto que na paleta de cores de Tarsila você vai encontrar tons num padrão mais temperado, mais ameno. A arte praticada aqui adota uma paleta de cores mais intensa, mais saturada mesmo, capaz de, segundo vários críticos, refletir a luz local. Você

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grupo boa vista

Quinteto Boa Vista apresenta o espetáculo “Carnaval dos Animais”

Projeto incentiva a democratização da música instrumental, em escolas, para o público infantojuvenil O Quinteto Boa Vista, formado pelos músicos Tiago Tenório, Mário Vítor Mendes, Melina Gama, Pierre Gonçalves e Fagner Zumba, apresenta o projeto Carnaval dos Animais, que acontece de 5 a 15 de setembro, no Recife, e em algumas cidades do interior de Pernambuco. Com foco na inclusão, a apresentação na capital pernambucana conta com intérprete de libras e folder em braille, além de áudio- descrição por QR Code. O projeto tem o intuito de democratizar o acesso do público infantojuvenil ao teatro, além de divulgar a música instrumental e de formar plateias para esse gênero musical. Serão seis apresentações para os estudantes de São Caetano, Agrestina, Bom Conselho, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e do Recife. A circulação do espetáculo tem o patrocínio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE, em seu 3º Edital FUNCULTURA – Música. Para apresentar a obra completa do espetáculo Carnaval dos Animais, do compositor francês Camille Saint-Saëns, o quinteto convidou cinco músicos e uma narradora. A obra conta a história de uma visita ao zoológico, onde os animais são apresentados por meio da música. Saint- Saëns utiliza de vários elementos musicais para estimular a imaginação do público, incentivando-o a criar as imagens dos animais. Os instrumentos emitem sons que se assemelham do canto de pássaros aos rugidos de um leão, ou retratam a lentidão das tartarugas ou a fluidez de um aquário cheio de peixes. “Acredito que seja uma experiência sinestésica valiosa para o público, não só as crianças e jovens, como também para os professores e educadores. Essa é uma boa oportunidade para usufruir da magia e do encanto que a música instrumental pode nos proporcionar”, explica Melina Gama, diretora do espetáculo. Vale ressaltar que todas as apresentações são gratuitas para alunos da rede pública de ensino de Pernambuco. Quinteto Boa Vista – o grupo surgiu em 2018, e é formado por professores de música da Escola Técnica Estadual de Criatividade Musical (ETECM– Recife), com o objetivo de expandir a cultura musical através de vários estilos da música instrumental de câmara. Em 2019, o quinteto participou do projeto “Música no Espaço O Poste”, realizado com o patrocínio do FUNCULTURA; do 2º e 3º Festival de Música Infanto-Juvenil Aurorinha; da 7ª e 8ª edição do Festival Aurora Musical, abrindo as programações, em 2019; e também do Festival de Cordas Mariza Johnson, em 2018. Programação PETROLINA / 5 de setembro de 2022, às 19h/ SESC Petrolina – Rua Pacífico da Luz, 618 Centro – Petrolina/PE SANTA MARIA DA BOA VISTA / 6 de setembro de 2022, às 14h/ IF Sertão – Campus Santa Maria da Boa Vista/ BR 428, Km 90, Zona Rural – Santa Maria da Boa Vista/PE AGRESTINA / 8 de setembro de 2022, às 10h30/ Centro Cultural Amara da Mazuca – Agrestina/PE SÃO CAETANO / 8 de setembro de 2022, às 15h/ Escola Coronel Camilo Pereira Carneiro – Avenida Luiz Coimbra, s/n, Centro – São Caetano/PE BOM CONSELHO / 9 de setembro de 2022, às 14h/ ETE Francisco de Matos Sobrinho – Rodovia PE 218, Km 14, s/n – Bom Conselho/PE RECIFE / 15 de setembro de 2022, às 15h/ ETEPAM – Avenida João de Barros, 1769, Encruzilhada – Recife/PE

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Paulo Andre Pires FOTO Thalyta Tavares

