Economia

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Intenção de consumo das famílias cai no País, mas percepção da economia segue positiva

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), publicado nesta semana, registrou queda em fevereiro. Trata-se da terceira seguida. O índice, que é calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi de 105,7 pontos, que é 0,5% a menos que o mês anterior. Apesar de estar acima de 100 pontos (que indica uma percepção geral de satisfação com as condições econômicas), o recuo é um sinal de alerta da preocupação das famílias com o endividamento dos últimos meses. A pesquisa indicou que a redução da intenção de consumo aconteceu principalmente nas famílias com renda abaixo de dez salários-mínimos (até R$ 14.120), que representou um recuo de 0,6%, enquanto que para os grupamentos familiares com renda acima de dez salários-mínimos, a redução foi de 0,1%. A pesquisa é feita em todo o país, com uma amostra de 18 mil consumidores. Se a intenção de consumo está em queda, a avaliação da população sobre a inflação, um dos indicadores mais relevantes para o equilíbrio da economia brasileira, é de que está controlada. O estudo indicou também a percepção de um crescimento na população empregada no País. Expo Franquias Nordeste terá 80 expositores no RioMar Recife Aqueles que desejam iniciar um novo empreendimento, mas estão em dúvida por onde começar, têm uma excelente oportunidade ao participar da Expo Franquias Nordeste (EFN 2024). O evento está programado para ocorrer de 21 a 23 de março, no RioMar Recife, das 14h às 21h. Em sua quinta edição, a exposição retorna à capital pernambucana, após ter sido realizada em Fortaleza no ano anterior. O espaço de exposições contará com mais de 80 marcas de franquias, e haverá também dois eventos paralelos: o Franchising Talks e o Congresso de Franquias & Varejo Norte e Nordeste da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Os visitantes podem esperar a presença de expositores nos setores de alimentação, casa e construção, entretenimento e lazer, hotelaria e serviços, limpeza e conservação, moda, saúde, beleza e bem-estar, serviços automotivos, serviços educacionais, comunicação, informática e eletrônicos, entre outros. O credenciamento para a feira já está disponível no site https://expofranquiasne.com.br. Leilão da Caixa oferece 285 imóveis com descontos de até 75% em todo Brasil A Caixa Econômica Federal está promovendo um novo leilão de imóveis em todo o Brasil, proporcionando diversas oportunidades para investidores e compradores. Com um total de 285 imóveis disponíveis, este leilão destaca-se pelos descontos substanciais oferecidos em relação aos valores de mercado, chegando a alcançar descontos de até 75%. O leilão será conduzido em duas etapas, cada uma oferecendo descontos progressivamente mais atrativos. Na primeira fase, agendada para o dia 06 de março de 2024, os participantes terão a oportunidade de adquirir propriedades com descontos de 40% em relação à avaliação de mercado. Já no segundo leilão, programado para o dia 15 de março de 2024, os descontos aumentarão para 75% em relação ao valor estabelecido no primeiro leilão. Artesanato de Talentos e Camarim Expopreta incrementam renda de empreendedores comunitários na temporada de Carnaval O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) encerrou a temporada de Carnaval com resultados positivos em suas iniciativas de fortalecimento do empreendedorismo comunitário nos espaços colaborativos do RioMar Recife. A loja Artesanato de Talentos, em parceria com a Fecomércio-PE, registrou um faturamento de aproximadamente R$ 80 mil em um mês de operação, comercializando fantasias e adereços confeccionados por 19 artesãs e artesãos do Pina e Brasília Teimosa, resultando na venda de mais de mil peças. Localizada no piso L2 e sem custos de ocupação, a loja direcionou integralmente a renda obtida para os participantes do projeto. Paralelamente, o Camarim Expopreta, situado no piso térreo, ofereceu serviços de trançados e penteados conduzidos por afroempreendedores locais, como Fran Ferreira, Miqueline Batista e João Perfeito. Ao longo de 28 dias, de 13 de janeiro a 9 de fevereiro, foram realizados cerca de 300 atendimentos, contribuindo para o fortalecimento da comunidade empreendedora na região. Curso de Due Diligence em Contratos Imobiliários acontece na próxima semana O advogado Augusto Lócio, especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Pernambuco (Sindimóveis-PE), estará ministrando nos dias 28 e 29 o curso “Due Diligence nos contratos de Compra e Venda e de Permuta de Imóveis”. Organizado pelo Centro de Estudos do Direito Imobiliário (Cesdi Cursos), o curso visa capacitar advogados, corretores de imóveis, investidores e interessados, fornecendo informações cruciais para a interpretação da matrícula de um imóvel e outros documentos essenciais desde o início da transação. O objetivo é proporcionar a segurança necessária para aqueles que desejam realizar uma negociação imobiliária altamente segura. As aulas acontecerão das 18h às 22h, no Empresarial Riomar Trade Center Torre 5, no Pina. Para mais informações, entre em contato pelo número 99377.1630.

