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Jademilson Silva

Liberação miofascial pode aliviar dores e melhorar a mobilidade

Tensões nos ombros, desconforto na região lombar e limitações para realizar movimentos cotidianos podem ter diferentes causas e interferir na qualidade de vida. Entre as estratégias utilizadas para aliviar parte desses sintomas está a liberação miofascial, técnica manual que atua sobre os tecidos associados ao sistema muscular e pode contribuir para a redução da dor e a melhora da mobilidade em situações específicas.

O professor de Educação Física, personal trainer e especialista em treinamento para combater dores Bruno Rufino explica que a técnica é utilizada para aliviar desconfortos e recuperar movimentos limitados pela dor ou pela tensão. “A liberação miofascial é uma abordagem excepcional para manipulação da fáscia muscular, para aliviar vários tipos de dores, principalmente as dores nociceptivas, e para restaurar a mobilidade, muitas vezes limitada por dores ou tensões”, afirma.

A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve e conecta músculos e outras estruturas do corpo. Quando há desconforto, restrição de movimento ou tensão na região muscular, técnicas manuais podem fazer parte de uma abordagem voltada ao alívio dos sintomas. Os resultados, porém, dependem da origem da dor, da avaliação individual e da associação com outras medidas de cuidado, quando necessárias.

Segundo Bruno Rufino, uma das situações em que a liberação miofascial costuma ser procurada é o desconforto na região do trapézio, músculo localizado na parte superior das costas e que se estende até o pescoço e os ombros. A sobrecarga física, a manutenção prolongada de determinadas posturas e períodos de estresse podem estar associados à percepção de tensão nessa região.

“A liberação miofascial tem uma infinidade de vantagens, mas uma das principais aplicações é o alívio das dores invisíveis. Aquelas tensões no trapézio, que geralmente aparecem quando as pessoas estão sobrecarregadas com estresse, em casa ou no trabalho, são uma das situações em que a técnica pode ajudar”, explica.

O especialista também cita o desconforto lombar entre as queixas que podem ser avaliadas para esse tipo de intervenção. “Ela também é bastante utilizada para aliviar dores na região lombar, causadas por tensões e encurtamentos na região dos posteriores de coxa e/ou glúteos”, diz.

A relação entre diferentes regiões do corpo exige, no entanto, atenção profissional. Uma dor sentida na lombar, por exemplo, não significa necessariamente que sua origem esteja nos músculos próximos ao local. O desconforto pode ter causas musculares, articulares, neurológicas ou outras condições que precisam ser investigadas antes da escolha do tratamento.

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O professor Bruno Rufino alcunhou o termo ‘Dores Invisíveis”

A expressão “dores invisíveis”, utilizada por Bruno Rufino, não é um termo clínico ou um diagnóstico médico. O profissional emprega a expressão para se referir a situações em que a pessoa sente dor, mas exames de imagem, como radiografia, tomografia ou ressonância magnética, não identificam uma alteração que explique diretamente o sintoma.

“As dores invisíveis não são um termo clínico ou médico. É uma expressão para classificar dores que não aparecem em exames de imagem. Nesses casos, podemos verificar se existem pontos específicos que provocam uma dor referida em outros locais”, esclarece.

Como exemplo, ele menciona a possibilidade de uma tensão na região do glúteo médio estar associada a desconforto lombar ou de uma alteração muscular na região da escápula contribuir para a dor percebida no pescoço. Essas relações precisam ser verificadas durante a avaliação, porque a localização da dor, isoladamente, não permite determinar sua causa.

“Uma tensão no glúteo médio pode estar relacionada a uma dor referida na lombar, assim como uma dor no pescoço pode ter origem na região da escápula. Por isso, é importante avaliar o quadro e identificar, quando possível, de onde vem o desconforto”, afirma.

Rufino relata que algumas pessoas chegam à avaliação depois de tentarem controlar a dor com medicamentos por dias ou semanas, sem obter o resultado esperado. Para ele, compreender a origem do sintoma é essencial antes de iniciar qualquer intervenção.

“Um detalhe importante é que muitas pessoas que chegam até nós já fizeram tentativas com medicações por dias ou semanas e não tiveram o resultado esperado. Fazendo a avaliação da dor, podemos identificar o local de origem e realizar a liberação de maneira segura”, diz.

A ausência de alterações nos exames de imagem, contudo, não significa que a dor seja imaginária ou que tenha necessariamente origem muscular ou emocional. O diagnóstico depende da história clínica, do exame físico e, quando indicado, de outras investigações. A liberação miofascial não substitui essa avaliação nem deve ser usada para adiar a procura por atendimento de saúde.

A liberação miofascial não é uma prática restrita a atletas. Pessoas fisicamente ativas podem procurar a técnica como parte da recuperação ou do manejo de desconfortos relacionados ao treinamento. Já quem passa muitas horas sentado, mantém posturas por períodos prolongados ou sente tensão recorrente também pode se beneficiar de uma avaliação para verificar se a intervenção é adequada.

