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Pesquisa revela impacto da tecnologia no ambiente de trabalho

A pesquisa Termômetro ÁgilisRH apontou que em 98% das empresas pernambucanas entrevistadas o modo de funcionamento das organizações foi impactado fortemente pelos avanços tecnológicos. Os aspectos positivos destacados pelos entrevistados no comportamento dos profissionais foram principalmente troca de informações (95,2%), melhoria na qualidade da produção (91,6%) e organização do trabalho (87,3%). A baixa concentração na realização das atividades foi o único quesito em que a maioria das empresas considera que essa influência digital foi negativa. O estudo foi realizado com 126 respondentes entre executivos, gestores e profissionais de recursos humanos. A análise realizada pela consultoria ÁgilisRH originou-se da percepção das empresas de como as novas tecnologias têm permeado o ambiente e a dinâmica das organizações. “Tem-se falado muito sobre a disrupção digital e sobre os impactos que o mundo da internet está gerando na sociedade. Mas identificamos que a maioria dos estudos avalia os impactos desse fenômeno apenas na vida das pessoas. Percebemos que seria importante começar a pensar também como isso está afetando as organizações”, afirma a consultora Carolina Holanda, sócia da ÁgilisRH. Fazendo uma comparação com as modificações que as revoluções industriais tiveram na sociedade em diferentes períodos – e que trouxeram impactos positivos e negativos – a pesquisa buscou mapear os aspectos que garantiram melhorias e aqueles que têm dado dor de cabeça aos gestores. De acordo com Carla Miranda, também sócia da ÁgilisRH, as respostas da enquete apontaram mais melhorias do que problemas. “Os efeitos mais positivos foram sentidos na qualidade dos trabalhos. Os gestores entrevistados relacionam essa qualificação na produção com a quantidade de informações que está disponível para a pesquisa dos profissionais”, relata. O uso de ferramentas digitais, como redes sociais, e-mails e o celular, têm relação com o aperfeiçoamento na troca de informações entre os profissionais. “A organização do trabalho foi outro aspecto destacado positivamente. Avaliamos que esse avanço está ligado aos diversos aplicativos e softwares que a internet oferece para agendamento e planejamento dos horários que as pessoas não tinham antes”, diz Carla. O único quesito apontado com maior preocupação é a concentração nas atividades, que segundo 60,3% dos respondentes piorou. “Esse aspecto tem relação com outra preocupação das empresas que é a administração do tempo. Muitas pessoas têm dificuldades de discernir como usar as redes sociais no expediente”, relata Carolina. A consultora afirma que muitas organizações não conseguem lidar com essa situação, mas avalia que decisões radicais, como a proibição total do uso dessas redes, não são eficazes. “Sugerimos que as empresas construam acordos de trabalho e conscientizem os profissionais sobre como usar esses novos meios de comunicação”. EXPERIÊNCIA DIGITAL. Érika Leite Novaes, diretora do escritório de arquitetura que leva seu nome, afirma que o uso das novas tecnologias está no DNA da empresa. Fundada há quase duas décadas, o escritório fez nos seus primeiros anos um estudo de mercado sobre os softwares mais inteligentes para o tipo de atividade e investiu no VectorWorks, que entre outras vantagens permite a criação de projetos com uma perspectiva em 3D. “Isso nos deu um diferencial no mercado. Além da qualidade do produto final, ganhamos em velocidade e na satisfação do cliente”. O surgimento de mídias como o Instagram, WhatsApp e o Pinterest, por exemplo, trouxeram uma gama de referências para os profissionais que atuam no escritório, ampliaram a comunicação interna com os clientes, além de se tornarem uma janela de divulgação dos trabalhos da equipe da arquiteta. Para inibir que as ferramentas digitais desconcentrem os funcionários, a empresária afirma que foi construído um acordo limitando o uso das redes sociais para assuntos pessoais para hora do almoço ou nos intervalos. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@revistaalgomais.com.br)

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Cafeterias especiais ganham mercado no Recife