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10ª edição do Startup Day discute empreendedorismo inovador em março

No próximo dia 16 de março, Pernambuco se prepara para sediar a 10ª edição de um dos eventos mais influentes no cenário do empreendedorismo inovador: o Startup Day. Esta iniciativa, idealizada pelo Sebrae Startups, que ocorre simultaneamente em todo o país, promete uma jornada repleta de aprendizado, oferecendo capacitações, oficinas, rodadas de negócios, palestras e painéis de forma gratuita. A expectativa é reunir uma comunidade ativa de mais de 2 mil participantes, distribuídos nas sete cidades contempladas: Recife, Água Preta, Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada, Petrolina e Araripina. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas sem custo através deste link: https://bit.ly/startup-day-pe-24. Gerente de Negócios Inovadores do Sebrae/PE, Thiago Suruagy “O Startup Day está aberto, também, para estudantes, investidores, donos de negócios e potenciais empreendedores – pessoas que às vezes não tem muita noção do que é empreendedorismo e inovação, mas que são curiosas e querem entender mais sobre esse mundo de oportunidades que é a área dos negócios inovadores” Programação do evento No Recife, a sede do Sebrae será o palco principal do evento, oferecendo oficinas de temas como modelagem de negócios, desenvolvimento de aplicações em “low code”, gestão de produtos e discussões sobre recursos para o fomento de negócios. Na Zona da Mata, o evento retornará à Usina de Arte, parque artístico e botânico em Água Preta, abordando o potencial turístico da região e sua ligação com o empreendedorismo inovador por meio de palestras e oficinas. No Agreste, estão previstas participações de representantes da comunidade Sete Colinas em Garanhuns, e das Baterias Moura, Softex e SoftMakers no Armazém da Criatividade em Caruaru. Na programação do Sertão, destacam-se exposições de startups e parceiros em Serra Talhada, consultorias sobre formalização e a presença de um representante do Pede.ai, um aplicativo de delivery popular em Petrolina. Em Araripina, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE) irá reativar o Centro Avançado em Tecnologia durante o evento, buscando impulsionar o desenvolvimento da região por meio do empreendedorismo, transformação digital e Indústria 4.0.

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Recife Outlet: entre a consolidação e as promoções em 2024

O Recife Outlet está perto de completar o terceiro ano de operações. Após as turbulências da pandemia e a espera pelas obras de requalificação da BR-232, onde está instalado, o mall registrou nos últimos meses um crescimento médio 30% no faturamento, em relação aos mesmos meses do ano passado, segundo o superintendente Marco Sodré. Só no mês de dezembro, o salto nas vendas foi de 40%. Com novas operações e preparando-se para uma expansão, a empresa vive um momento de consolidação, mas também marcado por atividades promocionais. Super Sale Entre hoje (22) e domingo (25), o mall promove mais uma edição do Super Sale, com desconto sobre desconto, já que no outlet os preços são de 30% a 70% mais baratos do que em shopping centers convencionais. Como é o período em que as lojas renovam seus estoques e oferecem produtos, a aposta em preços promocionais é ainda mais forte. “Nossa regra básica, em contrato, é que pelos menos 70% das peças dos lojistas tenham ao menos 30% de desconto. No Super Sale teremos descontos ainda maiores. É o melhor momento para quem busca preços competitivos.”, promete Sodré. Expansão do empreendimento Marco Sodré conta que o Recife Outlet nasceu com 13,2 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Neste ano, com a instalação de um posto de combustíveis, uma operação de drive thru da Bob’s e um novo restaurante na área externa, o empreendimento alcançará 16,4 mil metros quadrados de ABL. Outra novidade do ano deve ser a instalação de um sistema próprio de geração de energia solar, para cobrir até 90% do consumo atual do mall. 1000 reais é o tíquete médio dos clientes do Recife Outlet 600 empregos diretos foram gerados com o empreendimento 70 operações compõem o mix do mall atualmente

