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Nestlé vai montar linha de produção para leite Ninho em Pernambuco

A Nestlé vai montar a sua primeira linha de produção no Estado de Pernambuco, na cidade de Garanhuns. A unidade irá envasar leite NINHO em pó, na versão sachê. O investimento inicial será de cerca de R$ 5 milhões. O intuito dessa nova planta é atender, principalmente, a própria região Nordeste do País. Os nordestinos são importantes consumidores da marca e a Nestlé quer atendê-los cada vez melhor, com mais eficiência e velocidade. A marca NINHO está entre as líderes em sua categoria e entre as mais lembradas na região. A unidade de Pernambuco será a terceira da companhia no Nordeste. As duas primeiras estão instaladas na Bahia, nas cidades de Feira de Santana e Itabúna. A nova linha deverá ter uma capacidade instalada total de 10 mil toneladas/ano, o que deve acontecer gradativamente, atingindo esse nível de capacidade máxima em cerca de quatro anos. A nova linha de produção para Ninho será instalada em área de propriedade da DPA (Dairy Partners Americas) – joint venture entre a Nestlé e a neozelandesa Fonterra, maior exportadora de produtos lácteos do mundo –, onde já se fabrica, desde 2010, iogurtes e bebidas lácteas fermentadas das marcas Ninho, Nestlé Ideal, Neston, Chamyto e Nestlé. As regiões Norte e Nordeste têm grande importância para a Nestlé, especialmente no segmento de lácteos. As plantas tanto de DPA quanto esta nova de Ninho estão estrategicamente localizadas para atender à crescente demanda de consumo desses estados, além de contribuírem para que os produtos cheguem mais rapidamente em um maior número de pontos de venda. Líder no mercado de leite em pó, Ninho está presente no Brasil há mais de 70 anos e conquistou lugar nos lares e corações dos brasileiros, sendo a marca da categoria mais desejada pelas mães e reconhecida como especialista em nutrição infantil. Este sucesso é resultado do trabalho desenvolvido ao longo de décadas para levar à mesa dos consumidores os melhores produtos, com inovação e benefícios, buscando sempre melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. Exemplo disto é o desenvolvimento de Ninho® Forti+, mix de nutrientes desenvolvido para atender as principais necessidades nutricionais das crianças brasileiras que envolve toda a linha de leites Nestlé, nas versões pó e líquida, nas embalagens lata, sachê e caixinha. Para garantir a segurança e qualidade do leite que adquire, Ninho desenvolve também um amplo trabalho em toda sua cadeia, incentivando produtores rurais a tornarem sua produção mais segura e sustentável, iniciativa alinhada ao conceito de Criação de Valor Compartilhado da Nestlé. Além disso, realiza consistentes análises laboratoriais ao longo de toda a cadeia para garantir a qualidade do leite que chega aos lares dos consumidores de todo o País.  

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Exposição Tarsila do Amaral fica no Recife até sábado (07)

“Um olhar intimista sobre Tarsila do Amaral” é o nome da exposição que fica em cartaz até o dia 07/04, na Loja Florense, em Boa Viagem, Recife. A mostra, que tem curadoria de Beto Cocenza – nome por trás do BOOMSPDESIGN Fórum Internacional de Arquitetura, Design e Arte – apresentará 12 obras, incluindo um estudo em água forte sobre papel do icônico ‘Abaporu’, de 1964 e ainda 18 itens pessoais como fotografias, agenda telefônica, cartões, pincéis e duas mesas, pertencentes à artista que é uma das figuras centrais do Modernismo Brasileiro. A mostra, também contará com 5 obras da artista em tapeçaria da By Kamy, única no mundo autorizada a representar os desenhos de Tarsila do Amaral em tapeçarias. “Levar essas obras para a exposição no Recife é motivo de orgulho e reconhecimento por mais de 30 anos de profissionalismo no mercado”, explica a empresária Francesca Alzati, designer e diretora da marca. Entre as peças exclusivas de tapeçaria que estarão no evento estão: “A Feira”, “Passagem Nível II” e “Religião Brasileira”, verdadeiras obras de arte inspiradas em suas cores e paisagens típicas, feitas à mão na China e dignas da excelência de Tarsila. A artista Tarsila nasceu em setembro de 1886 no interior de São Paulo. Começou seus estudos em arte com Pedro Alexandrino no Brasil, em seguida foi estudar em Paris. Ficou amiga de Picasso, Stravinsky e Jean Cocteau. Estudou com o mestre Fernad Léger. Integrou o Modernismo e é um dos ícones no movimento. Pintou o Abaporu para dar de presente para o escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. O quadro é considerado a obra mais importante da arte brasileira. Saiba mais em: tarsiladoamaral.com.br. Serviço: Exposição ‘Um olhar intimista sobre Tarsila do Amaral’ – Mostra comemorativa aos 30 anos da Florense Recife Aberta ao público de 15 de março a 7 de abril, nos horários de segunda a sexta das 8h às 19h, sábados das 9h às 13h. Endereço: Av. Eng. Domingos Ferreira, 4242 – Boa Viagem. Entrada: Gratuita. Fone: (81) 3302-3800  

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11 concursos com inscrições abertas no Nordeste

