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A revolução silenciosa do microcrédito no campo em Pernambuco

Pequenos financiamentos somaram mais de R$ 1 bilhão em 2025 e transformaram a vida de agricultores familiares no Estado e no Nordeste. O crédito impulsiona a produção e fortalece economias locais *Por Rafael Dantas Produtora rural no Sítio Brabo, distrito de Custódia, no Sertão do Pajeú, Josefa Barros, 50 anos, cria cabras leiteiras, juntamente com a família, e transforma a produção em queijo, requeijão, iogurte e doce de leite. Apesar de viver do campo há muitos anos, a dificuldade de pagar a conta de luz para mover toda a atividade estava desanimando a todos. Ela pensava até em “voltar para a vida do candeeiro”. Um pequeno aporte de crédito, no entanto, transformou a vida da família. A tecnologia da energia solar chegou à propriedade, aliviou as despesas e abriu um novo horizonte. “Foi uma transformação para nossas vidas”, celebra Josefa. “Depois disso deu para a gente se organizar e comer melhor. Antes não estava dando.” Com as placas solares instaladas e a conta de energia praticamente reduzida às taxas do sistema, o financiamento da implantação da energia solar passou a caber no orçamento da família. A economia, que chega perto de R$ 1 mil por mês, trouxe alívio imediato e abriu espaço para novos planos de investimento na criação de animais e na produção de derivados do leite. A história de Josefa não está isolada. Apenas no ano passado, foram mais de 87 mil contratos de microcrédito rural firmados apenas pelo BNB (Banco do Nordeste do Brasil). A instituição federal é responsável atualmente por 94% dos financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) na região, segundo dados do Banco Central. Longe dos holofotes dos grandes anúncios empresariais ou de megaempreendimentos públicos, o avanço do microcrédito rural representa uma revolução silenciosa que está acontecendo no campo. Em Pernambuco, os desembolsos desse tipo de financiamento realizados apenas pelo BNB para pequenos produtores já ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão. Nos últimos cinco anos, o volume de recursos contratados cresceu 222%. Esses financiamentos, operados com baixos valores (até R$ 12 mil para homens e R$ 15 mil para mulheres) e juros reduzidos, têm viabilizado mudanças concretas na vida das famílias agricultoras. O dinheiro é usado em diferentes frentes, como a compra de equipamentos para beneficiar a produção, para a instalação de estruturas de captação de água, incentivo à práticas agroecológicas, entre outras melhorias na propriedade.  No Sítio Brabo, os efeitos da chegada da energia solar ultrapassaram rapidamente os limites da propriedade de Josefa. A eletricidade passou a alimentar equipamentos como pasteurizador, iogurteira e tachos usados na produção de derivados de leite e transformou a pequena agroindústria familiar em um ponto de beneficiamento para outras produtoras da Associação de Mulheres da comunidade. Com mais estrutura, o leite de várias criadoras passou a ser processado ali, ampliando a produção coletiva e abrindo novas oportunidades de renda para as famílias da região, como a venda para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). O novo cenário também incentivou outros investimentos. Animada com os resultados, a família contratou um segundo microcrédito para ampliar o rebanho caprino e reforçar a infraestrutura da propriedade, incluindo melhorias no acesso à água e na irrigação para garantir alimento aos animais, mesmo nos períodos mais secos. Os planos não param por aí. Quando quitarem os financiamentos atuais, Josefa pretende investir em novos equipamentos, como uma desnatadeira e uma prensa adequada para a produção de queijos de cabra. A ideia é diversificar ainda mais os produtos e ganhar escala.  EFEITOS NO CAMPO Quando uma política pública impacta a vida de um agricultor, toda a família é beneficiada e os efeitos transbordam para os seus vizinhos. Quando são milhares de pequenas histórias florescendo na terra conhecida pelas restrições hídricas, muitas sementes são lançadas nesse solo fértil de resiliência da Caatinga. Na avaliação de Caetano De Carli, superintendente federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Pernambuco e professor da Ufape (Universidade Federal do Agreste de Pernambuco), a explosão de microcrédito rural nos últimos anos tem sido fundamental para fortalecer a agricultura familiar. Entre os frutos dessa política pública, ele destaca o aumento da produção de alimentos, a contribuição no controle da inflação e mesmo a estruturação dessas atividades. “A gente nunca teve um volume de recursos tão grande sendo aplicado na agricultura familiar, especialmente no Nordeste”, exaltou Caetano. “Essa política pública tem sido certamente a principal responsável pelos avanços que a gente teve na produção de alimentos dos agricultores familiares aqui em Pernambuco e em todo o Nordeste. Com certeza está sendo responsável por segurar o preço dos alimentos.” O impacto do crédito também aparece quando se observa a economia das pequenas cidades do interior. Na avaliação do economista Paulo Guimarães, da consultoria econômica Ceplan, a agricultura familiar já deixou de ser apenas uma atividade de combate à pobreza e passou a desempenhar papel relevante no desenvolvimento local. Em municípios com até 20 mil habitantes, a maioria no Sertão, Agreste e Zona da Mata, a produção familiar pode responder por entre 30% e 40% da renda total. “A agricultura familiar já há algum tempo deixou de ser apenas uma atividade de subsistência e se tornou um importante segmento econômico”, afirmou. Esse dinheiro, explica o economista, tende a permanecer dentro do próprio município. “Grande parte dessa renda circula localmente porque os próprios produtores e suas famílias consomem produtos e serviços da região, mercados, farmácias, oficinas, prestadores de serviço.” Esse movimento cria um efeito multiplicador que vai além da propriedade rural. Contribui para desenvolver as cidades e fixar a população no campo. NOVAS GERAÇÕES NA PRODUÇÃO FAMILIAR No Sítio Conceição, na zona rural de Cachoeirinha, no Agreste pernambucano, a rotina da família de Miguel Pereira da Silva, 57 anos, sempre girou em torno do gado e do milho. Por muitos anos, a produção se manteve pequena, suficiente para tocar a propriedade, mas sem grandes sobras para investir. Ao lado do filho, José Miguel da Silva, 30 anos, e com acesso ao microcrédito, muita coisa começou a mudar. Com o financiamento, eles conseguiram