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Dívidas renegociadas no Desenrola Brasil somam R$ 35,6 bilhões

(Da Agência Brasil) A cerca de 40 dias do fim do prazo, o Desenrola Brasil renegociou R$ 35,6 bilhões em dívidas, divulgou ontem (20) o Ministério da Fazenda. Ao todo, 12 milhões de brasileiros refinanciaram 17 milhões de débitos, que foram retirados de cadastros negativos, reparcelados ou quitados à vista. Os dados referem-se até o dia 18 de fevereiro. As negociações continuam abertas para a faixa 1, destinada a pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programa Sociais (CadÚnico) do governo federal e a dívidas de até R$ 20 mil. Segundo o Ministério da Fazenda, apenas na faixa 1, 1,6 milhão de pessoas renegociaram R$ 9 bilhões em débitos. As dívidas para essa categoria caíram para R$ 1,2 bilhão após a aplicação do desconto médio de 87% pelo programa Desenrola. Do total de R$ 1,2 bilhão em dívidas remanescentes, R$ 222,8 milhões foram quitados à vista e R$ 977,2 milhões foram reparcelados. Ao todo, as renegociações na faixa 1 envolveram 3,57 milhões de contratos de serviços financeiros, eletricidade, comércio varejista, educação, telecomunicações, saneamento, empresas e demais setores. Em relação à divisão por estados, São Paulo tem o maior volume de renegociações na faixa 1. Desde outubro do ano passado, quando entraram em vigor os refinanciamentos nessa faixa, 400 mil pessoas no estado renegociaram R$ 2,3 bilhões, que se transformaram em R$ 305 milhões. O Rio de Janeiro é o segundo estado com mais negociações na faixa 1, com 181 mil pessoas renegociando R$ 1 bilhão, que se transformaram em R$ 125 milhões. Em terceiro, está Minas Gerais, com 135 mil pessoas beneficiadas e R$ 781 milhões negociados, que foram reduzidos para R$ 111 milhões. Em relação aos municípios, 30 cidades respondem por 38% das negociações na faixa 1, o equivalente a 614 mil pessoas que viram a dívida cair para R$ 468 milhões após os descontos.  A capital São Paulo apresentou o maior volume negociado, R$ 100 milhões, e 130 mil pessoas. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com R$ 52 milhões e 73 mil pessoas; Brasília, R$ 31 milhões e 39 mil pessoas; Manaus, com R$ 28 milhões e 30 mil pessoas, e Fortaleza, R$ 24 milhões e 34 mil pessoas. Mudanças Na quinta-feira (15), o Desenrola Brasil passou a ser acessado também por meio do site da Serasa Limpa Nome. Com a integração entre as plataformas, os usuários logados na plataforma da Serasa já conseguem ser redirecionados para o site do Desenrola, onde é possível consultar as dívidas e fazer os pagamentos nas condições do programa, sem necessidade de um outro login. Desde o dia 29 de janeiro, as pessoas com perfil bronze no Portal Gov.br podem parcelar as dívidas no Desenrola. Antes, quem tinha o conta desse nível, que tem menos segurança, podia apenas quitar o valor negociado à vista. Com a mudança, a proporção de usuários com login nível bronze subiu de 19% para 40% das negociações diárias.