Preparamos uma lista com 11 concursos e seleções públicas com inscrições abertas na região Nordeste. Mapeamos oportunidades de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte. Os salários vão de até R$ 19 mil. Confira abaixo a lista com as vagas, salários e informações sobre inscrições: Liquigás Distribuidora Vagas: 99 imediatas + 695 cadastros de reserva Oportunidades: Profissionais em nível superior nas áreas de Vendas, administração, auditoria e ciências contábeis. Para nível médio as oportunidades são para operador de Gás, assistente administrativo, oficial de manutenção – Elétrica, oficial de manutenção – Eletrônica, oficial de manutenção I – Mecânica, técnico de instalações, Técnico de segurança do trabalho e técnico químico, entre outros. A lotação dos cargos é em vários estados. Inscrições: Até o dia 17 de abril, no site: http://www.cesgranrio.org.br/concursos/evento.aspx?id=liquigas0118 Salários: Entre R$ 1.321,09 e R$ 4.894,08 Confira os editais: Liquigás PM e Corpo de Bombeiros-PB Vagas: 1000 Oportunidades: Policiais Militares e Bombeiros Militares Inscrições: Até o dia 9 de abril, no site http://www.ibfc.org.br Salários: R$ 3.202,60 (podendo ter acréscimo de R$ 1.329,76 por adicional de Plantão Extra Remunerado) Confira os editais: PMPB E CBMPB Ministério Público de Alagoas Vagas: 15 Oportunidades: Auditor, contador, engenheiro civil, psicólogo, biblioteconomista, administrador de rede, comunicação social, jurídica, desenvolvimento de sistemas, administração/gestão pública, assistente social, administrador de banco de dados e Técnico nas áreas Geral e Tecnologia da Informação. Inscrições: Até o dia 23 de maio, no site: http://www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/mpal Salários: Entre R$ 2.576,29 e R$ 4.492,01 Confira o edital: MPAL UFPB Vagas: 3 Oportunidades: Professor titular livre nas áreas de matemática, fonoaudiologia e fisiologia vegetal. Inscrições: Matemática (30 dias corridos, a partir da publicação do edital, na Secretaria do Departamento de Matemática), Fonoaudiologia (30 dias corridos, a partir da publicação do edital, na Secretaria do Departamento de Fonoaudiologia) e Fisiologia Vegetal (35 dias corridos, a partir da publicação do edital, na Secretaria do Departamento de Agricultura). Salários: R$ 19.440,48 Confira o edital: UFPB (no dia 27 de março, no Diário Oficial da União) UFAL Vagas: 14 Oportunidades: Assistente social, enfermeiro, farmacêutico, médico (Medicina Esportiva), músico (Painista Correpetidor), produtor cultural, tecnólogo/segurança pública, assistente de tecnologia da informação, instrumentador cirúrgico/veterinário, taxidermista e técnico em enfermagem. Inscrições: Até o dia 23 de abril, no site: http://www.copeve.ufal.br/sistema Salários: Até R$ 4.180,66. Confira o edital: UFAL UFRPE Vagas: 30 Oportunidades: Assistente social,  analista de tecnologia da informação, médico, engenheiro, pedagogo, psicólogo, técnico de laboratório, técnico de tecnologia da informação, técnico em contabilidade, técnico em assuntos educacionais, músico, químico, engenheiro agrônomo, operador de rádio de telecomunicação, revisor de texto braile, técnico em agropecuária, tecnólogo formação segurança pública e zootecnista. Inscrições: Até o dia 15 de abril, no site: https://www.sugep2018.com.br/login.php/ Salários: Até R$ 4.180,66 Confira os editais: Concurso para a UFRPE Prefeitura de Camaragibe Vagas: 9 Oportunidades: Operador de Retroescavadeira, Operador de Motoniveladores e Motoristas de Caminhão Caçamba Inscrições: Até o dia 6 de abril na Secretaria Serviços Públicos e Infraestrutura de Camaragibe (no Edifício Sede da prefeitura municipal de Camaragibe, Av. Dr. Belmino correia, 3038 – Timbi). Salários: R$ 2.368 Confira os editais: Prefeitura de Camaragibe Prefeitura de Fortaleza Vagas: 89 Oportunidades: Educador social, assistente social, psicólogo, pedagogo, advogado e terapeuta ocupacional. Inscrições: Até o dia 8 de abril, no link: https://concursos.fortaleza.ce.gov.br Salários: R$ 2.056 Confira o edital: Prefeitura de Fortaleza Tribunal de Justiça do Ceará Vagas: 223 Oportunidades: Delegação de serviços notarias e registrais (149 por provimento e 74 por remoção). Inscrições: Para os cargos de provimento, podem se inscrever profissionais com curso superior de Direito concluído e que tenham pelo menos por 10 anos se serviço completos. Inscrições até o dia 6 de abril pelos sites www.cartorio2018.tjce.ieses.org ou www.tjce.jus.br. Confira o edital: TJCE Universidade Federal da Bahia (UFBA) Vagas: 21 Oportunidades: Professores auxiliares, assistentes e adjuntos. Inscrições: Entre os dias 16 de abril ou dia 14 de maio, no site http://www.concursos.ufba.br/docentes.html Salários: Até R$ 9.585 Confira o edital: UFBA Prefeitura de Natal Vagas: 1.640 Oportunidades: Enfermeiro do trabalho; enfermeiro obstetra; assistente social; biomédico; enfermeiro; farmacêutico; farmacêutico bioquímico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; odontólogo; odontólogo especialista em cirurgia e traumatologia buco maxilo-facial; odontólogo; odontólogo especialista em endodontia; odontólogo; odontólogo especialista em odontologia para pacientes com necessidades especiais; odontólogo; odontólogo especialista em periodontia; odontólogo; odontólogo especialista em prótese dentária; odontólogo; odontólogo especialista em radiologia odontológica; psicólogo; sanitarista; terapeuta ocupacional; educador social; profissional de educação física; médicos das seguintes especialidades: trabalho, anestesiologista, cardiologista, cirurgião geral, clínico geral, estratégia de saúde da família – esf, dermatologista, endocrinologista, gastroenterologista, geriatra, ginecologista, hematologista, infectologista, mastologista, nefrologista, neurologista, obstetra, ortopedista, pediatra, psiquiatra, radiologista e urgencista, técnico em enfermagem do trabalho; auxiliar em saúde bucal – asb; técnico em enfermagem; técnico em radiologia; técnico em saneamento; técnico em patologia clínica; auxiliar de farmácia; técnico de nutrição e técnico em segurança do trabalho. Inscrições: Até o dia 9 de abril, no site: http://www.comperve.ufrn.br Salários: Até R$ 4.601,17 Confira o edital: Prefeitura de Natal LEIA TAMBÉM

