Arquivos Economia - Página 8 De 390 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Economia

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Carnaval impulsiona emprego e economia em Pernambuco

Estado deve gerar 889 vagas temporárias e movimentar R$ 348,71 milhões. Foto: Makermídia O Carnaval de 2025 promete aquecer a economia pernambucana, gerando oportunidades no mercado de trabalho e fortalecendo o setor de turismo. De acordo com a Fecomércio-PE, com base nos dados do Novo Caged e projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o estado deve criar 889 novas vagas temporárias, um crescimento de 24% em relação ao ano passado. Nos últimos cinco anos, Pernambuco registrou saldo positivo na geração de empregos formais durante fevereiro, mês que concentra os preparativos e a realização da festa. O setor de serviços tem liderado essa movimentação, enquanto o comércio apresentou maior oscilação no período, alcançando seu melhor desempenho em 2021 e uma retração em 2024. Vagas temporárias para o Carnaval oferecidas pelas atividades típicas do turismo Além da geração de empregos, a festividade impacta diretamente o comércio e o turismo. A estimativa é de que as atividades típicas do Carnaval movimentem R$ 348,71 milhões no estado, um crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. Esses números reforçam a importância do evento para a economia local, consolidando o Recife e Olinda como destinos estratégicos para o turismo festivo no Brasil. O impacto econômico se reflete também no setor de alimentação, hospedagem e transporte, que experimentam um aumento na demanda durante o período. Hotéis registram alta ocupação, bares e restaurantes ampliam suas equipes para atender o fluxo de turistas, e empresas de transporte veem crescer a procura por deslocamentos, demonstrando o efeito multiplicador da festa na economia estadual.

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Pernambuco cria a rota turística do Queijo Artesanal

