trabalho

É o fim do emprego?

A desigualdade social promete ser um dos temas decisivos no debate político em 2020. Em contraponto aos indicadores econômicos que sinalizam a melhora da economia – como a baixa inflação, a redução da taxa de juros e os suaves avanços do PIB -, o Índice de Gini (que aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos) cresceu por 17 trimestres consecutivos, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Um cenário que foi acompanhado nos últimos dois anos por uma sutil retomada do emprego, mas em condições mais precárias. Para compreender esse cenário e discutir alternativas de geração de renda para a população excluída das vagas formais, conversamos com especialistas e ouvimos quem ousou construir seu caminho diante das ameaças do mercado. “Tudo o que precisa ser feito do ponto de vista de ajuste fiscal no Brasil tem que considerar que somos um país pobre e dos mais desiguais do mundo. Cerca de dois terços das famílias brasileiras são muito pobres. Isso começa a ficar mais claro inclusive para os técnicos de orientação mais liberal”. Essa análise do consultor Francisco Cunha, feita na sua palestra da Agenda TGI 2020, fazia referência ao economista Armínio Fraga. O ex-presidente do Banco Central, durante o Governo FHC, defendeu recentemente que a redução da desigualdade é essencial para destravar a economia. O próprio Fernando Henrique Cardoso considerou plausível a ideia de instituir uma renda universal frente ao novo cenário do modo de produção, que cresce sem necessariamente criar emprego ou distribuir renda. . LEIA TAMBÉM O futuro é pra quem tem capacidade de aprender Qual o futuro do emprego, das empresas e dos mercados? Como não perder o emprego para robôs e algoritmos? As habilidades para o emprego do futuro . A recuperação do mercado de trabalho enfrenta, por um lado, a automação tecnológica, que reduz a demanda por mão de obra e aumenta a necessidade de qualificação profissional. Por outro, está ancorada hoje na informalidade e na precarização das condições de trabalho. Em meio à crise do emprego, os aplicativos, como Uber, iFood e Rappi, se tornaram grandes “empregadores”. Solução por um lado, pois contribuíram para geração de renda de uma multidão de profissionais desempregados. Problema por outro, pois expõem os trabalhadores a uma condição de assumirem todo o risco da atividade e não terem nenhum outro benefício ou proteção social. O retrato do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o mercado de trabalho no Brasil e no Estado aponta sinais de alerta. A taxa de desocupação em Pernambuco que chegou a 8,2% em 2014, foi subindo até atingir o patamar de 17,7% em 2017. A partir daí, começa a reduzir suavemente até o terceiro trimestre de 2019, com 15,8%. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua), elaborada pelo IBGE. “Há uma melhora percentual, mas não se recupera o patamar de desempenho do mercado de trabalho que tínhamos antes da crise. Em 2014 tínhamos em média 321 mil desempregados. Hoje temos mais que o dobro, com 658 mil pessoas desocupadas. E quando a gente olha o nosso mercado do ponto de vista da qualidade, percebemos o crescimento de empregos à margem da proteção social. São estratégias de sobrevivência da população. Ocupações desprotegidas, com jornadas maiores e rendimento menores”, afirma a economista e supervisora técnica do Dieese Jaqueline Natal. Um dado que exemplifica esse cenário de precariedade traçado pela economista é o rendimento médio por hora dos trabalhadores. No terceiro trimestre de 2014, a remuneração média de um profissional em Pernambuco era de R$ 12,09. Cinco anos depois, no terceiro trimestre de 2019, a média era de R$ 10,65. No Brasil, esses dados permaneceram praticamente inalterados, com uma leve subida de R$ 13,81 para R$ 13,87 no mesmo período. . . Um movimento positivo que contrasta com a informalidade é o crescimento dos microempreendedores individuais (MEIs) em Pernambuco. De acordo com pesquisa realizada pelo Governo do Estado, o avanço da quantidade de profissionais que empreendem por conta própria de maneira formal tem sido de 16,8% ao ano. Se seguir no ritmo atual, irá dobrar em seis anos. “A existência do MEI acaba sendo um fator positivo. Ele traz algumas garantias às pessoas que perderam seus postos de trabalho e tiveram que recorrer ao empreendedorismo como forma de gerar renda”, analisa a secretária executiva de Políticas de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Maíra Fischer. O estudo, que foi realizado com dados até outubro de 2019, apontou que o Estado possui 289.668 profissionais autônomos. Esse volume de MEIs já equivale a mais de 8% da população ocupada em Pernambuco. Na Região Metropolitana do Recife, a promoção de vendas, os serviços de entrega rápida e dos restaurantes são as atividades que tiveram maior crescimento de formalização. A área de vendas é forte em todas as microrregiões do Estado, enquanto as demais atividades em destaque variam de acordo com as características de cada município.   Para o cientista político Flavius Falcão, o cenário de desemprego elevado e de acirramento da desigualdade social deve ser encarado como prioridade pelo poder público. Ele considera o crescimento do empreendedorismo como positivo, mas defende um papel mais forte estatal para apoiar a transição dos trabalhadores diante das novas tendências do mercado. “O avanço da tecnologia, que moderniza o mercado, é um fenômeno que não pode ser parado. Mas a readaptação das pessoas precisa ser assegurada pelo Estado. É preciso dar assistência aos trabalhadores, criar políticas públicas para amparar esses profissionais. Na essência é preciso criar um diálogo com quem está construindo o empreendedorismo”. Ele defende que tanto o poder público como o terceiro setor têm um papel relevante de formação das pessoas para o empreendedorismo ou para ocupação nos novos postos de trabalho que surgirão no mundo cada vez mais tecnológico. Flavius tem atuado no coletivo Vendaval Catalisadora de Impacto Social para potencializar projetos e organizações que visem a reduzir a desigualdade social. “Estimular o empreendedorismo faz sentido quando se tem um impacto positivo na sociedade, não apenas o lucro