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Banco do Nordeste entra para o Top 5 do Boletim Focus do Banco Central

Instituição se destaca pela precisão nas projeções econômicas e consolida atuação técnica no cenário macroeconômico nacional O Banco do Nordeste (BNB) passou a integrar o Top 5 do Boletim Focus, grupo que reúne as instituições financeiras com maior precisão nas projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central. O resultado foi alcançado em menos de um ano após a entrada do Banco no Sistema de Expectativas de Mercado, evidenciando a consistência técnica das análises produzidas pela instituição. Desempenho nas projeções da Selic O destaque do BNB ocorreu especialmente na estimativa da taxa Selic para o final de 2025. O desempenho é atribuído às análises desenvolvidas pela equipe macroeconômica do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), responsável pela elaboração das projeções encaminhadas ao Banco Central. Avaliação do economista-chefe Para o economista-chefe do Banco do Nordeste, Rogério Sobreira, o reconhecimento é resultado direto do trabalho técnico realizado pela área econômica da instituição. Segundo ele, integrar o Top 5 indica que “as projeções enviadas ao Banco Central apresentam precisão consistente, baseada nos métodos adotados e na atuação da equipe do Etene”. Contribuição ao debate macroeconômico Sobreira também ressalta que o desempenho reflete a contribuição do Banco do Nordeste ao debate macroeconômico nacional. “As análises partem da realidade regional e dialogam com os indicadores do país, ampliando a diversidade das expectativas de mercado”, afirmou o economista, ao destacar a importância de incorporar diferentes perspectivas às projeções econômicas.

