Economia

capa 200.4

Desafio do Desenvolvimento da RMR é o equilíbrio social e econômico

*Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais Os potenciais e desafios da Região Metropolitana do Recife são tão extensos quanto a diversidade de atividades econômicas presentes nos seus 14 municípios. A RMR responde por aproximadamente 57% do PIB pernambucano, abrangendo simultaneamente os investimentos bilionários do Complexo Portuário-Industrial de Suape, o conjunto de fornecedores de referência global da Stellantis, em Igarassu, o parque tecnológico do Porto Digital e o robusto polo médico da capital. Esses são apenas alguns dos protagonistas da dinâmica dessa metrópole que, em contraponto, também apresenta taxas históricas de extrema pobreza, desemprego e indicadores preocupantes de moradia e mobilidade urbana. As tendências high tech e alguns problemas que se mantêm desde o período colonial convivem com poucas ruas de distância no mesmo território. Mesmo surfando em atividades de ponta, que nortearão os avan- ços globais nas próximas décadas, como a tecnologia digital ou a estruturação do polo de hidrogênio verde em Suape e de energias renováveis, o crescimento da RMR acontece em paralelo ao incômodo fenômeno da concentração de renda. “Desemprego, pobreza, miséria, violência urbana são a tatuagem da RMR. A região incha em termos populacionais, cresce economicamente, mas não se desenvolve e muito menos distribui a renda advinda desse crescimento. A concentração de renda, advinda do crescimento econômico da região, é um dos grandes problemas a ser enfrentado pelo novo governo”, aponta o economista Sandro Prado, conselheiro do Corecon-PE (Conselho Regional de Economistas). A DIFÍCIL FORMAÇÃO DOS TRABALHADORES Com uma área restrita, o Recife não é um destino recomendado para atividades industriais, mas focadas nos serviços. Um dos esforços públicos e privados para elevar o valor agregado dessas atividades nas últimas décadas foi o investimento no parque tecnológico do Porto Digital. Além de contribuir para criar uma nova dinâmica e recuperação do Centro Histórico do Recife, esse polo conecta a capital pernambucana com a economia do futuro, em um setor intensivo em mão de obra. O gargalo, porém, é que a demanda é por profissionais com uma qualificação elevada. Romero Maia, gestor de pesquisas do IBGE, traça dois cenários bem distintos para o futuro da RMR. Ele avalia que a região, principalmente o Recife, Olinda e Jaboatão, já estão conectados à economia do futuro e antenados com as principais tendências globais. Porém, ao observar os indicadores sociais, ele constatou que a maioria da população atual estará excluída das oportunidades que serão geradas nessas cidades. “Uma minoria do Recife conseguirá atender as demandas das tendências globais do mercado e participar desse futuro da RMR. Mas, no mínimo, dois terços da população não terão condições de se inserir nisso. O desenvolvimento chegou aqui em uma velocidade que ainda não atingiu as outras regiões do Estado, mas só para quem conseguir aproveitá-lo”. De acordo com os dados do IBGE, o rendimento médio real dos trabalhadores desses dois terços da população mais pobre da Região Metropolitana do Recife é menor do que o das regiões de Maceió e de João Pessoa. “Se observarmos os que não trabalham, os índices da RMR também são maiores do que os dos nossos vizinhos. Hoje, a taxa de desocupação é de 17,2% (pessoas de 14 anos ou mais de idade, no terceiro trimestre de 2022). Se observarmos os indicadores educacionais, cerca de metade da população só tem até o ensino fundamental completo. Enquanto isso, as oportunidades que estão surgindo no Recife, na área de TI, exigem pelo menos uma formação específica tecnológica. Apenas 18% da população tem hoje ensino superior incompleto ou completo. Não chega a duas para cada 10 pessoas”. Para minimizar os dramas sociais no curto e médio prazo, Romero Maia defende que o único caminho é um programa de renda mínima, além de seguir investindo forte na educação da população, com formação gratuita e ligadas ao mercado de trabalho do futuro. “O que vai crescer no futuro são oportunidades em inteligência artificial, big data, metaverso. Há uma grande demanda por profissionais de programação. Outro segmento que é a grande aposta da geração de oportunidades é o hub logístico de Suape. Mas a população mais pobre não terá tempo para ter capacitação suficiente para participar desse desenvolvimento. Devido aos indicadores sociais da RMR, no futuro, provavelmente será necessário um programa de renda básica universal. Não tem nada mais atual. A inovação é inevitável, mas nunca gerou desconcentração de renda”. Diante desse desafio e dessa oportunidade, os esforços do Porto Digital, das organizações empresariais do polo e do poder público têm sido no sentido de acelerar a formação de mão de obra no setor de tecnologia. Mais recentemente, esse foco está voltado, inclusive, para a juventude de baixa renda do Recife, conforme defendeu Pierre Lucena, em recente entrevista à Revista Algomais: “Queremos levar o jovem de periferia para o Porto Digital” . As ações nessa direção estão no Embarque Digital, que é a grande aposta da Prefeitura do Recife para inclusão dessa população. Frente a esse cenário de distância entre as oportunidades da economia do futuro geradas no Recife e a reduzida qualificação da população que mora na RMR, o gestor do IBGE indica ser fundamental o desenvolvimento das demais regiões pernambucanas para abraçar parte dos profissionais que não conseguirão se inserir no mercado. “O desenvolvimento sustentável da RMR depende das demais regiões. Não só para atender a demanda de consumo no Recife mas, também, para abarcar a sua população que não encontrará trabalho na capital e nas cidades da região”. Em outras palavras, o gestor de pesquisas observa nas próximas décadas, caso haja um processo de desenvolvimento do Agreste, Zona da Mata e Sertão, haverá uma tendência de que parte das populações de baixa renda e baixa escolaridade migre para regiões do interior, onde a transição tecnológica tende a ser menos veloz. COMÉRCIO E SERVIÇOS Com uma intensa atividade comercial, seja nas centenas de lojas de rua ou nos diversos shoppings espalhados pela RMR, o varejo é um setor que requer atenção especial nas discussões sobre o desenvolvimento local. De acordo com Fred Leal, presidente da CDL Recife, os desafios de revitalização

