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Planejar e poupar são ações recomendadas para quem vai receber o 13º

Economista explica que o primeiro passo a ser dado é a lista de gastos A primeira parcela do 13º está prevista para ser depositada na conta de trabalhadores, com contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de todo o Brasil, no dia 30 de novembro. O dinheiro é bastante aguardado pelos brasileiros, principalmente, com a proximidade das festas de final de ano, que aquecem o comércio. Contudo, apesar do dinheiro ser positivo, visto como uma renda extra que pode ser usada para comprar algum produto desejado pelo trabalhador ao longo do ano, mas não teve a oportunidade, deve-se ter cautela e planejamento antes de gastar. Por isso, o ideal é desde já começar a planejar e sempre utilizar a prudência nos gastos financeiros. É preciso lembrar, também, que em janeiro virão os boletos referentes ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), escola, férias e outros gastos necessários e previstos. Assim, para que o planejamento seja feito, o primeiro passo a ser dado é fazer uma lista do que a pessoa precisará pagar até o dia 30 de dezembro e outra daquilo que gostaria de comprar, caso esse valor estivesse disponível. “Pense: o que eu preciso pagar? Que não deve fazer parte de minha vida financeira em 2024; o que eu preciso comprar efetivamente no final do ano? Os gastos a serem realizados com as festas e quanto eu devo e consigo reservar para despesas futuras”, explica a economista e professora do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), Lytiene Rodrigues. Outra possibilidade para quem vai receber o 13º é poupar o dinheiro para que, em uma eventualidade, tenha o valor à disposição. Uma forma é aplicar o dinheiro na caderneta de poupança. Além disso, é importante pensar qual valor será reservado. Se for um valor alto, pode-se buscar outros tipos de aplicações financeiras mais rentáveis, como o Tesouro Direito. Geralmente, essas opções de aplicações exigem que o dinheiro fique investido durante um período e não pode ser sacado. A especialista ainda ressalta que pesquisar preços também é planejar. “A palavra de ordem é planejar e fazer pesquisa de preços, em tudo que for comprar. Pesquisar também em lojas online os preços, porque existem situações em que a compra tem um valor menor e você pode retirar o produto em uma loja física”. 

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Pernambuco: Em busca de uma perspectiva de futuro