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Capibaribe da resistência

Para os bichos e rios nascer já é caminhar. É falando sobre gente, animais e águas que João Cabral de Melo Neto incorpora a personalidade do Capibaribe para fazer um relato, em primeira pessoa, no poema O Rio, do trajeto que o mais emblemático curso d’água pernambucano percorre da nascente até sua foz. A narrativa, que surpreendeu a crítica, completa 65 anos. Andando no leito seco no Agreste e navegando pela correnteza da sua parte perene, o poeta narra sobre vida e morte do cenário que ele viu e viveu. Mais de seis décadas depois, assim como as pedras que fascinavam o poeta por permanecerem imutáveis no rio, uma parte desse cenário relatado por Cabral, também mantém-se inalterado. Mas muitas águas rolaram e hoje alguns outros aspectos da atual realidade distinguem-se daquela mostrada na cadência dos versos do poeta. Nesta edição especial de aniversário da Algomais, iniciamos a série de reportagens Rio da Resistência, que fará a comparação entre a situação das pessoas, da natureza e das cidades situadas às margens do Capibaribe na época do relato de João Cabral e a condição atual. O poema O Rio foi escrito após Cão sem Plumas e antecedeu Morte e Vida Severina. Publicado entre seus dois clássicos mais conhecidos, a obra retrata o fascínio de Cabral pelo Capibaribe e por sua terra, ao mesmo tempo que constata o sofrimento dos retirantes. “Seu avô contava que ele ficava muito tempo contemplando o rio quando era menino. A pedra que fica e o rio que flui são imagens emblemáticas da sua obra e da sua infância”, diz Lourival Holanda, professor do departamento de letras da UFPE. O professor ressalta a descrição do impacto que o sol e a seca traziam para as pessoas. Dizia o poeta: Por trás do que lembro / ouvi de uma terra desertada / vaziada, não vazia / mais que seca, calcinada / De onde tudo fugia / onde só pedra é que ficava, / pedras e poucos homens / com raízes de pedra, ou de cabra. Um quadro não muito diferente do que se viu nos últimos sete anos no Alto Capibaribe, região onde o rio é intermitente. Hoje outros agentes contribuem para seu leito seco. Especialistas como Arnaldo Vitorino, geógrafo aposentado, e Alexandre Ramos, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe, apontam que, além da estiagem, a derrubada das matas ciliares e a poluição são fatores externos que ameaçam o rio e a fauna e flora que dele dependem. Mas hoje, também, novas tecnologias e pessoas engajadas na sua preservação buscam modificar essas ações deletérias. A nascente do Capibaribe, por exemplo, já foi um local abandonado. Nos últimos anos, porém, contou com uma série de projetos de revitalização. Há um fato curiosos sobre o olho d’água, pois até pouco tempo pensava-se que ele se localizava na Serra do Jacarará, que fica em Jataúba, como consta no poema. Recentemente, porém, descobriu-se que sua localização correta é na Serra do Passarinho, no município de Poção. A equipe de reportagem da Algomais foi até lá numa expedição guiada pela ONG Bichos da Caatinga. As caraibeiras, espécie de árvore mencionada por Cabral, capins, cactus e uma reserva de mata atlântica abraçam a nascente. O gestor ambiental Pablo Ricardo, alerta que essas ações de revitalização da cabeceira foram abandonadas e precisam ser retomadas. “Hoje a nascente volta a estar um pouco esquecida. É preciso investir em reflorestamento e principalmente em educação para que a consciência ambiental possa se perpetuar na região”. Pablo afirma que as árvores no entorno servem como uma esponja ao solo que retém as águas e realimentam as fontes. Nos primeiros quilômetros do rio descendo por Jataúba, várias pequenas estradas cortam o leito seco. Na paisagem, várias serras sem vegetação fruto da ação humana. Arnaldo Vitorino explica que a manutenção do pouco verde que havia nesses lugares evitava a descida de sedimentos para o rio. Outras práticas de pouca consciência ecológica também fazem o Capibaribe sofrer nas proximidades do seu nascedouro. “A construção de barragens subterrâneas irregulares e a retirada de areia do leito para comercialização são outras práticas que prejudicam a vitalidade do rio na região próxima da sua nascente”. Mas mesmo no solo “mais que seco, calcinado” há vida e atividade humana. Gente que aprendeu a conviver com o semiárido. Caminhando pelo leito do rio, em Jataúba, José Santino, 78 anos, puxava um jumento com duas cargas de capim. Agricultor, ele vive com a filha e dois netos numa propriedade arrendada. “É difícil produzir porque não vem inverno para cá. Mas eu trabalho para me manter. Nasci e me criei nesse lugar velho. Já trabalhei no Sul, já vivi em usina. Mas minha vida é aqui”. Apesar de ter conhecido outras terras, voltou para as origens.   Na área rural de Jataúba, Leandro Santos, ou Tôr, como é conhecido, trabalha na ordenha de um rebanho de 85 vacas. A fazenda produz leite e queijo, que é vendido em feiras e até no Recife. “Gosto muito do trabalho. Água é um sacrifício, mas a gente arruma”, conta. E “arruma” com auxílio da tecnologia. Os animais saciam a sede com o conteúdo da cisterna e do cacimbão, espécie de poço para captação de águas subterrâneas. E a coleta do leite é mecanizada.   Tecnologias que permitiram a sobrevivência da fazenda e de muitas pessoas. A maioria das casas tem uma cisterna ao lado, que capta as poucas chuvas. Nos cálculos da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), os quatro primeiros municípios da Bacia Hidrográfica do Capibaribe (Poção, Jataúba, Brejo da Madre de Deus e Santa Cruz do Capibaribe) possuem 2.148 desses reservatórios. Estruturas que associadas à cultura aprendida de convivência com a seca, permitem que o Nordeste brasileiro seja a região semiárida mais populosa do mundo, de acordo com o Instituto Nacional do Semiárido. “A convivência da população com o ecossistema do semiárido resgata práticas tradicionais de baixo impacto que facilitam a vida e as relações entre seres humanos e a natureza”, diz Alexandre, que destaca ainda a tecnologia

