Plano para o período de 2025 a 2030 prevê ampliação da produção, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores no país.
A Stellantis apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de investimentos de R$ 30 bilhões no Brasil entre 2025 e 2030. O anúncio foi feito durante reunião no Palácio do Planalto e contempla novos produtos, tecnologias, ampliação da capacidade produtiva e geração de empregos nas fábricas e na cadeia de fornecedores. A empresa também informou a contratação de 2 mil novos trabalhadores como resultado da expansão das operações no país.
Ampliação da produção e da cadeia automotiva
Segundo a montadora, cerca de R$ 60 bilhões são destinados anualmente à compra de insumos de fornecedores brasileiros. A companhia informou que 95% da produção realizada no país é nacional, incluindo o fornecimento de aço, plástico e componentes químicos por empresas brasileiras, enquanto motores e transmissões são produzidos pela própria Stellantis no Brasil. A empresa também estima a criação de aproximadamente 20 mil novos postos de trabalho ao longo da cadeia produtiva com a ampliação das operações.
Novas vagas em Minas Gerais e Rio de Janeiro
Das 2 mil contratações anunciadas de imediato, 1,5 mil serão destinadas à unidade de Betim, em Minas Gerais, e outras 500 à fábrica do Rio de Janeiro, impulsionadas pela produção do modelo Avenger, que será fabricado pela primeira vez no estado. A expansão industrial também prevê a implantação de um segundo turno na unidade fluminense e de um terceiro turno na fábrica mineira. Atualmente, a Stellantis emprega cerca de 35 mil trabalhadores no Brasil e estima que sua cadeia de fornecimento gere outros 350 mil empregos.
Governo destaca política industrial
Durante a reunião, também foram abordadas iniciativas do governo voltadas ao setor industrial. A Nova Indústria Brasil foi apresentada como estratégia para fortalecer uma indústria voltada à inovação, à sustentabilidade, à competitividade e às exportações. Além disso, foi destacado que a reforma tributária deverá reduzir a cumulatividade de créditos tributários e desonerar investimentos e exportações, com impacto esperado sobre a atividade industrial.