“A liberação é indicada para diferentes pessoas. Devido à quantidade de protocolos existentes, a técnica poderia ser mais difundida e praticada em diversos ambientes, desde que haja avaliação e que seja aplicada por um profissional preparado”, afirma Bruno Rufino.

O especialista ressalta que a escolha do procedimento deve considerar as necessidades de cada pessoa, e não apenas a presença de dor. A intensidade da pressão, a região abordada e o tipo de manobra precisam ser ajustados ao quadro individual.

“É importante saber realizar a liberação com a pressão ou o deslizamento correto, sem excesso de força e com experiência na área”, orienta.

O uso de força excessiva não torna a técnica mais eficaz e pode provocar desconforto ou agravar determinados quadros. Por isso, a sessão deve respeitar a tolerância da pessoa e ser interrompida ou adaptada se houver dor intensa ou reação inesperada.

A técnica pode ser incorporada a uma rotina de cuidados mesmo quando a pessoa não apresenta dor naquele momento, desde que exista uma indicação individual. Bruno Rufino cita especialmente pessoas que treinam com sobrecarga e aquelas que percebem tensões recorrentes ou limitações de mobilidade.

“Pessoas que costumam treinar com sobrecarga deveriam fazer liberações como uma forma de manutenção. Às vezes, limitações de mobilidade podem contribuir para problemas durante o movimento. Quem já sabe que tem tensões frequentes precisa de atenção e pode se beneficiar de um protocolo preventivo”, afirma.

A liberação, entretanto, não garante a prevenção de lesões. A prevenção depende de um conjunto de fatores, entre eles planejamento do treinamento, progressão adequada das cargas, recuperação, sono, mobilidade e fortalecimento compatíveis com a condição física. A técnica pode integrar esse conjunto quando indicada, mas não substitui as demais medidas.

Embora seja utilizada em diferentes contextos, a liberação miofascial não deve ser aplicada indiscriminadamente. Bruno Rufino cita situações que exigem cuidado específico, como queimaduras, suspeita de fraturas e alterações ou lesões na região que receberia a intervenção.

“A liberação tem ressalvas muito específicas, como queimaduras, tumorações na região, suspeitas de fraturas e infecções bacterianas da pele. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica antes de considerar a técnica”, orienta.

A lista de situações que exigem cautela também pode incluir feridas abertas, infecções locais, trombose venosa profunda e determinadas condições clínicas ou uso de medicamentos que aumentam o risco de sangramento. A segurança depende do quadro de saúde e da área em que o procedimento seria realizado.

O profissional chama atenção ainda para pessoas que apresentam dores e tensões disseminadas pelo corpo. “Pessoas com muita tensão espalhada pelo corpo devem receber uma atenção diferente, porque existe a possibilidade de fibromialgia. Nesses casos, o protocolo precisa ser utilizado com extremo cuidado”, afirma.

A fibromialgia é uma condição de saúde que exige avaliação e acompanhamento adequados. A liberação miofascial pode ser considerada em alguns casos como recurso complementar, mas não deve ser apresentada como tratamento único nem aplicada sem levar em conta a sensibilidade e as necessidades de cada paciente.

Para quem nunca experimentou a técnica, a recomendação de Bruno Rufino é começar pela avaliação, em vez de procurar diretamente uma sessão de liberação. A análise inicial ajuda a compreender o histórico da dor, identificar sinais que exigem investigação e definir se a intervenção é apropriada.

“Na maioria dos casos, as pessoas procuram a prática sem passar antes por uma avaliação clínica. Por isso, é importante ter cuidado antes de iniciar, pois não tratamos lesões”, afirma.

O especialista explica que exames de imagem e informações clínicas anteriores podem contribuir para a compreensão do quadro, quando disponíveis e pertinentes. “Quando a pessoa chega com exames de imagem, a avaliação pode ser mais rápida e o trabalho, mais direcionado”, diz.

A liberação miofascial deve ser entendida como um recurso possível dentro de um plano de cuidado, e não como solução universal para qualquer dor. Uma avaliação adequada ajuda a evitar intervenções desnecessárias, orienta a escolha da técnica e permite encaminhar a pessoa a outro profissional de saúde quando os sintomas exigirem investigação ou tratamento específico.

  • Objetivo: pode ajudar a aliviar determinados desconfortos musculoesqueléticos e favorecer a mobilidade em situações específicas.
  • Para quem: pessoas fisicamente ativas e sedentárias podem ser avaliadas para verificar se a técnica é adequada.
  • Antes da sessão: informe o profissional sobre doenças, lesões, cirurgias, medicamentos e exames já realizados.
  • Atenção: suspeita de fratura, queimaduras, feridas, infecções ou dores persistentes exigem avaliação de saúde antes da aplicação.
  • Importante: a técnica não substitui diagnóstico, tratamento médico ou acompanhamento fisioterapêutico quando necessários.

