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Na Geração Z, 80% querem mudar de emprego em 2023, diz relatório do LinkedIn

Pesquisa da consultoria Korn Ferry mostrou que profissionais de todas as idades veem os jovens mais otimistas do que os Millenials A Geração Z, aqueles nascidos 1997 e 2012, e que hoje tem entre 18 e 24 anos, tem se mostrado inquieta no mercado de trabalho e ansiando por novos desafios. De acordo com relatório do LinkedIn, quatro em cada cinco profissionais (80%) desta faixa etária pretendem encontrar um novo emprego em 2023 em busca de melhores salários, mesmo diante do boom de desligamentos dos setores de tecnologia e bancário. A pesquisa, que foi realizada com jovens do Reino Unido, mostrou que eles consideram seus trabalhos insatisfatórios e que não geram contribuição direta para a sociedade. E muito mais do que a remuneração salarial, está a valorização do propósito que a Geração Z tem sobre o próprio trabalho e sua visão positiva em relação ao futuro. Em uma nova pesquisa da consultoria organizacional Korn Ferry, 60% dos profissionais de todas as idades dizem que a Geração Z é mais otimista em relação ao futuro do que os Millenials. Mais da metade dos profissionais diz que estes jovens trarão mais motivação para seu trabalho do que a geração anterior e que eles darão mais ênfase ao fato de seu trabalho ter um propósito. Para Fernando Guimarães, Líder de Estratégia Organizacional, Sul-América da Korn Ferry, a realidade está distante de quando os Millenials começaram a entrar na força de trabalho no início dos anos 2000. “De fato, se especulava muito sobre como os trabalhadores mais velhos viam os Millenials como autoritários, preguiçosos, egocêntricos e desleais a seus empregadores. Esses estereótipos foram dissipados”, diz. Guimarães observa que a qualificação parece diferente para a Geração Z do que para as gerações anteriores, e os talentos da Geração Z estão adotando uma abordagem mais holística para escolher onde querem trabalhar. “Muito mais alunos da Geração Z estão se afastando dos bacharelados tradicionais e optando por certificações específicas baseadas em habilidades ou programas de credenciamento”, comenta o líder da Korn Ferry. Acompanhar o mercado para seguir obtendo sucesso em aquisição de talentos, especialmente com as novas gerações, é um dos pontos cruciais do RH atualmente, segundo Fernando Guimarães. “Os líderes de gestão de talentos de hoje precisam entender não apenas como a composição do talento está mudando, mas também como combinar melhor as habilidades com as oportunidades para que os jovens funcionários possam se desenvolver em suas carreiras”, explica o especialista. Do recrutamento à relação com as novas gerações Guimarães explica ainda que muitos empregadores terão que olhar além das práticas tradicionais de recrutamento para contratar talentos da Geração Z e levar em consideração a autenticidade de suas marcas conectadas aos valores da empresa, que são muito importantes para a contratação mais jovem de uma empresa. A chave para os gerentes é entender o que motiva todos os funcionários a darem o melhor de si em seus trabalhos todos os dias e criar uma cultura em que todos os funcionários se sintam apoiados e valorizados, finaliza o especialista. Pontos-chave para empresas, segundo a Korn Ferry: A qualificação para um profissional em início de carreira parece diferente para a Geração Z do que para as gerações anteriores, com muito mais pessoas da Geração Z optando por certificações baseadas em habilidades específicas ou programas de credenciamento em vez de programas de graduação tradicionais. Os empregadores precisarão ajustar sua abordagem para considerar talentos não tradicionais e trabalhadores ocultos se quiserem aproveitar toda a capacidade da Geração Z. As organizações precisarão entender os valores da Geração Z e operacionalizar sua estratégia de marca para corresponder.

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5 tendências do comércio eletrônico que continuam em alta em 2023