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Governo do Estado propõe Bilhete Único para a Região Metropolitana do Recife

O Governo de Pernambuco apresentará ao Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) a proposta de implementação do Bilhete Único Metropolitano, sem aumento na tarifa para os passageiros das linhas regulares. Esta proposta será submetida à apreciação na reunião agendada para a próxima quinta-feira (22). A nova política promete trazer benefícios para mais de 90% dos usuários do transporte. A iniciativa representará um aporte adicional anual de cerca de R$ 60 milhões em benefício dos usuários. Caso aprovado, os usuários do transporte metropolitano terão a tarifa única de R$ 4,10. Os passageiros poderão ainda realizar até cinco embarques durante um período de duas horas de utilização do sistema. Governadora Raquel Lyra “Essa proposta beneficia mais de 700 mil pessoas, em toda a Região Metropolitana do Recife, que passariam a ter apenas um anel. É uma medida que visa proporcionar mais facilidade para os usuários que utilizam o transporte público diariamente. As pessoas que moram longe do seu local de trabalho serão as mais beneficiadas”. Lojas Avenida inaugura primeira unidade em Pernambuco Petrolina receberá a primeira unidade da Lojas Avenida em Pernambuco no próximo dia 22, quinta-feira, localizada na travessa Gregório Ramos, 231, Setor 1 – Quadra 85, no Centro. Com essa expansão, a rede, que atua no setor de varejo de moda, amplia sua presença para o 14º estado brasileiro, além do Distrito Federal. A abertura da unidade no Vale do São Francisco faz parte do plano de expansão acelerada iniciado em 2023, resultando na inauguração de 39 lojas. A meta para 2024 é ultrapassar a marca de 200 unidades em todo o Brasil, superando as atuais 150. No mesmo dia, será inaugurada outra loja em Juazeiro, na Bahia, localizada a menos de 5 km de distância da unidade em Petrolina. Essas inaugurações marcam o início das atividades da rede neste ano. Importadora comemora crescimento em 2023 A Wine Concept Brasil, nascida em Pernambuco, mas com atuação em todo o território nacional, comemora o crescimento da empresa em 2023 em relação ao ano anterior. Além da Matriz no Recife, a empresa está com filiais na Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e iniciando um trabalho na Bahia. Ainda no primeiro semestre deve abrir uma nova filial, desta vez em São Luís (MA). Segundo Marcos Oliveira, Ceo da empresa no Brasil, a expectativa da empresa é fechar 2024 com um crescimento do seu portfólio com novos rótulos do Chile, Argentina, Brasil e Espanha.

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Em janeiro, inflação pesou mais para a baixa renda, diz Ipea

(Da Agência Brasil) Em janeiro, a inflação pesou mais no bolso das famílias de baixa renda do que no orçamento das famílias de rendas média e alta. A constatação faz parte do Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, enquanto a inflação oficial do país – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) –  calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 0,42% em janeiro, a inflação para famílias de renda muito baixa (renda mensal domiciliar de até R$ 2.105,99) ficou em 0,66%. Os grupos familiares de renda baixa (entre R$ 2.105,99 e R$ 3.158,99) e média-baixa (de R$ 3.158,99 e R$ 5.264,99) também sentiram no bolso uma inflação maior que a média, 0,59% e 0,49%, respectivamente. Por outro lado, lares de renda média (de R$ 5.264,98 e R$ 10.529,96), média-alta (de R$ 10.529,96 e R$ 21.059,92) e, especialmente, alta (acima de R$ 21.059,92) sentiram impactos de aumentos de preços abaixo da inflação oficial, 0,37%, 0,38% e 0,04%, respectivamente. Alimentos De acordo com o Ipea, o peso maior do custo de vida para os lares mais pobres é explicado pela alta nos preços dos alimentos. Isso acontece porque a parcela do orçamento gasta com a compra de alimentos é bem maior para as famílias mais pobres, em relação à observada no segmento de renda mais alta. “Em janeiro, o principal foco inflacionário para as classes de rendas mais baixas veio do grupo alimentos e bebidas, refletindo a alta dos preços dos alimentos no domicílio, especialmente dos cereais (6,8%), dos tubérculos (11,1%), das frutas (5,1%) e dos óleos e gorduras (2,1%)”, explica a pesquisadora do Ipea Maria Andreia Parente Lameiras.   No mês de janeiro, o comportamento no preço dos alimentos representou um peso de 0,44 pontos percentuais (p.p.) na inflação das famílias de renda muito baixa. Já para os grupamentos familiares de renda mais alta, o peso foi de 0,14 p.p. Os lares mais abastados contaram com outra contribuição para sentirem menos os efeitos da inflação: a queda de 15,2% dos preços das passagens aéreas e de 10,2% das tarifas de transporte por aplicativo. Inversão em 12 meses Os resultados de janeiro ficaram na contramão do acumulado nos últimos 12 meses. No período, foram as famílias de rendas média (4,65%), média-alta (4,93%) e alta (5,67%) que sentiram inflação maior que a média nacional (4,51%). Por outro lado, domicílios de renda muito baixa (3,47%), baixa (3,84%) e média-baixa (4,24%) sentiram um peso menor que o IPCA no orçamento. O Ipea explica que as maiores pressões inflacionárias nos últimos doze meses foram nos grupos transportes, saúde e cuidados pessoais e habitação, impactados pelos reajustes de 25,5% das passagens aéreas, de 10,8% da gasolina, de 6,2% dos produtos farmacêuticos, de 5,6% dos artigos de higiene, de 11% dos planos de saúde e de 8,6% da energia elétrica.

