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Conservatório Pernambucano de Música celebra o Dia Nacional do Choro

O Dia Nacional do Choro é celebrado em 23 de abril, quando se celebra o nascimento do compositor Pixinguinha, um dos maiores ícones do gênero. O Conservatório Pernambucano de Música (CPM) celebra a data com programação intensa entre os dias 2 e 4 de abril. Além dos shows, que acontecerão no Teatro de Santa Isabel, o evento é gratuito e conta ainda com a parte educativa oferecendo workshops e oficinas no Auditório do CPM. “O evento homenageará o professor e violonista 7 cordas, Ewerton Brandão Sarmento (Bozó), e contará com atrações de peso como a cavaquinista Luciana Rabello, os violonistas 7 cordas Rogério Caetano e Gian Corrêa, Bruno Nascimento e Rafael Marques, assim como o próprio homenageado que se apresentará com o seu Grupo Mandinga”, explica a diretora geral do Conservatório, Janete Florêncio. Historicamente, Pernambuco desempenha um papel fundamental na formação e desenvolvimento do Choro com músicos de peso como João Pernambuco, Tia Amélia, Luperce Miranda, Severino Araújo, dentre tantos outros. O Conservatório Pernambucano ocupa um lugar de destaque no fomento e preservação do gênero por ser a primeira instituição no Brasil a formalizar o ensino do Choro no final da década de 1970 e início de 1980 na Gestão de Henrique Gregori. PROGRAMAÇÃO: Dia 02.04 (Terça-feira) Show de Abertura com Rogério Caetano e Gian CorreaLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: 19h Dia 03.04 (Quarta-feira) Oficina de Choro com Bruno Nascimento e Rafael MarquesLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: das 09h às 12h Workshop Luciana RabelloLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: das 14 às 17h Show com Bruno Nascimento e Rafael MarquesLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: das 19h Show com Grupo MandingaLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: das 20h Dia 04.04 (Quinta-feira) Oficina de Choro - Beto do Bandolim e BozóLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: 09h às 12h Workshop com Rogério Caetano e Gian CorrêaLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: 14h às 17h Show com Luciana RabelloLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: 19h

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Artesa Leninha Nascimento foto Salatiel Cicero