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11 biografias (autorizadas e não autorizadas) revelam segredos de grandes mulheres da história

Grandes histórias, grandes personagens. A biografia é um gênero textual que nos dá a rica oportunidade de mergulhar em trajetórias humanas de tal forma que, talvez, nem a convivência seria tão reveladora. É o tipo de narrativa que nos permite recapitular histórias – acompanhando processos, marcos históricos e fases da vida. Sejam elas autorizadas ou não, é comum que as obras tenham repercussões polêmicas ao redor dos fatos revelados. Neste mês de março, nossa campanha intitulada “A todas as mulheres que habitam em mim”, do Dia Internacional da Mulher, homenageou líderes humanitárias, empreendedoras e grandes escritoras que marcaram a história, romperam com os limites e arrebataram uma geração com seus estilos de vida. Dentro da seleção, separamos 11 biografias de personalidades instigantes que todos precisam conhecer ‘de perto’. Clique e confira! Eu sou Malala, de Malala Yousafzai Malala Yousafzai é uma paquistanesa que alcançou notoriedade quando, ainda adolescente, passou por um episódio traumático na saída da escola. Dentro do ônibus, a menina foi baleada na cabeça por talibãs quando voltava para casa. Enquanto não havia certeza alguma sobre sua sobrevivência, o caso gerou uma comoção mundial. Antes disso, porém, Malala já era uma mulher de impacto: em seu blog, denunciava as dificuldades de viver no Vale do Swat, região controlada por grupos terroristas e que proíbe o sistema educacional para mulheres. Em sua autobiografia, ela desabafa a história da sua família exilada e sobre os obstáculos impostos à valorização feminina, além das dificuldades de sobreviver em uma arena marcada pelo perigo, incertezas e medos. A leitura nos dá a oportunidade de compreender as peculiaridades do universo religioso e cultural – entre suas belezas e tradições. A escritora foi a mais jovem a conquistar o Prêmio Nobel da Paz pela defesa do direito à educação e a equidade de gênero. Sobrevivi… Posso contar, de Maria da Penha A biografia é um grito de socorro e alívio por tantos anos de sofrimento e violência. Quem não conhece a história da protagonista que batizou a lei Maria da Penha terá a oportunidade de ler os detalhes de sua luta e sobrevivência. Após sofrer diversas agressões, ela só viu o primeiro julgamento do seu ex-marido oito anos após sua denúncia. Inspirada pela dor e revolta pela injustiça, negligência e machismo, a iniciativa de escrever o livro torna-se um ato político – revelando um fenômeno social, político, cultural e ideológico que afeta diariamente milhares de mulheres ao redor do mundo. Infiel, de Ayaan Hirsi Ali A leitura da obra é só para os que têm coragem. Isso porque, além de impactante, somos apresentados a uma trajetória marcada por muita dor e violência – assim como ousadia e resistência. Ayaan Hirsi Ali é uma jovem exilada somali que, aos 5 anos, sofreu multilação sexual, surras brutais e frequentes agressões da própria mãe. A menina também foi espancada por um pregador do Alcorão, que fraturou seu crânio. A história de constantes exílios, fugas e outros horrores finalmente ganha um novo rumo quando ela foge para a Holanda e se depara com os valores ocidentais do Iluminismo: liberdade, igualdade e fraternidade. Esse foi o ponto de virada para questionar – e confrontar! – o islamismo ortodoxo, tornando-a, no futuro, uma forte voz de denúncia da opressão da mulher na sociedade muçulmana. Oprah Uma biografia, de Kitty Kelley Renomada no mercado literário americano, Kitty Kelley é uma das mais especializadas biógrafas no campo do “não-autorizado”. Esta biografia é resultado de mais de 850 entrevistas para traçar a personalidade da então apresentadora Oprah Winfrey. O livro resgata episódios nebulosos de pobreza, abusos sexuais e múltiplas discriminações da menina nascida e criada na zona rural de Mississippi, nos Estados Unidos. Revelações detalhistas sobre sua natureza ambiciosa e seu poder de influência tornam a leitura ainda mais instigante, pois estamos diante de uma mulher contraditória e cativante. Considerada um ícone midiático poderoso, Oprah nunca deu nenhuma entrevista para a biografia. Fato que tornou o livro um dos mais aguardados pelos leitores norte-americanos, que esperavam por revelações inimagináveis. Será que encontraram? J.K Rowling, de Seam Smith Uma biografia de 176 páginas que apresentam três grandes características de Joanne: “talento natural e a obsessão de exercê-lo, a criança imaginativa e suas histórias”. A obra narra a vida da criadora do personagem de maior sucesso dos últimos tempos – desde a infância até o lançamento do primeiro filme baseado em seu livro ‘Harry Potter e a Pedra’ Filosofal. Embora seja uma biografia não autorizada, o autor retrata brilhantemente a trajetória da tímida escritora britânica, cujas histórias foram traduzidas para 73 idiomas e ultrapassaram a marca das 450 milhões de vendas.   Sou dona da minha alma – O segredo de Virginia Wolf, de Nadia Fusini Poucos anos antes do suicídio da consagrada Virginia Woolf, ela foi ‘assombrada’ por episódios, momentos e imagens da sua prórpria infância. Flashs misteriosos revisitaram sua mente, como um quebra-cabeças que ela não era capaz de encaixar as peças. Nas palavras da famosa Nadia Fusini, todas as incertezas e dúvidas da protagonista foram recriadas, baseadas em seus romances, diários, cartas e outros fragmentos de memórias – conduzindo os leitores à descoberta de um grande segredo desta personalidade. Amy Winehouse – Biografia, deChas Newkey-burden Dona de uma voz impressionante e uma musicalidade inédita, a subjetividade da cantora inglesa é repleta de genialidades e vexames. Envolvida em polêmicas, escândalos e drogas, a trajetória de Amy Winehouse foi prejudicada nos palcos e na mídia. Vítima de depressão e bulimia, sua fama se tornou caótica. O livro traz um retrato de sua família, seus primeiros passos rumo à vida musical até a descoberta que a tornaria uma das maiores estrelas do mundo. Sua intensa – e breve! – história sob o olhar sensível e descritivo de Chas Newkey-burden. Elis Regina Nada mais será como antes, de Julio Maria Quatro anos de muitas pesquisa e entrevistas deram luz à obra autorizada, sem limites ou quaisquer restrições de fatos. O jornalista reaviva as temporadas da vida de Elis até sua trágica morte, aos 36 anos –