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Pernambuco teve maior taxa de desocupação do país em 2023

(Do IBGE) A taxa de desocupação em Pernambuco no ano de 2023 foi de 13,4% da população de 14 anos ou mais, a mais alta do país. A média nacional, por sua vez, foi de 7,9%. Ainda assim, esse foi o menor percentual do estado desde 2015 e o resultado mostra uma tendência de queda nos dois últimos anos. Em 2021, com a economia ainda sob efeito da pandemia, o índice chegou a 20,2%; em 2022, a taxa foi de 15,9%. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE. A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade – trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – foi de 50,1% da população ocupada. Ou seja, aproximadamente metade dos pernambucanos trabalhou na informalidade em algum momento de 2023, enquanto a média nacional foi de 39,1%. Em 2023, o rendimento médio habitual de todos os trabalhos em 2023 foi de R$ 1.952, o quarto menor do país, atrás apenas do Ceará, do Maranhão e da Bahia. No Brasil, o montante é de R$ 2.979. “Esses resultados da PNAD Contínua têm sido corroborados por outras pesquisas conjunturais do IBGE. Os indicadores de produção industrial, de serviços e de vendas do comércio já demonstravam, ao longo de 2023, um menor dinamismo na economia pernambucana, que acabam de refletir no nível de ocupação da população. O grande volume de pessoas no mercado informal, sem garantias trabalhistas e com menores rendimentos do trabalho, gera uma insegurança quanto ao futuro, refletindo em menores despesas e compras de menor valor. Isso reduz as perspectivas de investimento das empresas e diminui as chances de contratação, num ciclo de baixo desempenho econômico no estado”, pontua a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita. Taxa de desocupação no quarto trimestre de 2023 em Pernambuco foi de 11,9% O IBGE também divulgou os resultados da PNAD Contínua para o quarto trimestre de 2023 em Pernambuco e a taxa de desocupação foi de 11,9% da população de 14 anos ou mais. Em números absolutos, 505 mil pernambucanos procuraram emprego entre outubro, novembro e dezembro e não encontraram. Na Região Metropolitana do Recife, o percentual de desocupados chegou a 13,8%, o segundo maior do país, atrás apenas da Grande Salvador (14,6%). Já a taxa de desocupação na capital pernambucana foi de 11,9%, a terceira mais alta, superada por Salvador (14,1%) e Aracaju (13,2%). Enquanto isso, o número de pessoas ocupadas no estado teve uma pequena variação, de três milhões e 647 mil pessoas no 3º trimestre para três milhões e 726 mil trabalhadores no 4º trimestre, mas essa diferença configura estabilidade do ponto de vista estatístico. O nível da ocupação em Pernambuco, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na semana de referência em relação às pessoas em idade de trabalhar, foi de 47,5% no quatro trimestre do ano passado, aumentando 1,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Outro destaque na PNAD Contínua foi o aumento de 81 mil trabalhadores na iniciativa privada, exceto trabalhadores domésticos, passando de dois milhões e 349 mil para dois milhões e 430 mil, um avanço de 3,4%. Boa parte desse avanço se deve ao aumento de 10,2% no número de trabalhadores sem carteira assinada, de 561 para 618 mil. O grupo de trabalhadores familiares auxiliares, que trabalharam sem remuneração ajudando a atividade econômica de membro do domicílio ou de parente, também aumentaram 50,8%, passando de 48 para 73 mil pessoas entre o 3º e o 4º trimestre de 2023. A taxa de informalidade foi de 50,7% da população ocupada no quarto trimestre de 2022. Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