*Por Rafael Dantas Na década de 60, o pastor estadunidense Martin Luther King pronunciou o famoso discurso em que dizia ter um sonho: que seus filhos vivessem em uma nação onde não seriam julgados pela cor da pele. Um olhar potente e sintético para o futuro que sobreviveu mesmo à morte do seu autor e que influencia até hoje o movimento anti-racismo no mundo. Poucos anos antes, no Brasil, Juscelino Kubitschek sonhou com uma capital e lançou o desafio de fazer o País avançar 50 anos em 5. Em Pernambuco, nessa época, chegou o padre francês Louis-Joseph Lebret, especialista em planejamento econômico e urbano. Ele projetou para o Estado um caminho de desenvolvimento que passaria pela construção de um grande Porto no Litoral Sul e pela atração de uma refinaria ou estaleiro, além de um ramal ferroviário. Décadas depois, com o Complexo de Suape, a maioria das projeções também se tornaram reais. Nos três casos, a criação de uma visão mobilizadora rendeu frutos e marcou a história. A visão é uma declaração que sintetiza o futuro que um país, um estado ou organização pretendem alcançar. Trata-se, portanto, de uma imagem inspiradora e mobilizadora a ser atingida. Em Pernambuco, os especialistas avaliam que a visão proposta por Lebret já foi atingida – mesmo que a ferrovia Transnordestina, também citada pelo pensador, por exemplo, não tenha saído ainda do papel. Para desenhar um novo ciclo de desenvolvimento para o Estado, conectado com os novos desafios do mundo contemporâneo e com as tendências do novo século, é preciso a projeção de novos horizontes de longo prazo a serem alcançados. “As formulações do Padre Lebret já deram os frutos que poderiam dar. A provocação dele antecipou o Porto de Suape, a refinaria, os estaleiros e até montadora de automóveis, além do ramal da Transnordestina. Mas tudo isso são realizações da era do petróleo, rigorosamente do final do Século 19. Esse ciclo se encerrou. Colocam-se diante de nós os desafios de desenvolvimentos do Século 21”, afirma o consultor Francisco Cunha. A visão é um dos passos iniciais do processo de planejar o desenvolvimento. Essa prática, no entanto, foi perdida no País e em Pernambuco ao longo das últimas décadas. De acordo com o professor da UFPE, Roberto Montezuma, entre os anos 1930 e 1960, o Brasil tinha um projeto, que colocou o País na vitrine do mundo, de uma forma criativa e inovadora. O docente afirma ainda que houve um segundo ciclo de planejamento nos anos da ditadura militar. No entanto, após a redemocratização, as estruturas governamentais que atuavam nesse campo foram consideradas como burocráticas e, aos poucos, desmontadas. “Em alguns momentos da história brasileira, tivemos avanços icônicos. Um deles aconteceu dos anos 1930 aos 1960, quando tínhamos um projeto de País. Um grande desafio do Século 20 era a construção das nações. O Brasil partiu de uma visão de que era possível formar a nação brasileira, o País do futuro”, afirmou Montezuma. Desse impulso nasceram a arquitetura moderna brasileira, a Bossa Nova, o Cinema Novo, a ascensão da literatura e do teatro, entre outros marcos. A construção da capital federal, Brasília, está incluída nesse grande conjunto de realizações do País. Montezuma cita o livro Brazil Builds, lançado em meados do século passado pelo Museu de Nova York, para explicar como o País conseguiu dar um salto. “Há uma máxima na abertura do livro, que é uma publicação fruto de uma exposição feita em Nova York. Ela pergunta como é que esse país, que sempre foi periferia do mundo, pode, de repente, ser uma vanguarda do mundo? Será que foi o talento dos profissionais? Ele diz que não. Na verdade, isso só foi possível porque existia uma força política para que isso ocorresse. Mas, no final do Século 20 foi desmontada toda estrutura construída na época que valorizava o planejamento e a projeção do futuro do País”, analisa Montezuma. A exemplo do Brasil, Pernambuco também teve os dias áureos de projetar os grandes de – safios de longo prazo e construir projetos a partir da visão de futuro construída para o Estado. No centro desse período estavam instituições fortes como a Sudene (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste), o Condepe (Instituto de Desenvolvimento de Pernambuco) e a Fidem (Fundação de Desenvolvimento Municipal). As três instituições foram enfraquecidas nas últimas décadas. UMA TENTATIVA DE RETOMADA DA VISÃO DE LONGO PRAZO Pernambuco teve durante o Governo Eduardo Campos a possibilidade de retomar a construção de uma visão de longo prazo. No ano de 2014, a partir do consórcio entre a TGI, a Ceplan e a Macroplan, com apoio do Governo do Estado e do Movimento Brasil Competitivo, nasceu o Pernambuco 2035. Além de traçar uma visão para o futuro, foi desenhada também uma Carteira com Projetos Estruturantes do Setor Público, que norteariam o Estado por duas décadas. Mas o documento não foi absorvido pela sociedade, nem pelo poder público estadual. Com o falecimento de Eduardo Campos, o Pernambuco 2035 foi esquecido. “Uma novidade desse documento é que era um Plano de Estado e não para o período de um governo. Trazia orientações estratégicas para o governo, para a sociedade, para os empresários, para as organizações da sociedade”, explicou Sérgio Buarque, coordenador técnico do plano, em reunião mensal da Rede Gestão, lamentando a descontinuidade da inserção deste norteador nas ações traçadas pelo poder público. O economista Sérgio Buarque, apontou que poucas metas previstas para essa primeira década foram atingidas no Estado. Algumas, inclusive, pioraram, como a competitividade, por exemplo. “Sobre a posição de Pernambuco no ranking de competitividade, a ambição que se tinha era que em 2035 a gente chegasse a ser 7º lugar no País. Em 2011 estávamos em 14º. A meta era reduzir à metade essa posição, ficando atrás apenas dos estados do Sul e do Sudeste. O que é que aconteceu? Os dados de 2021 apontaram que caímos para 15º lugar. Estamos atrás de estados como Ceará, Alagoas e Pará”, lamentou o economista. Se na competitividade, o Estado esteve distante de avançar nas metas,