O cheirinho do café saindo do bule ou da máquina que enche todo o ambiente mexe com a memória e com o paladar dos brasileiros. Mas entre os milhões de consumidores diários da bebida, há um segmento que quer um pouco mais dessa experiência. São os interessados em cafés especiais, entusiastas por experimentar novos tipos de preparos e conhecer a procedência da marca. Uma demanda que fez crescer no Recife o número de cafeterias especializadas. No País, a tendência é de um crescimento em número de lojas numa taxa de 3,2% ao ano, segundo pesquisa do Euromonitor. Não há uma estatística de quanto esse mercado tem crescido, mas os números da campanha Recife Coffee indicam o aquecimento do setor. O evento, que estimula consumidores a circularem pelas cafeterias da cidade, foi organizado no ano passado com 16 casas especializadas e neste ano agregou mais 9 participantes. O crescimento médio de faturamento de cada loja no período da campanha foi de 86%. “Nossa proposta é aumentar o consumo de cafés especiais, fomentar os pequenos negócios, fortalecer a profissão de barista e divulgar as cafeterias”, afirma Tallita Marques, uma das organizadoras da ação e proprietária da Malakoff Café. Para incentivar que mais pessoas experimentem os cafés especiais e conheçam várias dessas cafeterias, os empresários lançaram mão de uma inusitada estratégia de marketing: o cartão infidelidade. Com ele, os clientes são convidados a percorrer um circuito indicado pela campanha e ao final ganham prêmios. No primeiro ano foram apenas 7 lojas. No seguinte 14. E para 2017 são mais de 20 casas interessadas. Ao desbravar o mercado, Tallita se surpreendeu com a aceitação do público recifense pelas sugestões da Malakoff Café, que foi inaugurada em 2015. “Quando abrimos não estava disseminado o segmento dos cafés especiais, nem o uso de métodos artesanais, que foi o caminho que nos especializamos. Enfrentamos um paradigma grande, pois os clientes eram acostumados a tomar café expresso fora do lar e o coado era para casa. Mas a adesão para o consumo com as novas experiências que propomos foi muito grande”, afirma. A Malakoff, no ano passado, foi classificada entre as 20 melhores do Brasil pelo Guia das Cafeterias do País. Recém-chegada ao mercado, a Cordel Cafés, localizada no Parnamirim, tem como diferencial a torrefação própria. Além do café caprichado, a casa já foi aberta com propostas diferenciadas, como a oferta de cursos conectados com a história e o preparo da bebida. Nos planos consta ainda tornar-se um centro de treinamento especializado. “Percebemos que o hábito de consumo de café está mudando no Brasil, e principalmente, no Recife. Um movimento semelhante ao que aconteceu com as cervejas artesanais, que é esse processo de gourmetização”, afirma Clériston Bayer, um dos sócios da Cordel. Um mimo do espaço é a oferta de pratos tendo como ingrediente grãos de café com cardápio assinado pela chef Miau Caldas. Um diferencial desses espaços em relação à boa parte dos estabelecimentos da cidade é o atendimento. O esforço na apresentação dos profissionais que estão na ponta com o cliente é fruto da exigência desses mesmos consumidores. No relato de todas as cafeterias, essa clientela deseja conhecer a origem e características dos grãos (que vêm das mais diversas partes do Brasil e do mundo), além de aprender sobre as diferentes formas de preparo da bebida. “O que destaca essas cafeterias são justamente os melhores ambientes e a melhor qualidade no atendimento. O que é entregue não é só a bebida, mas uma experiência de café. E o café especial é isso: do grão à xícara, ter pessoas envolvidas no processo que entregam ao consumidor final um produto que leva consigo conhecimento e qualidade”, afirma o sócio-diretor do CoffeeBar, Alexandre Ventura. Outra tendência desses espaços especializados é também oferecer seus próprios cafés em pó, com a marca e estilo do estabelecimento, para que a clientela possa prepará-los em casa. Um nicho já abraçado tanto pela Malakoff como pela Cordel. “Nos Estados Unidos, cerca de 55% das cafeterias são especiais e apostam também nessa perspectiva de vender produtos diferenciados para que o visitante os leve para consumo na residência”, compara Ventura. Ele afirma que 60% do consumo da bebida no Brasil advém do varejo e é consumido nos domicílios. Esse caminho, segundo o sócio-diretor do CoffeeBar, possui grande potencial de inclusão do público mais jovem, que tem aderido à bebida como item indispensável no seu cotidiano. Para o especialista em cafés e fundador da Casa do Barista (RJ), Emílio Rodrigues, o movimento que acontece no Recife destaca-se do cenário nacional pela conexão desses espaços para promover de forma conjunta o consumo dos cafés especiais. “A união desses estabelecimentos para discutir estratégias de marketing e facilitar o acesso dos consumidores é um movimento inovador no País. Ações como a do cartão infidelidade são pioneiras e o Recife está saindo na frente nesse segmento no mercado nacional”, salienta. “Aqui estão sendo feitas ações que estão fora da curva”, ressalta o especialista. Além das ações conjuntas, que começaram por um singelo grupo de WhatsApp, a articulação dos empresários do segmento conseguiu também uma atenção maior do Sebrae que, através da gerência de projetos de alimentos e bebidas, oferece consultoria e incentiva o empreendedorismo na área. Espaços charmosos, gestão profissionalizada e a clientela disposta a pagar um pouco mais pela qualidade são os ingredientes que estão fazendo esse segmento, de grão em grão, se consolidar.