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Banco do Nordeste cresce em contratações e alcança lucro líquido de R$ 2 bilhões no 3º trimestre de 2025

Instituição registra altas expressivas em operações de crédito, desempenho financeiro e expansão da carteira administrada O Banco do Nordeste (BNB) fechou o terceiro trimestre de 2025 com forte expansão nas operações de crédito, somando R$ 51 bilhões em novas contratações — alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2024. Até setembro, o desembolso total chegou a R$ 48 bilhões, crescimento de 13,3% ante o ano anterior. Os números confirmam o avanço no financiamento ao desenvolvimento regional e refletem a ampliação das atividades produtivas na área de atuação da instituição. Desempenho operacional e crescimento da carteira de crédito O Resultado Operacional do BNB atingiu R$ 3,7 bilhões nos primeiros nove meses do ano, alta de 22,9% em comparação com 2024. O Lucro Líquido acumulado chegou a R$ 2 bilhões, um avanço de 30,7% no período. Segundo o banco, o resultado foi impulsionado principalmente pela expansão da carteira de crédito e pelo aumento das receitas com prestação de serviços. A carteira administrada alcançou R$ 173,8 bilhões, representando crescimento de 16,6% em um ano. O presidente Wanger Alencar atribui o desempenho ao aprimoramento dos processos de concessão de crédito e ao aumento da eficiência operacional, permitindo que mais empreendedores acessem financiamento para expandir seus negócios. Compromisso institucional e visão estratégica “Os resultados apresentados até o final do terceiro trimestre do ano corroboram o compromisso da Administração do Banco em cumprir as políticas públicas do Governo Federal, atuando continuamente no cumprimento de sua missão, impulsionando a atividade produtiva regional e promovendo o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.” No comunicado, Wanger Alencar destaca que o banco vem fortalecendo sua estrutura e diversificando suas fontes de financiamento. Entre as ações citadas estão parcerias com BNDES, Finep e instituições multilaterais, além do uso de instrumentos de dívida no mercado de capitais para ampliar o funding voltado a investimentos sustentáveis. Microfinanças, inadimplência e rentabilidade As operações de microfinanças também mantiveram trajetória de expansão: R$ 16,4 bilhões contratados entre janeiro e setembro, alta de 9,5% em relação a 2024. O Crediamigo respondeu por R$ 9,7 bilhões em operações (crescimento de 14,1%), enquanto o Agroamigo movimentou R$ 6,6 bilhões em mais de 521 mil operações. O desempenho reforça a posição do BNB como principal parceiro do micro e pequeno empreendedor no Nordeste. A inadimplência acima de 90 dias na carteira própria atingiu 4,2%, com alta de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, indicador monitorado de forma contínua pela instituição. Já a rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio manteve-se em alta, alcançando 19,1% ao ano, reflexo do crescimento do lucro mesmo diante do aumento do capital social.

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Paulo Câmara deixa presidência do Banco do Nordeste e deve retornar em 2026

Ex-governador de Pernambuco encerra gestão marcada por recordes e aguarda fim de quarentena para possível recondução ao cargo O ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara deixou a presidência do Banco do Nordeste (BNB) nesta terça-feira (21). A saída ocorre por razões técnicas, relacionadas ao prazo de gestão previsto no estatuto do banco e às exigências da Lei das Estatais, que limita a permanência de ex-dirigentes partidários. A presidência será ocupada interinamente por Wagner Rocha, atual diretor financeiro e de crédito. Há uma grande expectativa pela recondução de Câmara ao cargo em 2026, após o período de quarentena, o banco mantém sua agenda de transição regular. Gestão com resultados históricos Durante sua gestão, Paulo Câmara conduziu o Banco do Nordeste a marcas recordes de desempenho. A instituição deve encerrar 2025 com R$ 70 bilhões em contratações de crédito, o maior volume de sua história. Entre os avanços mais relevantes está o fortalecimento das micro e pequenas empresas, que passaram de 51% para 62% das operações, ampliando o impacto do banco na geração de renda e no desenvolvimento econômico regional. Banco mais regional e menos concentrado Um dos marcos da gestão de Paulo Câmara foi a descentralização das decisões e investimentos. Sob sua liderança, o Banco do Nordeste passou a atuar de forma mais equilibrada entre os estados, reduzindo a concentração de recursos no Ceará, onde fica a sede da instituição, e fortalecendo sua presença em outros polos econômicos do Nordeste. Indicadores financeiros expressivos Os números do primeiro semestre de 2025 confirmam o vigor da gestão. O BNB registrou R$ 34,8 bilhões em contratações, um aumento de 19,2% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido foi de R$ 1,38 bilhão, com alta de 35,6%. A carteira de crédito alcançou R$ 165,7 bilhões, impulsionada por programas como Crediamigo e Agroamigo, que ampliaram o acesso ao microcrédito e fomentaram o pequeno empreendedorismo rural e urbano. Continuidade da política de desenvolvimento A escolha de Wagner Rocha para o comando interino reforça a intenção de manter a linha de gestão e as políticas de crédito implementadas por Paulo Câmara. Ele é servidor de carreira e tem experiência em gestão de crédito, planejamento e administração financeira, áreas consideradas estratégicas no atual ciclo de expansão do banco.

