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Quais as repercussões do 9 de setembro?

*Por Amanda Ribeiro, especial para a Revista Algomais O feriado de sete de setembro, que marca a data histórica da Independência do Brasil, foi palco de manifestações contra e a favor do governo Bolsonaro em diversos estados do país, como Brasília, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Pará. Durante a cerimônia do hasteamento da bandeira em homenagem à independência, o discurso de Jair Bolsonaro manteve o tom de oposição ao Supremo Tribunal Federal que se perpetuou durante todo o dia: “Nosso país não pode continuar refém de uma ou duas pessoas, não interessa onde elas estejam”, disse Bolsonaro, acrescentando que não admitiria que o jogassem para “fora das quatro linhas”. Mais tarde, durante a manifestação da Avenida Paulista, Jair Bolsonaro atacou Alexandre de Moraes, ministro do STF, chamando-o de “canalha” e defendendo que ele fosse “enquadrado”. Opostamente, os cidadãos contrários ao governo bolsonarista também protestaram no Sete de Setembro, ato que repetiram no dia 12, liderados pelo partido Movimento Brasil Livre (MBL). Algumas reações às falas antidemocráticas de Jair Bolsonaro O ministro Alexandre de Moraes, aparente alvo das falas de Jair Bolsonaro, é relator nos principais inquéritos ligados ao presidente, como o que investiga as Fake News e o vazamento do documento sigiloso da Polícia Federal sobre ataques ao TSE. Além disso, Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão de apoiadores bolsonaristas, como o deputado Otoni de Paula (PSC) e o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso fizeram publicações sobre o Sete de Setembro em suas redes sociais. No twitter, Alexandre de Moraes falou que o Sete de Setembro apenas se fortalece com “respeito à Democracia”, enquanto Luís Roberto Barroso reforçou que as eleições são auditáveis e as urnas eletrônicas são seguras. Posteriormente, de acordo com apuração reproduzida pela CNN Brasil, Luiz Fux, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, reuniu-se por teleconferência com os demais ministros para falar sobre as manifestações e as falas de Jair Bolsonaro. Nota escrita por Michel Temer e a decepção bolsonarista Na tarde da quinta-feira, dia 9, Jair Bolsonaro publicou nota em que recuava em comparação aos seus discursos de Sete de Setembro, dizendo que as suas palavras haviam sido “no calor do momento”. A nota, que teria sido escrita com o auxílio do Michel Temer, foi feita após almoço de Jair Bolsonaro com o ex-presidente. Durante o encontro, o atual presidente do Brasil teria tido também uma conversa por telefone com Alexandre de Moraes. Jair Bolsonaro afirmou, na nota oficial, não ter intenção de “agredir quaisquer Poderes”, e que esteve sempre disposto a “manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles”. Após o aparente recuo, as reações dos apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais foram bastante divididas. O pastor Silas Malafaia publicou em seu twitter que “continua aliado, mas não alienado”, acrescentando que “Bolsonaro pode colocar a nota que quiser, Alexandre de Moraes continua a ser um ditador da toga que rasgou a constituição”. Outros apoiadores, como o youtuber Allan dos Santos, publicou em seu twitter termos como “Game Over”, além de destacar que a nota do presidente foi “horrorosa e uma confissão de bravata”, mas que não deseja “ver o presidente fora do poder”. O influenciador bolsonarista Leandro Ruschel chegou a cogitar que, com a nota, Bolsonaro estaria “abrindo mão da candidatura à reeleição”. NOS GRUPOS DO WHATSAPP BOLSONARISTAS A decepção dos bolsonaristas com a nota oficial foi perceptível em grupos de Whatsapp que apoiam Jair Bolsonaro. Palavras de lamento se repetiram, e usuários entraram em debate sobre o real significado da ação do presidente: “Agitou o povo e não sustentou”, disse internauta, enquanto outro respondia que a atitude representava “Um banho de água fria no povo que foi pra rua terça [sic]”; apoiadores do presidente mencionaram que “todo mundo tá chamando ele de frouxo [sic]” e que a oposição estaria vibrando. Houveram palavras de arrependimento, como o usuário não identificado que afirmou: “E a gente que brigou com Deus e o mundo, discute em todo lugar, chamou a família toda pra receber isso, foi uma facada nas costas [sic]”, mas outros mantiveram-se apoiando o presidente, afirmando que “ele com certeza tem cartas nas mangas”. No mesmo grupo, alguns internautas decepcionados deixaram claro o que esperavam do dia Sete de Setembro: “O presidente tem que fazer alguma coisa ou será um ato de covardia com o povo” e “Tava todo mundo sonhando com o exército entrando e prendendo o supremo todo, e acorda com um pedido de desculpas [sic]”. Aos comentários decepcionados, muitos pediram calma e união, para não permitir que “o desgaste da luta” os separasse. Outros já haviam avisado que, se após o Sete de Setembro “não acontecesse nada” como “colocar os ministros em seus devidos lugares”, sairiam do grupo. O Índice de Popularidade Digital do presidente, disponibilizado pela consultoria Quaest, havia atingido 81,8 pontos durante as manifestações, mas baixou para 37,1 pontos após o dia 9 de setembro”.