Projeto Chão de Queijo incentiva a cadeia produtiva de laticínios e do turismo gastronômico e cultural das cidades da Bacia Leiteira *Por Rafael Dantas / Fotos: Alexandre Albuquerque Para quem busca unir turismo e boa gastronomia, Pernambuco oferece experiências imperdíveis, como as vinícolas de Garanhuns e do Vale do São Francisco, além das tradicionais cachaçarias. Agora, um novo roteiro está sendo estruturado no Estado, destacando uma das grandes referências da culinária local: o queijo. Queijarias artesanais de 10 cidades pernambucanas estão abrindo suas portas para apresentar produtos exclusivos e compartilhar histórias e receitas que preservam a tradição. Algumas delas produzem variedades únicas no Brasil. Pernambuco conta oficialmente com 41 queijarias artesanais registradas na Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado). No entanto, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, vinculada à Adepe (Agência de Desenvolvimento de Pernambuco), estima que o número real seja próximo de 300. Dentro desse universo, um grupo de 13 produtores da Bacia Leiteira do Agreste passa a integrar o Projeto Chão de Queijo, que busca consolidar a Rota do Queijo Artesanal de Pernambuco, uma iniciativa oficial do Funcultura. “O Projeto Chão de Queijo nasce do desejo de valorizar um dos nossos patrimônios gastronômicos que é o queijo artesanal. Mais do que um simples roteiro, queremos contar as histórias por trás de cada produtor, mostrar a riqueza das técnicas tradicionais e conectar esses saberes a uma experiência de turismo com uma identidade forte local. Acreditamos que essa rota vai encantar visitantes e abrir portas para um reconhecimento ainda maior da nossa cultura", destacou Alexandre Albuquerque, idealizador do Projeto Chão de Queijo. Integram esse roteiro das queijarias artesanais, produções nos municípios de Alagoinha, Bom Conselho, Cachoeirinha, Garanhuns, Sanharó, São Bento do Una, Venturosa, Pedra e Pombos, no Agreste Pernambucano, além de Ribeirão, localizada na Zona da Mata Sul. Algumas dessas cidades já têm vocação turística, que é reforçada com mais um atrativo aos seus visitantes. Outros podem colocar um pé nesse setor da economia pernambucana que é intensivo em mão de obra e que gera oportunidades ligadas à hospedagem, à gastronomia e ao lazer. Os turistas que percorrerem a rota das queijarias artesanais terão a oportunidade de conhecer novos fornecedores e descobrir a origem dos queijos que consomem. “Muitas vezes, as pessoas compram queijo nas capitais, como no Recife, sem saber de onde vem ou quem o produz. Com a rota, poderão conhecer a história dos produtores, acompanhar o processo artesanal e entender o verdadeiro custo do queijo, que é diferente da produção em grande escala. Além disso, terão uma experiência no meio rural, já que muitas queijarias estão localizadas fora dos centros urbanos”, destaca Patrícia Magalhães, Consultora de Turismo e CEO da Avant Turismo PE. DAS COMMODITIES AOS QUEIJOS ARTESANAIS Apesar da tradição na produção de queijos, Pernambuco ainda enfrenta um alto nível de informalidade, especialmente no interior. No entanto, um movimento de valorização tem ganhado força, destacando a identidade e a história de cada produtor, ao mesmo tempo em que aprimora os processos produtivos, agregando sofisticação e reconhecimento ao setor. “O cenário atual de queijos aqui em Pernambuco e no Brasil também, atualmente, se divide em commodities (principalmente muçarela) e os queijos artesanais. Há espaço para ambos, percebemos que o público para queijos artesanais é bem mais seleto e também há ocasiões para cada tipo de queijo”, afirmou Vânia Freire Lemos, coordenadora de operações do CT Laticínios de Garanhuns (Centro Tecnológico Instituto de Laticínios do Agreste) do Itep (Instituto de Tecnologia de Pernambuco). Entre 2020 e 2023, o CT Laticínios, em Garanhuns, desenvolveu um projeto de incubação voltado para empresários da região interessados em atuar no setor de laticínios, por meio de um contrato de gestão assinado entre o Itep e a Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI). Durante esse período, os participantes trabalharam na prospecção, desenvolvimento e produção de queijos finos, especiais e até autorais, aprimorando técnicas e consolidando suas marcas no mercado. Após uma fase experimental, o Laticínio Belamente, de Garanhuns, deu sequência a sua produção própria na sede da Fazenda São José, onde atualmente produz queijos especiais das marcas Sambaiba e Belamente. No local, são fabricados oito tipos diferentes, usando tanto leite de vaca, como de cabra. Apostando na raça indiana Guzerá, conhecida pela rusticidade e pelo leite de alto teor de sólidos (percentual de gordura, proteína e minerais), José Bezerra, proprietário do Laticínio Belamente, decidiu investir em queijos autorais. “Achamos que era uma matéria-prima muito rica para ser vendida apenas como leite fluido, então começamos a experimentar e desenvolver receitas para aproveitar ao máximo seu potencial”, explica o produtor. A fazenda resgatou a tradição familiar na produção de queijos, interrompida por algumas gerações, e hoje se dedica à elaboração de produtos de média e longa maturação, naturalmente sem lactose e livres de conservantes. Além do leite do rebanho Guzerá, a queijaria também utiliza leite de cabra, animal símbolo da resistência da Caatinga. “Queremos explorar ao máximo os recursos do semiárido e produzir em harmonia com o meio ambiente, refletindo isso no produto final”, afirma José Bezerra. A fazenda também está iniciando a recepção de visitantes para roteiros guiados, mediante agendamento pelo Instagram ou por telefone. A coordenadora de operações do Centro Tecnológico Instituto de Laticínios do Agreste destaca que, no caso das queijarias artesanais, diversos protocolos de produção são seguidos até que se atinja o sabor específico de cada produto. “Os diferenciais de raça, alimentação, manejo, tipo de leite e processo produtivo artesanal são, sem dúvida, o conjunto que promove a produção de queijos especiais e sabores característicos. Outro diferencial é que o processo de produção é o mais natural possível”, destacou Vânia. DE PRODUTORES AO ATENDIMENTO AOS TURISTAS Para a maioria dos produtores, a recepção de visitantes na produção não fazia parte da rotina. Uma exceção é a Fazenda Polilac, localizada na entrada de Garanhuns, que já se consolidou como um dos atrativos para quem visita a chamada Suíça Pernambucana. O local atrai muitos visitantes pela venda de produtos artesanais, opções de