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Olinda recebe reforço operacional de 44 novos reeducandos

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, deu as boas-vindas a 44 reeducandos que passarão a atuar na manutenção da cidade ainda neste mês de dezembro. Eles irão trabalhar de segunda a sábado, no período de seis horas diárias. Com a chegada do movo quantitativo, a Secretaria de Infraestrutura passa a contar com um contingente de 281 apenados. A iniciativa é fruto de um convênio da Prefeitura com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) do Estado. Hoje, a Marim dos Caetés já é uma das cidades que mais oferecem oportunidades a reeducandos. Capinação, varrição e pintura são alguns dos serviços que eles realizam. “O prefeito promove essa garantia de direitos e nós sempre apoiamos”, disse o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. “Queremos dar uma oportunidade de mudança de vida para essas pessoas”, afirmou o prefeito Professor Lupércio. Entre homens e mulheres, os 44 reeducandos do sistema prisional formarão dois grupos de trabalho. Uma equipe de 20 irá trabalhar no paisagismo e 24 na manutenção dos principais corredores do município.

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Turismo Cultural, Inovação e Políticas Públicas para Geração de Trabalho e Renda é tema de debate na Fundaj

Em comemoração ao Dia Mundial do Turismo, a Escola de Inovação e Políticas Públicas (EIPP) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realiza uma mesa redonda com o tema “Turismo Cultural, Inovação e Políticas Públicas para Geração de Trabalho e Renda”. O evento é gratuito e acontece no próximo dia 4 de outubro, no Cinema da Fundação/Museu, em Casa Forte. Gestores e servidores públicos, estudantes e membros da sociedade civil podem se inscrever enviando o nome completo e o e-mail para o endereço: eventos.difor@fundaj.gov.br. “Faz parte do papel da Fundação Joaquim Nabuco como vetor de crescimento do Nordeste centralizar olhares para o que a região tem a oferecer. O turismo cultural é uma área extensa, que merece ter seu potencial estudado para que as melhores estratégias de políticas públicas sejam traçadas e resultem em um crescimento inteligente do setor”, afirmou Antônio Campos, presidente da Fundaj. Com o objetivo de movimentar a atividade, o Dia Mundial do Turismo é celebrado anualmente em 27 de setembro. Representando 10% dos postos de trabalho no mundo e cerca de 11% do PIB mundial, podendo crescer a partir da definição e efetivação de Políticas Públicas adequadas, o turismo possui capacidade também de ser um transformador social. Em reconhecimento, a Fundaj promove o debate a respeito de suas inter-relações, entendendo que o Nordeste brasileiro exerce o papel de celeiro cultural e que o turismo deve ser estimulado como vetor de geração de emprego e renda para a população. A programação começa com uma apresentação cultural no hall do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), em seguida, segue para o Cinema do Museu para dar início ao seminário. O primeiro momento do debate contará com participação do presidente da Fundaj, Antônio Campos, diretor de Formação Profissional e Inovação (Difor), Wagner Maciel, O diretor de Memória, Cultura, Educação e Arte, Mário Hélio Gomes, e o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo, autarquia especial do Ministério do Turismo, Gilson Machado Neto. “Entendendo que turismo e cultura são grandes ferramentas de geração de trabalho e renda, sobretudo na região Nordeste do país, pelas nossas vocações, pela posição geográfica e por nossas ricas tradições culturais e gastronômicas, vamos discutir políticas públicas inovadoras voltadas para a área”, afirmou Wagner Maciel, diretor da Difor. Em um segundo momento o pesquisador da Diretoria de Pesquisa da Fundaj, Sérgio Kelner, vai mediar o debate entre a mestre em administração e turismóloga, Roberta Albuquerque, o administrador e turismólogo, mestre em PI e Transferência Tecnológica para Inovação, Eduardo Bemfica, e doutor em Recursos Pesqueiros e Aquicultura, professor do do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) em disciplinas de Ecoturismo e Gestão Ambiental, Thales Ramon de Queiroz Bezerra. “O grande objetivo é trazer especialistas para que possamos fazer uma análise, diagnosticar a situação atual e pensar como podemos nos inserir em um mundo que é inovador e tecnológico”, destacou Wagner. Programação: 8h30 – 9h30: Café da manhã e apresentação cultural 9h30 – 10h30: Abertura da mesa redonda Antônio Campos (Presidente da Fundaj) Wagner Maciel (Diretor da Difor/Fundaj) Mário Hélio Gomes (Diretor da Dimeca/Fundaj) Gilson Machado Neto (Presidente do Embratur) 10h30 – 11h30: Roberta Albuquerque (Mestre em administração pela UFPE, turismóloga pelo IFPE, professora de administração e turismo, foco em turismo cultural, consumo e identidade) – Sobre Turismo Cultural e Políticas para Geração de Trabalho e Renda. Eduardo Bemfica (Administrador pela UPE e turismólogo pela Unicap. Mestre em PI e Transferência Tecnológica para Inovação pela UFPE. Servidor público desde 2007 pelo Inpi como Analista em PI e, atualmente, está como chefe do escritório do Instituto Nacional da Propriedade Industrial [Inpi] em Pernambuco) – Sobre Políticas Públicas para Inovação no Turismo Cultural. Thales Ramon de Queiroz Bezerra (Doutor em Recursos Pesqueiros e Aquicultura, professor do IFPE em disciplinas de Ecoturismo e Gestão Ambiental) – Sobre Políticas Públicas e Sustentabilidade no Turismo Cultural. Sérgio Kelner (Graduado em Ciências Econômicas e mestre em Engenharia de Produção pela UFPE. Atualmente é pesquisador da Diretoria de Pesquisas Sociais [Dipes], no Núcleo de Inovação Social e Análise de Políticas Públicas [Nisp] da Fundaj) – Mediador do debate. Telefone para contato – diretor de Formação Profissional e Inovação (Difor), Wagner Maciel: (81) 9 9911-3651 Serviço: Data: 04.10.2019 Hora: 8h30 às 11h30 Local: Cinema da Fundação/Museu – Avenida Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte. Inscrições: eventos.difor@fundaj.gov.br (enviar nome e e-mail)