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Oferta de hospedagem cresce mais de 70% no Brasil nos últimos 5 anos

Nos últimos cinco anos, a oferta de hospedagem nas capitais brasileiras cresceu mais de 70%, passando de 373.673 vagas em 2011 para de 639.352 no ano passado. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do Ministério do Turismo, atualmente o país tem capacidade para acomodar, simultaneamente, 2,4 milhões de pessoas. O crescimento expressivo, segundo o Ministério do Turismo, foi impulsionado pela preparação do país para receber turistas no chamado ciclo de megaeventos, como a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado. “Com toda certeza os grandes eventos contribuíram para o aumento da rede hoteleira do país. Mas não só para o aumento da rede, como também para a melhoria da qualidade da oferta. Nós tivemos um incremento em algumas capitais não só no número de estabelecimentos, como no de leitos também”, disse à Agência Brasil Roberto Saldanha, gerente da pesquisa. Ele cita como exemplo Brasília: “A gente vê claramente que a expansão [em Brasília] se deu não pelo surgimento de novos estabelecimentos, mas pela expansão dos leitos existentes. E para tanto contribuíram muito os eventos realizados no país, principalmente a Copa do Mundo e também o fato de Brasília ser a capital do país e ter, por isso mesmo, uma procura muito grande”. Todos esses investimentos representaram um grande salto quantitativo e qualitativo em termos de oferta de serviços de um modo geral e contribuíram para a melhoria da infraestrutura do setor de turismo como um todo. O saldo disso tudo é que o Brasil tem condições de sediar novos e grandes eventos”, disse Saldanha.” “Além da abertura de novos hotéis, registramos a reforma e ampliação de estabelecimentos que já estavam em funcionamento”, disse o ministro do Turismo, Marx Beltrão, em nota divulgada pelo ministério. São Paulo lidera ranking Segundo o censo, o estado de São Paulo lidera o ranking de número de meios de hospedagem com 507.412 leitos disponíveis. O estado é responsável por 21% de toda a oferta nacional. Os quatro estados da região Sudeste respondem por 43,1% do total de leitos do Brasil. Entre os destaques do levantamento está a capital paraense. Belém acusou no período crescimento de 51% na oferta de hospedagem, passando de 93 para 141 o total de estabelecimentos preparados para receber turistas. Segundo o Ministério do Turismo, no último levantamento do setor, feito em 2011, foram listados 5.036 meios de hospedagem nas capitais do país. Hoje, a quantidade de estabelecimentos de hospedagem subiu para 5.791, crescimento de 15%. O censo analisou a quantidade de vagas em hotéis, motéis, flats e pousadas. Não foram considerados itens como aluguel de imóveis por temporada ou casas de parentes e amigos. Número de turistas cresce Com base em dados fornecidos pelo Ministério do Turismo e também pelo Banco Central, o IBGE ressalta que, entre 2011 e 2016, o número de ingresso de turistas no país passou de 5,4 milhões para 6,6 milhões, dos quais 50% da América do Sul. A receita cambial com o turismo passou de US$ 6,1 bilhões em 2011 para US$ 6,8 bilhões em 2014. Em 2015, foram US$ 5,8 bilhões e, em 2016, US$ 6 bilhões. Roberto Saldanha ressaltou, porém, a necessidade de que o país dê continuidade às conquistas obtidas com a realização de grandes eventos. “Porque este potencial criado tem que ter uma continuidade e ela se dará com a realização de novos e grandes eventos que venham a dar suporte ao que já foi feito”, finaliza. (Agência Brasil)