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Setor de serviços cresce 3,1% em 2024 e mantém trajetória positiva

Quatro dos cinco segmentos avançaram, com destaque para informação e comunicação O setor de serviços encerrou 2024 com um crescimento de 3,1%, marcando o quarto ano consecutivo de alta e acumulando um avanço de 27,4% desde 2021. O resultado superou o desempenho de 2023, que registrou 2,9%, consolidando a importância do setor na economia brasileira. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (12). Quatro dos cinco segmentos analisados apresentaram crescimento no ano passado. O maior destaque foi para os serviços de informação e comunicação e os serviços profissionais, administrativos e complementares, ambos com alta de 6,2%. Os serviços prestados às famílias avançaram 4,4%, enquanto a categoria “outros serviços” cresceu 1,1%. O único setor em queda foi o de transportes, que registrou retração de 0,7%, impactado pela redução na receita do transporte rodoviário de cargas, reflexo da menor safra agrícola em 2024. No recorte de dezembro, o setor registrou uma queda de 0,5% em relação a novembro, acumulando uma retração de 1,9% nos dois últimos meses do ano. Esse desempenho foi influenciado pela base de comparação elevada após o recorde de outubro. Entre os segmentos que mais recuaram no mês, destacam-se “outros serviços” (-4,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%) e atividades de informação e comunicação (-0,7%). Já os serviços prestados às famílias cresceram 0,8%, acumulando uma alta de 7,8% entre maio e dezembro. Apesar da queda pontual no fim do ano, o setor de serviços encerrou 2024 operando 15,6% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Entretanto, ainda se encontra 1,9% abaixo do pico histórico, atingido em outubro de 2024.

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Endividamento cresce no Recife, mas inadimplência segue estável

Pesquisa da Fecomércio-PE aponta aumento no número de famílias endividadas, mas sem avanço significativo da inadimplência O número de famílias endividadas no Recife aumentou em janeiro de 2025, segundo levantamento da Fecomércio-PE, baseado na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). O índice atingiu 83,9%, acima dos 82% registrados em dezembro e dos 82,4% do mesmo período do ano passado. Isso significa que 442.497 famílias na capital pernambucana possuem algum tipo de dívida, um crescimento de cerca de mil famílias em relação ao mês anterior. Apesar da alta no endividamento, a inadimplência se manteve praticamente estável. O percentual de famílias com contas em atraso foi de 26,2%, pouco acima dos 26,1% de dezembro, mas inferior aos 30,6% registrados há um ano. Já o número de lares que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas seguiu sem grandes variações, ficando em 12,4%. O cartão de crédito segue como o principal vilão das dívidas, utilizado por 92,2% dos endividados, seguido por carnês de lojas (27,3%), financiamento de veículos (6,3%) e crédito pessoal (5,3%). Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE, vê o cenário com cautela, mas ressalta pontos positivos. “O cenário ainda exige cautela, mas a estabilidade na inadimplência e o controle no comprometimento da renda são pontos positivos. Para o comércio, isso significa que as famílias ainda estão consumindo, mas priorizando gastos essenciais. O crédito continua sendo um fator determinante e, se bem gerenciado, pode manter o setor aquecido ao longo do ano”, avalia. Para Rafael Lima, economista da Fecomércio-PE, o aumento do endividamento não significa necessariamente um agravamento da economia, mas exige atenção. “O aumento do número de famílias endividadas reflete, em parte, a necessidade do crédito para manter o consumo. No entanto, a estabilidade da inadimplência mostra que os consumidores estão conseguindo administrar seus compromissos financeiros. O grande desafio continua sendo o impacto do crédito caro e do elevado comprometimento da renda, que pode limitar o poder de compra nos próximos meses”, analisa.