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CCR anuncia investimento de R$ 56 milhões no Aeroporto de Petrolina

A CCR Aeroportos anunciou o início das obras de melhoria no Aeroporto de Petrolina (PNZ). O investimento total para as intervenções estruturais, que incluem reforma e ampliação do Terminal de Passageiros, instalações elétricas, tratamento de esgoto, ampliação do pátio de aeronaves, entre outras, está estimado em R$ 56 milhões. O objetivo é aumentar a segurança operacional, otimizar a capacidade de atendimento de aeronaves e proporcionar uma experiência de viagem mais confortável aos passageiros. O projeto promete gerar 215 empregos diretos durante a fase de construção. A previsão é concluir as melhorias até o final de 2024. O anúncio foi feito em uma solenidade que contou com a presença do Ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, do prefeito de Petrolina, Simão Durando, e do CEO da CCR Aeroportos, Fabio Russo. CEO da CCR Aeroportos, Fabio Russo “O Aeroporto de Petrolina é porta de entrada para as belezas do sertão nordestino e para o ambiente de negócios desta região, que só tem crescido e possui boas perspectivas ao horizonte. Com a realização da obra, estamos entusiasmados em impulsionar o potencial econômico e turístico da região, proporcionando uma experiência aeroportuária de excelência para passageiros e parceiros comerciais.” Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho “A obra vai ser praticamente um novo aeroporto que vai ser construído em Petrolina. Hoje temos 3,5 mil metros de área construída, (depois da obra) o terminal terá mais 2 mil metros de área construída, sendo requalificado para atender bem o passageiro. E além de olhar o turismo de lazer que a região atrai, temos também a força do turismo de negócios. É importante que tenhamos um aeroporto estruturado.”

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Pernambuco lidera acesso à banda larga no Brasil

Pernambuco destaca-se como líder nacional em acesso à banda larga, empatado com o Ceará. Dos 3,4 milhões de domicílios no estado, impressionantes 87,6% possuem acesso à internet, colocando Pernambuco como o quinto estado com menor porcentagem, superando apenas Amazonas, Piauí, Maranhão e Acre. Entre as residências conectadas, 92,5% têm acesso à banda larga fixa, o mais alto percentual no país, em igualdade com o Ceará. Adicionalmente, 67,1% dos lares possuem banda larga móvel, enquanto 59,7% têm ambos os tipos de acesso. Em termos de serviço de rede móvel celular, 86,9% das residências pernambucanas têm acesso, comparado a 92% no Brasil. No estado, 93,9% das pessoas com acesso à internet a utilizam diariamente. Quanto aos serviços de streaming, cerca de um terço dos domicílios (34,8%) em Pernambuco os utilizam, superando a média nordestina (30,9%) e ficando abaixo da média nacional (43,4%). O estado também se destaca com 11,8% dos lares possuindo dispositivos inteligentes conectados à internet, como lâmpadas, câmeras e caixas de som. Apesar do avanço da tecnologia, dispositivos tradicionais como rádio e televisão têm alta aceitação no estado. A presença de aparelhos de TV em lares pernambucanos atinge 94,4%, o maior percentual no Norte e Nordeste, ainda que ligeiramente inferior à média nacional. O rádio está presente em 58,2% dos lares, superando a média brasileira. No entanto, a adesão à TV por assinatura é baixa, presente em apenas 12,6% dos domicílios, o segundo menor percentual no país. Em relação à telefonia, 94,9% dos domicílios em Pernambuco têm acesso a algum tipo de telefone, com 94,7% usando celular, enquanto apenas 4,1% ainda mantêm telefone fixo convencional, o sexto menor percentual no país, empatado com a Bahia.