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Segundo leilão do Finor injeta R$ 816 milhões no FDNE para impulsionar obras no Nordeste

Recompra de cotas pelo Banco do Nordeste fortalece financiamento de infraestrutura, energia e inovação na região. Na imagem, o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antônio Jorge (Foto: Fernando Cavalcante) O Banco do Nordeste (BNB) concluiu o segundo leilão de recompra das cotas escriturais do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), com um desembolso total de R$ 996 milhões. Realizada na B3 S/A, a operação resultou na recompra de mais de 939 bilhões de cotas, ao preço de R$ 1,06 por lote de mil unidades. Como resultado, cerca de R$ 816 milhões foram destinados ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), fortalecendo a capacidade de investimento em projetos estruturantes na região. De acordo com o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antônio Jorge Pontes Guimarães Junior, o valor transferido ao FDNE representa a diferença entre o valor patrimonial das cotas e o preço pago no leilão. O recurso será usado em iniciativas voltadas à infraestrutura, energia renovável, inovação tecnológica e desenvolvimento urbano, com foco na geração de empregos e sustentabilidade regional. A recompra atendeu a 85,4% do volume total ofertado, superando as expectativas do banco e garantindo liquidez para os investidores interessados na liquidação de suas cotas. “Esta operação reforça a eficiência do Banco do Nordeste na gestão de incentivos fiscais e o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. O repasse ao FDNE vai permitir a continuidade de projetos estratégicos e a dinamização da economia nordestina”, afirmou o diretor.

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Investimento para desenvolver: Paulo Câmara discute crescimento do crédito para a região Nordeste