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Sertânia receberá Núcleo de Extensão e Cultura da UFPE

O Prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, e o Reitor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, professor Alfredo Gomes, assinaram convênio para implantação do Núcleo de Extensão e Cultura do Moxotó, Ipanema e Pajeú (Nemip), no município. A parceria é realizada por meio da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc). As atividades irão acontecer na Escola Municipal Presidente Vargas, que foi escolhida pela UFPE por reunir infraestrutura adequada para realização das atividades. Inicialmente o Nemip é composto por quatro sub-projetos. Onde o primeiro é a implantação do Espaço Maker, com processos de fabricação por impressão 3D, cortadora laser e uso de computadores que contribuem na formação de estudantes de ensino fundamental e médio. O segundo representa um Programa de Cursos de Extensão, direcionado para a qualificação profissional de jovens e adultos em temas diversos que dialogam com a cultura, tecnologia, ciência e sustentabilidade ambiental. O Programa de Educação Continuada (PEC) é o terceiro e destina-se a Gestores e Professores de Escolas Municipais, voltadas à realização de cursos para professores e gestores, passando por temáticas priorizadas em colaboração com o público-alvo. Já o quarto e último subprojeto é o de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Governança Municipal, que compreende um diálogo com a Prefeitura de Sertânia para que, colaborativamente, possa ser definido cursos de extensão e ajustes, se necessários, na formatação dos cursos de gestão e de pós-graduação, que atenda as necessidades locais.

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Estudantes pernambucanas da rede pública são destaque em programa internacional

Duas alunas que até 2020 estavam na Escola Municipal Olindina Monteiro de Oliveira França, da rede municipal do Recife,  e hoje são estudantes da rede estadual em Pernambuco foram destaque no programa “Jóvenes Promesas Menores de 30 Internacional”, que é organizado pelo Colégio de Pós-graduados em Administração da Republica Mexicana. O objetivo dessa iniciativa é conceder reconhecimentos no sentido de divulgar, incentivar e auxiliar no desenvolvimento de jovens promissores em todas as áreas da ciência. Entre as representantes brasileiras estavam Vitorya Rebeca Edyvam Cavalcanti e Ana Grazielly Da Silva. Além das brasileiras, participaram do programa estudantes da Colombia, Panamá, Peru, Porto Rico e Paraguai. As estudantes foram reconhecidas por pesquisas realizadas na escola e que continuaram mesmo durante o difícil período da pandemia. “Participar de evento como esse é surreal. A gente batalha pensando grande e quando acontece não conseguimos acreditar. Estou muito feliz, nunca imaginei chegar tão longe e ainda mais sendo aluna de rede pública. É muito importante para todos nós, só consigo agradecer a Deus por ter nos ajudado a chegar onde chegamos, sou muito grata ao meu professor Edson Gomes por ter insistido no nosso projeto e todo apoio dos familiares e amigos da escola. Fico muito feliz por isso. Ser reconhecida pelo Jóvenes Promesas é surreal para qualquer aluno e eu sou um deles”, afirma Vitorya, de 15 anos, atualmente no Ginásio Pernambucano. Quem também celebrou o reconhecimento foi Ana Grazielly Da Silva, 18 anos. “O Jovens Promessas me ensinou que é super importante acreditar no que sou capaz de conquistar, pois não levo comigo apenas o fato de ser uma jovem sonhadora, mas uma jovem negra, lésbica e sonhadora, o que para muitos é difícil de ver essa realidade. Viver em um mundo onde a mulheres só tem o direito de pilotar o fogão é complicado. Até aqui a caminhada foi tensa. Ainda não cheguei onde quero chegar de fato com esse projeto. Quero ganhar o mundo e mostrar que cada palavra maldosa direcionada a mim e meus companheiros nos fortaleceu e deu mais força para não perdermos o foco!”, afirmou. Ela atualmente estuda na Escola Pedro Celso, em Beberibe. Para dar continuidade às suas pesquisas. as alunas receberam apoio também do Instituto Ailton Santos, no bairro de Beberibe, que as convidou para serem monitoras de alunos do 6º ao 9º ano, também com o professor Edson Gomes. De acordo com o presidente da COLPARMEX, o professor Francisco Moyado, o processo de seleção é realizado com base em parâmetros de classe mundial e com processos transparentes até chegar aos estudantes homenageados. “Tudo isso consolida o caráter de classe mundial deste programa”. . . LEIA TAMBÉM Alunos da rede municipal desenvolvem projetos inovadores

