Micro e Pequenos Industriais mantêm otimismo com perspectivas futuras

Os resultados da 8ª rodada do Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria, conduzida entre junho e julho de 2023 pelo Datafolha a pedido do SIMPI, trazem à tona um cenário empresarial encorajador. Mesmo com as taxas de juros persistentemente altas, os líderes da micro e pequena indústria mantêm uma visão otimista sobre o futuro de seus negócios.

De acordo com os números revelados na pesquisa, quase metade dos entrevistados, um total de 49%, acredita firmemente que a situação de suas empresas vai melhorar no próximo mês. Paralelamente, 39% projetam uma trajetória de estabilidade, enquanto 8% admitiram preocupações sobre os rumos futuros.

Melhora Gradual no Índice de Produção e Satisfação

O período entre junho e julho de 2023 mostrou uma melhora na base deteriorada do índice de produção e prestação de serviços, passando de 48% para 52%, marcando o pico anual até então. Além disso, o nível de satisfação das Micro e Pequenas Indústrias experimentou um aumento de 121 pontos no bimestre anterior para os atuais 127 pontos, em uma escala de avaliação que vai até 200 pontos.

Desafios no Acesso ao Crédito Persistem

Apesar dessas melhorias, obstáculos relevantes ainda impactam o setor, principalmente em relação ao acesso ao crédito. No mês anterior, quase 40% das empresas que buscaram recursos por meio de empréstimos ou financiamentos enfrentaram negativas, destacando as barreiras inerentes ao ambiente empresarial.

No cerne dessas preocupações, a taxa de juros é apontada por 44% dos empresários da micro e pequena indústria como a principal barreira à obtenção de crédito. Além disso, 26% destacaram a falta de opções adequadas em termos de linhas de crédito, 9% mencionaram restrições ligadas a passivos anteriores e 8% citaram a necessidade de garantias como um entrave. Apenas 2% consideraram o prazo de pagamento como um fator crítico.

Perspectivas Futuras Sobre as Taxas de Juros

Quanto ao futuro, a pesquisa revela que 37% dos entrevistados esperam uma redução nas taxas de juros, enquanto 30% acreditam em um aumento.

Nesse contexto, Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria, enfatiza que uma redução de meio ponto percentual na taxa Selic não é suficiente para resolver a situação do setor. Ele ressalta que, mesmo com as taxas básicas podendo encerrar o próximo ano em torno de 12%, as taxas de crédito para empresas em dia ainda permanecem entre 60% e 80% ao ano. A discrepância é notável e representa um desafio considerável para o setor, exigindo uma abordagem mais abrangente para impulsionar o crescimento e aliviar os desafios enfrentados pelas pequenas e médias empresas.

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