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“Tem que ter gestão, tem que delegar e fiscalizar”

Alfredo Luciano, gestor da Top Mix, conta como saiu do interior de São Paulo até erguer a empresa que atua no setor de esquadrias de alumínio em Pernambuco, fala da participação dos filhos e da mulher nos negócios e do desempenho do empreendimento que tem uma fábrica em Vitória de Santo Antão. Alfredo Luciano expressou desde muito jovem o tino de empreendedor. Aos 19 anos, quando repentinamente se viu na necessidade de ser o esteio familiar, em razão da morte do pai, atuou como gestor da Santa Casa, em Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo. Poucos anos depois, passou a trabalhar numa empresa de componentes plásticos na capital paulista, onde gradativamente galgou vários cargos até se tornar sócio. Ao ser transferido para o Recife, a vontade de empreender não permitiu se acomodar. Em 2001 fundou a Top Mix Metais, revenda de perfil, acessórios para vidros e esquadrias, que fica no bairro da Imbiribeira, e a Top Mix Metais e Esquadrias, fábrica localizada em Vitória de Santo Antão que, atualmente, corta 30 toneladas de alumínio por mês para produção de esquadrias. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Alfredo Luciano conta a sua trajetória, fala da participação dos três filhos, que hoje são seus funcionários, e como suas empresas têm mantido um bom desempenho ao longo dos diferentes momento econômicos do País. Como começou a sua carreira de empreendedor? Perdi meu pai quando tinha 19 anos em 1969. Eu tinha terminado de servir o Tiro de Guerra lá na minha cidade, Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo. Aí eu assumi minha mãe, que ficou viúva, e quatro Irmãos mais novos. Passei a ser “esposo” da mãe e “pai” dos irmãos. Em seguida, eu trabalhei como gestor da Santa Casa, ainda muito jovem. No dia 5 de janeiro de 1973 eu fui para São Paulo e no dia 10 de janeiro comecei a trabalhar na empresa Tiletron. Eu fui para São Paulo e deixei minha mãe e meus irmãos em Santa Rita. Depois levei os dois irmãos para trabalhar comigo em São Paulo e dali eles alçaram voos próprios. Em 1975 fui nomeado diretor comercial. Fiquei por 30 anos nessa empresa. Sou paulista e estou no Recife desde março de 1980. Vim para cá transferido pela Tiletron. Em 1982 entrei na sociedade da empresa. Éramos três sócios, eu era o diretor comercial. A empresa atuava no ramo da construção civil, comercializava componentes plásticos, tubos de PVC, caixa de descarga etc. Em 2001 fundei a Top Mix com meu filho, o Murilo. Foi mais uma brincadeira no começo porque meu filho fazia o curso de administração e queria trabalhar. Então montei a Top Mix em 10 de janeiro de 2001. No dia 26 de abril, aluguei um galpão no bairro da Imbiribeira e começamos a trabalhar. Eu me lembro dessa data porque é dia do aniversário da minha esposa. Eu trabalhava na Tiletron e na hora do almoço ia para a Top Mix, onde eu almoçava com Murilo, minha esposa trazia almoço para nós. Ela também trabalhava lá e eu ficava na hora do almoço trabalhando com eles. Quando foi no dia 10 de setembro de 2001 a gente abriu ao público. Trabalhavam meu filho, uma pessoa que eu tinha contratado e minha esposa que vinha ajudá-lo. Eu vinha sempre na hora do almoço. À noite, Murilo estudava administração, chegava em casa por volta das 10 da noite e a gente ficava conversando no quarto, trocando ideias sobre o negócio. Eu tinha colocado um capital, separei em duas partes e falei para meu filho: olha, isso aqui você compra de material para a empresa, esse outro, você deixa como uma reserva técnica. Quando você vender, repõe. Se errar numa compra é normal, você tem essa reserva técnica financeira. Se amanhã você precisar, você para de comprar tudo, reveja, faça girar e retorna esse capital para o reservatório. Ele nunca precisou fazer isso. Como o senhor chegou à ideia de comercializar esquadrias? A Tiletron fazia um produto chamado chapa plástica de box para banheiro. Eu era diretor comercial e tinha cliente no Brasil todo, a maior parte era de distribuidores de perfis de alumínio. Começamos revendendo acessórios para esquadria e perfil de alumínio, não tínhamos o intuito de vender esquadrias. Só que eu tinha contratado uma pessoa que atuava nessa área. Ele organizou uma bancada e começou a montar as esquadrias num galpão de 300 m². E fomos crescendo com o negócio, a esquadria foi tomando corpo, eu aluguei um galpão na frente com 2.100 m² para a fábrica de esquadria, que era a Top Mix Esquadria Limitada. Então havia a Top Metais que era revenda e a Top Esquadria que era a fábrica de esquadrias. O negócio começou a tomar corpo, cresceu tanto a revenda quanto a fábrica. Aluguei um outro galpão ali próximo do mesmo tamanho. Como tudo cresceu, precisámos de espaço. A partir de entendimentos com a Prefeitura de Vitória de Santo Antão, conseguimos a doação de um terreno naquela cidade de 31.000 m². Fizemos terraplanagem, com uma luta danada, pois choveu muito aquele ano. Em um ano e meio mais ou menos de construção, erguemos um galpão, separei 15 mil m² para a fábrica de esquadria e área de manobra, além de construir refeitório, portaria etc. Temos hoje uma área construída de 4,5 mil m². E em 28 de fevereiro de 2016, transferimos a fábrica de esquadrias da Imbiribeira para Vitória. Eu entreguei os dois galpões e trouxe o estoque de perfil e acessórios de esquadria para o galpão onde estava a fábrica que tinha os 2.100 m². Atualmente temos a Top Mix Metais que é a revenda de perfil, acessórios para vidros e esquadrias, que fica na Imbiribeira e temos a Top Mix Metais e Esquadrias, localizada em Vitória. Nesse interim, conseguimos a distribuição da PPA, uma empresa de equipamentos para segurança, motores elétricos, fotocélulas, cancelas, que fica na Avenida Caxangá. É uma empresa menor. E vocês viram uma oportunidade para entrar nesse novo setor?