Macrotendências seguem como fatores cruciais para o comércio neste ano Muitas estratégias para o comércio eletrônico são macrotendências e ainda prometem ficar em alta durante o ano de 2023. A projeção realizada pela ABComm Forekast calcula que, em 2023, o crescimento do e-commerce será de R$185,7 bilhões, e, as tendências ajudam a garantir melhor experiência na compra dos consumidores.  Eric Vieira, head de e-commerce da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios integrando visão estratégica com execução inteligente, alerta que é preciso continuar seguindo as tendências do e-commerce para alcançar boa performance. “Para vencer dentro de um mercado tão competitivo, é preciso surfar na onda das tendências, acompanhar as inovações e os novos hábitos e preferências do público, e usar os recursos disponíveis para construir uma experiência de compra mais satisfatória. Naturalmente isso levará a bons resultados e também à fidelização”. Pensando nisso, o executivo elenca algumas das tendências que seguem em alta em 2023: Live Commerce Essa estratégia, muito popular na China, é tendência na hora de impulsionar vendas em datas importantes. Nela, a empresa promove seus serviços ou produtos em transmissões online em tempo real, com promoções exclusivas para quem estiver assistindo. “A ideia é engajar o cliente e incentivá-lo a comprar naquele momento. O público interage com o apresentador, assiste a demonstrações de uso dos produtos e pode tirar dúvidas ao vivo, o que acaba também humanizando e estreitando o relacionamento”, pontua o executivo.  Metaverso Em fase de expansão, o espaço virtual em 3D, que replica a realidade usando dispositivos digitais e recursos como a realidade aumentada, para proporcionar experiências imersivas e interativas, deve movimentar bilhões de dólares nos próximos anos, de acordo com a consultoria Ernst & Young. Sua aplicação no comércio eletrônico revoluciona a jornada do consumidor e a tendência é que essa tecnologia esteja cada vez mais presente no mercado. “O metaverso tem a capacidade de criar avatares realistas, conectados com equipamentos de altíssima sensibilidade sensorial, fazendo com que os clientes possam testar produtos antes de comprarem, de forma online, além de poderem participar de reuniões de negócios e consumir entretenimento, questão já adotada por algumas empresas”, enfatiza Eric.  5G e Web 3.0 A implementação do 5G no país traz grandes impactos no comércio eletrônico, aumentando a velocidade das transações, como pagamento e carregamento de páginas, e a satisfação dos consumidores. Os lojistas, por sua vez, terão mais oportunidades de negócios, podendo explorar soluções com inteligência artificial e internet das coisas em mais profundidade e com mais qualidade. “Estratégias como live commerce e metaverso podem ser adotadas com mais efetividade com redes móveis mais velozes e conexões mais estáveis”, pontua o executivo. A Web3, por sua vez, se baseia na tecnologia blockchain,internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (IA), e, o 5G vem como ferramenta crucial para consolidar as tecnologias nos ambientes virtuais, gerando mais velocidade e desempenho para a Web 3.0. Com isso, será possível, por exemplo, testar itens de vestuário como óculos, combinar roupas em avatares presentes no site de e-commerce e marketplace. A velocidade de processamento do 5G vai ajudar na evolução de uma série de aplicações que transformarão a experiência de compra online para algo muito mais próximo da experiência de compra no mundo físico. Marketplaces Os varejistas que apostaram no e-commerce para aumentar as vendas e o alcance de público acertaram em cheio e já colhem os frutos dessa decisão. A adesão aos marketplaces também aumenta e deve ser uma tendência forte, especialmente de olho em oportunidades como a Black Friday. “Hoje, mais do que estar inserido em grandes plataformas, como Lojas Americanas, Magazine Luiza e Mercado Livre, o e-commerce está aprendendo a explorar as vantagens de se tornar ele próprio um marketplace, aumentando o portfólio de produtos que oferece ao público e os ganhos com vendas, pois além de faturar com suas próprias vendas, ele recebe pelos resultados alcançados por seus parceiros dentro da plataforma”, explica Vieira. Voice Commerce e melhoria da experiência por voz No Voice Commerce, espera-se que o cliente compre apenas usando comandos de voz, sem precisar digitar e nem ter qualquer interação física com o telefone ou o computador para escolher um produto e finalizar a transação. No entanto, de acordo com o executivo, as pessoas ainda gostam de tocar o produto e avaliar, a menos que alguém tenha certeza do que vai comprar, ou em situações como contratações de streaming, filme, compra de música e itens digitais, portanto, podemos dizer que isso ainda não é o que movimenta bilhões no varejo de forma geral, pois existe um período de maturação para ser amplamente adotado pela cultura do consumidor com gerações novas mais assiduamente engajadas nessa tecnologia. A realidade por ora vem utilizando aplicativo de voz para trazer experiência diferente ao cliente que visita a loja, como um assistente de vendas, fornecendo recomendações e assistência para o consumidor comprar. Uma das primeiras ações desse tipo aconteceu na Califórnia na rede BevMo combinando em um display de produtos tecnologia Amazon com Inteligência Artificial. Cada vez mais, inteligência artificial e assistentes virtuais responderão a esses comandos, possibilitando uma experiência de compra cômoda e facilitada. 