Pesquisa revela o perfil e os desafios das artistas do barro de Tracunhaém 

“Mulheres do Barro” realizou um mapeamento cujos resultados serão apresentados de forma online no próximo dia 04 de abril. Na foto, a artesã Leninha Nascimento. Foto: Rúbia Batista O município de Tracunhaém, localizado na Zona da Mata Norte de Pernambuco e distante 62 km da capital Recife, é amplamente reconhecido como um importante polo cerâmico. Com menos de 14 mil habitantes, cerca de 50% da sua população está envolvida na transformação do barro em peças utilitárias ou obras de arte, o que lhe rendeu o título de Capital do Artesanato em Cerâmica pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Com o intuito de compreender e destacar o trabalho das mulheres artistas de Tracunhaém, duas artesãs e produtoras culturais apresentaram, em primeira mão, uma prévia do projeto "Mulheres do Barro". Este estudo, considerado um censo cultural, realiza um mapeamento das mulheres artesãs da cidade, revelando suas técnicas, experiências e contribuições para a cultura local. A iniciativa foi viabilizada com o apoio do edital Micropojeto do Funcultura. Durante o período de novembro de 2023 a janeiro deste ano, as produtoras empreenderam uma busca ativa, visitando ateliês, olarias e residências em Tracunhaém, coletando dados por meio de questionários junto às mulheres artistas. Cerca de 50 artistas, predominantemente negras, foram entrevistadas, abrangendo uma ampla gama de habilidades criativas, todas utilizando o barro como matéria-prima. O lançamento completo dos resultados desse trabalho, destinado a preservar a memória da tradicional arte em cerâmica e das mulheres dedicadas a esse ofício, ocorreu nos dias 22 e 23 em Tracunhaém. Mas no próximo dia 04/04 haverá um lançamento digital no site do projeto mulheresdobarro.com.br  e no canal do Youtube https://www.youtube.com/@Mulheresdobarro, a partir de 11h, que poderá ser acompanhado de qualquer lugar do mundo.  Perfil das artesãs A faixa etária das mulheres mapeadas que trabalham com cerâmica em Tracunhaém é bem abrangente, vai dos 16 aos 95 anos. 34,04% das mulheres mapeadas são jovens adultas (estão entre 25 e 35 anos), e 23% delas são pessoas idosas (têm idades igual ou superior a 60 anos). "Uma nova geração de mulheres tem mantido a tradição com o barro na cidade, enquanto profissão e fazer artístico. Ao mesmo tempo, idosas ainda têm o barro como subsistência e também mantêm a tradição", esclareceu Gabriela Feitosa, pesquisadora colaboradora no Mapeamento Mulheres do Barro.  Em relação ao tempo de experiência das mulheres com cerâmica, a pesquisa identificou que 88,36% das mulheres mapeadas têm mais de dois anos de experiência com cerâmica. E 47% das mulheres estão atuando há mais de 10 anos na área, indicando que grande parte das artistas, de fato, têm prática no seu fazer artístico e profissional. No âmbito da maternidade, 74,5 % das mulheres mapeadas são mães; 54,29% delas têm mais de um filho e 44,7%, são chefes de famílias. “As mulheres que são mães têm maior dificuldade de permanecer e de se manter no mercado de trabalho, por isso esse grupo precisa de maior incentivo e fortalecimento. Os filhos dessas mulheres representam uma possibilidade de continuidade da tradição da cerâmica no território, essas pessoas devem ser apoiadas”, detalhou Silvia Ribeiro, coordenadora geral e idealizadora do Mulheres do Barro. Perfil econômico da atividade O estudo também mostra que a cerâmica é a principal fonte de renda para 80,09% das inquiridas. No que diz respeito ao local de trabalho delas, apenas 14,9% das mulheres mapeadas trabalham com cerâmica em associações ou coletivos; 31,9% das ceramistas trabalham na própria residência e 31,9%, atuam em estruturas improvisadas. Do total, 53,2% das mulheres mapeadas trabalham com cerâmica em ateliês familiares. "Poucas mulheres trabalham com o apoio de associações ou coletivos. Esses dados demonstram que, se houver investimentos em espaços coletivos, mais mulheres poderão se utilizar desses ambientes para se desenvolverem profissionalmente. As mulheres que trabalham em suas casas usam parte de pequenos espaços para o trabalho", explicou Cintia Viana, coordenadora pedagógica e idealizadora.  61,7% das entrevistadas, na pesquisa, desenvolvem peças autorais; e 38,3% das mulheres ouvidas não consideram suas peças autorais. “A imposição do mercado da cerâmica no território dificulta a possibilidade do desenvolvimento do processo artístico autoral das mulheres mapeadas, tendo em vista que na maior parte do tempo os trabalhos são desenvolvidos para atender a um mercado e sobra pouco tempo para o desenvolvimento autoral das artistas", analisou a pesquisadora Gabriela Feitosa. Dentro do mesmo cenário, 87,2 % das mulheres mapeadas têm interesse em se qualificar mais em relação à cerâmica, o que demonstra a necessidade de investimentos nas mulheres que atuam no ramo ceramista de Tracunhaém. Desafios para o segmento Para a equipe do projeto, a história da cidade da Zona da Marta Norte se mistura com a da sua arte, que é um verdadeiro patrimônio cultural de Pernambuco e do Brasil. Mas, nessa história, o papel das mulheres precisa ser evidenciado e o Estado deve apoiar cada vez mais essas artistas. Pois o apoio ao empreendedorismo feminino permite que as mulheres tenham mais controle sobre seus próprios meios de subsistência e se tornem cada vez mais economicamente independentes. Promoção de inclusão social e equidade de gênero é tarefa do poder público. Além disso, incentivos das instituições a essas pessoas podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste como um todo. Além da coleta de dados, o projeto também incluiu a produção de um documentário que foi gravado e montado entre fevereiro e março deste ano, intitulado "Mulheres do Barro". Nele as produtoras se unem a uma equipe de realizadores do audiovisual da Mata Norte, e contam como foi esse mapeamento mostrando a história de 12 artesãs da cidade de Tracunhaém. Realizado com recurso da Lei Paulo Gustavo do município, a obra pode ser vista na página oficial do projeto nas redes sociais e no Youtube.