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Pesquisa revela cenário das Fusões e Aquisições no setor de consumo

A pesquisa recente da PwC revela que o mercado de fusões e aquisições (M&A) no segmento de consumo no Brasil teve um primeiro semestre fraco, atingindo os níveis mais baixos desde o início da pandemia de COVID-19. A incerteza econômica e a diminuição do poder de compra devido à inflação impactaram a confiança e os gastos dos consumidores, mas há otimismo cauteloso de que as tendências de longo prazo levarão a uma recuperação gradual ao longo do ano. MAIS CONFIANÇA DO CONSUMIDOR A pesquisa também indicou uma recuperação na confiança do consumidor, com 69% dos consumidores brasileiros planejando aumentar suas compras on-line nos próximos seis meses. Além disso, houve aumentos significativos nas expectativas de gastos em várias categorias de varejo. No entanto, o gap de valuation entre compradores e vendedores está afetando a chegada de ativos ao mercado, mas espera-se uma crescente atividade de reestruturação no setor de consumo, especialmente no varejo e em partes do setor de lazer. TENDÊNCIA DE NEGÓCIOS COM EMPRESAS EM DIFICULDADES Com empresas enfrentando problemas de liquidez e custos de financiamento mais altos, é provável que ocorram mais reestruturações e pré-fusões e aquisições em dificuldades. Empresas com recursos e fundos de private equity tendem a ser os compradores nessas situações, enquanto a pressão para a inovação e a implementação de planos estratégicos deve continuar aumentando. A tecnologia, como o comércio direto ao consumidor (D2C) e a inteligência artificial (IA), desempenhará um papel fundamental na busca por novas oportunidades e no atendimento às demandas dos consumidores. Luciana Medeiros Sócia e líder da indústria de Consumo e Varejo da PwC Brasil “Os CEOs do setor de consumo estão se equilibrando em um ambiente econômico difícil, com mudanças de longo prazo no comportamento do consumidor e o avanço contínuo da tecnologia. Acredito que as transações de M&A serão um acelerador valioso, ajudando as empresas a alcançarem seus objetivos estratégicos.”