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Inflação da Copa do Mundo pode inibir festa do torcedor

Alta dos preços de itens como carnes, cerveja, televisores e a camisa da seleção é de até 100% A seleção brasileira faz sua estreia na copa do Catar nesta quinta-feira (24), com a seleção da Sérvia, no Estádio Nacional de Lusail, em Lusail no Catar e o torcedor se prepara para reunir família e amigos para torcer pela seleção brasileira. No entanto, uma pesquisa realizada pela XP investimentos mostra que torcer pelo Brasil em 2022 está 100% mais caro que na última Copa. O levantamento indica que os itens mais consumidos durante o período como cerveja, carnes e televisores, chegaram a dobrar de preço. Registrando inflação de dois dígitos desde 2018. O que explicam as altas? Para assistir ao jogo, como a grande maioria dos torcedores não irá até o Catar em novembro, a televisão é quase indispensável – são poucos aqueles que ainda acompanham pelo rádio ou assistem na tela pequena do celular. E se o brasileiro quiser trocar a TV por um modelo maior ou melhor, deve desembolsar em média 17% mais que em 2018. Curioso é que este é o único item a registrar quedas consistentes de preço desde 2006, por conta dos ganhos de produtividade e mudança rápida da tecnologia. Com os efeitos da pandemia, porém, o aumento da demanda e o setor severamente impactado pela disrupção da cadeia global de suprimentos, os preços passaram a subir. E se a ideia é fazer um churrasco para acompanhar o jogo, o brasileiro vai desembolsar em média 80% mais para comprar a carne, 18% para cerveja e 24% para o refrigerante e a água. “O aumento no valor de mercado do primeiro item está associado a uma maior demanda global após a recessão provocada pela crise da pandemia. Além disso, a alta das exportações, e a elevação dos custos de grãos e queda da área de pastagens com a crise hídrica de 2020/21. Já a cerveja e o refrigerante, em paralelo, tiveram alta relevante de custos, especialmente por conta das embalagens, com cotação em dólar”, afirma Paulo Pereira Filho, líder regional da XP em Pernambuco. Além dos torcedores caseiros, existem também aqueles que preferem acompanhar os jogos fora de casa, num bar, por exemplo. Se este é o seu caso, você vai gastar cerca de 15% a mais para comprar a cerveja e +20% para água e refrigerante. “Neste caso, a inflação é levemente menor se fizermos um comparativo em relação à compra no supermercado. No entanto, vale lembrar que, de maneira geral, consumir fora do domicílio acaba sendo, em média, 15% mais caro”, ressalta o líder da XP. Se você não deixa de se uniformizar para assistir aos jogos, se prepare: para adquirir uma camisa oficial da Seleção Brasileira você vai desembolsar R$ 349,99 (site oficial da Nike), superando em 40% o valor pago em 2018, e bem acima da inflação acumulada no período (26,8%). Em relação a isso, é importante lembrar que o setor de vestuário vem batendo seus recordes para variação em 12 meses – a maior desde 1995, em meio ao Plano Real – e chegou a alcançar 16,66% em julho em decorrência de dois fatores (1) desajustes nas cadeias que fornecem matéria prima para o setor, forçando o repasse do aumento de custos para os consumidores, e (2) retomada do consumo com a reabertura da economia em meio ao motivo anterior. Por fim, o aumento e volatilidade do câmbio tem parte nisso, dado que o produto é tabelado (tem o mesmo valor em dólares para todo o mundo). Se além de comemorar você quiser participar da tradição de trocar figurinhas com os amigos em busca de completar o álbum, os preços podem assustar: o álbum oficial (versão tradicional) subiu 16,5%, enquanto o pacote com cinco figurinhas dobrou de preço (variação observada também em relação à última Copa). Como foi nos outros anos?