Em encontro do projeto Pernambuco em Perspectiva, o presidente do BNB mostrou dados do crescimento expressivo da concessão de crédito na gestão do atual Governo Federal, mas ressaltou a necessidade de ampliar as alternativas de investimento, como as PPPs *Por Rafael Dantas / Fotos: Tom Cabral Para superar os déficits históricos sociais e de infraestrutura, o Nordeste precisa de muito investimento. Diante da escassez de recursos públicos e dos desafios da transição tecnológica e da descarbonização que o mundo atravessa, o projeto Pernambuco em Perspectiva – Estratégia de Longo Prazo recebeu o presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Paulo Câmara, para analisar as fórmulas para resolver essa equação do desenvolvimento do Estado. O evento, realizado pela Revista Algomais e pela Rede Gestão, com o patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo Federal, apresentou o cenário de crescimento do crédito na região e destacou a necessidade do avanço das PPPs (parcerias público-privadas) para tracionar os investimentos. Em paralelo, o ex-governador pontuou ameaças que estão no horizonte do médio prazo, como o fim dos incentivos fiscais encaminhado pela Reforma Tributária. EXPANSÃO DO CRÉDITO Após os desafios impostos pela pandemia e as tensões políticas com o Nordeste durante o Governo Bolsonaro, o Banco do Nordeste apresentou um crescimento expressivo. No biênio 2023-2024, a média de contratações em Pernambuco alcançou R$ 6 bilhões, superando os R$ 3,8 bilhões registrados entre 2019 e 2022. Considerando toda a região, o crescimento no mesmo período foi de 41%. Para se ter ideia do salto, em 2024, o banco desembolsou R$ 60,6 bilhões. São 23% acima de 2022, último ano antes da troca de gestão. Quando comparado com 2019, o avanço é de 72%. Um recorde de movimentação na história da instituição que atende os nove estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Na contabilização do desempenho nesses dois anos à frente da gestão do BNB, Paulo Câmara ressaltou a participação da instituição em setores estratégicos para a região, como turismo, infraestrutura e agropecuária. Além desse destaque da pauta do crédito, o banco de fomento tem uma forte atuação no microcrédito, que estimula o empreendedorismo entre os micros e pequenos produtores. “Crédito é uma força motriz muito forte tanto para geração de renda, como para geração de emprego. O BNB participa disso. É um banco muito ligado ao desenvolvimento regional, temos os dois maiores programas de microcrédito do País: o Agroamigo e CrediAmigo. Além disso, administramos o FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), que teve valores recordes do ano passado, e somos executores de outros programas governamentais também”, elencou Paulo Câmara. Apenas no FNE, que é o instrumento financeiro da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, o montante total de contratações de operações de crédito em 2024 foi de R$ 44,8 bilhões, representando um aumento de 39% em relação a 2022. No Crediamigo (linha de microcrédito produtivo e orientado) foram contratados R$ 12,1 bilhões, enquanto o Agroamigo (voltado para agricultores familiares) alcançou R$ 8,6 bilhões, com avanços respectivamente de 13% e de 125%. FOMENTO E SETORES ESTRATÉGICOS Do total de créditos de longo prazo no Nordeste, 49,7% são operados pelo Banco do Nordeste. Dentro dos setores industrial e comercial chega a 52,5%. O perfil de quem toma esse tipo de operação inclui principalmente empresas, produtores rurais e empreendedores que buscam financiamento para expansão, modernização e infraestrutura, em busca de prazos estendidos e taxas reduzidas. Na lista de setores apoiados pelo FNE, há uma percepção de onde estão as oportunidades de desenvolvimento da região. Há programas voltados para a indústria, investimento em energia solar, infraestrutura, turismo, entre outros. Em um período de estímulo à reindustrialização no País, com o programa Nova Indústria Brasil, e de empreendimentos de grande porte para produção de energias renováveis, a da fluidez das políticas de financiamento é fundamental para tirar os projetos do papel. “O Nordeste é o maior produtor de energia renovável. Hoje a região é exportadora e avançou muito em muitos setores estruturadores importantes, como nos portos e aeroportos” , exemplificou Paulo Câmara, mencionando ainda setores como o saneamento, as rodovias e a ferrovia. Especialmente em infraestrutura, a região acompanha a construção da Transnordestina, um empreendimento marcado por anos de atraso. Anunciado em 2006, o projeto avança atualmente rumo ao Porto de Pecém sob responsabilidade da concessionária encarregada. Já o trecho Salgueiro-Suape, retirado do plano nos últimos momentos do Governo Bolsonaro, está agora sob gestão da Infra SA, com previsão de retomada das atividades ainda neste ano. As instituições e instrumentos de fomento e de desenvolvimento regional são fundamentais para que a ferrovia se torne realidade. Durante a apresentação prévia da palestra, o consultor Francisco Cunha, sócio da TGI, destacou a discrepância entre a experiência da região e da China em relação às linhas férreas. Enquanto o Nordeste viu a sua malha ferroviária praticamente desaparecer após a concessão à iniciativa privada no final dos anos 90 e aguardar há quase 19 anos a conclusão da Transnordestina, o gigante asiático, em pouco mais de uma década, multiplicou a quantidade de conexões ferroviárias. “Não é só a Transnordestina que está faltando, mas toda a secular malha ferroviária do Nordeste. Se a exclusão da ferrovia até Suape não for revertida, todo o Nordeste oriental (Rio Grande do Norte até Alagoas) estará alijado do modal ferroviário nacional para sempre”, alertou. Questionado no momento das perguntas dos participantes sobre os caminhos para financiar a ferrovia em Pernambuco, Paulo Câmara reafirmou que o Governo Federal assumiu a responsabilidade para fazer os projetos. Porém, para dar celeridade, ele considera que é necessário ter esforços de todos os atores locais para buscar parcerias. “Parcerias são fundamentais para um negócio como a Transnordestina. Essa equação financeira precisa ser muito bem trabalhada, pois uma obra estruturadora como essa precisa de uma atenção especial”. Ele afirmou que o BNB tem investido no setor e que o ramal para Pecém, no Ceará, já tem sido beneficiado. PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS Além de destacar os avanços do BNB e a parceria com outras instituições de fomento, como o