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Intenção de consumo em Pernambuco permanece estável em outubro

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou variação zero em Pernambuco durante o período de setembro a outubro. Embora não tenha havido mudança significativa no ICF, há indícios de melhora relacionados às perspectivas profissionais e à renda atual no estado. Em relação ao emprego, 39,5% daqueles com renda superior a 10 salários-mínimos afirmam estar em uma situação favorável, enquanto 38% dos entrevistados com renda de até 10 salários-mínimos compartilham dessa visão. Quanto às perspectivas profissionais, 55,1% acreditam em melhorias em sua carreira nos próximos seis meses, enquanto 36,7% preveem uma piora em suas perspectivas de emprego. Notavelmente, a população com rendimentos mais altos expressa um otimismo maior em relação à sua carreira, com 57,9% esperando boas oportunidades profissionais. RENDA E CRÉDITO No geral, houve uma percepção de aumento na renda, especialmente entre a população de renda mais baixa, em que 20,8% relataram uma depreciação de sua situação financeira em comparação ao ano anterior. Quando se trata de acesso ao crédito, 48,6% das famílias com renda acima de 10 salários-mínimos consideram que ficou mais fácil em comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto 30,4% das famílias com renda mais baixa acham que o acesso ao crédito ficou mais difícil. Essa disparidade na percepção do crédito entre diferentes estratos de renda reflete não apenas diferenças econômicas, mas também a influência de fatores externos, como endividamento familiar e as condições do mercado de trabalho. GASTOS A pesquisa mostrou que 48,1% das famílias com renda de até 10 salários-mínimos estão gastando menos em comparação ao ano anterior, enquanto 49,1% daquelas com renda superior a 10 salários-mínimos aumentaram seus gastos em relação ao ano anterior. Em Pernambuco, 36,1% das famílias com renda de até 10 salários-mínimos esperam um menor consumo em comparação ao ano anterior, enquanto 45,5% das famílias com renda superior a 10 salários-mínimos acreditam que o consumo será semelhante ao ano anterior. Essas perspectivas de consumo antecipam desafios para as empresas do setor de comércio e serviços em Pernambuco. EXPECTATIVA DE COMPRAS Cerca de 50,6% dos entrevistados acreditam que este não é um momento adequado para comprar bens duráveis, como televisões, geladeiras e fogões. A insatisfação é ligeiramente maior na faixa de renda mais baixa, onde 52,4% concordam com essa afirmação. No entanto, na faixa de renda mais alta, 55,9% consideram que o momento é favorável para adquirir bens duráveis. Essa melhora se deve, em parte, à redução das taxas de juros e às políticas de renegociação de dívidas, que atraíram novamente os consumidores para esse segmento. O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, comentou: “O Índice de Confiança do Consumidor (ICF) evidenciou uma evolução na percepção da renda disponível da população pernambucana. Este avanço pode ser atribuído, em parte, à deflação registrada nos setores de alimentos e bebidas em todo o Brasil. Além disso, observou-se uma breve, porém promissora, recuperação nos índices de empregos formais em Pernambuco, conforme indicado pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esses sinais de retomada no mercado de trabalho contribuem para elucidar a melhoria na perspectiva profissional no estado.”