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Uma usina no trajeto do Capibaribe

No trajeto do Capibaribe, contado por João Cabral de Melo Neto no poema O Rio, as empresas produtoras de açúcar faziam parte do cenário narrado. Uma delas, em especial, é a Petribú, cujo nome é mencionado pelo poeta. “Foram terras de engenho, /agora são terras de usina. /É o que contam os rios/que vou encontrando por aqui. (…) Primeiro é o Petribú”. Mas a história da usina remonta a períodos bem anteriores ao da publicação desses versos. São quase três séculos voltados para a economia da cana-de-açúcar. Numa trajetória que se confunde não apenas com o rio, mas com a próprio desenvolvimento econômico de Pernambuco. A família Petribú, que chegou ao Brasil junto com Duarte Coelho, teve no ano de 1729 os primeiros registros de sua produção de açúcar. A chegada da família à região veio por intermédio do empreendedorismo de Cristóvão Cavalcanti de Albuquerque, filho de João Cavalcanti de Albuquerque. “A agricultura está no nosso sangue. Manter essa ligação com a terra é muito importante para a família”, relata o empresário Jorge Petribú, que é presidente do Conselho da Usina Petribú. Uma tradição que também levou os familiares a optarem pela permanência da empresa e da residência no mesmo local da sua fundação no Século 18, isto é, nas proximidades do Capibaribe, numa área que hoje está localizada no município de Lagoa de Itaenga, na Zona da Mata. Opção muito movida por um sentimento de pertencimento à cultura pernambucana. “Foi uma escolha muito simbólica, porque o rio representa muito para Pernambuco. Hoje o ponto mais limpo dele é aqui na usina. O cuidado é tão grande que tem até camarão de água doce”, conta. Depois da chegada dos ancestrais que iniciaram a lavoura de cana, outro momento fundamental para a sustentabilidade dos negócios da família foi a modernização do processo produtivo. A transformação do então engenho em usina, que passou a entrar na era industrial. As máquinas foram uma inovação trazida por João Cavalcanti de Albuquerque em 1909, ano em que a empresa já produzia 20 mil sacos de açúcar. Dois anos depois, ele passa a adotar Petribú como sobrenome. João Cavalcanti de Petribú dava início à trajetória que levaria a empresa à liderança na produção de açúcar em Pernambuco. “Era um homem de pouca instrução, mas de muita visão para trazer as máquinas a vapor. E, em 1917, montou a destilaria de álcool. Chegamos a ter uma ferrovia, que meu avô construiu para trazer cana dos outros engenhos que ele possuía. Essa transformação foi no começo da era industrial, quando Pernambuco ainda era repleto de engenhos. Só em Nazaré da Mata existiam 365 funcionando”, relata Jorge Petribú. O terceiro marco dessa história se deu quando Paulo Cavalcanti Petribú, pai do atual presidente do conselho e avô da presidente, Daniela Petribú, comprou a parte da empresa dos seus irmãos em 1953. De acordo com o relato do livro Petribú – Terra e Homem, de Luís Carvalheira de Mendonça, a usina encontrava-se em crise naquele momento. A partir daí, com uso de estratégias gerenciais, a empresa foi reerguida. A publicação destaca como características dessa gestão “a presença constante à frente de todos os assuntos empresariais, gerenciais e comerciais da usina”. O gestor também investiu na formação de quadros da “prata da casa” e na aproximação com os seus liderados. Os resultados foram transformadores. Na época em que adquiriu a empresa, ela era aproximadamente a 40ª em produção no Estado, uma das últimas posições. Em 1977 saltou para a produção de um milhão de sacos de açúcar por safra. Mas o auge aconteceu em 1995, quando se tornou a mais produtiva de Pernambuco, ano em que também adquiriu a Usina São José. O início dessa mudança, em 1953, foi no mesmo ano em que João Cabral lançou O Rio. “Ele vivia aqui na região durante a sua juventude, tomava banho no Capibaribe. Os escritos dele revelam isso. Como a comunidade era pequena na época, havia uma relação social sadia com ele, que se tornou posteriormente uma pessoa muito importante para a cidade, com uma projeção nacional”, comenta Jorge Petribú. Na trajetória de crescimento da empresa, a aquisição do Engenho Trapuá, em 1974, se cruza com a história de João Cabral. O poeta tinha uma ligação sentimental com o local e nutria o desejo – ainda não realizado – de ser sepultado nessas terras. Nas próximas edições da Algomais será apresentada a relação da usina com o rio aclamado pelo poeta e com a gente que fixou suas raízes na região por meio da atividade do plantio de cana-de-açúcar às margens do Capibaribe. LEIA TAMBÉM   OFERECIMENTO