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“Há um problema de compreensão do que seja uma reforma tributária”

A reforma tributária, principal agenda econômica do Governo Federal no primeiro semestre de 2023, tem problemas de compreensão na análise do advogado Luiz de França, além de ser alvo de muitas disputas. Nesta entrevista, o sócio da França Advogados, escritório com bases no Recife e em São Paulo, que é pós-graduado em direito empresarial e em direito tributário, aponta os efeitos práticos esperados na economia, caso a reforma seja aprovada, e explica porque considera difícil a inclusão da revisão do imposto de renda da pessoa física neste momento. Quais os principais problemas da legislação tributária atual que a Reforma Tributária deveria buscar resolver, na sua opinião? Há um problema de compreensão do que seja uma reforma tributária. Enquanto os Estados Federados e a União discutem como ficará o financiamento da dívida pública pelos serviços que se desejam implantar, o contribuinte quer simplificação e o fim de bitributação em impostos da mesma natureza como IPI e ICMS, que são faces da mesma moeda, ou seja, o comércio praticado pela indústria e as demais situações equiparadas. O que leva a um acumulo de crédito pelas saídas e uma enorme engenharia para pagamento dos mesmos. Outro ponto, na mesma linha é a dupla função do PIS e COFINS e da CSLL que terminam por somar-se a contribuição do custeio para o INSS. Em tese, todos são para seguridade social, mas o PIS e a COFINS são – na prática – instrumentos de política fiscal A boa reforma deve visar a uniformização dos tributos acima apontados e a uniformidade de legislação do ICMS com o IPI e o PIS e a COFINS criando um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) federal/estadual. O ISS e demais tributos municipais devem ter uma legislação única e uniforme. Isso é o que se discute hoje no projeto do economista Bernardo Appy que integra hoje o governo federal, com função dentro do Ministério da Fazenda. A reforma em discussão tem como objetivo também a redução de tributos ou apenas a simplificação? Simplifica. Não há reduções. Haveria se na junção do IPI e do ICMS, por exemplo, fossem extirpados – de ambos – a figura da antecipação fiscal que termina por duplicar a obrigação de pagamento. Em alguns casos, o crédito antecipado, não pode ser utilizado pelo revendedor, o que gera acumulo de crédito e “malabarismos”fiscais numa tentativa de desovar estes créditos, na medida em que eles não podem ser “comercializados” no mercado, a exemplo dos precatórios e dos direitos creditórios que – de quando em quando – entram em politicas de parcelamento especial ou de transação individual. Quais os principais efeitos práticos para a economia na aprovação de uma reforma tributáriano País? Ela poderá desoxigenar as legislações estaduais conflitantes e permitir que haja uma simplificação no fluxo com o fim das antecipações e cobranças internas por ficções jurídicas dos impostos como no caso do ICMS, IPI, PIS e COFINS. Há muitos comentários sobre o cálculo do imposto de renda, que hoje atinge mesmo uma população com rendimentos bem limitados. Esse é um tema que pode entrar na pauta da Reforma Tributária ou ela tratará primordialmente das questões de maior interesse das pessoas jurídicas? A questão ai é a regressividade. O imposto sobre a renda, por uma conjugação de fatores – deixou de ser progressivo e passou a ser regressivo. Ou seja, a ausência de correção da tabela do imposto, a supressão de uma série de deduções ou sua limitação (despesas com educação por exemplo) levam a uma regressividade. Para se ter uma ideia disso, um aposentado que trabalhe de carteira assinada para não perder benefícios da legislação como 13º e férias remuneradas tem contra si o débito do INSS no salário (mesmo já estando aposentado) e sem descontos termina por sacrificar integralmente o 13º salário no pagamento do IRPF (imposto de renda pessoa física), a partir de uma faixa salarial de 5.000,00 Reais/mês, somados os rendimentos da CTPS e da aposentadoria. As grandes empresas e corporações por poderem ajustar as declarações da sua atividade operacional e se valerem de precatórios, direitos creditórios e base de calculo negativa do IRPJ e CSLL, muitas vezes tem base negativa na apuração dos impostos. Isso sem falar nos prejuízos operacionais e nos ganhos das operações financeiras do setor de finanças que somente se submetem ao IOF, o que gera seguramente a quebra do paradigma do Imposto sobre a Renda na sua característica central que é a disponibilidade jurídica e econômica para quem paga mais, a chamada progressividade. Mas mesmo assim, é irracional obrigar o segmento produtivos recolher 43% de seu resultado com PIS/COFINS/IRPJ e CSLL, mas isso não pode justificar as deduções ínfimas para os contribuintes pessoa natural/física. Pelo que está visto no campo da reforma atual, como ideação, estes temas não estão em discussão e a reforma perderá uma grande oportunidade. Mas, confesso que este ajuste não é tao simples em função das partilhas constitucionais obrigatórias entre União, Estados e Municípios quando o assunto são impostos. Em relação aos Estados, como Pernambuco, e aos municípios, há algum ponto de maior preocupação da reforma? Existe risco de perda de arrecadação ou a reforma tem a perspectiva de redistribuir melhor o recebimento dos tributos? Três aspectos aí. Primeiro, o Estado de Pernambuco tem campo para promover por si só um ajuste importante. Incentivos fiscais em vigor até 2032 podem e devem ter sua relação revista. Antecipações internas, simplificação das obrigações acessórias são a mola mestra que deve ser perseguida pelo atual secretário da fazenda, além de uma maior previsibilidade nos lançamentos contra os contribuintes, que hoje quase em sua totalidade estão ao crivo da subjetividade do auditor. Por outro lado, uma reforma no processo administrativo fiscal e a criação de um código Estadual de Defesa do Contribuinte podem colaborar para uma maior arrecadação com a definição de critérios mais previsíveis que indiquem o abuso no lançamento do Estado e promovam de forma perene uma arrecadação menos dependente de outras fontes de receitas primárias e derivadas e reduzam a litigiosidade dentro do Tribunal Administrativo do