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JCPM lança Fast Date para gerar negócios com startups

O Grupo JCPM lançou o Fast Date, que serão encontros para se aproximar das startups. A proposta é que elas apresentem tanto soluções para questões do cotidiano das unidades de negócio, como inovações de maior impacto. A iniciativa faz parte do programa C.R.I.A.R, que dá suporte a diversas inciativas estruturantes para a inovação sistemática nos negócios do grupo, que tem atuação nos setores de shopping center, imobiliário, comunicação e compromisso social, nos estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe e Ceará. Os encontros do Fast Date começam em janeiro. Os interessados podem inscrever suas soluções e projetos no link https://lp.jc.com.br/fastdate. Após a inscrição geral e a seleção das soluções, as startups terão a oportunidade de fazer uma apresentação em formato de pitch das startups para as lideranças dos negócios. “Um dos grandes ganhos com esse tipo de iniciativa é gerar uma conexão maior com o ecossistema, criando uma dinâmica constante de interação”, comenta Sérgio Barretto, gerente de Inovação do Grupo JCPM.

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Faculdade XP oferece 400 vagas para cursos de tecnologia 100% gratuitos 

A Faculdade XP, da XP Inc. (Nasdaq: XP), abriu as inscrições do segundo processo seletivo para os cursos de graduação em tecnologia a custo zero: Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Ciência de Dados; e Sistemas de Informação, todos chancelados pelo MEC. Das 400 vagas ofertadas, 50% serão destinadas a mulheres e pessoas que se autodeclaram negras. O candidato deve escolher a categoria na qual se enquadra no ato da inscrição, tendo em vista que são aplicadas três “esteiras”, contemplando, além da diversidade de gênero e raça, a ampla concorrência.   Os interessados devem se candidatar até o dia 12 de janeiro por meio do link: www.xpeducacao.com.br. Após a inscrição, os candidatos passam por um processo seletivo dinâmico de duas etapas. Na primeira fase, o aluno escolhe o modelo de avaliação teórica (prova de conhecimentos gerais da própria XP Educação ou via ENEM), responde um questionário de motivação, participa de um minicamp de duas semanas e, por fim, aqueles que forem certificados pelo minicamp têm seus perfis avaliados (teste comportamental e cognitivo). Na segunda fase, é realizada a prova de conhecimentos gerais ou é utilizada a nota do ENEM, de acordo com a opção efetuada na inscrição.   Os três cursos com inscrições abertas são conectados ao ecossistema da XP Inc., o que permite o aprendizado prático dos alunos de forma integrada às demandas de uma grande empresa, e, consequentemente, do mercado de trabalho. O modelo de ensino é a distância, ao vivo e com interações em tempo real, criando as condições para uma educação superior sem fronteiras.