Paulo André, produtor do Abril Pro Rock, lança livro “Memórias de um motorista de turnês”

Publicação tem incentivo do edital Recife Virado – Prefeitura do Recife. Evento com tarde de autógrafos acontece no Centro do Artesanato de Pernambuco, a partir das 16h (Foto: Thalyta-Tavares) “Memórias de um motorista de turnês” é a estreia literária de Paulo André Moraes Pires, produtor-executivo e curador de um dos mais relevantes festivais do Brasil, o Abril Pro Rock. O livro é uma revisão de uma vida de intensas experiências com arte, música e mercado cultural através de registros autobiográficos. O lançamento acontecerá neste sábado (13/08/22), às 16h, no Centro de Artesanato de Pernambuco, com entrada franca, onde o público poderá adquirir o exemplar. A publicação tem incentivo do edital Recife Virado – Prefeitura do Recife, com edição da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Na publicação, o leitor vai encontrar crônicas sobre o que aconteceu ― ou do que Paulo André lembra de ter acontecido ― antes, durante e depois das suas “maiores aventuras da vida”: as turnês internacionais de Chico Science & Nação Zumbi. Os relatos foram reunidos no início dos anos 2020, impulsionados pelo período da pandemia e do isolamento social. “Me debrucei no acervo, nessa memorabilia. Me inspirei pra escrever textos sobre alguns momentos da minha vida — mas com ênfase, como diz o título do livro, nas andanças com as bandas mundo afora”, conta. Segundo Paulo André, sua “carreira internacional de motorista de turnês” começou na primeira viagem com Chico Science & Nação Zumbi, em 1995, e se confirmou na Afrociberdelia, em 1996. “Foi isso que tentei passar, de quando lembro desses personagens. Quando lembro da gente cruzando com os produtores do Trans Musicales, de Rennes, encantados com o show em Montreux, eu estou ouvindo Chico me dizer ‘meu irmão, te vira, Paulo… eu quero tocar!’, revela Paulo, logo na introdução do livro. Além dos textos, o leitor vai se deparar com verdadeiros achados ou relíquias, dependendo de quão fã é das tantas bandas e artistas citados no livro. “Quando me tornei profissional da música, sempre tive o cuidado de pedir tudo: o cartaz, o panfleto, a coletânea do festival. Quando vejo os objetos, as fotos, os flyers, as fitas-demo, eles me trazem lembranças não só de situações como dos próprios diálogos”, explica. No livro, muitas dessas memórias materializadas em itens colecionáveis também estão presentes em fotos e arquivos digitalizados. Como é o caso de uma foto de um cheque do lendário CBGB, berço de diversas bandas punk rock, em Nova York, que serviu de pagamento de 100 dólares para Chico Science, em 1995.

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Expo Carro

Exposição e encontro de carros antigos no Shopping Patteo Olinda

Até o dia 14 de agosto, os amantes de carros antigos poderão conferir, no Shopping Patteo Olinda, uma exposição com 13 veículos clássicos, entre eles Chevette, Puma, Maverick GT, Corcel, Rural, Kombi, Fusca e Brasília. A exposição, promovida pelo grupo Revolks Aircooled, é gratuita e acontece nos pisos subsolo, térreo, L1 e L2. Além disso, no domingo (14), quando se comemora o Dia dos Pais, o centro de compras vai receber um Encontro de Carros Antigos, na garagem G3. O evento acontece das 14h às 21h e será aberto ao público. Os proprietários de veículos antigos que queiram participar podem levar seus carros, desde que cumpram alguns pré-requisitos. O veículo deve ter sido fabricado até o ano de 1996 e ser de modelos como Fusca, Chevette, Gol Quadrado, Opala, Brasília, Fiat 147, Kombi Clipper, Corcel, TL, TC, Karman Ghia, Rural, Puma, Veraneio, Caravan, Santana, Maverick, C10, D20, Gordini e Aerowyllis. O acesso dos carros participantes deverá acontecer através do edifício garagem. Já o acesso do público geral será realizado através dos elevadores sociais disponíveis no shopping. Outras atrações como música ao vivo, recreação infantil, feira de artesanato e de miniaturas, além de mercado de pulgas com venda de peças de reposição para os veículos também farão parte do evento. Ainda, uma ambulância antiga de 1989, toda equipada e restaurada, estará realizando a vacinação por demanda espontânea para residentes em Olinda. O ingresso para o Encontro de Carros Antigos, realizado pelo Shopping Patteo Olinda em parceria com a Revolks Aircooled e Prefeitura de Olinda, será a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis que serão entregues para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Mais informações estão disponíveis no Instagram @revolks_aircooled. O Shopping Patteo Olinda fica na Rua Carmelita Soares Muniz de Araújo, nº 225, em Casa Caiada.

