Qual o impacto da ausência do Carnaval na economia de Pernambuco?

Cogitar a não comemoração do Carnaval num país como o Brasil é algo inimaginável. Das principais manifestações culturais nacionais, a celebração tem impacto substancial na economia – principalmente, considerando um polo “carnavalesco” como a cidade do Recife.

“Ao todo, a Prefeitura do Recife estará realizando um pagamento de R$ 4 milhões para cerca de 160 agremiações e 900 atrações artísticas, totalizando mais de 27 mil pessoas, entre cantores, grupos, bandas e orquestras que são sediados no Recife e se apresentaram na programação oficial do Carnaval 2020, promovida pela Fundação de Cultura Cidade do Recife. Isso mostra apenas uma parcela do prejuízo e impacto que a cidade e o Estado terão com a não realização do Carnaval”, destaca Antônia Félix, economista e professora do Centro Universitário UniFBV, se referindo ao lançamento do Auxílio Municipal Emergencial (AME) que é uma forma de ajuda financeira para esses atores do Carnaval.

Para se ter uma ideia, em 2020, segundo números do Setor de Estudos e Pesquisas da Empetur (Empresa de Turismo de Pernambuco), a receita turística alcançou R$2,3 bilhões, recebendo quase 2 milhões de visitantes no período festivo.

“O carnaval gera milhões em renda e afeta diretamente uma série de trabalhadores informais ao longo de todo o ano. A economia local conta com esse aquecimento econômico no período. Mas infelizmente o momento é de priorizar a saúde e tentar buscar formas de equacionar este problema”, constata a docente.

Em 2020, ainda segundo a Empetur, o gasto médio diário individual durante o carnaval foi de R$ 292,86, considerando uma permanência de oito dias, o que corrobora a importância da festividade para o giro da economia na cidade.

“O impacto do cancelamento do Carnaval supera a produtividade do comércio aberto neste período, haja vista o impedimento de turistas nas cidades o que movimenta o comércio como um todo, tanto o setor hoteleiro quanto praias, ambulantes, etc. Deste modo, é possível que mesmo com a abertura do comércio nesse período, não haja o aquecimento econômico esperado”, alerta a economista.

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