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Começa a temporada das Paixões de Cristo no Recife

Para celebrar um importante momento do calendário cristão, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, apoiará três diferentes montagens do espetáculo que conta a história da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Paixão da Inclusão e as Paixões de Cristo do Recife e de Casa Amarela estarão em cartaz nos próximos dias e serão encenadas em espaços públicos da cidade, com acesso gratuito. Ontem (27), o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac) apresentou a Paixão da Inclusão, às 20h, na Praça do Morro da Conceição. A peça, encenada desde 2014, foi protagonizada por crianças, adolescentes e jovens especiais e com o objetivo de trazer o empoderamento da pessoa com deficiência, através do protagonismo artístico e cultural. Nos próximos dias 29, 30 e 31 de março, o Sítio Trindade, equipamento da Prefeitura do Recife, recebe pela primeira vez a Paixão de Cristo de Casa Amarela. A encenação será na concha acústica do parque, sempre às 20h, e contará com 40 atores e 100 figurantes no elenco. A edição deste ano vai homenagear o padre Edwaldo Gomes, pároco da Igreja de Casa Forte, falecido em julho de 2017. O espetáculo é baseado no texto escrito por Dom Hélder Câmara, quando era bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Para encenar os últimos dias de Jesus, a Paixão de Cristo conta com 12 cenários diferentes, novos figurinos e texto. A montagem contará com acesso para cadeirantes e intérprete de libras em todas as sessões. A expectativa de público é de 10 mil pessoas por noite. O ensaio geral acontece hoje, 28 de março, às 20h. De sexta a domingo, dias 30 e 31 de março e 1º de abril, o Marco Zero recebe a Paixão de Cristo do Recife. O espetáculo a céu aberto chega à sua 22º edição consecutiva, com três cenários, 300 figurantes, 100 atores e uma grande novidade: o potiguar Hemerson Moura no papel de Jesus Cristo. José Pimentel segue como autor e diretor do espetáculo, que será encenado sempre às 20h, com público médio de 30 mil pessoas por noite.

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Já pensou em dar um tempo no trabalho? Conheça o ano sabático