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IEL-PE discute futuro do trabalho no Dia do Estagiário

Uma tarde de aprendizado e descontração marcam a comemoração do Dia do Estagiário. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE) reservou o dia 21 de agosto para oferecer aos estagiários uma programação com games, palestras e sorteios de notebooks e de entradas para parques da Região Metropolitana do Recife. O evento começa às 13h e segue até às 17h, no auditório da Casa da Indústria, em Santo Amaro. Um dos destaques da atividade será a palestra sobre o futuro do trabalho, ministrada pelo empresário e consultor Guilherme Alves. Os interessados em participar devem se inscrever no www.ielpe.org.br   Para efetivar a inscrição, o estudante precisa informar nome completo, CPF, e-mail, data de nascimento, endereço e telefone. Com a inscrição realizada, o estudante terá acesso a palestra sobre o futuro do trabalho, que abordará sobre as habilidades e características do profissional do futuro, a importância do intraempreendedorismo e as competências requeridas pelo mercado. Já os que desejarem participar do sorteio, deverão estar cadastrados no site de estágio do IEL. “Esse evento visa comemorar a importância dos estagiários para o mercado e também permitir que os mesmos tenham acesso a conteúdo que possa agregar no seu desenvolvimento profissional”, disse Juliana Nogueira, gestora do IEL-PE. Para o evento, o IEL-PE conta com as parcerias do SESI, Mirabilandia, Karawatã, Pizzaria Atlântica, Veneza Water Park, Frisabor e Pipoca Bokus. Programação: 13h às 15h – Credenciamento 15h às 15h15 – Abertura com Teatro Sistema FIEPE 15h15 às 15h20 – Apresentação do IEL 15h20 às 15h50 – Game “Estagiários” 15h50 às 16h50 – Palestra: O futuro do trabalho – Guilherme Alves 16h50 às 17h00 – Sorteio de Brindes / Encerramento

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Recrutador alerta sobre a importância da imagem pessoal nas redes sociais

No primeiro semestre de 2019, o desemprego no Brasil atingiu 12,3% da população, uma média de 13 milhões de pessoas, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, por isso, hoje muitos buscam formas alternativas e aprimoradas para conquistar uma vaga, como, por exemplo, as redes sociais – Facebook, LinkedIn, Instagram, YouTube, entre outros. Segundo o recrutador, Cezar Antonio Tegon, presidente do Elancers Corporate e CEO do Vagas Online, o perfil e as atividades nas redes sociais podem beneficiar um candidato à uma vaga de emprego, ou então eliminá-lo de vez da seleção. “Os candidatos devem prestar bastante atenção em seus perfis na internet, pois todos os recrutadores costumam olhar seus comportamentos no Facebook e LinkedIn, por exemplo. Na entrevista presencial nós conseguimos ver o que o candidato quer passar, mas existe sempre um outro lado que ele não conta, e gostamos de conhecer o lado pessoal de cada um deles”, conta. A rede social é considerada a vitrine da vida pessoal e é importante se atentar aos comentários, fotos, compartilhamentos e conversas para não passar uma imagem equivocada de si mesmo. O especialista revela dicas para ajudar candidatos a serem vistos com bons olhos pelos recrutadores e evitar uma possível exclusão da vaga. – Controle as fotos em seu perfil. Ambientes de festas, possíveis exageros, situações incomuns ou constrangedoras para outras pessoas não são indicadas. – Repense as postagens do que está sentindo no momento. Às vezes num dia ruim, expor a situação que te incomodou pode parecer imaturidade ou inflexibilidade. – Cuidado com comentários sobre política e religião. Defender uma crença é totalmente normal, mas agredir ou ofender escolhas e posicionamentos de outros usuários é inaceitável. – Cheque o que você já tem publicado em seu perfil. Em algumas redes sociais é possível controlar a privacidade de conteúdo. Manter algumas fotos e postagens somente para os amigos pode te ajudar. – Foto do perfil deve ser nítida. Evite fotos de óculos escuros, de lado ou escuras, ou de personagens que não sejam você. – Mencione suas qualidades, cursos e atividades extracurriculares.