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Haddad: novos benefícios tributários elevarão alíquota-padrão do IVA

(Da Agência Brasil) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à esquerda na foto), reconheceu que as chamadas exceções, ou seja, os novos benefícios tributários que o relator da reforma tributária (Proposta de Emenda à Constituição 45/2019) no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), incluiu em sua proposta alternativa ao texto já aprovado pela Câmara dos Deputados elevarão em 0,5 ponto percentual a alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). Apesar disso, o ministro garante que, comparativamente, a alíquota-média tende a cair para a maioria dos contribuintes. “Em relação à versão [da PEC] que saiu da Câmara, [o texto alternativo apresentado por Braga] aumenta [a alíquota-padrão] em cerca de meio ponto”, disse o ministro a jornalistas, no início da tarde desta quinta-feira (2). “Já a alíquota média é a mesma, porque a reforma tributária não tem aumento de carga […] Na verdade, a alíquota média será menor que a de hoje, pois, quando você diminui o litígio e a sonegação, há uma ampliação da base e a alíquota média tende a cair”, acrescentou o ministro. Após a Câmara aprovar o texto-base da reforma tributária, em julho deste ano, o Ministério da Fazenda calculou que, considerando as exceções aprovadas pelos deputados, a alíquota-padrão do IVA ficaria entre 25,45% e 27%, ao passo que a tributação sobre o consumo cairia abaixo dos atuais 34,4%. Os cálculos foram realizados com base na premissa de que a reforma não elevará a carga tributária (peso dos tributos sobre a economia), mantendo a arrecadação dos tributos sobre o consumo na proporção de 12,45% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). Hoje, após se reunir por mais de duas horas com o senador Eduardo Braga, com técnicos do ministério e consultores do Senado que assessoram o relator da proposta, Haddad assegurou que, mesmo com as novas exceções incluídas para beneficiar alguns setores produtivos, a alíquota-padrão não deverá chegar a 28%. “Estamos dando transparência a tudo, pois temos o compromisso de não usar a PEC [proposta de emenda à Constituição] para aumentar a carga tributária, mas sim, justamente, para fazer a transição. Por isso, todo mundo tem que saber do impacto que isso vai gerar”, comentou o ministro, reafirmando sua posição. “A posição [do Ministério da] Fazenda é conhecida desde o começo. Quanto menos exceções, melhor para o país. Mas à luz da situação atual […] entendemos que, para compor a maioria [no Congresso Nacional e conseguir a aprovação da reforma tributária], vamos ter que contar votos. […] Tanto o deputado federal Aguinaldo Ribeiro [relator da PEC na Câmara], quanto o senador Eduardo Braga têm o compromisso de aprovar a reforma. Eles sabem das dificuldades, dos grupos de interesse que se manifestam ali [no Congresso Nacional], onde o jogo é bruto. As pessoas precisam resistir tanto quanto possível, com bom senso, com argumentos, para compor os votos necessários. Precisamos de 49 votos para aprovar uma PEC, mas queremos passar de 60”, comentou Haddad, assegurando que as negociações em torno da proposta original do governo visam dar ao projeto um caráter suprapartidário, facilitando sua aprovação. “Estamos muito seguros de que o relatório está bem-feito; que, se Deus quiser, vamos ter uma maioria boa no Senado e que vai ser possível promulgar a emenda constitucional ainda este ano […] Penso que vamos concluir uma tarefa histórica. Há 40 anos se anuncia uma reforma tributária no Brasil e penso que, enfim, vamos finalizá-la. Vão perguntar: é perfeita? Nada é perfeito, mas à luz do que temos, o salto de qualidade que vamos dar em relação ao nosso atual sistema tributário, é inestimável”, sublinhou o ministro. No Senado, a PEC 45 deve ser votada apenas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário. A expectativa é que o texto que o senador Eduardo Braga apresentou na última quarta-feira (25) seja discutido e votado na CCJ já na próxima terça-feira (7). O próprio relator, contudo, admite que o texto ainda pode sofrer alterações, já que recebeu mais de 700 emendas parlamentares. “Teremos pequenos ajustes, alguns apenas de redação. São ajustes finos que estão sendo feitos para termos mais segurança jurídica e para que o texto apresentado represente simplificação, transparência, equilíbrio federativo e neutralidade. É importante termos a trava da carga tributária para que não haja aumento de tributos”, comentou Braga ao deixar o gabinete do ministro. Segundo o senador, cerca de 250 emendas ao texto original já foram acolhidas. O parlamentar, contudo, nega ter ampliado o regime de exceções. “Não acho que aumentamos as exceções. Ao contrário. Metricamente, o Senado fez reduções de algumas exceções. Incluímos algumas que são absolutamente necessárias. Entre elas, saneamento público, um dos grandes déficits sociais deste país”, afirmou Braga, destacando que sua proposta prevê que os tributos sejam revistos a cada cinco anos “para garantir que os benefícios concedidos por meio de regimes diferenciados possam ser avaliados pelo Congresso Nacional”. Braga disse não ter recebido qualquer novo pedido do ministro Haddad durante a reunião deste Dia de Finados e que, basicamente, a estrutura do relatório que será levado à votação na CCJ é o já apresentado na semana passada. “[Hoje] fizemos uma avaliação sobre as mais de 700 emendas apresentadas ao texto da emenda constitucional. Analisamos ponto a ponto o relatório e estamos muito otimistas de que, na semana que vem, a partir do dia 7, na CCJ, e nos dias 8 e 9, no plenário, estaremos deliberando a reforma tributária em primeiro e segundo turno.”