A escritora Elizabeth Gilbert é o tipo de pessoa que sempre viveu atarefada com o trabalho, tendo pouco tempo para relacionamentos e a própria família. Embora o sucesso profissional lhe possibilitasse comprar tudo que quisesse, ainda sim, não tinha tempo para si. Após se cansar da rotina, a nova-iorquina decidiu jogar tudo para o alto e viver uma nova experiência, e dessa vez, resolveu tirar um período sabático. Essa história foi contada no livro Comer, Rezar e Amar, que foi adaptado para o cinema com interpretação da atriz Julia Roberts. Casos como esses podem ser encontrados em personagens reais. O engenheiro recifense Pedro Américo, 37, por exemplo, depois de um longo período trabalhando muito e viajando por motivos profissionais, sofreu de transtorno de pânico em 2012. “Precisei da ajuda de um psicanalista que me encaminhou para trabalhar com tratamentos holísticos (abordagem que analisa o indivíduo como um todo: físico, mental, emocional e espiritual), a partir de 2013. Foi quando conheci as técnicas do holismo e pude estudar em comunidades que trabalham com este tipo de terapia”, conta. Em 2016, após ser demitido do emprego, o engenheiro encontrou uma oportunidade para vivenciar uma nova experiência: o período sabático. “Foi um momento de desaceleração que eu estava precisando, de buscar uma forma de vida mais tranquila e de me conhecer melhor”, explica. Américo, que já estava estudando algumas comunidades que trabalhavam com terapias, decidiu dedicar um ano ao espaço Osheanic, um centro de meditação, SPA e terapias que também promove eventos, retiro e treinamentos. A calmaria do espaço, localizado próximo à Fortaleza, a 3 km da praia, numa vila de pescadores, possibilitou a Pedro Américo trabalhar melhor alguns conflitos internos, como o próprio transtorno de pânico. “A meditação e o contato com uma rotina totalmente diferente do que eu tinha antes me ajudaram a desacelerar”, conta. De fato, ele mergulhou de cabeça no ano sabático. Nesse período, fez uma visita à Escócia para conhecer a Fundação Findhorn, referência em comunidade. “Como estava conhecendo outras iniciativas em vida comunitária, decidi viajar para aprender sobre uma ferramenta de autoconhecimento chamada ‘o jogo da transformação’ e a rotina do lugar”. Após um longo processo de integração no Osheanic, Pedro recebeu o convite de uma empresa para voltar a sua área de formação. O engenheiro, que já estava fora do mercado há um tempo, decidiu atender o pedido. Desde que foi morar no Rio de Janeiro para se dedicar ao novo emprego, ele tem procurado estabelecer uma ponte entre o mundo corporativo e a saúde, por meio da meditação, técnicas de massagem ayurvédica e de uma vida mais leve e sustentável. A prática do período sabático que aos poucos vem ganhando força no Brasil foi inspirada no Shabbath judaico (um dia dedicado à renovação das forças e energias). Entretanto, no ambiente corporativo, este uso surgiu em 1880 por meio do convite da Universidade de Harvard para manter o filósofo Charles Lanman em seu quadro de docentes. Na proposta realizada ao professor, ele teria direito a um ano de descanso remunerado a cada seis anos de trabalho. Segundo o psiquiatra Amaury Cantilino, diferentemente das férias, que em geral são no máximo 30 dias usufruídos para o descanso, o período sabático visa a vivenciar novos desafios e a busca de um autoconhecimento, sem um tempo definido para acabar. Para o especialista, reservar um período fora da rotina é muito produtivo e auxilia na criatividade do trabalho e nas atividades do dia a dia. “É uma experiência diferente, pois o indivíduo convive com uma nova cultura e passa a fazer parte de um ambiente desconhecido que o ajuda a criar forças e enfrentar desafios. Ele se renova”, justifica o psiquiatra. Foi isso que aconteceu com os noivos Pedro Cunha, 30, e Erika Fiuza, 28, que moram juntos desde janeiro de 2017 e decidiram “dar um tempo” na correria diária. Eles se conheceram quando eram colegas no setor financeiro da empresa multinacional General Eletric. Juntos colocaram em prática o sonho de viajar pelo mundo e pensar em alguma ação social que contribuísse de alguma forma para fazer a diferença no Brasil. “Construímos um currículo muito competitivo dentro desta multinacional aliado às outras experiências anteriores, o que permite que a gente saia do mercado e volte daqui há dois anos, por exemplo, sem ficar obsoleto. Então, embora nós ganhássemos bem e tivéssemos uma vida estável, gostaríamos de fazer algo com um propósito maior”, explica Pedro Cunha. Após decidirem viajar, pediram demissão da empresa em que trabalhavam há mais de seis anos e passaram a se planejar financeiramente. Cunha explica que a decisão não foi motivada por descontentamento com a carreira, mas sim em razão do momento de vida do casal. “Não temos filhos, o apartamento que a gente morava era da empresa e o carro também, além disso, já tínhamos guardado poupança para viajar, o que facilitou para colocar a ideia em prática”, relata. Antes da viagem realizaram uma visita de 20 dias às Filipinas e de cinco a Guatemala e Belize como forma de testar as malas e os equipamentos que iriam utilizar para registrar as experiências. Em maio do ano passado deram início à jornada do período sabático e dividiram a viagem de um ano e meio em três etapas. A primeira nos países da Ásia, como Japão, Coreia do Sul, China, Tibete, Malásia, Nepal, Myanmar, Butão, Índia, Sri Lanka e Maldivas. A segunda etapa será este mês, quando irão para o Sul da África e retornarão em setembro ao Brasil. Depois passarão mais dois meses no País e em outubro realizarão a última viagem sabática pela Ásia Central (Cazaquistão e Irã, por exemplo) e dois meses no Norte da África. Em cada etapa eles vão realizar um intervalo de dois meses na sua terra natal para digerir o que viveram, renovar as energias e estar com a família, para voltar “com mais gás” a viajar. “Usamos o conhecimento e as experiências das viagens para empreender. No meu caso, estou engajado na área educacional, então, quando estou no

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Projeto Ruas completas prioriza o pedestre