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Alunos da rede pública participam de programa sobre “O futuro do trabalho”

Os avanços na tecnologia vêm provocando mudanças no mercado de trabalho, fazendo com que algumas profissões deixem de existir e outras sejam reformuladas. Nem sempre as instituições de ensino conseguem seguir o mesmo ritmo e preparar os estudantes para o que está por vir. Com o objetivo de promover a reflexão sobre “O futuro do trabalho” entre jovens de escolas públicas, o Programa de Voluntariado Corporativo do Plaza vai promover, ao longo desse ano, um treinamento para estudantes de Ensino Médio. Na próxima quarta-feira (12/6), alunos do 3° ano A, da Escola de Referência Silva Jardim, na Zona Norte do Recife, participam das atividades. Segundo Jakeline Soares, coordenadora de Responsabilidade Socioambiental do Plaza Shopping, promotor da iniciativa, o objetivo é contribuir com o desenvolvimento de habilidades desses alunos para o mercado de trabalho. “Oito voluntários do Plaza receberam treinamento da Junior Achievement Pernambuco (JAPE), ONG parceira na iniciativa, para instruir os alunos. Eles receberão material didático sobre todas as temáticas abordadas ao longo da tarde de treinamento”, comentou. A 4ª revolução industrial, A nova economia, Habilidades Socioemocionais e Habilidades Interpessoais são alguns dos conteúdos extracurriculares que serão trabalhados a partir de exposições teóricas, discussões e atividades práticas. A programação acontece das 13h30 às 17h. No final, os estudantes também recebem certificados de participação emitidos pela JAPE. Um dos focos do programa é fazer uma abordagem sobre as carreiras STEM (Science, Technology, Engineering, Mathematics), sigla que representa as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, apontadas como carreiras do futuro. Segundo pesquisa da UNESCO, a participação das mulheres nessas áreas ainda é muito pequena e um dos motivos pode ser a falta de incentivo por parte das escolas e familiares, devido aos estereótipos de gênero que ainda envolvem essas profissões. “Por isso um dos focos do nosso treinamento será justamente chamar a atenção das meninas para essas áreas do conhecimento”, ressaltou Jakeline. Este é o oitavo ano de parceria entre o Plaza Shopping e a Júnior Achievement. Ao longo deste ano serão realizados 16 encontros com 16 turmas das escolas de referência pernambucanas. Cerca de 685 alunos do primeiro ao terceiro anos do Ensino Médio, com idades entre 15 e 20 anos, devem ser beneficiados com o projeto.

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Brasil registrou um acidente de trabalho a cada 49 segundos entre 2012 e 2019