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Edição especial do Troféu Ademi celebra empreendimentos inovadores

A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) realizará a Edição Especial do Troféu Ademi no dia 30 de novembro, um evento tradicional no mercado imobiliário do Estado que não ocorria desde 2020 devido à pandemia de covid-19. Essa edição especial homenageará empreendimentos dos anos de 2020, 2021, 2022 e 2023, e a entrega dos prêmios acontecerá no Mirante do Paço, no Bairro do Recife. Serão distribuídos 28 troféus, com 60 inscritos ao longo dos quatro anos. A novidade nesta edição é a ênfase em temas como tecnologia, sustentabilidade e gestão, em consonância com a abordagem da nova gestão da Ademi-PE, iniciada em abril deste ano. “O Prêmio, com sua edição especial, busca valorizar o que há de mais moderno no setor imobiliário, seguindo essas diretrizes. Além disso, queremos mostrar como é importante para a área urbana receber esses empreendimentos, que ganham um selo de qualidade com o Prêmio Ademi. Mostra como a nova gestão imobiliária está cada vez mais preocupada com a integração das cidades”, explica o presidente da Ademi-PE, Rafael Simões. O corpo de jurados é composto por representantes de instituições ligadas ao setor imobiliário, incluindo sindicatos, conselhos profissionais, universidades e federações de indústrias. Eles avaliarão os empreendimentos inscritos segundo três critérios: Posicionamento Imobiliário, que considera a inserção do empreendimento na região; Concepção do Empreendimento, analisando aspectos como concepção arquitetônica e urbanística, funcionalidade, inovação e sustentabilidade; e Execução da Obra, que avalia planejamento, tecnologia, segurança no trabalho e inovação e sustentabilidade na construção. O Troféu Ademi é reconhecido por destacar empreendimentos de sucesso no mercado imobiliário de Pernambuco, incentivando a oferta de produtos de qualidade com foco em inovação e sustentabilidade.

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Novo Atacarejo inaugura loja na Paraíba

O Novo Atacarejo continua sua expansão na Paraíba com a inauguração de sua primeira loja em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Esta nova unidade ocupa 4.443 metros quadrados de área de venda. A rede tem planos de expansão agressivos, com a inauguração de seis lojas somente este ano, elevando o total de lojas em operação para 24, sendo 22 em Pernambuco e duas na Paraíba, e gerando cerca de oito mil empregos diretos. A nova filial está situada na BR-230 s/n, no bairro de Morada Nova, em Cabedelo. A abertura da loja resultou na criação de 300 postos de trabalho diretos e outros 900 indiretos, tornando-se a segunda unidade da rede no Estado, com a primeira operando em Pedras de Fogo (PB). Daniel Costa, CEO do Novo Atacarejo “Ainda temos três novas lojas para serem inauguradas até o final deste ano”

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