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Indústria pernambucana cresceu 2,7% em dezembro, mas caiu 2,3% em 2022

(Do IBGE) A produção industrial pernambucana aumentou 2,7% em dezembro, enquanto que, no Brasil, houve estabilidade. Já no acumulado de 2022, o estado registrou queda de 2,3% no volume de produção da indústria, porcentagem abaixo da média nacional (-0,7%). É o sexto pior índice entre as 15 localidades pesquisadas. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-PF), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (10). Na comparação entre dezembro de 2022 e o mesmo período do ano anterior, Pernambuco teve o sexto pior percentual entre as 15 localidades pesquisadas, também com recuo de 1,7%. O Brasil, por sua vez, apresentou uma queda menos acentuada, de 1,3%. Em dezembro de 2022, apenas quatro das 12 atividades industriais pesquisadas tiveram resultados positivos em comparação a dezembro de 2021: Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (34,5%), Fabricação de bebidas (11,1%), Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (6,4%) e Fabricação de produtos alimentícios (4,4%). Já os piores resultados do período ficaram com a Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-38%), Metalurgia (-31%) e Fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-25,5%). O acumulado do ano de 2022 para as atividades industriais, comparado ao resultado de 2021, apresentou cinco setores em alta e sete em queda. O destaque positivo foi, novamente, a Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, cujo avanço foi de 41,3%, seguido pela Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (6,9%) e Fabricação de produtos de borracha e material plástico (4,7%). Entre os índices negativos, estão a Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-19,9%), Fabricação de produtos têxteis (-18,4%) e Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-15,3%).

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Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º maio