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Revista Algomais é finalista do Prêmio Urbana de Jornalismo 2021

Na próxima quinta-feira (16), serão anunciados os nomes dos vencedores do 17º Prêmio Urbana de Jornalismo – Engenheiro Pelópidas Silveira. O concurso vai premiar reportagens inscritas sobre mobilidade urbana e que destaquem o papel do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife e a importância social desse serviço à população e ao desenvolvimento urbano e econômico. A Revista Algomais é mais uma vez finalista da premiação, desta vez com a reportagem Soluções para um transporte público seguro e sustentável, do repórter Rafael Dantas. A iniciativa é da Urbana-PE em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco. Ao todo, concorreram 24 trabalhos que foram avaliados por uma comissão julgadora composta por jornalistas profissionais e comitê técnico. Os 16 finalistas nas sete categorias – Reportagem Impressa – Matéria Especial, Reportagem Impressa – Série, Estudante, Fotojornalismo, Radiojornalismo, Telejornalismo e Jornalismo Online -, estão na lista abaixo. Por conta da pandemia do coronavírus, o anúncio dos vencedores deste ano será, novamente, no formato virtual, transmitido a partir das 19h no canal do Youtube da Urbana-PE. Os finalistas poderão assistir de casa, com conforto e segurança, ao anúncio dos nomes dos vencedores. Finalistas da 17ª edição: Categoria Matéria Especial: Á beira do colapso – de Arthur Ferraz, da Folha de Pernambuco Soluções para um transporte público seguro e sustentável – de Rafael Dantas, da Revista Algo Mais Eles não podem parar e estão morrendo – de Roberta Soares, do Jornal do Commercio Categoria Estudante: Os desafios de quem usa o transporte público na pandemia do coronavírus– de Betânia Ribeiro, da Rádio Jornal A importunação sexual como fator limitante para a mobilidade das mulheres no Grande Recife, de Katarina Moraes, do Portal NE10. Categoria Jornalismo Online: Á beira do colapso – de Arthur Ferraz, da Folha de Pernambuco Escalonamento em discussão – de Roberta Soares, do Jornal do Commercio O futuro do transporte público no pós-pandemia – de Roberta soares, do Jornal do Commercio Categoria Fotojornalismo: Condução pandêmica – de Yacy Ribeiro, do Jornal do Commercio Desgovernado – de Bruno Campos de Souza, do Jornal do Commercio Paralisação – de Felipe Ribeiro, do Jornal do Commercio Categoria Radiojornalismo: Impactos da pandemia na mobilidade urbana – de Anderson Souza, da Rádio CBN Recife Categoria Telejornalismo: A nova cara da Conde da Boa Vista, velha conhecida dos recifenses – de Roberta Cardoso, Jaíne Cintra, Juliana Aragão e Fernanda Siqueira, do Diario de Pernambuco TV Caminhos incertos – de Wagner Oliveira e César Braga – TV Clube Pouco sono, muito trânsito e a poesia que nasce da adversidade, de Roberta Cardoso, Jaíne Cintra, Débora Dantas e Thamyres Oliveira, do Diario de Pernambuco TV Categoria Série de Reportagem: Escalonamento em discussão– de Roberta Soares, do Jornal do Commercio Futuro do transporte público no pós-pandemia – de Roberta Soares, do Jornal do Commercio Anúncio dos vencedores Quando: 16/09, às 19h Onde: YouTube da Urbana PE (https://www.youtube.com/channel/UCELbQCwe6KCV5P9za9YWWYA)