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Paulo Câmara e cônsul geral dos EUA no Recife firmam parceria para fomentar economia de baixo carbono

Com o objetivo de afinar as relações entre Pernambuco e os Estados Unidos no que diz respeito ao estímulo à adoção de práticas sustentáveis, o governador Paulo Câmara recebeu, na última terça-feira (18.07), o cônsul geral do país americano no Recife, John Barret. Durante o encontro, realizado no Palácio do Campo de Princesas, os dois assinaram um memorando visando promover, junto ao setor privado, projetos inovadores voltados às práticas de baixo carbono a serem implementados na Ilha de Fernando de Noronha, que funcionará como um laboratório vivo. Além da implantação de tecnologias, os projetos também buscarão analisar regulações do setor elétrico e discutir políticas públicas. Inicialmente, estão sendo investidos R$ 26 milhões no projeto piloto, conduzido pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) – a partir da implantação de sistemas de geração de energia renovável com armazenamento. “A ideia é integrar empresas pernambucanas e brasileiras com empresas americanas, no sentido de criar uma economia que foque nas energias renováveis, na utilização de veículos elétricos, da Internet das Coisas e de sistemas de gestão de água e energética mais eficientes. Todo esse conjunto de produtos e soluções cria emprego, gera renda e aponta para um caminho da economia de baixo carbono”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sérgio Xavier. Posteriormente, os projetos testados em Fernando de Noronha poderão ser replicados no Recife e em outras cidades de Pernambuco e do Brasil. O prazo para que as apostas saiam da Ilha e desembarquem no continente vai depender das empresas, no entanto, o secretário da pasta assegurou que haverá celeridade e que, ainda este ano, os resultados aparecerão. O cônsul John Barrett registrou o histórico de parcerias entre Pernambuco e os Estados Unidos e destacou a experiência pernambucana no que diz respeito à energia renovável, fato que fez com que empresas norte-americanas de alta inovação e tecnologia passassem a se interessar em investir em projetos no arquipélago. “Fernando de Noronha é modelo em energia renovável para Pernambuco, para o Brasil e para os Estados Unidos. Vale a pena investir na Ilha e preservá-la. É uma parceria que faz sentido”, frisou Barrett. Para atender as necessidades das empresas interessadas em investirem em projetos em Fernando de Noronha, a secretaria de Desenvolvimento Econômico ficará encarregada de receber as possíveis demandas. “As empresas vão dizer quais os incentivos fundamentais para que os projetos avancem e se os programas que já existem no Governo de Pernambuco atendem ou se precisam de adaptações”, esclareceu o gestor Sérgio Xavier. (Blog do Governo do Estado de Pernambuco)

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Apenas 28% dos brasileiros são consumidores conscientes, mostra SPC Brasil