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Rendimento de mulheres em 2023 é 20% menor que o dos homens

(Da Agência Brasil) As trabalhadoras brasileiras tiveram no quarto trimestre de 2023 um rendimento médio real 20,8% menor que o dos homens. Enquanto o valor recebido por eles no trabalho principal alcançava R$ 3.233, o delas foi R$ 2.562. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença é menor que a registrada no quarto trimestre de 2022, quando os homens recebiam R$ 3.154; e as mulheres, R$ 2.451, o que significava que elas tinham uma renda 22,3% abaixo. Regiões A pesquisa detalha ainda que o país terminou 2023 com rendimento médio real de todos os trabalhos estimado em R$ 3.032. De acordo com o IBGE, esse valor representa uma estabilidade, ou seja, diferença pouco significativa ante o terceiro trimestre (R$ 3.007). Já em relação ao mesmo período de 2022, quando o rendimento era de R$ 2.940, houve crescimento de 3,1%. O ponto máximo já atingido pela série histórica iniciada em 2012 foi R$ 3.169, no terceiro trimestre de 2020. O piso, R$ 2.715, no quarto trimestre de 2021. Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2023, apenas a região Norte (R$ 2.419) apresentou crescimento. As demais ficaram estáveis. Em relação ao quarto trimestre de 2022, o rendimento médio cresceu no Norte, no Nordeste e no Sudeste, enquanto as outras regiões ficaram estáveis. Massa de rendimento A massa de rendimento de todos os trabalhadores terminou 2023 estimada em R$ 301,6 bilhões. Esse montante é R$ 14,4 bilhões superior à massa de rendimento do mesmo trimestre de 2022 (+5%). O número pode ser entendido como o total de dinheiro que os trabalhadores têm à disposição para movimentar a economia, seja com consumo, pagamento de impostos, dívidas ou poupança. População ocupada A população ocupada do país atingiu recorde em 2023. De acordo com o IBGE, era formada por 100,7 milhões de pessoas, 3,8% a mais que em 2022. Houve aumento desse contingente em 22 unidades da federação, com destaque para o Amapá (8,6%), Alagoas (7,8%) e Goiás (7,1%). Apenas o Nordeste não está no auge da quantidade de trabalhadores ocupados. O número de 2023 (22,4 milhões) é menor que o recorde da região, atingido em 2015 (22,6 milhões). Tempo de procura A Pnad aponta que, no quarto trimestre de 2023, quase metade da população desocupada (46,5%) estava de um mês a um ano à procura de trabalho. Cerca de 22,3% dos desocupados procuravam emprego há dois anos ou mais. Outros 19,9% buscavam ocupação há menos de um mês, praticamente mesmo patamar do fim de 2022 (19,3%).

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Estados do Nordeste reivindicam retorno das ferrovias na região

