Realizado nos primeiros dias de vida, exame identifica doenças raras e outras condições antes do surgimento dos sintomas, aumentando as chances de tratamento eficaz
Celebrado neste 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho chama atenção para um dos exames mais importantes da saúde infantil. Integrante do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), o procedimento é realizado a partir de gotas de sangue coletadas no calcanhar do bebê e permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, infecciosas e endocrinológicas, muitas vezes antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.
A recomendação é que a coleta seja feita entre o terceiro e o quinto dia de vida. Segundo a pediatra da PAD Saúde, Dra. Carmem Tavares, a realização dentro desse prazo é fundamental para ampliar as chances de sucesso no tratamento. “Muitas doenças investigadas pelo Teste do Pezinho não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida. O bebê pode parecer saudável, mas já conviver com alterações que, sem diagnóstico precoce, podem comprometer o desenvolvimento neurológico, motor e cognitivo”, explica.
Com a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, o exame passou a rastrear um número maior de condições, entre elas hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase, além de outras doenças raras. Especialistas alertam que atrasos na realização do teste ou a percepção equivocada de que se trata apenas de uma etapa burocrática da maternidade podem comprometer o diagnóstico.
“A rapidez faz diferença. Em muitos casos, iniciar o tratamento logo nas primeiras semanas de vida evita sequelas irreversíveis e melhora significativamente a qualidade de vida da criança. O Teste do Pezinho é um investimento no futuro”, reforça Dra. Carmem. A médica também destaca a importância do acompanhamento pediátrico nos primeiros meses de vida para monitorar crescimento, vacinação e desenvolvimento infantil.
No Dia Nacional do Teste do Pezinho, a orientação é que pais e responsáveis não adiem a realização do exame. “Cuidar começa cedo. O diagnóstico precoce pode mudar toda a trajetória de uma criança”, conclui a pediatra Dra. Carmem Tavares.