Com o objetivo de compreender se os brasileiros caminham em direção ao consumo sustentável e equilibrado e também acompanhar as mudanças nos hábitos de compra e outras ações cotidianas, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), calcularam pelo terceiro ano consecutivo o Indicador de Consumo Consciente (ICC), que atingiu 72,1%, permanecendo estável em relação a 2016, quando estava em 72,7%. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Em uma escala de 1 a 10, os entrevistados dão nota média de 8,7 para a importância do tema consumo consciente, mas apenas 28% dos brasileiros podem sem considerados consumidores conscientes de fato – sem diferença estatística em relação ao ano passado. É interessante notar que as opiniões dos entrevistados nem sempre correspondem às atitudes tomadas por eles mesmos em relação ao consumo sustentável: a nota média atribuída à autopercepção de ser um consumidor consciente é 7,6. O indicador segmenta os consumidores em três categorias, de acordo com a intensidade da prática dos comportamentos considerados adequados: ‘consumidores conscientes’, que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80%; ‘consumidores em transição’, cuja frequência varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas e ‘consumidores nada ou pouco conscientes’, quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%. Grande parte dos entrevistados são consumidores ainda em transição (56%) – com aumento de 8 pontos percentuais em relação a 2016 – mas a maioria considera que a adoção de hábitos e práticas de consumo mais conscientes, como a economia de água e energia, redução do consumo e maior reaproveitamento das coisas, sejam importantes (92%). “O consumidor brasileiro ainda possui desempenho abaixo do que é considerado ideal. Porém, na comparação com o ano passado, os consumidores começaram a associar mais frequentemente o consumo consciente não apenas a aspectos financeiros”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Em 2016, o principal benefício percebido pelos entrevistados era o de economizar e fazer o dinheiro render mais (37%), já em 2017, 25% consideram como a principal vantagem da prática do consumo consciente a satisfação por fazer algo positivo para o futuro das próximas gerações e 23% acreditam que é economizar e fazer o dinheiro render mais – 21% acreditam que é a sensação de estar fazendo o que é certo. Para elaborar o indicador, foi realizada uma pesquisa com uma série de perguntas para investigar os hábitos, atitudes e comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros. Estas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho considerado ideal de 80%: práticas ambientais, práticas financeiras e práticas sociais. Para economizar no dia a dia, 83% utilizam aplicativos nos celulares O subindicador de Práticas Financeiras ficou em 70% em 2017, ante 74% no ano passado, observando a habilidade do entrevistado para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as próprias finanças sem fazer dívidas ou comprometer o orçamento. Entre os hábitos mais praticados destacam-se avaliar se poderá pagar pelo produto sem prejudicar o orçamento antes de comprá-lo (92%), deixar de comprar novos produtos enquanto pode usar outros ou consertá-los (88%), sempre pesquisar pelos melhores preços, mesmo para itens mais baratos (87%), controlar o valor da conta mensal de telefone (86%) e controlar os impulsos de compra (86%). Por outro lado, os hábitos menos frequentes são ter chips de diferentes operadoras de celular para aproveitar diferentes promoções (54%), preferir produtos que tem maior durabilidade e que possam ser consertados quando necessário, ainda que sejam mais caros (47%) e não se arrepender por comprar itens que não eram essenciais (19%). Como forma de economizar dinheiro no dia a dia, 83% utilizam aplicativos nos celulares, especialmente aplicativos que permitam a ligação para amigos, parentes e conhecidos (52%), assistir filmes (40%) e vender produtos novos ou usados (39%). Meio ambiente: prática mais adotada é doar produtos ao invés de jogar fora O subindicador de práticas ambientais, relacionadas às preocupações e cuidados com o meio ambiente e consumo de água e luz, tem como objetivo investigar a disposição do consumidor para minimizar o impacto de suas ações e agir de modo a não causar danos ao meio ambiente, utilizando de forma racional os recursos que tem a seu dispor. Em 2017, o subindicador atingiu 74%, sem alteração estatística em relação a 2016 (72%). Entre as atitudes mais praticadas quando se considera o cuidado com o meio ambiente, estão trocar ou doar produtos que não usam mais ao invés de jogá-los fora (88%), evitar imprimir papeis para conter gastos e em benefício do meio ambiente (76%) e preferir passeios ao ar livre do que fazer compras (73%). Já os hábitos menos praticados são analisar e considerar se as empresas adotam práticas prejudiciais ao meio ambiente em suas compras (59%) e considerar que vale a pena só abastecer o carro com álcool ao invés de gasolina (36%). Em relação às práticas que abordam o uso da água, as mais adotadas são fechar a torneira enquanto escova os dentes (94%), controlar o valor da conta mês a mês, visando economizar (88%) e ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (87%). Por outro lado, são hábitos menos praticados não lavar o carro com mangueira ou em lava-jatos (65%) e ligar a máquina de lavar em sua capacidade máxima (43%). Já quanto às atitudes adequadas em relação ao uso de energia elétrica, destacam-se apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados (94%), controlar o valor da conta de luz mensalmente (89%) e ter a maioria das lâmpadas da casa fluorescentes (84%). São práticas menos comuns assistir televisão junto com os demais moradores da casa para economizar energia (65%) e tirar a tomada dos aparelhos eletrônicos que não estão sendo utilizados (60%). Apenas 44% recusam a compra de produtos falsificados O subindicador de práticas de engajamento social analisa a disposição do consumidor para pensar coletivamente, medindo as

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Brasil, UE e mais três países propõem a redução de subsídios agrícolas