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É a economia... e o meio ambiente: a inevitável conexão com as mudanças climáticas

Eventos extremos, como as chuvas da semana passada, mostram que a resiliência urbana e políticas ambientais são essenciais para o desenvolvimento econômico Todo final de ano fazemos matérias de perspectivas econômicas para analisar o que vem pela frente. Para um dos especialistas nacionais que entrevistei, perguntei sobre os possíveis impactos das mudanças climáticas na economia. Ele sugeriu que eu entrevistasse um ambientalista. Ele falava de PIB, inflação, desemprego… não de meio ambiente. Além de todos os transtornos e até vítimas, as chuvas desta semana, mais uma vez, fecharam comércios, cancelaram aulas e deixaram casas inundadas e vários bairros sem energia. Vidas perdidas, patrimônios destruídos e cidades paradas esperando a chuva parar. Mais uma demonstração de que não dá para falar de economia sem tratar de meio ambiente. Os investimentos para tornar as cidades mais resilientes não são baixos. Em uma região com tantas famílias vivendo às margens dos rios e nos morros, a necessidade de políticas robustas de moradia ganham outra dimensão. DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO RECIFE NO EVENTO DA FIEPE O novo secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima, é um dos convidados da mesa de abertura do IV Seminário Brasil de Economia. O seminário, que acontece na próxima quarta-feira (12.02), é promovido pela Fiepe e o Conselho Regional de Economia de Pernambuco. Em 2024, o Recife foi responsável pela criação de um a cada três empregos com carteira assinada em Pernambuco. O número ratifica a posição da capital como principal cidade geradora de empregos formais do Estado. INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS EM JABOATÃO DOS GUARARAPES A Direcional Engenharia expande sua presença em Jaboatão dos Guararapes com o lançamento dos empreendimentos Viva Vida Jardim Botânico e Direcional Conquista Jaboatão, que integram os programas Minha Casa, Minha Vida e Morar Bem Pernambuco. Os projetos somam 720 unidades habitacionais e incluem infraestrutura de lazer completa, além de obras de contrapartida social, como pavimentação de ruas e melhorias no abastecimento de água. “Com o lançamento de dois empreendimentos em Jaboatão dos Guararapes, reforçamos nossa atuação estratégica em uma cidade onde temos alcançado resultados expressivos”, afirma Renato Bezerra, superintendente comercial e de incorporação da Direcional em Pernambuco. NISSIN LANÇA PRODUTO DE OLHO NO MERCADO DO NORDESTE A Nissin Foods amplia sua conexão com o público do Norte e Nordeste ao lançar o Nissin Lámen sabor Cuscuz com Calabresa, um tributo à culinária regional. Com embalagem assinada pelo xilogravurista J. Borges, o produto não só celebra um dos pratos mais emblemáticos do Nordeste, mas também reforça a estratégia da empresa de valorizar a cultura local. “O cuscuz é uma verdadeira paixão no Nordeste, e trazer essa combinação em um lámen é nossa forma de celebrar a energia, os sabores e as histórias dessa terra tão vibrante”, afirma Danielle Ximenes, gerente da marca. A empresa, que é líder no segmento de macarrão instantâneo, possui uma das suas fábricas em Pernambuco, na cidade de Glória de Goitá. A outra unidade fica no interior de São Paulo. SETOR DE BARES E RESTAURANTES BATE RECORDE DE EMPREGOS EM 2024 NO PAÍS O setor de alimentação fora do lar criou 230 mil novas vagas em 2024, atingindo 5,74 milhões de trabalhadores, o maior número da série histórica iniciada em 2016, segundo a PNAD do IBGE. Com um crescimento de 4,2%, bem acima da média nacional de 0,8%, bares e restaurantes reforçam sua importância para o mercado de trabalho. Além disso, o salário médio no setor subiu 5,8%, chegando a R$ 2.190. Para que esse crescimento continue, empresários defendem medidas como a desoneração da folha de pagamento e o fortalecimento do trabalho intermitente.