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6 concursos e seleções públicas com inscrições abertas em Pernambuco

Selecionamos 6 concursos e seleções públicas com inscrições abertas para o Estado de Pernambuco. A principal novidade desta semana é o edital para o Banco do Nordeste, com remunerações que se aproximam de R$ 5 mil.  Confira abaixo o quadro de vagas, com as datas de inscrições, salários e oportunidades. Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) Vagas: 1.000 Oportunidades: médicos, analista em saúde, assistente em saúde e fiscal de vigilância sanitária. Inscrições: Até o dia 20 de setembro, no site: www.institutoaocp.org.br Salários: Entre R$ 954,00 e R$ 9.326,57 Confira o edital: www.institutoaocp.org.br/concurso.jsp?id=204 Câmara de Jataúba Vagas: 8 Oportunidades: Assistente de Contabilidade, Assistente de Controle Interno, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar Administrativo/Legislativo, Motorista, Oficial Legislativo e Procurador. Inscrições: Entre 31 de agosto e 30 de setembro pelo site: www.funvapi.com.br Salários: Entre R$ 954 e R$ 1,8 mil Confira o edital: www.funvapi.com.br/concursos-em-andamentos.php Consórcio de Interação dos Municípios do Pajeú Vagas: 6 Oportunidades: Médico Clínico Geral, Médico do Trabalho e secretária. Inscrições: Até o dia 25 de setembro, através do endereço eletrônico: gerencia@cimpajeu.pe.gov.br. A inscrição pode ser feita presencialmente no CIMPAJEÚ (Avenida Manoel Borba, nº 267, 1º andar, no centro de Afogados da Ingazeira – PE.) Salários: R$ 954 (secretária) e R# 3 mil para médicos Confira o edital: No Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco (na edição nº 2163 de 11 de setembro de 2018, página 100). Banco do Nordeste Vagas: 8 (mais 692 para cadastro reserva) Oportunidades: Especialista Técnico – Qualificador: Analista de Sistema; e Analista Bancário 1. Inscrições: Até o dia 15 de outubro, pelo site: http://www.cespe.unb.br/concursos/banco_do_nordeste_18 Salários: Até R$ 4.941,17 (salário mais gratificações) Confira o edital: http://www.cespe.unb.br/concursos/banco_do_nordeste_18/arquivos/ED_1_2018_BNB_18_Abertura.pdf Prefeitura de Quixaba Vagas: 37 Oportunidades: Enfermeiro, Farmacêutico, Médico da USF, Nutricionista, Odontólogo, Professor de Ciências / Biologia, Professor de Educação Física, Professor de Matemática, Professor de Português, Psicólogo, entre outras oportunidades para profissionais com nível médio e básico. Inscrições: Até o dia 7 de outubro de 2018, pelo site: www.contemaxconsultoria.com.br Salários: Varia entre R$ 954 e R$ 10.000 Confira o edital: http://www.contemaxconsultoria.com.br/site/concursos-em-andamento/prefeitura-municipal-de-quixaba-pe Prefeitura de Tabira Vagas: 10 Oportunidades: Guarda Municipal Inscrições: Entre os dias 23 de agosto a 23 de setembro no site: www.conpass.com.br Salários: R$ 954,00 Confira o edital: https://www.conpass.com.br/concurso142cp.php  

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