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Recife lança programa com 1,7 mil vagas de formação na área de tecnologia

A Prefeitura do Recife, em parceria com o Porto Digital, lança, nesta terça-feira (14), o Programa Embarque Digital. O prefeito João Campos faz o lançamento da iniciativa que faz parte do Programa Recife Virado e tem como foco principal a formação e empregabilidade, na área de Tecnologia da Informação, para estudantes egressos da rede pública. Ao todo serão 1.700 vagas abertas até 2024.

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“A prevenção do suicídio deve ir além das práticas gerais de saúde mental”

Se antes da pandemia, o suicídio já era considerado um problema de saúde pública, agora, a crise sanitária agravou ainda mais esse quadro e deve ser levada em consideração nas reflexões do Setembro Amarelo, quando se realiza a campanha de prevenção. Embora ainda seja precoce fazer uma análise precisa sobre o impacto da Covid-19 em pessoas que tiraram suas próprias vidas, estudos científicos recentes mostram os efeitos profundos da pandemia na saúde mental. Essa situação também afetou outros fatores desencadeantes como a violência doméstica e o consumo de álcool. Ressalte-se que nesta conjuntura irrompeu também uma crise econômica e é sabido que a perda de emprego e o estresse provocado por problemas financeiros são fatores de risco bem conhecidos para suicídio. Diante de todo esse cenário, Amaury Cantilino, atual presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, defende medidas preventivas que vão além das políticas e das práticas gerais de saúde mental. Um exemplo seria a assistência ao desempregado com políticas de reinserção e cursos profissionalizantes que “pode devolver a sua perspectiva e a sua dignidade”. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Cantilino, que é doutor em neuropsiquiatria e ciências do comportamento pela UFPE e foi professor associado do Centro de Ciências Médicas da universidade, também chama a atenção para o aumento dos casos de depressão e ansiedade em crianças. E alerta que 35% dos jovens com depressão podem tentar suicídio. Ele afirma, porém, que o suporte social e familiar são fatores importantes de prevenção. “Um dos maiores protetores do suicídio é o senso de pertencimento, a sensação de que os seus laços familiares e de amizade são bem estabelecidos”. O que mostram os dados epidemiológicos do suicídio no Brasil e no mundo? Dados fornecidos pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) dão conta de que são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. O mais relevante é que cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias psicoativas como álcool e drogas ilícitas. Quanto às tentativas de suicídio, é importante frisar que o maior índice de casos ocorre entre os 20 e os 49 anos de idade. No entanto, suicídio consumado parece ser proporcionalmente mais comum em adolescentes e em idosos. A pandemia – que trouxe a crise sanitária e econômica – agravou o quadro do suicídio no País? Ainda precisaremos de algum tempo para saber exatamente o impacto da pandemia nas taxas de suicídio no Brasil. No entanto, um artigo publicado no Lancet Psychiatry ainda em 2020, prenunciava que os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a saúde mental podem ser profundos e com previsões de que as taxas de suicídio aumentariam. A prevenção do suicídio, portanto, precisa de consideração urgente. A resposta deve reunir mas, também, ir além das políticas e práticas gerais de saúde mental. Os prováveis efeitos adversos da pandemia em pessoas com doenças mentais podem ser exacerbados pelo medo e isolamento. Estudos mais recentes já observaram que aqueles com transtornos psiquiátricos e que adoeceram de Covid-19 tiveram piora dos sintomas e outras pessoas desenvolveram novos problemas de saúde mental, especialmente depressão, ansiedade e estresse pós- -traumático (todos associados a um risco aumentado de suicídio). Além disso, a pandemia pode afetar adversamente outros fatores desencadeantes como a violência doméstica e o consumo de álcool. Os efeitos podem ser piores em locais com poucos recursos, onde a adversidade econômica é agravada por suporte de serviços de saúde mental insuficientes. Adicione isso ao fato de que perda de emprego e estressores financeiros são fatores de risco bem conhecidos para suicídio. Num âmbito mais geral de intervenções públicas, a assistência ao indivíduo desempregado com políticas de reinserção e cursos profissionalizantes pode devolver a sua perspectiva e a sua dignidade. Quais as causas do aumento de suicídios entre adolescentes e jovens? A ABP ressalta que os jovens estão suscetíveis às mudanças fisiológicas que são características da fase de amadurecimento físico e psíquico. Quem convive com um adolescente, sabe que as mudanças nem sempre são fáceis. Essas mudanças fisiológicas podem ser um gatilho para a pessoa que tem predisposição genética para desenvolver transtornos psiquiátricos. Por isso devemos ficar atentos a alguns sinais. Ainda segundo a ABP, em primeiro lugar, é necessária a observação. Os pais precisam perceber as mudanças de comportamento dos filhos, os sinais que crianças e adolescentes emitem quando estão passando por algum problema, por exemplo, isolamento, tristeza constante, distorção de imagem corporal, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, insegurança, queda no desempenho escolar, crises de raiva, baixa autoestima, comportamentos de risco, dentre outros. É alarmante sabermos que um quarto dos jovens entre 18 e 24 anos já considerou seriamente o suicídio. LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO 186.2