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Grupo mundial Point S investe R$ 2 milhões na primeira operação em Pernambuco

Com investimento de R$2 milhões, o Point S, grupo empresarial do segmento de oficinas com presença em mais de 49 países, inaugura nesta terça (22) sua primeira unidade em solo brasileiro, no Recife, no bairro do Prado. São previstas a abertura de 15 unidades pelos próximos cinco, com investimento total de R$ 175 milhões e criação de milhares de empregos diretos. A chegada da Point S no Brasil é fruto do consórcio formado por dois gigantes do segmento automotivo – a pernambucana ADTSA, e Orletti, do Espírito Santo, que criaram a ATO. Ainda neste ano de 2022, além do Recife, mais dois pontos de vendas da marca serão inaugurados, um em São Paulo e outro em Vitória, no Espírito Santo. “A cadeia automotiva sempre trabalhou com players globais, como é o caso de montadoras, sistemistas, autopeças, seguradoras. Nós, que atuamos nesse segmento e o conhecemos muito bem, sabíamos que havia essa lacuna e concentramos todos os esforços para trazer a maior empresa do setor no mundo. Temos um plano de negócios agressivo, que visa abrir mais de 200 pontos de venda até 2027 só no nosso país”, detalhou o empresário Bruno Tude, da ADTSA. Cada unidade da Point S gera em média, 25 novos postos de trabalho diretos. Ao longo dos próximos cinco anos serão cerca de 5 mil empregos gerados com as novas operações do grupo. Os interessados de todo o País em fazer parte do grupo, podem enviar seu currículo para o e-mail: vagas@pointsbrasilcom.br

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Tempest oferece formação para profissionais de cibersegurança em evento na UFPE

Em formato híbrido, o Tempest Academy Conference contará com palestras técnicas e minicursos com profissionais da área, por meio de trocas de conhecimento técnico, networking e oportunidades A Tempest realizará nos dias 22 e 23 de novembro, das 9h às 18h30, o Tempest Academy Conference. Em parceria com a UFPE, que sediará o evento, o objetivo é contribuir com instituições de ensino de todo o Brasil na formação profissional, mapeamento e atração de talentos em cibersegurança. Esse é mais um recurso ofertado dentro da iniciativa educacional ACTION Talents da Tempest. Para se inscrever, acesse o site. Em formato híbrido, o evento contará com palestras técnicas e minicursos com profissionais da área de cibersegurança por meio de trocas de conhecimento técnico, networking e oportunidades profissionais. Além disso, haverá a CyberSec Jobs: Feira de Empregabilidade para Talentos. A feira terá times de Atração de Talentos da Tempest e algumas de suas empresas parceiras, para levantamento e análise de currículos, sorteios, mapeamento de talentos profissionais, dicas sobre empregabilidade, orientações sobre programas de estágios e possíveis entrevistas para ofertas de oportunidades e vagas profissionais. “Estamos muito animados com a primeira edição do Tempest Academy Conference, que contará com as mais de 40 palestras técnicas, 05 minicursos e várias outras atividades, todas conduzidas por profissionais que vivem o mercado de cibersegurança e que poderão contribuir, e muito, para o desenvolvimento dos novos talentos desta área”, afirma Gerson Castro, coordenador do evento e Head of Academy, Research & Publishing da Tempest.

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Indicado pelo Brasil, Ilan Goldfajn é eleito presidente do BID