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Cezar Andrade economista

Confiança do empresário industrial cresce em Pernambuco, mas cenário ainda exige cautela

ICEI sobe 0,8 ponto em janeiro, sinalizando otimismo moderado diante de desafios econômicos. O economista da FIEPE, Cézar Andrade, destaca a necessidade de medidas que impulsionem a chegada de novos investimentos. Foto: Divulgação O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em Pernambuco registrou leve alta de 0,8 ponto percentual em janeiro, atingindo 52,5 pontos. O avanço reflete um otimismo moderado, mas o índice permanece 3,2 pontos abaixo do mesmo período de 2024, demonstrando que a confiança ainda não se recuperou totalmente. O resultado estadual contrasta com o cenário nacional, onde o ICEI caiu para 49,1 pontos, indicando desconfiança no setor industrial brasileiro. Apesar do crescimento no estado, a percepção das condições atuais do mercado segue preocupante. O Índice de Condições Atuais caiu 2,2 pontos em janeiro, chegando a 48,2 pontos, abaixo da linha dos 50 pontos, o que reflete um ambiente de maior cautela e incerteza. Segundo o economista da FIEPE, Cézar Andrade, "enquanto a confiança geral apresenta leve melhora e as expectativas para o futuro indicam otimismo moderado, a percepção das condições atuais segue negativa. Diante desse panorama, torna-se essencial a adoção de medidas que impulsionem a economia, estimulem investimentos e promovam um ambiente de negócios mais favorável para a indústria". Por outro lado, o Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, subiu 1,6 ponto, alcançando 53,9 pontos. Apesar de um otimismo renovado para os próximos meses, o indicador ainda está 3,8 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2024, sugerindo que as perspectivas de crescimento são cautelosas. Enquanto isso, no Brasil, o índice sofreu leve queda de 0,4 ponto, ficando em 51,5 pontos, ainda acima da linha divisória da confiança.

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Endividamento das famílias recua, mas cautela com gastos cresce

Pesquisa da CNC aponta redução no número de endividados, enquanto consumidores adotam hábitos mais conservadores O número de famílias endividadas no Brasil registrou queda em janeiro, alcançando 76,1%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice representa uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos na comparação com janeiro de 2024. Apesar da melhora, a pesquisa indica que os brasileiros estão mais cautelosos com o consumo e menos propensos a contrair novas dívidas. Embora a inadimplência tenha registrado uma leve queda pela primeira vez desde julho de 2024, 12,7% das famílias ainda não conseguem pagar suas dívidas. O cartão de crédito segue como o principal vilão, utilizado por 83,9% dos endividados. Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, o percentual de endividamento aumentou, e 18,4% não têm condições de quitar seus débitos. A CNC projeta que o endividamento voltará a crescer a partir de março, podendo atingir 77,5% até o final do ano. A professora Danieli Silveira é um exemplo dessa mudança de comportamento. Após enfrentar dificuldades financeiras devido ao desemprego, ela reavaliou seus hábitos e passou a priorizar compras à vista. “É assim que estou me policiando e conscientizando que o consumo saudável é a melhor saída”, afirma. Já o técnico em logística Cesar (nome fictício) enfrenta dificuldades para quitar as dívidas acumuladas após sua esposa, enfermeira, se afastar do trabalho para tratamento de câncer. Ele busca renegociar os juros no Procon para aliviar a situação: “Vou ser sincero, estou mais preocupado com a saúde mental da minha esposa e da família em geral.”