(Da Agência Brasil) O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o salário mínimo, atualmente no valor de R$ 1.302, deve passar por aumento ainda este ano. O último reajuste do piso nacional passou a valer no dia 1º de janeiro. “Nós estamos discutindo a busca de espaço fiscal para mudar o valor do salário mínimo ainda este ano. Se houver espaço fiscal, nós haveremos de anunciar uma mudança para 1º de maio”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que foi ao ar neste domingo (12), na TV Brasil. Além do novo reajuste, a retomada da Política de Valorização do Salário Mínimo também é uma das prioridades da pasta. De acordo com o ministro, a política mostrou bons resultados nos governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Marinho foi ministro do Trabalho, entre 2005 e 2007. “Nós conseguimos mostrar que era possível controlar a inflação, gerar empregos e crescer a renda, crescer a massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro, impulsionado pela Política de Valorização do Salário Mínimo, que consistia em, além da inflação, garantir o crescimento real da economia para dar sustentabilidade, para dar previsibilidade, para dar credibilidade acima de tudo para todos os agentes. É importante que os agentes econômicos, o empresariado, os prefeitos, os governadores, saibam qual é a previsibilidade da base salarial do Brasil, e o salário mínimo é a grande base salarial do Brasil”, explicou. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, é entrevistado no programa Brasil em Pauta – Valter Campanato/Agência Brasil “Veja, se esta política não tivesse sido interrompida a partir do golpe contra a presidenta Dilma e o governo tenebroso do Temer e do Bolsonaro, o salário mínimo hoje estaria valendo R$1.396. Veja só: de R$1.302 para R$1.396 é o que estaria valendo o salário mínimo hoje. Portanto, foi uma política que deu muito certo”, destacou Marinho. “Emprego na veia” Durante a entrevista, o ministro do Trabalho falou das expectativas da pasta para esta nova gestão e destacou a reparação das relações trabalhistas como uma das prioridades. “Passamos por um governo que trabalhou um processo de desmonte das relações de trabalho. Então o contrato coletivo, negociações trabalhistas, tudo isso foi atacado de forma feroz, a legislação trabalhista, a proteção ao trabalho, tudo isso foi atacado. Nós precisamos enfrentar esse dilema, rever o que foi prejudicado nesse processo de relações de trabalho, para que nós possamos de novo retomar o processo de negociação, de valorizar o valor do trabalho em si, a massa salarial, geração de emprego e renda. Nossa expectativa é de trabalhar esse processo”, afirmou. Ainda sobre as expectativas da nova gestão, Marinho destacou a retomada das obras públicas como um impulso para o crescimento da economia e das oportunidades de emprego. “Nós temos a ordem de 14 mil obras paradas no Brasil, isso cria uma nova expectativa, expectativa de gerar emprego. Obra é emprego na veia”, destacou. “Essas obras são retomadas praticamente de forma simultânea no Brasil, eu tenho certeza que isso vai dar um grande impacto na retomada do crescimento da economia”, completou. Novas formas de trabalho O Brasil vive mudanças aceleradas no mercado de trabalho ocasionadas pelos avanços tecnológicos. Na entrevista, o ministro do Trabalho falou, ainda, sobre essas novas modalidades de serviço, como o trabalho por aplicativos. “Seguramente é uma tendência que vem com muita força. É preciso que seja introduzido nas negociações coletivas, se não nós podemos ter muita gente desprotegida no mercado de trabalho”, afirmou. “E tem neste [cenário] a história dos trabalhadores por aplicativos, que muita gente pensa que é só entregador de pizza, ou que é só o motorista do Uber, das várias plataformas de transporte de pessoas, mas não é, está presente na saúde, na educação, na intermediação até do trabalho doméstico. Portanto, é preciso que a gente compreenda totalmente esse novo momento”, explicou Luiz Marinho. Ainda sobre o assunto, o ministro abordou a precariedade do mercado de trabalho observada nos últimos anos. “Ocorreu em escala gigantesca e é exatamente o ponto que nós estamos [nos] referindo. É um amadurecimento que nós vamos ter que passar. A minha preocupação é com os trabalhadores e trabalhadoras, são eles que nós queremos proteger, porque as empresas estão é explorando demais essa mão de obra”, concluiu o ministro.  “O que não é possível é a desproteção. Hoje existem milhares e milhões de trabalhadores, no mundo inteiro, não só na realidade do Brasil, trabalhando absolutamente sem nenhuma proteção social”, acrescentou.

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O avanço da economia circular: sem resíduos e sem desperdício