O Brasil, a Colômbia, o Peru, o Uruguai e a União Europeia divulgaram proposta conjunta defendendo a redução dos subsídios agrícolas que distorcem o comércio internacional, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo a pasta, o documento deverá orientar posições a serem apresentadas na XI Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Buenos Aires, em dezembro deste ano, quando se reunirão representantes dos 164 países-membros da entidade. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, a ideia é diminuir os apoios hoje concedidos em alguns países que permitem que produtos sejam ofertados muito abaixo do preço de mercado, gerando concorrências desleais com outros países. Os países deverão estabelecer um limite máximo permitido de subsídio a ser aplicado em forma percentual aos valores de produção dos países-membros, para evitar essas distorções de mercado. A redução de limite, de acordo com o Mapa, não deverá afetar o Brasil, que cumpre os acordos internacionais e está abaixo do limite de subsídios permitidos. Os países propõem também regulamentar o uso de estoques públicos, reduzindo o impacto negativo nos preços praticados no mercado internacional. A intenção é que governos não possam, por exemplo, colocar mercadorias em excesso em circulação para reduzir os preços e, com isso afetar os produtores. A proposta traz também uma sugestão específica para o algodão, para fixar um limite máximo de aporte de subsídios ao produto. Esses estímulos geram prejuízos aos países em desenvolvimento, sobretudo aos menos desenvolvidos, fortemente afetados pelas medidas de apoio interno aplicadas à fibra de algodão por economias desenvolvidas. A proposta conjunta está aberta para discussão e adesão de outros membros, de forma a buscar consenso e viabilizar acordo sobre o tema no âmbito multilateral. Brasil na ONU Também no campo internacional, o Mapa informou ontem (18) que, com 56% de votos a favor e concorrendo com um candidato do Mali, o brasileiro Guilherme Costa, servidor da pasta, foi eleito o novo presidente do Codex Alimentarius. A entidade é vinculada à Organização das Nações Unidas para agricultura e Alimentação (FAO) e à Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela trata de padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio leal de alimentos de 188 países-membros. Guilherme Costa atualmente ocupava uma vice-presidência do Codex. Ele é médico veterinário e servidor do Mapa, desde 1981, lotado na Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. (Agência Brasil)

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Transporte de cargas por ferrovias cresce quase 30% em uma década, diz ANTT

O volume de cargas transportado por trens aumentou quase 30% entre os anos de 2006 e 2016, saltando de 389,113 milhões de toneladas para 503,804 milhões de toneladas. O dado consta do Anuário do Setor Ferroviário, publicação divulgada ontem (18) pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Com dados de desempenho das concessionárias do serviço público de transporte ferroviário ao longo de uma década, a publicação substituirá os relatórios anuais e o documento Evolução do Transporte Ferroviário, que a agência disponibilizava regularmente, na internet. Segundo a agência responsável por fiscalizar os serviços prestados pelas concessionárias e subconcessionárias do setor, só o volume de minério de ferro transportado aumentou de 281,691 milhões de toneladas para 397,639 milhões de toneladas entre 2006 e 2016. A movimentação de outras categorias de produtos, como açúcar e carga em contêiner, também cresceu. No entanto, em função da crise econômica, nove dos 14 subgrupos de mercadorias analisadas demandaram menos o transporte ferroviários durante o ano de 2016 do que durante o primeiro ano do levantamento. É o caso, por exemplo, de adubos e fertilizantes, em que os 6,232 milhões de toneladas transportadas por trem em 2006 caíram para 4,340 milhões de toneladas, em 2016. Na indústria siderúrgica, a redução foi ainda maior. Segundo a ANTT, nesse subgrupo, o total transportado por trens caiu de 21,287 milhões de toneladas para 14,446 milhões de toneladas, no período. Ao longo dos dez anos analisados, dez das 13 concessionárias conseguiram reduzir em maior ou menor grau seus próprios índices de acidentes. Já no tocante à velocidade média com que as locomotivas se deslocam, quase todas as concessionárias, a exceção de uma, registraram uma diminuição da velocidade, o que pode ser explicado pelo maior adensamento urbano, segundo a ANTT. Em março deste ano, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) já tinha apontado que, mesmo com a retração econômica dos últimos anos, o transporte de mercadorias por trens vem crescendo desde o início do processo de concessões de ferrovias, há cerca de duas décadas. (Agência Brasil)

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Pernambuco é destaque nacional no crescimento do volume e receita das Atividades Turísticas