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Ao centro aparecem seis copos com bebidas em um momento de brinde

Setor de bares e restaurantes projeta alta no faturamento durante o Carnaval

A pesquisa mais recente da Abrasel em Pernambuco aponta que 69% dos bares e restaurantes do estado esperam crescimento nas vendas durante o Carnaval de 2025, impulsionados pelo aumento da programação festiva e maior fluxo de turistas. A capital, o litoral e o interior devem sentir os efeitos positivos da movimentação, beneficiando estabelecimentos de diferentes regiões. Apesar do otimismo, desafios como inflação e endividamento ainda preocupam o setor, com 40% das empresas relatando dívidas em atraso. Mesmo assim, os empresários seguem confiantes, investindo em cardápios especiais, reforço nas equipes e horários estendidos para atender à alta demanda da folia. Travelex anuncia Joint Venture para assumir a operação da Europa Câmbio A Travelex Confidence anunciou a criação de uma Joint Venture para assumir a operação da corretora Europa Câmbio, incorporando suas 21 unidades às mais de 120 lojas já existentes da empresa. Com isso, a marca expande sua presença para estados como Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo, fortalecendo sua liderança no setor de câmbio em 145 pontos de venda. Todas as lojas da Europa Câmbio passarão a oferecer o portfólio completo de serviços da Travelex Confidence, incluindo transferências internacionais, compra e venda de moedas estrangeiras, cartões pré-pagos e conta global. A Europa Câmbio que nasceu em 1995 em Pernambuco e tem entre os sócios, além do grupo B&T, o pernambucano Paulo Victor Pereira e Edísio Neto. Fórum AMP de Qualificação Técnica integra a programação do Festival PREAMP 2025 O Festival PREAMP 2025 promove, nesta segunda-feira (10), o Fórum AMP de Qualificação Técnica no Museu Cais do Sertão, no Recife. Com entrada gratuita, o evento oferece palestras e debates voltados à capacitação de profissionais da cultura, abordando temas como inteligência artificial na produção musical e os desafios das plataformas de streaming para artistas. O fórum busca fomentar o conhecimento e promover a troca de experiências entre artistas, produtores e técnicos culturais. Durante o evento, serão discutidos temas relevantes para o mercado da economia criativa, com a participação de representantes do Ministério da Cultura, Fundarpe e Secretaria de Cultura de Pernambuco, além de especialistas do setor. O Fórum AMP é parte da programação da 22ª edição do Festival PREAMP, que ocorre de 10 a 22 de fevereiro no Cais do Alfândega, no Bairro do Recife, com apoio da Prefeitura do Recife e outras entidades culturais. Afya avança no Mais Médicos 3 e busca expandir atuação em Pernambuco A Afya, maior hub de educação médica do Brasil, foi classificada para a segunda fase do Programa Mais Médicos 3 e busca autorização para abrir um curso de Medicina em Catende, Pernambuco. Com presença consolidada no estado, a instituição já opera a Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão. O processo seletivo segue para avaliação final, com desfecho previsto para 30 de maio. "A chegada de um curso de Medicina representa não apenas uma nova oportunidade educacional, mas também econômico e um avanço para toda a estrutura de saúde da região”, avalia Luiz Cláudio Pereira, diretor acadêmico de graduação da Afya. Inscrições abertas para o Selo Empresa Verde 2025 Empresas pernambucanas que adotam práticas sustentáveis podem se inscrever, a partir desta sexta (7), no Selo Empresa Verde, concedido pela Jucepe em parceria com órgãos estaduais. A certificação, agora baseada nos critérios ambientais, sociais e de governança (ASG), reconhece negócios comprometidos com a sustentabilidade. O prazo para inscrição é até 30 de março e a premiação ocorrerá em junho. Além do reconhecimento, as empresas certificadas terão benefícios como acesso facilitado a crédito e vantagem em processos licitatórios. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail seloverde@jucepe.pe.gov.br.