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teatro magico

Teatro Mágico volta ao Recife com show “Luzente”

Após um hiato de cinco anos, os fãs do grupo poderão conferir o mais novo show do Teatro Mágico, que fará uma única apresentação, na cidade, no próximo dia 13 de agosto. Em turnê pelo Nordeste, o grupo traz para o público recifense uma proposta pautada no recente álbum, intitulado Luzente, com canções interpretadas pelo compositor e vocalista Fernando Anitelli, também responsável pela fundação do grupo, em 2003. As novas músicas propõem uma abordagem mais pop e dançante, mas preserva a essência do grupo, um dos nomes mais icônicos da música brasileira. O show também inclui a apresentação de clássicos do Teatro Mágico, como “O anjo mais velho”, “Pena”, “Camarada d’Água” e contará, também, com a participação especial da cantora paulistana Nô Stopa. Além das músicas, as características marcantes do grupo musical continuam presentes misturando elementos de circo e teatro, envolvendo a plateia com performances impactantes e interatividade, que conquistaram uma grande e devotada base em todo Brasil ao longo da trajetória do Teatro Mágico. A apresentação traz, ainda, temas da atualidade, instrumentistas e bailarinos caracterizados, canções solares, contagiantes, e uma proposta lúdica, voltada para a toda a família. Luzente é o sexto álbum de estúdio e oitavo da carreira do grupo, e teve como inspiração o cenário desafiador vivenciado pelo mundo nos últimos anos. “A ideia foi trazer uma fresta de luz e possibilidades em um cenário devastado”, afirmou Fernando Anitelli, que assina a produção com Daniel Santiago. Uma das músicas do novo trabalho chama-se Laço e é uma composição do pernambucano Igor de Carvalho. “Igor é um dos grandes compositores que tive a honra de conhecer na caminhada da Música. Ele cantou a canção para mim num encontro que tivemos e me apaixonei pela letra!”, frisou Anitelli. As 11 faixas foram mixadas e masterizadas pelo engenheiro de som Rodrigo Roots Sanches, ganhador de dois Grammys Latino. As canções são inéditas e tocadas por Fernando Anitelli (voz e violão), Daniel Santiago (guitarra, baixo, violão, piano e teclados), Nicolas Krassik (violino), Rafael dos Santos (bateria) e Rodrigo Sanches (bateria e efeitos sonoros). Serviço Show Luzente (Teatro Mágico)Data: 13 de agosto (sábado)Horário: 20 horasLocal: R. Dom Bôsco – Boa Vista, Recife – PEIngressos à venda em: ingressomagico.com.br

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A heranca da minha avo

Exposição ‘Primeiro a fome, depois a lua’ celebra os 90 anos de José Cláudio na Galeria Marco Zero