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mariscada

Mariscada: Um potencial Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco

A iniciativa liderada pelo Instituto Negralinda visa o reconhecimento deste prato tradicional como forma de impulsionar o Turismo de Base Comunitária em várias localidades pernambucanas. Uma receita que mistura os "frutos do mangue" com tradição e história, a Mariscada é um prato típico das regiões litorâneas do nordeste brasileiro. Em Pernambuco, ela se destaca não apenas pela culinária, mas também pelo seu impacto social. Com esta proposta, combinando gastronomia, preservação cultural, sustentabilidade e combate às desigualdades, o Instituto Negralinda lança no dia 20 de março a campanha "Oxe, Pernambuco tem Mariscada sim, senhor!". O objetivo é elevar este prato ao status de Patrimônio Cultural Imaterial do estado. O evento de lançamento, reservado para convidados, será realizado no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no bairro do Recife. A campanha já angariou apoio de parceiros como a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) e o Sebrae. Em colaboração com o Instituto Negralinda, o Sebrae vem desenvolvendo nos últimos três anos o projeto socioambiental de empreendedorismo feminino "Marisqueiras Empreendedoras", beneficiando atualmente mulheres marisqueiras e pescadoras em 10 municípios do litoral pernambucano. Esta iniciativa contribui para combater desigualdades sociais, promovendo educação, saúde e bem-estar através do empreendedorismo colaborativo, beneficiando 850 mulheres. De acordo com o Cadastro de Pescadores Artesanais do Litoral de Pernambuco realizado em 2019 pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Semas), cerca de 11.367 pescadores e pescadoras artesanais atuam no estado. No entanto, o segmento enfrenta desafios relacionados à qualificação das organizações, aspectos sanitários (infraestrutura para beneficiamento e comercialização), problemas ambientais (pesca predatória) e de gestão e planejamento das colônias. Chef Negralinda “O nosso objetivo com a campanha é transformar a Mariscada em um prato regional reconhecido, para que por meio da Gastronomia do Mangue seja possível fortalecer a cadeia produtiva, capacitar as marisqueiras e criar mais lugares que forneçam a Mariscada, contribuindo também com o turismo gastronômico. O qual Pernambucano já é referência” Edy Rocha, diretor executivo do Instituto Negralinda “Essa iniciativa busca melhorar a qualidade de vida das pessoas e das comunidades que vivem da cadeia produtiva do marisco. Nosso objetivo é atender as necessidades urgentes da população pesqueira, como: acesso à inovação, capacitação, geração de renda, acesso ao mercado direto sem o atravessador, além de ajudar a promover a igualdade social e a inclusão de grupos vulneráveis. Ao fornecer para as marisqueiras e pescadores artesanais o acesso a qualificação, o Instituto Negralinda contribui para combater essas desigualdades e resolver os principais problemas referentes aos aspectos sanitários e segurança alimentar”.

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Bruna Pedrosa

"Corbiniano é um artista ímpar e merecia estar em espaços sacralizados como os museus"