Entre 2012 e 2019, o Brasil registrou um acidente de trabalho a cada 49 segundos e uma morte decorrente deles a cada três horas e três minutos. O levantamento foi feito pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. “Podemos dizer que o número é ainda maior, pois algumas ocorrências não são notificadas. Geralmente ocorrem fora do ambiente de trabalho e, por alguma discrepância, não são devidamente classificadas”, explica o professor de direito do trabalho Ronald Silka, do Centro Universitário Internacional Uninter. Para ser caracterizado como acidente de trabalho, a ocorrência não necessariamente precisa acontecer no ambiente da empresa. Desde que o trabalhador esteja a serviço de seus empregadores, pode ser em qualquer lugar, até mesmo no trajeto entre a própria residência e o local de ofício. O professor lembra que os empregadores devem realizar exames médicos admissionais e demissionais, mas também periódicos para acompanhar a saúde de seus funcionários. “É preciso ter medidas de prevenção. Devem ser realizados treinamentos para todos os envolvidos nas atividades laborativas, bem como na preparação e orientação no uso de equipamentos de segurança”, defende. Direitos em caso de acidentes Segundo o professor, os funcionários têm direitos tanto por parte da empresa quanto por parte da própria Previdência Social. Ele explica, ainda, que os benefícios podem ser solicitados pela própria pessoa ou por seus dependentes, diretamente junto à entidade cabível. “Caso haja recusa em atender o pedido, é possível acionar meios judiciários”, esclarece. Quando a ocorrência é nas dependências da empresa, os empregadores devem prestar primeiros socorros. Se for comprovado que a empresa foi de alguma forma responsável pelo acidente, a mesma deve arcar com as despesas médicas e também pode responder por danos morais e estéticos, caso haja alguma sequela física. Mesmo que não seja responsável pelo acidente, a empresa deve se responsabilizar pelos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador, depositando seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) normalmente. Se o afastamento for maior do que 15 dias, deve-se garantir 12 meses de estabilidade do trabalhador a partir de sua data de retorno. Já em relação à Previdência Social, o funcionário pode solicitar auxílio-doença acidentário a partir do 16º dia de afastamento. Caso fique completamente incapacitado de exercer qualquer trabalho, pode pedir a aposentadoria. Se puder exercer alguma função diferente da anterior, é possível solicitar auxílio-doença para reabilitação profissional enquanto se prepara para uma nova atividade. Se conseguir voltar a exercer sua função, mas tiver sequelas, pode receber auxílio-acidente, além do próprio salário. Em caso de morte, quem recebe a pensão são os dependentes do trabalhador.

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Pernambuco alcança 1.584.780 empregos formais em 2017, aponta Rais

Pernambuco chegou a 1.584.780 vínculos em 2017, aponta a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho. Os setores com mais postos de trabalho ocupados foram os de Serviços, com 566.673 vínculos; Administração Pública, com 378.406 empregos; e Comércio (296.506). Em comparação com 2016, o estado perdeu 874 vagas (decréscimo de 0,06%). A Rais é a base de dados mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil. O documento é um dos mais importantes para as estatísticas brasileiras porque traz informações sobre todos os empreendimentos formais do país, desde aqueles sem nenhum funcionário até empresas com milhares de empregados. A partir dos dados da Rais é obtido o perfil das empresas e dos trabalhadores brasileiros, que serve para a elaboração de políticas públicas de emprego do governo e para o pagamento de benefícios. Desempenho Nacional O número de empregos formais no Brasil cresceu em 2017 e alcançou 46.281.590 vínculos. Isso representa aumento de 0,5% em relação a 2016 – foram 221.392 postos de trabalho a mais. A remuneração média do brasileiro teve alta de 2,1% em 2017, chegando a R$ 2.973,23. O salário das mulheres cresceu mais do que dos homens, passando para R$ 2.708,71 (elevação de 2,6%). O salário médio masculino cresceu 1,8%, alcançando média de R$ 3.181,87. Pessoas com deficiência O Brasil teve crescimento no estoque de empregos formais para pessoas com deficiência. Foram 22.818 novos postos de trabalho para este grupo, um saldo positivo de 5,5%. Houve aumento para trabalhadores com os cinco tipos de deficiência (física, auditiva, visual, intelectual e múltipla) e também para reabilitados. A maior alta foi registrada para deficientes visuais, com crescimento de 16,3%, em relação a 2016 (+8.697 novas vagas). Trabalhadores com deficiência intelectual (mental) tiveram 2.493 empregos a mais (+7,3%). Pessoas com deficiência múltipla obtiveram 370 novos postos de emprego formal – alta de 5,1%. (Do Ministério do Trabalho)