Representantes do setor industrial e engenheiros de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba se unem pelo retorno da Malha Nordeste e pelo trecho Salgueiro – Suape da Transnordestina *Por Rafael Dantas Há um ano os empresários pernambucanos iniciaram o movimento Transnordestina Já!, pela retomada do trecho pernambucano da ferrovia até Suape. Enquanto a articulação entre o Governo Federal, a empresa concessionária e os diversos agentes econômicos se desenrola, outra frente de batalha foi aberta. Desta vez, entidades técnicas e empresariais de quatro estados pedem a recuperação da antiga Malha Nordeste, que era o sistema sobre trilhos que conectava Alagoas, Pernambuco, Paraíba e o Rio Grande do Norte. A mobilização foi incendiada após a empresa FTL (Ferrovia Transnordestina Logística), responsável pela concessão da Malha Nordeste, solicitar à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a devolução da concessão. Apesar do estado de abandono atual do sistema, o engenheiro Maurício Pina avalia que a suspensão desse contrato pode ser ainda mais danosa do que qualquer perspectiva de retomada do modal. “No final do ano passado a concessionária solicitou a retirada da concessão de toda a malha ferroviária de bitola métrica dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Ou seja, um abandono dos quatro estados. Sacramentou a devolução da concessão. Em 2024, o que vamos fazer? É razoável aceitar essa condição absurda, trazendo sérios prejuízos para a economia da região?”, indagou o engenheiro. Em apresentação realizada para entidades como CREA (Conselho de Engenharia e Agronomia), Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção) e Federação das Indústrias dos quatro estados, Maurício Pina contou toda a história de formação e abandono da ferrovia. Antes da privatização, em 1998, a região contava com uma vasta malha ferroviária que atravessava as fronteiras dos estados, conectando os grandes portos da região. Do total de 4.238 quilômetros de malha ferroviária assumidos pela concessionária, em menos de dois anos, apenas 2.750 quilômetros permaneciam operacionais. Ou seja, praticamente um terço de todo o sistema estava parado já no ano 2000. O fim das operações em 2013 nos quatro estados contribuiu para a degradação mais acentuada do sistema. Os relatos dos empresários de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e do Rio Grande do Norte é de que vários trilhos foram arrancados. Muitas estações foram destruídas ou ocupadas irregularmente. Alguns prédios se tornaram espaços culturais ou abrigam outros serviços públicos. Porém, o uso logístico para que foram construídas essas estruturas foi completamente abandonado. “Nesse plano que a concessionária prevê há um inteiro desequilíbrio intraregional, pois o Porto de Pecém passará a ser alimentado por 2.446 km de ferrovias (sendo 1.207 de São Luiz, no Maranhão, e 1.239 km vindos desde Elizeu Martins, no Piauí), enquanto isso, os outros Estados da região vão ficar com zero quilômetros de ferrovia”, denunciou Maurício Pina. Em consequência disso, todas as conexões passaram a ser rodoviárias. E os portos dos quatro estados ficaram isolados de modais mais eficientes, dependendo de caminhões para fazer o transbordo de qualquer tipo de carga. Com perfil de atuação regional, como um hub do Nordeste, Suape é o principal prejudicado pela morte desse sistema, bem como pela amputação da linha que iria até Salgueiro dentro da Transnordestina. “Não se pode pensar em ferrovia sem malha e não se pode pensar em porto sem ferrovia. Não existe porto relevante no mundo sem ferrovia. O Nordeste não pode ficar excluído da infraestrutura nacional. É isso que está sendo proposto contra os estados do Nordeste Oriental”, criticou o consultor empresarial Francisco Cunha, integrante do movimento empresarial. ABANDONO E ISOLAMENTO Na primeira reunião oficial para mobilizar os empresários, além dos representantes de classe, a sede do Sinduscon-PE recebeu também o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcante. De Natal, também representando o Governo do Estado, compareceu à mesa o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Sílvio Torquato. Para os próximos encontros do grupo fica a expectativa desse movimento ser adensado pela presença de mais executivos estaduais. “Nós fomos condenados, porque de uma hora para outra, o Rio Grande do Norte ficou completamente isolado”, criticou o secretário Silvio Torquato. “Somos um grande produtor de sal, que descia para Pernambuco. E subia muito açúcar produzido aqui e muitos outros produtos. Havia uma ligação muito forte por essa malha litorânea ferroviária. Isso foi um crime contra o Rio Grande do Norte. Estamos lutando para soerguer o trabalho ferroviário”. O lamento potiguar e pernambucano também ecoa na Paraíba e em Alagoas. Lamartine Alves, presidente do Sinduscon-PB, reforça que é do conhecimento público que as ferrovias foram muito danificadas em vários Estados. “A malha ferroviária está esquecida no Nordeste. Foi desativada, invadida e danificada. É um absurdo. Isso trouxe uma deseconomia enorme para a região. Queremos que a União analise uma nova concessão para o bem da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e do Rio Grande do Norte”, afirmou Lamartine. O açúcar, os combustíveis e o cimento seriam alguns dos principais produtos beneficiados pela operação ferroviária na Paraíba, segundo o presidente do Sinduscon-PB. Antônio Facchinetti, diretor do Clube de Engenharia de Alagoas, destacou a negligência em relação à malha ferroviária, abandonada desde 2013 no seu Estado. O engenheiro enfatiza que o setor industrial, incluindo a produção de cana-de-açúcar e coco, enfrenta dificuldades logísticas devido à falta de ferrovias. O engenheiro citou, inclusive, que algumas empresas já deixaram o estado por esse motivo. “O Brasil precisa demais das ferrovias. É o transporte de grandes escala, quantidades elevadas de carga não deveriam ser transportadas por caminhões. Muitos acidentes que têm acontecido nas rodovias, inclusive, seriam evitados se tivéssemos mais ferrovias. A quantidade de veículos de carga é muito grande, se existissem os trens isso seria muito reduzido. Algumas empresas, inclusive, saíram de Alagoas porque ficou inviável a dependência do transporte rodoviário”, afirmou Facchinetti, ressaltando a importância estratégica das ferrovias para o desenvolvimento econômico regional. Ele defende a necessidade de investimentos públicos para o setor. De acordo com o presidente da FIERN (Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte), Roberto Serquiz, diante da ausência do modal ferroviário,