*Por Rafael Dantas Você já imaginou o dia em que o planeta já não terá mais petróleo, madeira ou mesmo água para atender as demandas globais? A velocidade e o modo tradicional de produção de mercadorias e bens caminha para esse fim, em razão do modelo que extrai da natureza mais do que ela consegue renovar. Para inverter essa lógica linear (de extrair, produzir e descartar), tem crescido no mundo, no País e em Pernambuco a economia circular. A partir de princípios sustentáveis, ela propõe o reúso e a reciclagem, além da própria redução do consumo de alguns itens que podem ser abandonados. Além dos benefícios ambientais, muitas empresas estão enxergando também o valor comercial de entrar nessa nova tendência. Quando um copo de vidro de um extrato de tomate é reaproveitado na sua residência, a economia circular ganha um ponto. Quando uma latinha é reciclada e volta à linha de produção para a mesma ou outras finalidades, outra vitória desse conceito. Práticas domésticas simples, como a compra de refil, evitando o consumo de novas embalagens plásticas, ou a opção por uma garrafa retornável de uma bebida, integram também essa cadeia que se propõe a ampliar o tempo de vida das mercadorias ou garantir o seu reaproveitamento por meio da reciclagem. Experiências exitosas de economia circular, que combinam o respeito aos recursos naturais e atividades sustentáveis economica e socialmente, têm brotado em vários setores. Seja na cadeia automotiva, na área de moda ou de embalagens, há projetos de sucesso de grandes empresas ou mesmo negócios que nasceram das sementes desse conceito. Entre as inúmeras ações de sustentabilidade da Stellantis, âncora do polo automotivo de Goiana, o trabalho em parceria com a Roda tem promovido o reaproveitamento de resíduos da linha de produção. Airbags reprovados nos testes, ao invés de irem para o lixo, viram bolsas ecológicas. Os refugos do corte dos “couros” sintéticos que cobrem os bancos dos veículos e mesmo os fardamentos que integram os equipamentos de proteção individual dos funcionários também ganham novos usos, a partir da manufatura de mulheres capacitadas para atuar com upcycling (reaproveitamento) e são vendidas com um valor agregado maior, devido a seu processo de responsabilidade socioambiental. “Recebemos os resíduos, os que são transformados e colocamos no mercado. Pessoas físicas e também algumas empresas compram nossos produtos em sites ou na loja física. São materiais bastante resistentes que usamos em mochilas, bolsas, necessaire, proteção de laptops. Já fizemos sandálias. Funcionamos em parceria com a indústria, procuramos entender os resíduos que eles têm para encontrar a destinação mais ecológica”, afirmou Mariana Amazonas, co-fundadora da Roda. Diante da tendência de crescimento das práticas da economia circular no mundo, Mariana acredita que esse movimento deve alcançar outros setores e deixar de ser algo apenas do futuro. “A economia circular surge como uma resposta à crise climática. Neste momento esse conceito vive um boom em todas as cadeiras produtivas, como uma resposta inteligente, viável economicamente e ao mesmo tempo faz muito sentido para uma lógica de produção. Às vezes, inclusive, entrega mais valor econômico para a empresa que é ambientalmente mais responsável”, afirma Mariana. REFERÊNCIA NA MODA E NA SUSTENTABILIDADE Caminhando no trajeto oposto da indústria rápida da moda, que descarta as peças da coleção anterior, a empresa pernambucana Refazenda tem uma trajetória longa e já reconhecida mundialmente na economia circular, desde a concepção dos seus produtos até os serviços oferecidos pela marca. A Refazenda oferta, por exemplo, peças dupla face que podem ser usadas em momentos diferentes. Algumas opções são de multiuso, como uma saia que vira vestido tomara-que-caia, ou um macacão que vira calça. A experiência de produção da empresa também tem um cuidado especial na escolha dos materiais, com matérias-primas de origem natural e certificadas. Com esses materiais, a marca consegue fazer o upcycling, desenvolvendo algum produto a partir daquele tecido, por menor que seja o tamanho, sem destruí-lo ou sem a necessidade de transformá-lo num processo tradicional de reciclagem. “A economia circular é o paradigma em que não existe um começo/meio/fim ou pelo menos ele não é tão rápido, principalmente com foco nos produtos. Tem uma extensão do tempo de vida útil, com soluções e design de criatividade que fazem com que os produtos não sejam tão efêmeros. Eles passam a ter, no mínimo, um segundo e terceiro uso a partir da própria matéria-prima. Essa é a principal mudança de paradigma, pensar soluções de design e criatividade em produtos que tenham multifuncionalidades e não sejam só fashionistas”, afirma Marcos Queiroz, diretor da Refazenda. Ele conta que o conceito de ter lixo zero, aproveitando todas as matérias-primas adquiridas vem desde a fundação da empresa. “Essa noção começou há 32 anos, quando Magna Coeli (fundadora) já era do ramo de confecções e estava pensando em criar a Refazenda. Ela queria fazer algo que não gerasse lixo. Ou seja, todo tecido novo que fosse comprado para ser cortado e confeccionado deixaria lixo zero. Ela começou prototipando com sobras de matéria-prima de outras confecções e logo conseguiu chegar a essa fórmula por conta própria”. Os retalhos dos tecidos, então, se tornaram bolsos, golas, punho, acabamentos internos ou mesmo acessórios das peças. Nos esforços da empresa de garantir maior vida útil dessas matérias-primas, a marca desenvolveu soluções de pós-consumo, com o Realce. Trata-se de um programa de upcycling para peças já usadas, em que a empresa cria um novo produto a partir do já existente, faz pequenas modificações ou até produz peças novas a partir da matéria-prima já existente. “O foco do Realce é no pós-consumo, naquelas peças que eventualmente iriam ficar abandonadas no armário, ou iriam para aterros sanitários, brechós e etc”. Tanto a Roda como a Refazenda têm no seu DNA a formação de comunidades, principalmente de mulheres, para atuar nesse segmento de negócios sustentáveis. CASE GLOBAL DA RECICLAGEM DAS LATINHAS Aproximadamente 99% de todas as latinhas de alumínio do Brasil em circulação voltam para a reciclagem e seguem para fabricação de novas latas ou até de produtos das cadeias produtivas de celulares ou mesmo de