A atividade turística de Pernambuco vem apresentando um bom desempenho diante de um cenário nacional de retração para o setor. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre deste ano, o estado de Pernambuco foi o único do Nordeste a apresentar um crescimento no Índice das Atividades Turísticas (IATUR). O crescimento foi de 6%, superando estados como Bahia, que cresceu 2,5%, e Ceará, com crescimento tímido de 0,4%, e o próprio país, que registrou queda de 7%. Os números da receita gerada pelos serviços ofertados pelas empresas que desempenham atividades turísticas também sofreram impacto positivo. No acumulado dos três primeiros meses do ano, Pernambuco apresenta um índice de 12%, mais uma vez superior ao índice geral do país que teve crescimento de 0,2%, no mesmo período. Pernambuco também segue à frente na receita quando comparado a Bahia, com o índice de 9%, e Ceará, com índice de 8%. “Pernambuco vem apresentando resultados expressivos no turismo. O setor é responsável por 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, um percentual superior, inclusive, ao de atividades como agricultura e agropecuária. O turismo vem sendo fortalecido através de ações promocionais diferenciadas na divulgação dos atrativos locais, captação de novos voos e capacitação profissional. O trabalho é diferenciado e o foco é sempre conquistar o turista”, comenta o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras. A pesquisa do IBGE considera os componentes para formação do Índice de Atividades Turísticas (IATUR) as atividades como serviços de alojamento e alimentação, transportes terrestre, aquaviário e aéreo, além de serviços de agenciamento turístico, agência de viagens e operadoras. Com base no crescimento geral de Pernambuco no índice, é possível concluir que as empresas que trabalham nesses segmentos no estado vêm oferecendo mais serviços na área de turismo e que novas empresas que atuam no setor estão surgindo no mercado. (Blog do Governo do Estado de Pernambuco)

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Pernambuco é destaque na movimentação de passageiros nos aeroportos do Nordeste

  Acompanhando o ano de 2016, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, segue em destaque em 2017. De acordo com números da Infraero, a movimentação de passageiros nos aeroportos das principais capitais do Nordeste confirmou mais uma vez a liderança de Pernambuco no ranking regional. Num comparativo entre os meses de janeiro a maio de 2015 e 2017 houve um crescimento de 5,4%. Já se comparado com 2016 o crescimento foi de 4,2%, o que representa quase 3 milhões na movimentação de passageiros no Recife só no início deste ano. No comparativo entre 2015/2017, a movimentação nos Aeroportos de Salvador e Fortaleza tiveram uma queda de -20,4% e -10,28%, respectivamente, na região Nordeste. Se comparado 2016/2017, as quedas foram de -5,7% e -1,5%, respectivamente. Esses dados mostram que o trabalho de fortalecimento da malha aérea e da captação de novos voos realizada pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco vem se consolidando. Quando comparamos a movimentação de 2015/2017 nos portões nacionais, Recife aparece com número positivo de 4,94%, enquanto na capital baiana teve queda de -21,1% e na capital cearense, -10,5%. No comparativo, 2016/2017, Recife aparece com 3,7%, já Salvador com -6,2% e Fortaleza, -1,8%. No portão internacional, o dado positivo da capital pernambucana entre 2015 e 2017 sobe para 17%. Em Salvador, a comparação no mesmo período caiu -2,6% e em Fortaleza, -2,4%. Já a variação de 2016/2017 no portão internacional no Recife é de 17,2%, enquanto em Salvador, 6,3% e Fortaleza, 6,7%. “Na nossa gestão tivemos a maior conquista de captação de voos na história da aviação no Estado, o que é muito importante, pois nesse cenário de crise, o turismo se tornou um grande vetor de crescimento”, comenta o secretário Felipe Carreras. Na movimentação de passageiros de todo o Nordeste, Pernambuco é o único positivo nas três grandes capitais do Nordeste. Enquanto o total geral da região -2,7%, o estado teve destaque com o crescimento de 4,2%, o que significa quase 3 milhões de passageiros em 2017, um aumento de 200 mil turistas se comparado com o ano de 2016. No que diz respeito à quantidade de destinos operados em Pernambuco, existem 32 destinos, enquanto o Aeroporto Internacional de Salvador possui apenas 24. O aeroporto de Fortaleza, no Ceará, 23. Desde o início de 2015, Pernambuco já conquistou seis novos destinos internacionais: Buenos Aires (Latam e GOL), Cabo Verde (TACV), Montevidéu (Gol), Miami (Latam), Milão (Meridiana) e Orlando (Azul). Esses números devem crescer ainda este ano, pois novas operações estão sendo negociadas com grandes companhias. “Estamos realizando reuniões de negociação com todas as companhias aéreas nacionais e internacionais para que possamos trazer mais voos para Pernambuco. Com isso, iremos aumentar o número de turistas, desenvolver a cadeia produtiva do turismo e promover o incremento e a movimentação da economia”, concluiu Carreras. (Blogo do Governo do Estado de Pernambucol)