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Movimentação ferroviária bate recorde no País, mas segue estacionada no Nordeste

O relatório da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) do ano passado revelou que o País movimentou 530,6 milhões de toneladas de cargas por ferrovias. Um recorde nos últimos cinco anos. A entidade informou ainda que foi o terceiro maior volume da série histórica. Apenas nos anos de 2018 (569,4 milhões de toneladas úteis) e 2017 (538,3 milhões), a movimentação foi superior. Entre 2006 – ano que foi anunciado o novo projeto da Transnordestina – e 2023, o volume de carga transportado por trens aumentou 64%. Com menor custo e maior segurança, o modal ferroviário é um dos pilares para a competitividade econômica dos polos industriais e para o escoamento de cargas dos portos. É impossível não olhar para esses dados nacionais e lembrar que o Nordeste está de fora desse momento de avanço do transporte ferroviário. Com quase 18 anos do seu anúncio, a Transnordestina não carregou nada ainda, ampliou muito os orçamentos previstos inicialmente e ainda retirou o trecho Salgueiro – Suape na concessão original. Alijada do projeto no apagar das luzes do Governo Bolsonaro, principal linha em território pernambucano tem o compromisso do Governo Lula para sair do papel. Se olharmos para a antiga Malha Nordeste, o desalento é ainda maior, com toda linha que cortava Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte completamente parada e abandonada. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê mais de R$ 94 bilhões em investimentos no transporte ferroviário até 2026. Resta saber o que irá vingar no Nordeste ou se permaneceremos desconectados da malha nacional e das oportunidades desse setor, que foi sucateado e destruído após as privatizações do final dos anos 90. Grupo Mioche prevê abrir 10 novos pontos de venda em 2024 O grupo nordestino Mioche – especializado em moda masculina de alto padrão, com lojas em Pernambuco, na Paraíba, no Ceará e no Rio Grande do Norte – costura novos negócios para crescer. Os planos dos sócios e irmãos Rhuan Penaforte e Renan Penaforte envolvem a abertura de 40 novas lojas até 2026. Para este ano, a previsão é inaugurar 10 novos pontos de venda. Segundo o diretor comercial, Rhuan Penaforte, a abertura acontecerá em estados onde a marca já está presente e em novos estados. Com 22 anos de atuação, o grupo conta com uma fábrica em Campina Grande (PB), de onde sai toda a produção, além de 17 lojas próprias de varejo e também está presente em mais de 1.000 lojas multimarcas, que representam e revendem a Mioche em todo o país. Na capital pernambucana, conta com loja exclusiva no piso L2 do RioMar Recife, além de duas lojas em Caruaru – sendo uma no Shopping Difusora e outra no Caruaru Shopping – e ainda uma unidade em Garanhuns. Bezerros comemora movimentação econômica no Carnaval O balanço prévio da Secretaria de Administração e Inovação da Prefeitura de Bezerros revelou 100% de ocupação da rede hoteleira, com geração de mais de 1.500 empregos diretos e indiretos e cadastro de aproximadamente 200 pontos autorizados para comercialização no ciclo carnavalesco. O poder municipal estima que mais de R$ 20 milhões tenham sido injetados na economia local e regional nos quatro dias de festa, com a presença de mais de 500 mil foliões.

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