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Cesta básica sobe nas capitais e custa ao menos 40% do salário mínimo

Aumento é anotado em 13 das 17 cidades pesquisadas Da Agência Brasil, com informações adicionais do Dieese Levantamento de preços de itens de consumo básicos nas capitais do país identificou aumento no custo da cesta básica em janeiro deste ano em 13 das 17 cidades pesquisadas. A maior alta foi em Salvador (6,22%), seguida por Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As quatro cidades onde houve redução no valor global dos itens foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). O levantamento – realizado desde 2005 - é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No Recife, o aumento foi de 1,76%, em relação ao mês de dezembro. Na comparação com janeiro do ano anterior, o valor da cesta básica do Recife subiu 8,76%. A cesta básica mais cara foi cotada em São Paulo, onde os alimentos que a compõem custam R$ 851,82, 60% do salário mínimo oficial (R$ 1.518). No Recife, a cesta básica custou em janeiro R$ 598,72, segundo o estudo. Em janeiro, segundo o levantamento do Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15. Estudo divulgado em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a renda média do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.279,00 em outubro de 2024, dado mais atual disponível. Valores A comparação, segundo o Dieese, é possível "com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência". Em janeiro de 2024, deveria ter ficado em R$ 6.723,41 ou 4,76 vezes o valor vigente. A inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,8%, valor próximo ao aumento indicado. As cidades do sul e sudeste estão entre as mais caras cotadas. Em Florianópolis, o valor médio da cesta básica foi de R$ 808,75, no Rio de Janeiro R$ 802,88, e, em Porto Alegre, R$ 770,63. Custo Curitiba, com R$ 743,69, Vitória com 735,31 e Belo Horizonte com R$ 717,51 completam o setor, mas foram superadas por Campo Grande (R$ 764,24), Goiânia (R$ 756,92) e Brasília (R$ 756,03). As capitais do Norte e Nordeste pesquisadas têm custos abaixo da metade do valor do salário mínimo. Em Fortaleza a cesta básica custou em média R$ 700,44, em Belém R$ 697,81, em Natal R$ 634,11, em Salvador R$ 620,23, em João Pessoa R$ 618,64, no Recife R$ 598,72 e em Aracaju R$ 571,43. A análise do Dieese liga o aumento da cesta básica ao comportamento de três itens principais: o café em pó, que subiu em todas as cidades nos últimos 12 meses; o tomate, que aumentou em cinco cidades, mas diminuiu em outras 12 nesse período, mas teve aumento acima de 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, por conta das chuvas; e o pão francês, que aumentou em 16 cidades pesquisadas nos últimos 12 meses, o que se atribui a uma "menor oferta de trigo nacional e necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado". O reajuste poderia ter sido maior, porém, foi contido por itens como a batata, que diminuiu em todas as capitais no último ano, o leite integral, que, apesar do reajuste durante o ano, teve queda em 12 cidades em dezembro, e o arroz agulhinha e o feijão preto, que têm caído de preço nos últimos meses por conta de aumento na oferta.

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Vista aérea diurna da BR 232 - em Pernambuco, com dezenas de carros