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Empresa de tecnologia oferece mais de 120 vagas de trabalho

A MV, líder no desenvolvimento de softwares para saúde na América Latina, está oferecendo mais de 120 vagas para profissionais que queiram trabalhar nas áreas de Tecnologia/Sistemas, Operações, Comercial, Financeira e Administrativa. Com sede em Recife/PE, a organização possui também escritórios espalhados pelo Brasil, incluindo estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ao todo são mais de 2.500 unidades usuárias das soluções da MV pelo País e pelo mundo, incluindo nações como Chile, Peru, México e Angola. Atualmente a empresa possui vagas em São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ Fortaleza/CE, Teresópolis/RJ, Recife/PE, Campo Grande/MS, Belo Horizonte/MG, Cascavel/PR, Brusque/SC, Blumenau/SC e Rio Grande do Sul. As oportunidades incluem vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD).  Além da remuneração, a empresa dispõe de uma série de benefícios, incluindo Vale Refeição/Alimentação, Plano de Saúde e Odontológico, Clube de Vantagens, Gympass e até Auxílio Creche. O regime de trabalho poderá ser presencial, híbrido ou home office. “Buscamos profissionais capacitados e que tenham boa disposição para o trabalho em equipe. Sabemos dos desafios, mas aqui oferecemos o suporte necessário para que possamos gerar ótimos resultados e uma equipe de destaque no mercado. Além disso, o propósito de utilizar a tecnologia a serviço da vida humana é muito gratificante”, afirma Mark Carvalho, diretor corporativo financeiro da MV. Dentre os cargos ofertados pela companhia, estão o de pessoa Desenvolvedora, Analista de Sistemas, Arquiteto de  Softwares, Gerente de  Projetos e Gerente de Contas. Os profissionais poderão atuar no SOUL MV, plataforma líder de mercado e que contempla o melhor Prontuário Eletrônico do Paciente da América Latina, eleito neste ano pela sexta vez consecutiva pelo instituto KLAS e no aplicativo Medic MV, ferramenta criada através de uma parceria com o programa Apple Mobility Partner, firmada com a MV em 2018, dentre outros que são de extrema relevância. “Trabalhar com o app é uma grande oportunidade profissional para o desenvolvedor, não só pela tecnologia envolvida, mas também por ser uma ferramenta que vai ajudar diretamente um pai, uma mãe ou um primo na hora do atendimento médico”, explica Rafael Gurgel, coordenador de Sistemas da MV. A plataforma Global Health, que conecta todos os atores da saúde, colaborando com avanços no cuidado individual, por profissionais e instituições, com o foco na medicina preventiva também tem oportunidades abertas. Para saber mais detalhes sobre o processo de candidatura e as vagas ofertadas, o candidato pode realizar cadastro através do site “Oportunidades MV”, no Kenoby, acessando o link ao lado: https://jobs.kenoby.com/oportunidadesmv    

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Câmara aprova texto-base do novo código eleitoral

