Complexo portuário movimentou 13,7 milhões de toneladas entre janeiro e junho, com avanço dos granéis líquidos e aumento no número de atracações
O Complexo Industrial Portuário de Suape movimentou 13.726.969 toneladas de cargas entre janeiro e junho de 2026, volume 25,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados operacionais encaminhados à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os granéis líquidos responderam por 66,6% das operações no semestre, enquanto a carga conteinerizada representou 25,7%, os granéis sólidos 5,8% e a carga geral solta 1,9%.
Número de atracações também aumenta
Suape manteve a quarta posição entre os portos públicos brasileiros em volume de cargas e registrou 832 atracações no primeiro semestre, alta de 14,3% na comparação anual. “O desempenho do primeiro semestre evidencia a diversidade do perfil operacional de Suape e reforça o papel estratégico do complexo no atendimento às cadeias produtivas do país. Esses indicadores constituem uma ferramenta essencial para o acompanhamento da atividade portuária e subsidiam o planejamento das ações voltadas à infraestrutura e ao aumento da eficiência operacional”, afirma o diretor presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
Petróleo impulsiona crescimento da movimentação
A movimentação de granéis líquidos alcançou 9.142.864 toneladas, crescimento de 40,1% em relação ao primeiro semestre de 2025. O volume é composto principalmente por petróleo e derivados processados pela Refinaria Abreu e Lima, instalada no complexo. Na operação de contêineres, foram movimentados 333.786 TEUs, resultado estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
Granéis sólidos e veículos também avançam
Os granéis sólidos somaram 799.510 toneladas no semestre, alta de 39% na comparação anual, com cargas como trigo, clínquer e coque. Já a movimentação de veículos alcançou 33.779 unidades, provenientes em sua maioria do Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana. “Os resultados demonstram o desempenho das principais cargas movimentadas em Suape e reforçam a importância do monitoramento permanente dos indicadores operacionais. Essas informações orientam o planejamento da infraestrutura portuária e apoiam a definição de investimentos destinados ao atendimento da demanda logística”, destaca o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, José Constantino.