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Governo retoma consignado do Bolsa Família com novas regras

(Da Agência Brasil) O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome publicou ontem (9), no Diário Oficial da União, portaria com novas regras para empréstimo consignado no âmbito do Programa Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família. O texto fixa em 5% o limite para desconto no benefício pago a famílias beneficiárias do Bolsa Família ou de outros programas federais. Além disso, o número de prestações não poderá exceder seis parcelas sucessivas e a taxa de juros não poderá ser superior a 2,5%. Em janeiro, a Caixa Econômica Federal anunciou a suspensão da oferta de crédito consignado para beneficiários do Bolsa Família. Em comunicado, o banco informou que o produto passaria por uma “revisão completa de parâmetros e critérios”.

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Inflação oficial fica em 0,53% em janeiro, diz IBGE

(Da Agência Brasil) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apura a inflação oficial do país, ficou em 0,53% em janeiro deste ano. A taxa é menor que as observadas em dezembro (0,62%) e em janeiro de 2022 (0,54%). A informação foi divulgada hoje (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula inflação de 5,77% em 12 meses, abaixo dos 5,79% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. O principal impacto veio do grupo alimentação e bebidas, que teve alta de preços de 0,59% no mês. Entre os itens que contribuíram para a inflação dos alimentos figuram batata-inglesa (14,14%), tomate (3,89%), frutas (3,69%) e arroz (3,13%). Também tiveram alta importante de preços os transportes, que subiram 0,55% em janeiro por conta das altas de preços de itens como gasolina (0,83%), etanol (0,72%), emplacamento e licença (1,60%) e automóvel novo (0,83%). Ao mesmo tempo, vestuário foi o único grupo de despesa que teve deflação (queda de preços): -0,27%. Os demais grupos de despesa registraram os seguintes índices: comunicação (2,09%), despesas pessoais (0,76%), artigos de residência (0,70%), educação (0,36%), habitação (0,33%) e saúde e cuidados pessoais (0,16%).

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Grupo Mateus investe R$ 80 milhões em Paulista e vai gerar mil empregos

Serão criadas mil novas vagas de emprego nos próximos quatro meses no município de Paulista com a instalação de três unidades do Grupo Mateus. A 4ª maior rede de varejo alimentar do Brasil terá novas lojas nos bairros de Maranguape I, às margens da PE 22; na Avenida João Pereira de Oliveira (Estrada de Manepá) no Janga; e no encontro do final da Rua Siqueira Campos, com a Rua Coronel. Alberto Lundgren, no Centro de Paulista. O investimento estimado é de R$ 80 milhões. O investimento faz parte do plano de expansão da rede. O fundador e presidente do Conselho Administrativo do Grupo Mateus, Ilson Mateus Rodrigues, informou que já foram adquiridos os prédios e espaços para reformar e construir as três novas lojas em Paulista, assim como iniciar as contratações, no decorrer de quatro meses. Para os interessados em uma das vagas em um dos três empreendimentos, é preciso realizar a inscrição no banco de dados da empresa no endereço do site: https://curriculo.grupomateus.com.br/

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Movimento de foliões aquece vendas no comércio do Recife