Da Agência Brasil A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei complementar que estabelece o novo Código Eleitoral. O texto-base foi aprovado por 378 votos favoráveis e 80 contrários. O documento tem quase 900 artigos e reformula a legislação partidária e eleitoral. Parlamentares continuarão a análise de destaques na próxima semana. Para que entre em vigor nas eleições de 2022, o texto deve ser aprovado até o final de setembro por Câmara e Senado. Segundo a relatora, deputada Margarete Menezes (PP-PI), a proposta tem por princípio diminuir a judicialização das eleições no país. “É preciso resgatar o protagonismo popular na escolha de seus representantes. A judicialização excessiva, não raro, implica a substituição das preferências políticas dos cidadãos por escolhas de pessoas não responsivas à sociedade”, disse a deputada. Mudanças O texto prevê a autorização de candidaturas coletivas em cargos de deputado e vereador. Inovação na atividade política, esse tipo de candidatura é caracterizado pela tomada de decisão coletiva quanto ao posicionamento do eleito nas votações e encaminhamentos legislativos. A proposta proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito. Além disso, prevê a obrigação dos institutos de informar o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições. A matéria reduz de cinco para três anos o prazo para a Justiça Eleitoral julgar as prestações de contas, que passam a ser processos administrativos. Já a multa por irregularidade em prestação de contas passa a ser 5% do valor irregular, e não mais 20%, como é atualmente. O novo código eleitoral ainda estabelece o limite de oito anos para perda dos direitos políticos com base na Lei da Ficha Limpa. Hoje, o tempo pode ser maior em virtude da judicialização. O projeto ainda determina que os votos em mulheres, indígenas e negros valem por dois para efeitos da distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. A medida tem o objetivo de aumentar a participação dessas populações na política. O projeto altera também as regras de fidelidade partidária, estendendo para governadores, prefeitos e presidente a obrigação de permanecer na legenda após a eleição. Atualmente, apenas parlamentares devem cumprir fidelidade partidária. Um dos destaques já aprovados pelos parlamentares limitou a mudança de legenda apenas ao final do mandato, antes da eleição seguinte. Pelo texto da relatora, a mudança poderia ocorrer de dois em dois anos. Além disso, o novo código aumenta de cinco para dez o número mínimo de parlamentares de partidos na Câmara para garantir a vaga de candidatos nos debates eleitorais no rádio e na televisão. Outro dispositivo estabelece mecanismos contra a divulgação de fake news (notícias falsas) nas eleições ao autorizar a Justiça Eleitoral a suspender perfis identificados como robôs nas redes sociais durante o pleito. Outro artigo impõe quarentena para policiais que forem disputar uma vaga eletiva – eles precisarão deixar o cargo cinco anos antes da eleição. A nova regra terá validade a partir de 2026. Inicialmente, a proposta incluía militares, policiais, juízes e membros do Ministério Público, mas essas categorias foram retiradas pelos deputados. Contrários Os únicos partidos que se manifestaram contra o texto foram o Novo, a Rede e o PSOL. Na avaliação do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o projeto foi analisado sem garantir uma discussão aprofundada. “Não desejamos que esse projeto seja pautado a tempo de que as mudanças valham para as próximas eleições. Há muitos temas polêmicos e que precisam ser esclarecidos”, afirmou van Hattem.

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O professor e os alunos polegares