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“Dia D” oferece 1.100 vagas de trabalho para pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência residentes no Recife terão, nesta sexta-feira (28), uma ótima chance de entrar no mercado de trabalho. A mobilização do Dia Nacional de Contratação da Pessoa com Deficiência e Reabilitados (Dia D) começa às 8h, na Avenida Rio Branco, Bairro do Recife, reunindo 50 empresas, que oferecerão 1.100 vagas exclusivas para o segmento. O evento acontece até as 15h, disponibilizando os serviços de intermediação de mão de obra, emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), médico do trabalho, serviços de saúde, higiene e beleza, bem como orientações jurídicas e sobre o VEM Livre Acesso. O Dia D é uma parceria entre a Prefeitura do Recife, o Ministério do Trabalho e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PE). Devido ao Dia D, o atendimento da Agência de Emprego localizada na Avenida Rio Branco vai priorizar as pessoas com deficiência ou que tenham cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para facilitar o atendimento, os candidatos devem levar Carteira de Trabalho, currículo e laudo médico. Haverá intérprete de libras. Os outros postos da Agência do Emprego do Recife, localizados em Casa Amarela, Afogados e na Soledade, estarão fechados na sexta-feira. O Dia D envolve um conjunto de eventos que ocorrem em diversas cidades de todo o país, proporcionando espaços para o encontro entre pessoas com deficiência e reabilitados do INSS, que têm interesse em ingressar no mercado de trabalho e as empresas que precisam cumprir as cotas de inclusão desse público. O atendimento na Rio Branco será realizado pela equipe da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos. Serviço O quê: Dia Nacional de Contratação da Pessoa com Deficiência e Reabilitados (Dia D) no Recife Quando: Sexta (28), a partir das 8h Onde: Avenida Rio Branco, Bairro do Recife, em frente à Agência de Emprego

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Emprego formal cresce em agosto e gera 110.431 novas vagas no Brasil