Mandato no Banco Interamericano de Desenvolvimento dura cinco anos Indicado pelo governo brasileiro, Ilan Goldfajn foi eleito ontem (21) presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Goldfajn vai substituir o norte-americano Mauricio Claver-Carone. Goldfajn será o sétimo presidente do BID e o primeiro indicado pelo Brasil. Ele segue Reina Irene Mejía Chacón (2022); Mauricio Claver-Carone (2020-2022); Luis Alberto Moreno (2005-2020); Enrique Iglesias (1988-2005); Antonio Ortiz Mena (1971-1988); e Felipe Herrera (1960-1971). De acordo com o BID, como presidente, Goldfajn supervisionará as operações e a administração do banco, que trabalha com o setor público da América Latina e do Caribe. Ele vai presidir o Conselho de Diretores Executivos do BID e o Conselho de Diretores Executivos do BID Invest, que trabalha com o setor privado da região. Também presidirá o Comitê de Doadores do BID Lab, o laboratório do banco para projetos inovadores de desenvolvimento. O presidente do BID, que conta com 48 países membros, é eleito para um mandato de cinco anos. Além do Brasil, outros quatro países – Argentina, Trinidad e Tobago, México e Chile – tinham  indicado candidatos para a presidência do banco. Ex-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ilan Goldfajn comandou o Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019. Entre 2000 e 2003, foi diretor de Política Econômica da mesma instituição. A eleição no BID ocorre após a saída do norte-americano Mauricio Clavier-Carone. Indicado para presidir a instituição pelo ex-presidente Donald Trump. Ele foi destituído em assembleia, no dia 26 de setembro, sob a acusação de relações íntimas com uma funcionária e de retaliar funcionários que denunciaram a relação. O banco está sob comando temporário da hondurenha Reina Irene Mejía, vice-presidente do organismo.

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Voo Recife-Montevidéu volta a operar e a Azul anuncia o voo direto para Flórida em fevereiro

A capital pernambucana, que tem o segundo maior hub da Azul no Brasil, conectando a 44 destinos domésticos, passou a contar com duas novas rotas internacionais operadas pela companhia aérea. Neste domingo, foi realizado o voo inaugural Recife-Montevidéu. O voo para Montevidéu inicia com uma frequência semanal (aos sábados) até dia 20 de dezembro, quando passa a operar duas vezes na semana, às quartas-feiras e aos domingos, com decolagem da capital pernambucana às 10h30 e pouso em Montevidéu às 16h. O voo inverso sai do Uruguai às 15h10 e desembarque no Recife, às 19h. O voo será em aeronaves Airbus A320 com capacidade para 174 passageiros. O CEO da companhia, John Rodgerson, e o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Azul, Fábio Campos, anunciaram o início das vendas do novo voo Recife-Fort Laurderdale, na Flórida (EUA), no dia 14 de fevereiro de 2023 em aeronaves Airbus 330 com capacidade para 298 passageiros. O voo AD8712 partirá do Recife às terças e sextas-feiras, às 9h30, pousando em Fort Lauderdale às 16h55. No sentido inverso, o voo decolará de Fort Lauderdale às segundas e quintas-feiras, às 20h45, chegando à capital pernambucana às 6h30.

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Instituto orienta para não cair em armadilhas na Black Friday