Seleção inédita de obras evidencia o tema trabalhador na mostra, que começa no próximo dia 11 e segue até outubro, com entrada gratuita Festejando os 90 anos do pintor, desenhista, gravador, escultor, crítico de arte e escritor José Cláudio, um dos mais ilustres e produtivos representantes da arte pernambucana, a Galeria Marco Zero anuncia o artista como o protagonista da próxima exposição do espaço, comandado por Marcelle Farias e Eduardo Suassuna. Sob a curadoria de Clarissa Diniz, a mostra, que entra em cartaz no dia 11 de agosto e permanece até 01 de outubro, tomou como ponto de partida o quadro ‘Primeiro a fome, depois a lua’ (1968). O título da obra, pertencente ao acervo original do Museu de Arte do Rio (MAR), batiza a exposição que celebra não apenas a pujança de sua pintura ou experimentalismo de sua obra, mas principalmente o caráter ético de sua trajetória. Com acesso gratuito, a Galeria Marco Zero fica localizada na Av. Domingos Ferreira, nº 3393, em Boa Viagem, no Recife. ABORDAGEM – “Primeiro a fome, depois a lua” elege, como sua perspectiva central, o trabalho. Fundamentalmente, como José Cláudio enfocou o tema do trabalhador em sua obra e, ao mesmo tempo, compreendeu e politizou sua própria posição de artista como uma condição de trabalho. O conceito curatorial apresenta ao público não as reconhecidas dimensões paisagísticas de sua pintura – as quais são especialmente conhecidas em Pernambuco – mas, ao contrário, seu menos acessado engajamento social e político. “A exposição revela um artista atento às urgências sociais que não são diferentes da sua prática artística, onde José Cláudio se dispunha a pintar oito horas por dia, todos os dias. Dessa forma ele entendia e queria mostrar que o artista é também um trabalhador”, explica Clarissa. SELEÇÃO INÉDITA – Além de reunir obras de colecionadores privados, datadas desde a década de 1950, a exposição apresenta importantes registros da coleção particular do artista, como os cadernos que José Cláudio produziu durante uma expedição pelo Rio Madeira, coordenada pelo zoólogo Paulo Vanzolini em 1975. Compreende a série dos carimbos; sua colaboração com o desenvolvimento de cartazes e pinturas murais para campanhas eleitorais; sua atuação como cronista e até mesmo – a exemplo do abissal projeto escultórico hoje guardado no Santuário dos Três Reinos – sua disposição a encarar grandes empreitadas de trabalho, que contaram com a colaboração com trabalhadores de áreas diversas: convocados não só por seu trabalho técnico ou mecânico, como também criador. Serviço:Exposição ‘Primeiro a fome, depois a lua’ – Obras de José Cláudio, com curadoria de Clarissa DinizGaleria Marco Zero – Avenida Domingos Ferreira, nº 3393, Boa ViagemAbertura:11/08 às 19h | Visitação 11/08 até 01/10Horário – seg à sex | 10h-19h | sáb |10h-17hAcesso gratuito

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festival coco

13º Festival Lula Calixto traz 43 atrações, volta do público em Arcoverde e projeta compra da sede do Coco Raízes