O emprego apresentou novamente crescimento no Brasil. O mês de agosto fechou com +110.431 novas vagas no mercado formal, um acréscimo de +0,29% em relação ao mês anterior. Esse desempenho foi resultado de 1.353.422 admissões e de 1.242.991 desligamentos. Com isso, o estoque de empregos no país também aumentou e chegou a 38.436.882 vínculos. A informação está no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (21), que mostra também a movimentação do emprego formal este ano. O saldo de janeiro a agosto teve um acréscimo de +568.551 vagas, um crescimento de +1,50%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de +356.852 postos, uma variação de +0,94%.   Desempenho setorial Houve crescimento em sete dos oito setores econômicos, sendo que o principal destaque foi na área dos Serviços, responsável por +66.256 novos postos, mais da metade das vagas abertas em agosto no país. O resultado foi registrado graças aos desempenhos dos subsetores de Ensino; Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviço Técnico; Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção e Redação; e Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários. O segundo melhor desempenho do mês foi o do Comércio, que fechou agosto com saldo de +17.859 vagas, abertas principalmente no subsetor do Comércio Varejista. O terceiro melhor saldo de agosto foi na Indústria de Transformação, que teve criação de +15.764 postos, puxados pela Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico; Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria; e Indústria Mecânica. Também tiveram saldos positivos a Construção Civil (+11.800), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (+1.240), Extrativa Mineral (+467) e Administração Pública (+394). Apenas a Agropecuária registrou desempenho negativo com o fechamento de -3.349 vagas.   Desempenho regional Todas as cinco regiões do país registraram crescimento no emprego formal em agosto. Proporcionalmente, os melhores desempenhos foram registrados no Nordeste, onde foram abertas +36.460 vagas, um acréscimo de +0,59% em relação ao estoque de julho, e no Norte, que abriu +9.308 postos, percentual +0,54% superior ao estoque do mês anterior. No Centro-Oeste foram gerados +13.117 empregos formais, um crescimento de +0,41%, e no Sudeste, +41.303 vagas, um aumento de +0,21%. No Sul o saldo do mês ficou +10.243 postos, um aumento de +0,14% em relação ao estoque de  julho. Houve abertura de vagas em 22 das 27 unidades federativas. Em apenas cinco ocorreram fechamento de postos. Os três maiores crescimentos relativos foram no Nordeste do país. A Paraíba ficou em primeiro, chegando ao final de agosto com +7.244 empregos a mais, um crescimento de +1,85% em relação ao estoque de julho. Em segundo lugar ficou o Rio Grande do Norte, onde foram criados +4.486 postos, representando um acréscimo de +1,07%, e, em terceiro, Alagoas, com +3.890 novas vagas e aumento de +1,19%. Os piores desempenhos foram registrados nos estados do Acre, que fechou -172 vagas e teve variação de -0,22% em relação ao estoque de julho; Sergipe, com -593 postos a menos e redução de -0,21%; e Rio Grande do Sul, que encerrou -4.028 empregos formais, uma variação de -0,16%.   