O crescimento da maioria das cidades brasileiras aconteceu com a supremacia do tráfego de carros. Engarrafamentos, marginalização do transporte público e invisibilidade dos pedestres e ciclistas fazem parte do retrato que é resultado desse modelo de desenvolvimento urbano, digamos, “carrocrata”. Em contraponto a esse cenário que representa a maioria das capitais do País, surgiu o projeto Ruas Completas. A iniciativa do WRI Brasil, organização sem fins lucrativos, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos, propõe um ambiente urbano humanizado, orientado principalmente para a mobilidade ativa e de baixo carbono. O Recife será um dos 10 municípios do País que vivenciarão essa experiência a partir de uma série de intervenções que acontecerá na Rua da Hora, no Espinheiro. A aplicação dos princípios das Ruas Completas está sendo coordenado na capital pernambucana pelo Instituto Pelópidas Silveira (IPS). Após duas reuniões com moradores e comerciantes do bairro da Zona Norte e diversos debates técnicos, foram propostas várias modificações na via, como a supressão de uma das três faixas para carros, o alargamento das calçadas e a redução da velocidade máxima permitida de 50 km\h para 30 km\h. “O primeiro objetivo desse projeto é proporcionar um ambiente seguro e agradável para o convívio de todos os usuários da rua. Não apenas ser eficiente para quem se desloca de carro, mas também para os pedestres, ciclistas, usuários de transporte público. Além disso, reduzirá a emissão de poluentes e a quantidade de acidentes de trânsito”, projeta o diretor executivo de planejamento da mobilidade do IPS, Sidney Schreiner. Segundo levantamentos feitos pelo instituto, por hora transitam quase mil pedestres e menos de cem ciclistas pela rua. Entre as modificações previstas estão elevação dos trechos de travessia ao nível da calçada. A medida além de facilitar a mobilidade do cadeirante, obriga os carros a reduzirem a velocidade. Também está prevista a criação de uma ciclorrota nas faixas remanescentes de rolamento de forma compartilhada entre a bicicleta e o transporte motorizado. Com isso, as organizações envolvidas no projeto esperam até triplicar o fluxo de pessoas na região beneficiada. A requalificação das calçadas, que é por lei obrigação dos donos dos imóveis, será feita pela Prefeitura do Recife na extensão da rua, que tem quase um quilômetro. Schreiner explicou que a PCR está desenvolvendo um projeto de recuperação de 134 quilômetros de calçadas, por intermédio da URB (Autarquia de Urbanização do Recife), e que a Rua da Hora é uma das contempladas. Ele prospecta que a reforma do pavimento desse passeio público deverá ser entregue à população ainda no primeiro semestre de 2018. Morador e comerciante da rua, Fábio Cabral, dono da loja Passadisco, está empolgado com o projeto. “A diminuição da velocidade na via é um fator bastante interessante. E a requalificação das calçadas será muito positivo para melhorar a acessibilidade. Essa iniciativa tem tudo para tornar a rua mais viva o tempo todo”, comemora. Residindo há 27 anos no local, ele lembra com saudosismo do tempo em que as pessoas conviviam mais no espaço público. TRÂNSITO No ponto de encontro com a Avenida Rosa e Silva está prevista uma modificação no trânsito com a implantação de um semáforo no local para reduzir os engarrafamentos e garantir uma travessia mais segura para os pedestres. Moradora da via, Lidiane Cavalcanti, destacou a necessidade de a população enxergar o projeto de forma coletiva. “Penso que será bom para a cidade, porque haverá um fluxo maior de pessoas. As ruas mais movimentadas e mais iluminadas se tornam menos inseguras. Será bom também para o comércio local”, considera. Uma preocupação levantada nas reuniões com a população local é a necessidade de haver o acompanhamento pela população e pelo poder público após as intervenções do projeto. “As boas calçadas são muito usadas para trânsito proibido de motos ou ocupadas por carros para estacionamento. Além disso, sem a manutenção adequada, em pouco tempo tudo volta ao que era antes”, adverte o consultor Francisco Cunha, que trabalha no bairro. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com) 

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O ressurgimento do Náutico

*Por Houldine Nascimento Poucos imaginaram que o começo de temporada do Náutico seria tão bom. Num ano em que o clube voltaria a disputar a Série C nacional, a expectativa não era das melhores. No entanto, as coisas vêm dando certo para o time da Rosa e Silva. Classificado à quarta fase da Copa do Brasil, finalista do Campeonato Pernambucano e com chances de avançar às quartas da Copa do Nordeste, o Timbu ruma firme. O retorno ao estádio dos Aflitos também está próximo. Enquanto isso não acontece, o Náutico segue mandando suas partidas na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, onde era habitual uma presença diminuta de público, com menos de quatro mil pagantes por jogo. Mas a fase é tão boa que a torcida tem comparecido em peso para apoiar a equipe na reta final do Pernambucano. Nas quartas de final, na vitória por 1 a 0 sobre o Afogados, o Náutico teve o maior público do Estadual até então: 18.136 torcedores. No último domingo (25), quando eliminou o Salgueiro na semifinal ao vencer por 3 a 2, novo recorde (20.446 torcedores) na Arena de PE. Tudo isso só é possível mesmo pela entrega do elenco liderado pelo técnico Roberto Fernandes, torcedor assumido do Náutico e, portanto, muito identificado com o clube. Os jogadores compraram a ideia de resgatar o protagonismo alvirrubro. Em cada jogo da Copa do Brasil, após o apito final, por exemplo, a vibração é grande e os atletas sempre se ajoelham como se realmente tivessem acabado de ganhar uma batalha. Agora, o Náutico tem real chance de conquistar o Campeonato Pernambucano, algo que não acontece desde 2004. São 13 anos sem título e quebrar esse jejum é essencial para que o Timbu retome a posição de destaque entre os grandes clubes do estado. Para isso, terá de se impor diante do Central, que, com bravura, despachou o Sport e chegou à decisão. A tarefa é difícil, sem dúvida. Fato é que há muito não se via a torcida do Náutico tão vibrante nos jogos e no dia a dia. É sinal de que tudo vai caminhando do jeito certo para os alvirrubros. *Houldine Nascimento é jornalista

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