Cartilha pode ser acessada no site do Idec (Da Agência Brasil – Foto: Rovena Rosa) Com a proximidade da Black Friday, que acontece na última sexta-feira de novembro, oferecendo promoções aos consumidores, as entidades de defesa do consumidor orientam o cidadão para não entrar em armadilhas ao se deparar com as chamadas megaliquidações e os preços aparentemente baixos. A data, tradicional dos Estados Unidos é realizada no Brasil desde 2010, e começou como um evento exclusivamente online, passando para o varejo físico em seguida. Os lojistas utilizam o dia para aumentar a saída dos produtos e renovar os estoques para o Natal. De acordo com o advogado da Área de Relacionamento do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), David Guedes, é importante prestar atenção em três fatores durante esses períodos de promoção e grande apelo comercial, que são essas datas especiais. Em primeiro lugar, o planejamento, que envolve procurar com calma pelos itens aos quais se têm necessidade para não ceder às tentações dessas promoções. O advogado alerta que as pessoas gostam da palavra promoção, e por isso é preciso evitar fazer comprar que vão além da necessidade real de consumo e de sua realidade financeira. “Estamos em um momento muito difícil em que o endividamento das famílias no Brasil está acima de 75% devido a vários fatores, então é importante que as pessoas façam o consumo consciente, utilizando essas oportunidades para fazer uma compra de itens que realmente precisa e não ficar se endividando a toa”. O segundo ponto, segundo Guedes, é a pesquisa, que nada mais é do que verificar quais os itens desejados, a qualidade, as especificações e o fornecedor, principalmente aquele desconhecido. “É preciso pesquisar a reputação daquela loja, de que forma ela resolve os problemas com o consumidor, se há um histórico de problemas muito difícil e longo, e como a empresa lida com esse tipo de problema relacionado às Black Friday anteriores. Todas essas informações nós conseguimos na internet com certa facilidade”. O último ponto é a segurança, com o consumidor estando atento à grande quantidade de golpes, como links falsos em redes sociais, aparecendo como anúncios de forte apelo e atrativo, com preço muito abaixo do praticado no mercado e longe da realidade da promoção. “Muitas pessoas acreditam, clicam no link e acabam instalando vírus no seu dispositivo ou mesmo sendo direcionadas para uma página falsa de pagamento que some depois. É preciso desconfiar de ofertas muito vantajosas e evitar comprar de fornecedores desconhecidos”, disse o advogado do Idec. Guedes ressalta a questão dos falsos descontos, que também costumam ocorrer nesse período, quando a empresa sobe seus preços nos dias anteriores e no dia da Black Friday diminui para dar a falsa ideia de desconto. “Isso é uma fraude e pode ser denunciada para o Procon. É importante que o consumidor siga a linha do planejamento com as pesquisas nas semanas anteriores para verificar se está ocorrendo esse tipo de manobra e evitar fazer negócio com esse tipo de vendedor, porque haverá fornecedores com os preços verdadeiramente em conta”, orienta. As denúncias podem ser feitas no Procon da cidade onde o consumidor reside ou no site da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Se a pessoa for vítima de uma fraude com prejuízo financeiro é preciso registrar um boletim de ocorrência. “Se o consumidor puder identificar de alguma forma a empresa ou o vendedor, é possível fazer a reclamação no Procon. No entanto, é muito comum que isso não seja tão fácil, porque os fraudadores normalmente utilizam empresas falsas”, disse. Guedes lembrou que é praticamente impossível recuperar os valores pagos nesses casos porque os golpistas têm uma forma muito específica de agir para não serem identificados, “por isso é tão importante que o consumidor tomes todas as medidas para se precaver”. O advogado destacou ainda que todas as regras do comércio em geral se aplicam para a data, como o prazo de entrega e o direito de arrependimento, que tem o prazo de 7 dias a partir do recebimento do produto. “Não tem nenhuma diferença. E o fornecedor precisa cumprir a oferta que faz. Havendo qualquer problema e se o comprador tentar resolver com a empresa e não conseguir, pode procurar os órgãos de defesa do consumidor”. Para orientar e esclarecer as dúvidas dos consumidores quer pretendem fazer compras no período da Black Friday, o Idec elaborou uma cartilha que pode ser acessada no site do instituto.

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Desafio do Desenvolvimento da Zona da Mata pernambucana

*Por Rafael Dantas, repórter da Algomais D a Zona da Mata pernambucana são produzidos dois dos principais produtos de exporta- ção do Estado: derivados da cana-de-açúcar e os carros. A monocultura da região passou a dividir o protagonismo na última década com a indústria automotiva e também de alimentos. Enquanto no norte a aposta do crescimento econômico é no adensamento da cadeia produtiva conectada à Stellantis, no sul estão em andamento investimentos importantes no turismo de sol e mar. Para o economista Sandro Prado, conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon), a recente industrialização da região é um fenômeno que contribui para reduzir o êxodo da juventude, mas o esforço pelo desenvolvimento da Zona da Mata deve ser ainda maior. “A região vem experimentando uma recente industrialização trazendo novas perspectivas através da diversificação das atividades produtivas, com destaque para o município de Goiana, porém ainda com uma empregabilidade aquém da necessária para reverter os altos índices de desemprego”. Ele considera que a formação econômica da região atrelada à atividade canavieira deixou traços marcantes na sociedade e na economia, com alguns desafios que ainda não foram superados. “A crise do complexo sucroalcooleiro iniciada nos anos 90, bem como os efeitos negativos que a sazonalidade do setor trouxe para o mercado de trabalho, deixaram muitos problemas. A região ainda possui uma elevada escassez de alternativas econômicas capazes de gerar emprego e renda para o grande contingente populacional o que, ainda hoje, provoca uma migração contínua dos jovens para a Região Metropolitana de Recife e para outros Estados”. *Leia a reportagem completa na edição 200.3: assine.algomais.com

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