Festividade gratuita reúne diversas manifestações culturais e expressões artísticas durante três dias seguidos, de 12 a 14 de agosto, no Alto do Cruzeiro e palhoção “Prepara o tamanco que a caravana não morreu e vai levantar poeira, celebrando 24 anos de existência e resistência do grupo Coco Raízes de Arcoverde”. Esse é o convite do mestre Assis Calixto, patrimônio vivo de Pernambuco, para o 13º Festival Lula Calixto, que acontecerá gratuitamente em Arcoverde, Sertão pernambucano, durante três dias seguidos, de 12 a 14 de agosto (sexta, sábado e domingo), nos turnos da tarde e noite. De volta presencialmente após dois anos, a celebração leva o nome do irmão de Assis, responsável por fundar o grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde, em 1992, que completa 30 anos de tradição no samba de coco trupé, uma das maiores referências da cultura popular do Brasil.   O Festival Lula Calixto, criado para homenagear o fundador do samba de Coco Raízes de Arcoverde e com produção de Bia Leite, terá nesta edição 43 atrações divididas em dois palcos: Alto do Cruzeiro (principal – sede), ponto turístico da cidade, e Dos Mestres, palhoção em frente ao ateliê de Assis. A nova sede do Coco Raízes, inclusive, está localizada no Alto do Cruzeiro.  Diversas manifestações culturais e expressões artísticas de diferentes regiões irão se apresentar nos locais, promovendo um encontro multicultural no portão do Sertão do estado. Entre as atrações de Arcoverde em sua maioria, Recife, Olinda e Pesqueira (Agreste) estão Coco de Mulheres com participação especial de Mãe Beth de Oxum, Helton Moura (Arcoverde), Coco Trupé (Arcoverde), Lia Morais (Recife), Capim Santo (Olinda) e Samba de Coco Toype de Ororubá (Pesqueira). Haverá também oficina de dança e recreação para crianças. Além disso, o evento movimentará todo o comércio local. A expectativa é que cerca de 5 mil pessoas seja o quantitativo de público por dia.  “O festival é uma das formas de estimular e alimentar a resistência cultural para a nossa identidade local e regional, resgatando a cultura popular de raiz e dando oportunidade aos seguidores de nossas manifestações vindos de diversos estados. No mês de agosto, a nossa caravana celebra mais um aniversário com seu tradicional e maior festival de cultura popular do Sertão pernambucano”, define Assis Calixto.  Pela primeira vez, toda a festividade será transmitida ao vivo pela TV Arcoverde no canal do Coco Raízes no YouTube (Confira). Haverá um QR Code durante a transmissão com o objetivo de conseguir verba para compra da sede do Coco Raízes. Todo o valor arrecadado irá para a aquisição do espaço cultural. O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Arcoverde, Secretaria de Cultura de Arcoverde e Secretaria de Turismo de Arcoverde. “A realização do Festival Lula Calixto faz uma ponte entre a cultura da capital e a do sertão pernambucano. Hoje, ele é considerado um dos maiores encontros culturais da região. Com todo esse apelo, a gente tem certeza que o público chegará junto nos três dias e também ajudará com doações online para que possamos adquirir a nova sede de forma definitiva”, comenta a produtora cultural do evento, Bia Leite. Durante os três dias de festival, a “Filarmônica de Arcoverde” fará o toque de alvorada ao amanhecer pelas ruas da cidade e terminará o cortejo na Sede do Coco. A celebração também manterá a antiga tradição com dois palcos funcionando, com apresentações artísticas diurnas, como recitais, encontros de maracatus, grupos folclóricos e oficinas. Em suas edições anteriores, mais de cinco mil pessoas por noite prestigiaram a celebração. Para este ano, a estimativa total é de até 15 mil pessoas. “É importante essa interação entre os grupos culturais e a sociedade. O objetivo é divulgar nossas manifestações artísticas e culturais e ao mesmo tempo fortalecer e incentivar os grupos locais, além de levar música de qualidade para o público do sertão pernambucano e assim movimentar a cadeia produtiva da música local”, pontua Bia Leite. Assis Calixto Em 2019, Assis Calixto foi eleito patrimônio vivo de Pernambuco. Natural de Sertânia, no Sertão de Pernambuco, o mestre está com 76 anos, dedicando mais de 60 deles a cultura popular. Ele é um dos responsáveis por fazer de Arcoverde a “Capital do Samba de Coco”. Seu primeiro contato com o coco foi ainda criança, com apenas seis anos. Ele concedeu a honraria ao irmão Lula Calixto. Assis dá até hoje continuidade ao legado de Lula.  Assis Calixto se entrega ao samba de coco para manter viva a história de um povo. À frente do Coco Raízes de Arcoverde, leva a embolada do Sertão, influenciada pela cultura indígena e negra, para todas as regiões do Brasil e para o mundo.  Serviço 13º Festival Lula Calixto Data: 12 a 14 de agosto Local: Arcoverde/PE (Alto do Cruzeiro) Turnos: tarde e noite