Salário O salário médio de admissão em agosto foi de R$ 1.541,53 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.700,80. Em termos reais (já considerada a deflação medida pelo INPC), houve ganho de R$ 5,26 (+0,34%) no salário de admissão e de R$ 9,90 (+0,59%) no salário de desligamento em comparação ao mês anterior.   Modernização Trabalhista A distribuição do emprego entre as modalidades criadas a partir da Modernização Trabalhista (Lei nº 13.467/2017) ficou assim: Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado Em agosto de 2018, houve 15.010 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 11.293 estabelecimentos, em um universo de 10.383 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento nesta modalidade. São Paulo foi o estado que registrou a maior quantidade de desligamentos (4.339), seguido por Paraná (1.575), Rio Grande do Sul (1.436), Santa Catarina (1.315), Minas Gerais (1.210) e Rio de Janeiro (1.202). O setor que mais realizou desligamentos por acordo no último mês foi o de Serviços (7.336 desligamentos), seguido do Comércio (3.699), Indústria de transformação (2.454), Construção Civil (810), Agropecuária (520), SIUP (95), Extrativa Mineral (59) e Administração Pública (37). As dez principais ocupações envolvidas foram as de vendedor de comércio varejista (812 desligamentos); auxiliar de escritório em geral (542); assistente administrativo (494); vigilante (476); faxineiro (474); motorista de caminhão de rotas regionais e internacionais (457); operador de caixa (424); alimentador de linha de produção (394); porteiro de edifícios (255) e recepcionista em geral (246).   Trabalho Intermitente Na modalidade de trabalho intermitente, foram registradas 5.987 admissões e 1.991 desligamentos, gerando saldo de +3.996 empregos, envolvendo 2.270 estabelecimentos, em um universo de 1.741 empresas. Um total de 93 empregados teve mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente. Os estados com maior número de contratos nesta modalidade em agosto foram São Paulo (1.005 postos), Rio de Janeiro (848), Minas Gerais (463), Rio Grande do Sul (253), Paraná (209) e Rio Grande do Norte (154). O saldo de emprego dos contratos intermitentes distribuiu-se por Serviços (2.423 postos), Comércio (655), Construção Civil (476), Indústria de transformação (425), SIUP (20 postos), Extrativa Mineral (2 postos), Administração Pública (-2) e Agropecuária (-3). As dez principais ocupações envolvidas foram assistente de vendas (228 postos); cuidador em saúde (185); servente de obras (181); mantenedor de sistemas eletroeletrônicos de segurança (176); vendedor de comercio varejista (136); faxineiro (121); alimentador de linha de produção (106); pedreiro (102); trabalhador da manutenção de edificações (98) e garçom (92).   Trabalho em Regime de Tempo Parcial Foram registradas 7.374 admissões em regime de tempo parcial e 4.209 desligamentos em agosto, gerando um saldo de 3.165 empregos. O número de estabelecimentos envolvidos foi de 6.306 em um universo de 5.503 empresas. Um total de 55 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial, sendo um empregado com jornada maior que 26 horas. Os estados com maior número de contratos neste regime foram São Paulo (515 postos), Paraná (424), Ceará (405), Santa Catarina

Emprego formal cresce em agosto e gera 110.431 novas vagas no Brasil Read More »