A BR-232 e o futuro econômico de Pernambuco

Dentre vários condicionantes, o desenvolvimento regional assenta-se sobre duas propostas: educação e logística. Em se tratando do primeiro tema, vários documentos, matérias e crônicas têm registrado a importância ímpar da expansão do ensino técnico e superior ocorrido a partir de 2004, quando dezenas de universidades, mais de 100 campi foram abertos no interior do Brasil, destacando-se a região Nordeste. No caso de Pernambuco a presença dos institutos e universidades federais, somando-se à interiorização da UPE (Universidade de Pernambuco) e seguindo-se das escolas e faculdades privadas, permitiu que a juventude que mora fora da região metropolitana tivesse acesso ao ensino superior. Há alguns desafios a serem pontuados em uma outra oportunidade. Debruçando-se um pouco sobre o mapa de Pernambuco, há de se considerar que um grupo de grandes e médios municípios se encontram à sua margem, iniciando-se pelo Recife, Moreno, Vitória de Santo Antão, Pombos, Gravatá, Bezerros, Caruaru, São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira, Arcoverde, Custódia, Serra Talhada, Salgueiro e Parnamirim. Este traçado, desde o início do Século 19, conforme é tão bem documentado pelo engenheiro Maurício Pina em seu livro BR-232 – Um Caminho de Engenharia e História, representa a rota preferencial entre o leste-oeste do Estado. Também não é difícil verificar que nesta relação encontram-se várias cidades com população superior a 80 mil habitantes e que representam polos dinâmicos da economia regional, destacando-se a capital, Vitória de Santo Antão, Gravatá, Caruaru, Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Serra Talhada e Salgueiro. O surpreendente é ver que são poucas as lideranças que têm levantado de forma sistemática e consistente a urgência da duplicação desta rodovia como condição sine qua non para o desenvolvimento pernambucano. Para a maioria dos gestores das instituições públicas, normalmente sediadas no Recife, há de se considerar que não tenham a real dimensão do que representa o Estado e por isso facilmente se veem envolvidos em outras questões que, apesar de importantes, não se assemelham a essa. Entretanto, em se tratando de gestores municipais e das bancadas estaduais e federais, é algo pouco compreensível. Será que essas lideranças não trafegam nessa rodovia? Considerando que os aeroportos do interior estão instalados em Caruaru, Serra Talhada, Araripina e Petrolina, é quase certo que venham ao Recife ou tenham que ir a Brasília quase todas as semanas. Em dias normais, o tráfego para quem se desloca pelo Sertão é congestionado em vários trechos, tornando-se um exercício de paciência entre Arcoverde e São Caetano, quando se encontra o segmento duplicado da rodovia. Neste sentido é incompreensível não haver um movimento arco-íris, congregando as lideranças, independente de partidos ou ideologia para lutar por esta causa. GOVERNAR É ELEGER PRIORIDADES, FUNDAMENTALMENTE Nos últimos meses voltou à discussão a duplicação da rodovia no trecho entre São Caetano e Serra Talhada, havendo o governo estadual destinando algo ao redor de R$ 50 milhões para o projeto técnico. Lembrando que, no governo anterior, havia sido aberta a licitação visando o projeto entre São Caetano e Custódia, não saindo do ponto inicial, ao que consta. Aguarda-se pela apresentação do projeto para que se possam iniciar as negociações com o Governo Federal, que mantém a jurisdição sobre a estrada, de forma a que se destine os recursos para a obra em si. Apesar dos anúncios, fogos, rojões e outdoors, o fato é que essa é uma tarefa que exigirá foco, esforço e meios. Colocar o projeto na pasta e partir para Brasília faz parte do manual, mas seria importante contar com os deputados e senadores de Pernambuco abraçando a ideia e destinando ao menos as emendas de bancada de um ano como contrapartida coletiva à obra, o mesmo podendo se esperar dos gestores das cidades diretamente ligadas ao seu traçado. DA HIPÓTESE AO FATO A obra de Maurício Pina é rica em detalhes e comenta o esforço de um número expressivo de políticos e engenheiros pernambucanos e até do exterior que esteve envolvido no planejamento, construção e financiamento dessa obra, destacando alguns como o engenheiro Abdias de Carvalho que, com toda a justiça, empresta seu nome à avenida pela qual se inicia a rodovia no Recife, passando por governantes como Nilo Coelho e Jarbas Vasconcelos. A decisão do governador Jarbas em destinar parte substancial da privatização da Celpe para duplicar o trecho da BR-232, compreendido entre o Recife e São Caetano, foi a mais importante decisão estratégica tomada por um governante de Pernambuco nos últimos 30 anos. Pois bem, que todos estejam juntos em um movimento que transforme a hipótese em fato e que se estabeleça um plano de médio prazo que vise à ligação Recife-Araripina e Recife-Petrolina com estradas duplicadas, com anéis viários, onde se fizerem necessários, e as obras complementares de pontes, viadutos e vias paralelas, demandadas. Aguarda-se também a conclusão da ferrovia Transnordestina. Uma outra luta não menos árdua, mas que fica para outra hora. No momento, que se trabalhe na duplicação do que existe e está em uso permanente, a BR-232. *Por Geraldo Eugênio, professor da UFRPE em Serra Talhada

A BR-232 e o futuro econômico de Pernambuco Read More »