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MONUMENTO AOS MARTIRES 1

Os protomártires da nossa independência

Faltando pouco mais de um mês para o bicentenário da Independência do Brasil, pouco se espera das comemorações oficiais, inclusive em Pernambuco, onde 30 dos nossos protomártires pagaram com suas vidas pelo ideário de liberdade cultivado em movimentos sediciosos do passado. Quem transita pela Praça da República, através dos seus jardins projetados por Roberto Burle Marx (1909-1994), cercada por monumentos como o Palácio do Governo (1841), o Teatro de Santa Isabel (1850), o Liceu de Artes e Ofícios (1880), o Palácio da Justiça (1930) e o prédio da Secretaria da Fazenda (1944), mal desconfia que o seu solo encontra-se embebido pelo sangue de 8, dos 12 mártires pernambucanos que deram suas vidas em favor da causa da liberdade, quando do Movimento Republicano de 1817. No início do Século 19, quando a atual Praça da República era chamada de Largo do Erário, serviu de cenário à solenidade da Bênção das Bandeiras dos Revolucionários de 1817, ocorrida em data de 3 de abril daquele ano. Pavilhão que, um século depois, voltou a tremular em nossos céus, transformado que foi em Bandeira oficial do Estado de Pernambuco (1917). O local veio a ser chamado de Campo da Honra, em memória aos oito mártires pernambucanos que pagaram com suas vidas pela participação naquele movimento pioneiro de implantação de uma República em terras da América Latina. Em 8 de julho de 1817, foram ali enforcados e esquartejados os capitães Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa e José de Barros Lima (o Leão Coroado), e o padre Pedro de Sousa Tenório (Vigário Tenório). Seguindo-se da execução dos mártires Antônio Henrique Rabelo, Amaro Coutinho, José Peregrino Xavier de Carvalho, Inácio de Albuquerque Maranhão e o padre Antônio Pereira de Albuquerque. Em memória dos Mártires da República de Pernambuco de 1817, foi erigido em 1987 um monumento, moldado em cimento pelo escultor Abelardo da Hora (1924-2014); sob o patrocínio do Governo de Pernambuco, atendendo sugestão do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano; na alameda em frente ao Palácio da Justiça. Estranhamente, nenhum dos que morreram pela causa da nossa liberdade, teve o seu nome assinalado naquele monumento! Na sua base, apenas aparecem transcritos os nomes dos contemporâneos que promoveram tal homenagem (!) No período em que frequentei como Membro do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico-cultural do Estado de Pernambuco, apresentei projeto, aprovado pela unanimidade dos demais conselheiros, no sentido de fazer gravar no granito, os nomes dos 30 Protomártires da Pátria, imolados nos movimentos libertários ocorridos quando da Proclamação da República de 1710, em Olinda; da República Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824.

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branca de neve

Musical infantil invade teatro do Recife neste final de semana

Agosto terá clássicos da literatura infantil aos teatros de Recife: no dia 14/08, “Branca de Neve” volta ao Teatro Barreto Júnior, nos horários das 10h30, 14h e 16h. A produção é da Humantoche Produções e os ingressos estão à venda apenas no Sympla, através do endereço https://www.encurtador.com.br/agrLR Ricardo Silva, diretor da Humantoche, promete muita interação com a plateia e magia: “Cada apresentação é um momento da gente se desconectar um pouco da realidade e embarcar no encanto das histórias. Por isso a gente invade a plateia, brinca com os pequenos e utiliza os efeitos para trazer essa magia para além do palco”. COVID-19É obrigatório o uso de máscaras dentro do teatro, além da apresentação dos comprovantes de vacina. Os ingressos custam R$ 60 inteira ou R$ 30 meia (para estudantes, idosos, portadores de necessidades especiais e acompanhantes, professores e crianças de 02 a 12 anos). Outras informações pelo  @humantocheproducoes no instagram ou no fone / whatsapp 81 9.98032724. SERVIÇO:Espetáculo: Branca de NeveTeatro Barreto Júnior – R. Est. Jeremias Bastos – Pina, Recife – PE14 de agosto às 10h30, 14h e 16hIngressos: 60,00 inteira / 30,00 meia-entradaaprox. 50min

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