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Em dez anos, Brasil deve ultrapassar os EUA na produção de soja

O Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos, de acordo com o novo relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Durante o período analisado, espera-se que a produção mundial de soja continue expandindo-se, mas em um ritmo de 1,9% por ano, abaixo da taxa de crescimento de 4,9% anual da última década. De acordo com o relatório, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores, já que dispõe de mais terras, comparado com a Argentina, com crescimento projetado de 2,1% por ano e os Estados Unidos, de 1% por ano. A expectativa é de que, com isso, o Brasil ultrapasse os Estados Unidos como o maior produtor de soja. As exportações do produto em 2026 serão dominadas pelo Brasil e Estados Unidos que, juntos, respondem por quase 80% das exportações mundiais. Supersafra As estimativas do último levantamento da safra 2016/2017 divulgadas, também nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pareceram confirmar as expectativas traçadas pela FAO e OCDE. A Conab projeta que a safra no período seja de 237,2 milhões de toneladas de grãos. Uma produção recorde, com crescimento de 27,1% em relação ao período anterior. De acordo com a pesquisa, a produção de soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas colhidas, mantendo assim a expectativa dos números divulgados em maio. Já a produção de milho pode chegar a 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil, Marcos da Rosa, todas essas projeções podem ter impacto nos preços, que já vêm caindo. “Fazer um anúncio de safra grande pode fazer com que o mercado precifique para baixo, o que é ruim para todo mundo”, diz. “Quando olhamos o preço das commodities soja e milho, observamos que houve queda e isso é um desestímulo. Como as duas últimas safras de soja, norte e sul, foram boas, a gente sentiu uma oferta maior que a demanda. Sentimos no bolso que a oferta foi muito grande e os valores pagos caíram bastante em relação à safra passada”, acrescenta. Valor agregado Na avaliação do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja, Alexandre Cattelan, o Brasil tem um potencial de crescimento para os próximos anos inclusive superior ao projetado pelas organizações internacionais. No entanto, os preços do mercado externo e questões logísticas podem desestimular os produtores. “O Brasil praticamente já atingiu o limite da logística, aliás, está acima do limite da logística. Estamos observando que esse ano a safra ainda não foi totalmente comercializada principalmente em termos de exportação”, diz e acrescenta: “Tem muita soja estocada e o milho da segunda safra praticamente não tem onde ser armazenado. Vemos milho a céu aberto. Em parte, a soja não foi totalmente escoada por conta dos baixos preços”. O pesquisador defende que, para que o Brasil siga lucrando com a soja, o ideal é agregar valor. “Temos que agregar valor, transformar a soja em carne, seja frango, porco, boi, usando-a como ração. Outra opção é o biodiesel, que tem tido um aumento paulatino e é um mercado interessante porque 90% é produzido com óleo de soja”. Outras projeções O relatório da OCDE e da FAO traz projeções até 2026 para os principais produtos agrícolas. No período analisado, a produção mundial de grãos crescerá cerca de 1% por ano, o que levará a um aumento total em 2026 de 11% para o trigo, 14% para o milho, 10% para os grãos secundários e 13% para o arroz. Em relação à pecuária, é previsto que a participação dos dois maiores países exportadores de carne, que são Brasil e Estados Unidos, aumente até aproximadamente 44%, contribuindo com quase 70% no aumento previsto das exportações mundiais de carne durante o período analisado. Em relação a biocombustíveis, a expectativa é de que a demanda brasileira de etanol expanda-se em 6 bilhões de litros no período analisado, o que resultaria em um aumento na produção de mais de 40% nos próximos dez anos. (Agência Brasil)

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