Acontece


Pacientes com doenças autoimunes e imunomediadas vão ganhar uma estrutura maior de atendimento no Real Hospital Português, no Recife. A Real Imuno inaugura, em 5 de novembro, 13 novas posições de atendimento e passa a contar com 31, incluindo poltronas, leitos e suítes Unique. Para o alergologista e imunologista clínico Filipe Sarinho, diretor da Real Imuno, a ampliação representa um avanço na oferta de cuidados especializados, especialmente nas áreas de imunologia, dermatologia, neurologia, gastroenterologia e reumatologia.


As inscrições para a 7ª Corrida dos Morros CAIXA estão na reta final, após o esgotamento do primeiro lote. O evento será realizado nos dias 21 e 22 de novembro, no Morro da Conceição, Zona Norte do Recife, com expectativa de reunir mais de 3 mil participantes. A programação inclui percursos de 4 km e 8 km, caminhada de 1,6 km e uma largada inclusiva para crianças e jovens do Instituto do Autismo. Maracatu e show da Banda Sedutora também integram a programação. Quem deseja participar deve garantir a inscrição o quanto antes, pelo site www.corridadosmorros.com.br, enquanto houver vagas disponíveis. Cada inscrito contribui ainda com 1 kg de alimento para a ação solidária do evento.

  • Evento: 7ª Corrida dos Morros CAIXA
  • Data: 21 e 22 de novembro de 2026
  • Local: Morro da Conceição, Recife
  • Percursos: 4 km, 8 km e caminhada de 1,6 km
  • Inscrições: www.corridadosmorros.com.br
  • Atenção: vagas limitadas; primeiro lote esgotado.

O Espaço Transformar Terapias Integrativas e o Espaço Transformar Medicina Integrada promovem, nesta sexta-feira (30), das 13h às 17h, a ação gratuita “Cuidar de Quem Cuida”, voltada para mães atípicas do Recife e da Região Metropolitana. A iniciativa oferece exames voltados à prevenção do câncer de mama e incentiva o autocuidado feminino. A atividade será realizada na Avenida João de Barros, nº 860. As vagas são limitadas e é necessário realizar inscrição prévia pelo formulário: https://forms.gle/etsxbpZR4cUVN2k87.

Serviço

  • O quê: Ação Outubro Rosa “Cuidar de Quem Cuida”
  • Quando: 30 de outubro de 2026, sexta-feira, das 13h às 17h
  • Onde: Avenida João de Barros, nº 860
  • Público: Mães atípicas do Recife e da Região Metropolitana
  • Quanto: Gratuito, com vagas limitadas
  • Inscrições: https://forms.gle/etsxbpZR4cUVN2k87

ModaFit


Foto Beatriz Xavier
O “Crossing Horizons” traduz o movimento da marca, o subconceito “Sweat, Wet and Well”

A Hausport, marca do Grupo Rota do Mar, apresenta sua coleção Verão 2027 com uma campanha produzida em Paris, na França. Sob o conceito “Crossing Horizons”, a iniciativa amplia o olhar da marca sobre a cultura da corrida e propõe uma conexão entre diferentes territórios, estilos de vida e formas de vivenciar o esporte.

Realizada por uma equipe franco-brasileira, a produção independente liderada pela diretora criativa e fotógrafa, Beatriz Xavier, percorre cenários da capital francesa ao lado de corredores locais, valorizando o encontro entre culturas e a diversidade de experiências que fazem parte do universo da corrida. Mais do que abordar ritmo, distância ou desempenho, a campanha explora o esporte como expressão de atitude, presença e conexão com a cidade.

“A proposta acompanha uma visão contemporânea do running, na qual o movimento vai além dos indicadores de performance e se relaciona com a maneira como cada pessoa ocupa os espaços urbanos e vivencia o cotidiano. Ao aproximar diferentes corpos, ritmos e trajetórias, a Hausport reforça seu diálogo com uma comunidade global de corrida, conectada pela experiência de estar em movimento”, destaca a diretora comercial, Isabel Xavier.

O “Crossing Horizons” traduz o movimento da marca, o subconceito “Sweat, Wet and Well”, no qual apresenta a experiência física que orienta o desenvolvimento e a comunicação dos produtos da coleção. A proposta reúne três dimensões do verão: a intensidade e a transpiração, representadas por Sweat; a água e o frescor, expressos em Wet; e o conforto e o bem-estar, sintetizados em Well.

Na linha técnica, o produto assume o protagonismo. Os atributos das peças, como tecidos, ventilação, secagem e proteção UV, ganham destaque em uma narrativa que associa tecnologia, funcionalidade e liberdade para aproveitar as atividades ao ar livre. A ideia é apresentar a roupa como uma segunda pele, capaz de acompanhar o corpo em diferentes intensidades e condições de uso.

Expressões como “Worn in Sweat”, “Sweat Is the Proof” e “Motion Leaves a Mark” complementam a identidade da campanha, reforçando a relação entre movimento, experiência e identidade pessoal.

A comunicação da coleção também incorpora a mistura entre português e inglês, escolha que dialoga com o conceito internacional da campanha e reforça a ideia de aproximação entre diferentes culturas. A linguagem acompanha uma identidade visual que conecta moda, esporte e comportamento, sem restringir a corrida a uma prática exclusivamente competitiva.


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