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Tom Hardy

Crítica| Venom

Nos últimos dias, o filme Venom foi destaque nos principais sites de entretenimento. Menos pela baixa recepção no Rotten Tomatoes, mais pelo ataque que sofreu de um movimento organizado por fãs da Lady Gaga. Isso mesmo que você leu: Lady Gaga. Calma, não é fake news. Saiu na revista Variety que fãs da cantora postaram no Twitter críticas negativas falsas, algumas idênticas (o velho Ctrl+C e Ctrl+V), no intuito de boicotar o filme da Marvel e promover Nasce Uma Estrela, longa protagonizado por Gaga. Confirmada ou não, parece que a estratégia produziu efeito contrário. Nesta quinta (04) aconteceu as pré-estreias e Venom abocanhou numa única mordida (desculpe o trocadilho infame) US$ 10 milhões, bem mais que os “pífios” US$ 3,2 milhões de Nasce Uma Estrela. Estratégias frustradas à parte, hora de analisar o filme da Marvel. Dirigido por Ruben Fleischer da franquia Zumbilândia, Venom chega aos cinemas com uma ingrata missão: conquistar os fãs do Homem-Aranha, que dificilmente deixarão de associar o amigo da vizinhança ao outrora vilão simbionte.     Não considero equivocada a escolha por distanciar Venom do universo atual do herói aracnídeo, ainda que isso represente um risco, levando em conta o número de fãs mais conservadores. A opção poderia abrir um leque de possibilidades para o personagem, sem necessariamente estar preso às amarras das HQs. Poderia. Venom só não é pior que a bomba lançada em 2015, Quarteto Fantástico. A presença de alguns bons nomes no elenco, como Tom Hardy e Michelle Williams dão um alento ao longa, que sofre com um roteiro limitado. Muito ruim e mal construído o arco do simbionte, que chega com o discurso de que destruirá todo o planeta, mas tão rápido quanto devora a cabeça dos adversários, decide ficar por aqui só porque simpatizou com Brock, personagem de Hardy. Uma das cenas pós-créditos (serão duas) indica que uma possível continuação está na agulha. Mas como é de costume na indústria do cinema, isso dependerá da resposta do público, que nem sempre segue a opinião da crítica.

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“Dunkirk” segue dividindo opiniões (Por Wanderley Andrade)

Christopher Nolan é o típico diretor cuja obra costuma dividir opiniões da crítica especializada. Para alguns, está entre os melhores da história do cinema, ao lado de nomes como Kubrick e Francis Ford Coppola. Para outros, é apenas mais um entre tantos que surgem em Hollywood com seus blockbusters caça-níqueis a tiracolo. Não poderia ser diferente com seu novo filme, Dunkirk, que estreou semana passada. O longa conta a história de um incrível resgate realizado em Dunquerque, cidade portuária do norte da França, durante a Segunda Guerra Mundial. A França havia sido invadida pelos alemães, que encurralaram as tropas inglesas e francesas próximo ao canal costeiro de Calais. Mais de 300.000 soldados foram resgatados com o auxílio de embarcações civis, através da Operação Dínamo, encabeçada pela Grã-Bretanha. Dunkirk explora três perspectivas diferentes do fato histórico: o ponto de vista do Senhor Dawson, dono de um barco civil (Mark Rylance), de Ferrier, um piloto de caça inglês (Tom Hardy) e do soldado Tommy (Fion Whitehead) em sua luta pela sobrevivência. As histórias se entrelaçam, dando corpo e impulsionando a trama em uma narrativa não-linear, marca registrada dos filmes de Nolan. Diferente de outras produções do mesmo gênero como Apocalipse Now ou o recente Até o Último Homem, Dunkirk não é um filme sangrento. Mais que corpos mutilados ou sangue espirrando na tela, impressiona a bela fotografia do suíço Hoyte Van Hoytema (Interestelar), que faz de algumas cenas pura poesia. Aliada ao excelente trabalho de mixagem de som, proporciona ao espectador a sensação de imersão no filme. A trilha sonora composta por Hans Zimmer consegue ser genial em alguns momentos (indispensável, quase um personagem em cena), mas também incomodamente excessiva ou até desnecessária em outros. A parceria entre o compositor e Nolan já é antiga. Zimmer também compôs a trilha de outros sucessos do diretor, entre eles, a trilogia Cavaleiro das Trevas e Interestelar. Dunkirk segue dividindo opiniões, ovacionado por uns e duramente criticado por outros. Mas basta uma breve consulta à história do cinema para encontrarmos filmes que, apesar das críticas negativas que receberam, passaram pelo crivo do tempo, tornando-se clássicos. Será esse também o destino de Dunkirk?

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