Lojas de rua fecham no período de Carnaval, do sábado de Zé Pereira até terça, e reabrem na Quarta-feira de Cinzas. Shoppings abrirão em horários especiais Após dois anos sem Carnaval, a euforia dos foliões para cair no passo está animando o comércio, que já projeta incremento maior para as vendas da folia de Momo. “Inicialmente, a expectativa era de haver incremento entre 10% e 12%. Mas, com a movimentação que estamos percebendo nesses últimos dias, no Centro e no varejo em geral, nossa estimativa é de crescimento acima de 15%. A expectativa é boa”, avaliou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), Fred Leal, que também é presidente do Sindilojas.  Segundo ele, com o retorno da realização das festas de ruas e de novos eventos privados, os clientes estão antecipando as compras dos itens para decoração de ambientes e fantasias. Durante o período de Carnaval, o varejo funcionará com horários diferenciados para atender aos clientes. #Confira abaixo o funcionamento do comércio do Centro e de bairros do Recife e de centros de compra da Região Metropolitana do Recife para o Carnaval: #Centro do Recife e bairros – As lojas de rua fecharão do Sábado de Zé Pereira à terça e só reabrem na Quarta-Feira de Cinzas, à tarde. *Recife Shopping Recife – No sábado de Zé Pereira (18/2), o centro de compras funcionará das 9h às 19h. Já no domingo (19/2), segunda (20/2) e terça-feira (21/2), todas as lojas abrirão das 12h às 20h. Na quarta-feira de cinzas (22/2), o funcionamento será das 12h às 22h. RioMar Shopping – No sábado (18), funcionará das 9h às 19h. Espaço Gourmet, no piso L1, e Boulevard, no Piso L3, têm funcionamento facultativo das 19h às 21h. No domingo (19), segunda-feira (20) e terça-feira (21 de fevereiro), funcionará das 12h às 20h. Já na Quarta-feira de Cinzas (22 de fevereiro), abrirá das 12h às 22h. Shopping Boa Vista – Na sexta-feira, dia 17, as lojas funcionarão das 9h às 18h. Nos dias 18 e 19 (sábado e domingo), as lojas estarão fechadas. Nos dias 20 e 21 (segunda e terça-feira), as lojas abrirão das 11h às 19h. Já no dia 22 (Quarta-feira de Cinzas), as lojas vão operar das 12h às 21h. Cinema e Game Station funcionam conforme programação própria. Shopping Tacaruna – No Sábado de Zé Pereira (18 de fevereiro), abrirá das 9h às 19h. Do domingo a terça-feira de Carnaval, o mall funcionará das 12h às 20h. Já na Quarta-Feira de Cinzas (22 de fevereiro), das 12h às 22h.  Plaza Shopping – No dia 18 de fevereiro, todas as suas operações funcionam das 9h às 19h. Nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, abre das 12h às 20h. Na Quarta-Feira de Cinzas (22), o Plaza abre às 12h e encerra as atividades às 22h. *Olinda Shopping Patteo Olinda – No sábado, 18 de fevereiro, funcionará das 9h às 19h. No domingo, na segunda e na terça-feira de Carnaval, dias 19, 20 e 21 de fevereiro, o horário de funcionamento será das 12h às 20h. E na Quarta-Feira de Cinzas, 22 de fevereiro, o horário será das 12h às 22h.  *Paulista Paulista North Way Shopping – No sábado, abre das das 9h às 19h. Domingo, segunda e terça (19 a 21) – funcionará das 12h às 20h. Já na Quarta Feira de Cinzas, das 12h às 22h. *Camaragibe Camará Shopping – No sábado (18), as lojas funcionarão das 10h às 19h. No domingo (19), segunda (20) e terça (21 ), das 12h às 20h. Já na Quarta (22), vai abrir das 12h às 22h. *Jaboatão Shopping Guararapes – No sábado (18), as lojas funcionarão das 9h às 19h. No domingo (19), segunda (20) e terça (21), das 12h às 20h. Já na Quarta (22), vai abrir das 12h às 22h. *Cabo de Santo Agostinho Shopping Costa Dourada  No sábado (18), as lojas funcionarão das 10h às 20h. No domingo (19), segunda (20) e terça (21), das 12h às 20h. Já na Quarta (22), vai abrir das 12h às 22h. *Igarassu No sábado (18), as lojas funcionarão das 9h às 21h. No domingo (19), segunda (20) e terça (21), das 12h às 20h. Já na Quarta (22), vai abrir das 9h às 21h. *Moreno Recife Outlet –  No sábado (18), as lojas funcionarão das 9h às 19h. No domingo (19), segunda (20) e terça (21), das 9h às 19h. Já na Quarta (22), vai abrir das 9h às 21h.

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