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Meryl Streep

Crítica| Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

A espera acabou. Há quase 10 anos, estreava o musical Mamma Mia! – O Filme, com canções tão doces e grudentas quanto chiclete, do grupo sueco de música pop, ABBA. O longa conquistou sucesso estrondoso, ultrapassando a marca de 600 milhões de dólares em bilheterias. Após o longo hiato, chega aos cinemas a tão aguardada sequência, Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, prometendo empolgar e, principalmente, emocionar. O tempo passou e Sophie (Amanda Seyfried) finalmente, está de volta. Mais madura, seu maior desejo agora é reinaugurar o hotel em homenagem à mãe, Donna (Meryl Streep). Para isso, receberá a ajuda de Sam (Pierce Brosnan) e, mais adiante, de Harry (Colin Firth) e Bill (Stellan Skarsgård), além das Dynamos, Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters). A reforma do hotel despertará ecos do passado que trarão consigo lembranças do caminho percorrido por Donna até chegar à Grécia e de como conheceu Sam, Harry e Bill.     A jornada começa com a apresentação do grupo musical Donna & The Dynamos em meio a uma cerimônia de formatura em Oxford. A cena de abertura é uma das mais empolgantes do filme. Lily James interpreta a versão jovem de Donna. Se por um lado não é tão parecida fisicamente com Meryl Streep, por outro, reflete na tela o mesmo brilho e vigor da atriz três vezes ganhadora do Oscar. Protagonista e destaque do primeiro filme, Meryl Streep tem participação discreta na nova produção. Não entrarei em mais detalhes para evitar soltar algum spoiler. Mas o caminho escolhido pelos roteiristas foi, sem dúvida, bem ousado e dividirá opiniões dos fãs. Soma-se ao elenco estelar do primeiro filme o excelente Andy Garcia, aqui encarnando o gerente do Hotel Bella Donna, Fernando Cienfuegos e a cantora Cher, no papel de Ruby, mãe de Donna. Apesar desta não ser uma das melhores atuações de Cher, sua presença dá um toque de sofisticação à trama. Ao lado de Andy Garcia, interpreta uma das mais famosas canções do ABBA, “Fernando”. Surgiram rumores de que mais uma sequência vem por aí. Se depender da vontade dos fãs e do longo repertório da banda sueca, ainda há muita história para contar e cantar.  

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Tom Hanks e Steven Spielberg retomam parceria em filme indicado ao Oscar

Mais uma indicação ao Oscar. Algo tão comum à carreira de Steven Spielberg que nem soa mais como novidade. Não que tenha feito grandes filmes ultimamente, exemplo disso é o melodramático ao extremo Cavalo de Guerra, ou o excessivamente chato Lincoln, que só não é mais ruim devido à grande atuação de Daniel Day-Lewis. Sua nova a posta, o longa The Post, está entre os indicados a melhor filme na 90ª edição da mais badalada premiação do cinema mundial. Sem dúvida, Spielberg conhece bem a receita certa para agradar à academia. Para o elenco de seu mais novo trabalho, convocou o parceiro de longas datas, Tom Hanks, e, “debutando” em produções do diretor, a excelente Meryl Streep, indicada mais uma vez ao Oscar de melhor atriz. The Post é inspirado no embate entre imprensa e governo americano ocorrido na década de 70. Em 13 de junho de 1971, uma manchete do The New York Times abalou as estruturas da Casa Branca: “Arquivo Vietnã: Estudo do Pentágono Documenta 3 Décadas de Envolvimento Crescente dos EUA”. A matéria apresentou um documento, batizado de Pentagon Papers, com informações sobre as operações dos Estados Unidos no Vietnã, descortinando um jogo de mentiras sustentado por quatro presidentes americanos. O relatório continha detalhes de assassinatos e violações da Convenção de Genebra. As revelações resultaram na expedição de uma liminar, solicitada pelo presidente Nixon a uma corte federal, proibindo qualquer outra publicação do The New York Times. Com a suspensão do The New York Times, outros jornais também dão início às investigações sobre o fato, entre eles, o The Washington Post, liderado pela editora chefe Katharine Graham, interpretada por Meryl Streep. Cópias dos documentos oficiais ligados à denúncia chegam às mãos do editor executivo Ben Bradlee (Tom Hanks), que as apresenta à Katharine. Ela agora terá que decidir se autoriza ou não a publicação desses documentos, decisão que poderá trazer como consequência a extinção definitiva do The Washington Post. The Post entra para a galeria dos grandes filmes sobre jornalismo, ao lado de clássicos como Todos Os Homens Do Presidente. A história contada por Spielberg tem, inclusive, forte ligação com a protagonizada por Robert Redford e Dustin Hoffman. Além de também envolver jornalistas do The Washington Post, o escândalo dos Pentagon Papers culminou no caso Watergate, pano de fundo do longa dirigido por Alan J. Pakula.   Meryl Streep brilha no papel de Katharine Graham, apresentando uma personagem, à princípio, insegura por assumir sem experiência a liderança de um importante jornal após a morte do marido e, ao mesmo tempo, de personalidade forte, moldada pelos desafios enfrentados ao longo da trama. Quanto a Tom Hanks, este não é um de seus melhores trabalhos, mas também não é o pior. Ele interpreta o fiel editor e amigo de Katharine, Ben Bradlee. Esta é a primeira vez que Hanks e Meryl Streep trabalham juntos. A dupla mostrou ter boa química. Diferente dos grandes clássicos de Spielberg como Tubarão, E.T. – O Extraterrestre e Parque dos Dinossauros, The Post não deve lotar salas de cinema por todo o mundo. Sua história, carregada de jargões do jornalismo, poderá enfadar alguns, mas, por outro lado, agradar a outros. No fim, fica a bela homenagem desse importante diretor à coragem de uma grande mulher e à liberdade de imprensa. The Post chega aos cinemas na quinta, 25 de janeiro.

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