*Maurício Costa Romão Nos tempos atuais a velocidade de mudança tecnológica se está acelerando tão rapidamente que a maior parte das pessoas não consegue acompanhar e absorver essa evolução no ritmo em que se opera, criando-se, assim, um hiato entre a velocidade de mudança e a capacidade de adaptabilidade humana (Thomas Friedman, “Obrigado pelo atraso”). Na área educacional, por exemplo, essa “era das acelerações” está provocando grandes transformações, exigindo extraordinários esforços de adaptabilidade. A escola está deixando de ser o espaço físico exclusivo de ensino-aprendizagem (EA), dividindo-o agora com o espaço virtual, configurando um novo ambiente, híbrido, presencial e remoto. Neste processo de transformação, impulsionado pela pandemia, o modelo de EA está aos poucos se adequando, se reconfigurado, em particular no que tange à substituição do tradicional papel protagônico do professor, transmitindo conteúdos. O protagonismo agora se está transferindo para o discente, outrora ouvinte passivo dos ensinamentos professorais, que assume responsabilidades no caminho de construção do seu próprio conhecimento. No novo contexto em andamento, o professor não mais ensina, ele ajuda o aluno a aprender. É uma mudança e tanto, tornando a função do professor mais complexa: de transmissor de saberes para coordenador de metodologias ativas e orientador de trilhas educacionais escolhidas pelo educando, na linha de aprendizado cooperativo. E essa modalidade, do tipo “sala de aula invertida”, vai se deparar com novos hábitos de estudo dos alunos, que chegam cada vez mais jovens aos níveis educacionais avançados, vem mais conectados, trazendo repertório de aprendizagem digital e que querem uma nova educação. São os chamados “alunos polegares”, expressão cunhada por João Vianney (Hoper Educação) para designar o novo estudante pós disseminação do smartphone: aquele que ao invés de escrever com lápis e papel para anotar as aulas, ele o faz com os polegares e, se for o caso, fotografa o quadro quando lhe interessa. Esse letramento digital do aluno envolve mais desafios para o professor na comunicação docente/discente. O aluno polegar vive no mundo da instantaneidade, quer respostas em tempo real, exige mais do professor, quer que ele vá além do que já se encontra disponível na Internet, nos aplicativos. Para aumentar a capacidade da sociedade de se adaptar para, pelo menos, acompanhar o ritmo da evolução tecnológica, Friedman diz que o único caminho é o aprendizado contínuo das pessoas, otimizando o potencial da coletividade. Esse caminho é particularmente importante para o professor no novo contexto educacional: aprimorar continuamente suas habilidades e competências de sorte a não somente se conformar à adaptabilidade que o crescimento exponencial da tecnologia exige, mas, sobretudo, a desenvolver formas responsivas e criativas de interação com os novos alunos sendo forjados no mundo digital. ———————————————————————— Maurício Costa Romão é Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. (mauricio-romao@uol.com.br)

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Pesquisa: como a pandemia impactou a educação e o bem-estar das famílias?

A rotina das famílias sofreu impactos significativos com a pandemia de COVID-19. Pais e cuidadores enfrentaram o desafio de equilibrar suas necessidades pessoais com as dos filhos, da casa, de outros parentes e de empregadores e/ou empregados. Para tentar entender os sentimentos dessas pessoas e saber mais sobre suas experiências durante o período de isolamento social, a Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, conduziu uma pesquisa online em todo o mundo, abordando questões como bem-estar durante a pandemia, educação escolar em casa, licença-família, paternidade de jovens adultos e impacto no cuidado. Essa pesquisa foi realizada virtualmente com 5.865 pessoas nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Índia, Cingapura, China e Brasil entre os dias 22 de julho e 9 de agosto de 2021. Adicionalmente foram consultados 1.249 profissionais da saúde dedicados à infância nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e França. De acordo com a pesquisa, globalmente, um em cada quatro pais acredita que a educação do filho foi afetada na pandemia, e 31% disseram que o desenvolvimento social de seus filhos foi impactado. Profissionais da saúde endossam a afirmação. Na França, 91% dos médicos entrevistados acreditam que a saúde mental das crianças foi prejudicada durante o período. O homeschooling foi um dos maiores desafios da quarentena para muitos dos entrevistados. 37% dos pais do Reino Unido dizem que conseguir que os filhos fizessem as aulas e tarefas de casa foi o maior desafio da educação em casa. As mães foram as mais impactadas com o ensino domiciliar durante o período de quarentena, com 78% afirmando serem as principais responsáveis pela educação dos filhos no lar e 15% dizendo terem abandonado seus empregos por isso. Mundialmente, 13% dos pais querem que a vida volte a ser como era antes da pandemia. No entanto, seis em cada 10 gostariam de continuar tendo mais tempo de qualidade para a família. Como lado positivo para os laços familiares, 61% dos pais se sentem agora mais confiantes em suas habilidades parentais do que no início da pandemia. No Brasil, ao contrário de outros países que fizeram parte do levantamento, movimentos de justiça social como Black Lives Matter e de apoio social ao gênero não binário e à identidade LGBTQ + tiveram impacto positivo entre jovens de até 22 anos. Quase metade dos pais brasileiros (46% e 49%, respectivamente) relataram sentir que esses movimentos trouxeram benefícios para a formação de seus filhos. Aqui foram registrados os maiores índices de positividade. O estudo completo ‘Conectando-se com Pais e Cuidadores’ da Kantar pode ser encontrado em: https://kantar.turtl.co/story/connecting-with-parents-and-caregivers/?utm_campaign=2021%

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