Bruna Pedrosa, curadora da exposição sobre o artista plástico conhecido por suas esculturas de figuras longilíneas em alumínio e pelo painel Revoluções Pernambucanas, fala da trajetória dele e da importância da sua obra. Também ressalta a necessidade dele ser mais reconhecido no Estado e no País. (Foto: Arnaldo Carvalho) A exposição 100 anos de Corbiniano Lins – A Festa! que está no shopping RioMar é uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais esse que é considerado um dos mais talentosos e importantes artistas plásticos de Pernambuco e do País. Negro, de origem humilde e nascido em Olinda, ele trabalhou com desenho, pintura, azulejaria, obra em arame, entalhe, gravura, serigrafia, tapeçaria, mas é mais identificado por suas esculturas. Elas foram produzidas com uma técnica muito particular, em que esculpia no isopor com faca de cozinha que era enterrado numa caixa de madeira, onde derramava o alumínio fundido. Os recifenses que não ouviram falar de Corbiniano, mas veem no dia a dia, monumentos criados por ele como Revoluções Pernambucanas, na Av. Cruz Cabugá, ou O Mascate, na Praça do Diário, ou mesmo algumas esculturas de mulheres na entrada de prédios da cidade, certamente vão reconhecer nas peças expostas seu traço fino e figuras longilíneas característicos do artista. Cláudia Santos conversou com a curadora da exposição Bruna Pedrosa, que falou sobre a mostra e a vida de Corbiniano. Ela destacou a participação dele no Ateliê Coletivo nos anos 1950, liderado por Abelardo da Hora, e que contava com artistas como Zé Claudio, Brennand e Samico. Apesar de sua importância, Bruna ressalta que Corbiniano ainda não desfruta de um reconhecimento como os demais colegas de seu tempo e credita isso ao racismo. Salienta, por exemplo, a lacuna existente em relação a livros sobre ele e o fato de suas obras não serem expostas em locais como museus. O que o público vai conferir nessa exposição, 100 anos de Corbiniano Lins - a Festa? Trouxemos um pouco de cada linguagem, uma pequena amostra de cada uma das técnicas desse artista que é conhecido pelas esculturas, mas tem outras linguagens e era bom em tudo. É impressionante! A festa — do título da exposição — remete à celebração do seu centenário e a um texto de Hermilo Borba Filho em um álbum com 10 serigrafias de Corbiniano que encontramos durante a pesquisa de curadoria. Neste álbum, intitulado Recife, de janeiro a janeiro, são retratadas manifestações da cultura popular, frevo, maracatu, caboclinhos, mostrando que somos um povo festeiro. Além do texto curatorial explicando essa temática, a exposição traz uma linha do tempo com marcos biográficos e principais obras, um texto chamado Técnicas e Temas e, em seguida, mostramos pelo menos uma obra de cada técnica usada por Corbiniano: desenho, pintura, azulejaria, obra em arame, entalhe, gravura, serigrafia, tapeçaria até chegar às esculturas. A figura feminina é bastante representada em suas esculturas em formas sinuosas e elegantes. Qual a relação das mulheres com a arte de Corbiniano Lins? O primeiro acesso dele ao universo artístico e artesanal da manualidade foi por meio das mulheres da família, que eram costureiras e trabalhavam com tapeçaria. Filho de um holandês que morreu quando ele tinha meses de vida, Corbiniano foi criado pela mãe e pelas tias e irmãs em Olinda. Começou a ajudá-las na tapeçaria aos 8 anos de idade e passou a se interessar pelo desenho copiando as gravuras dos tapetes. As mulheres foram importantíssimas nessa primeira formação, por isso ele tem uma relação forte com a representação da figura feminina. Quando adulto e mesmo casado, Corbiniano se relacionou afetivamente com muitas mulheres, era um boêmio como a maioria dos homens e artistas da época. Havia também as mulheres que posavam para seus desenhos e esculturas. Daí a diversidade de corpos em sua obra, mesmo predominando as figuras longilíneas, pernudas, de bumbum e seios fartos. Conviveu com mulheres artistas como Teresa Costa Rêgo e Ladjane Bandeira. Sempre expressou sua gratidão reconhecendo a importância de ter convivido com mulheres que também eram artesãs, artistas, em uma época ainda mais difícil que hoje, quando os homens sempre estavam à frente ocupando os espaços, sobretudo nas artes. Acho que tem essa admiração dele pelas mulheres dessa forma mais ampla possível, da mãe, às esposas, filhas, às modelos, às artistas, a todo o universo feminino com que ele conviveu tanto. Então, pelo fato dele estar rodeado de mulheres, de ouvi-las e observar suas personalidades conseguiu captar o universo feminino de forma profunda. Como foi sua trajetória artística? O primeiro contato com a arte foi, então, com a família, em Olinda? Sim, em Olinda, na primeira infância com as mulheres da casa, ele começa com tapeçaria e desenho. Na segunda infância, vai para o Recife e aprende outras técnicas, estudando em uma instituição pública federal, a Escola Técnica de Artes e Artífices. Na década de 1950, quando chega no Ateliê Coletivo, junto com Abelardo da Hora e outros artistas da época como Celina Lina Verde, passa do desenho para a arte tridimensional. Então, experimenta a escultura no barro, depois em terracota, em gesso e cimento até chegar à técnica da forma perdida, pela qual ele é mais conhecido. Nessa técnica, ele esculpia em tamanho natural no isopor usando uma faca de cozinha e palitos de churrasco, enterrava esse isopor numa caixa de madeira e derramava o alumínio, que ocupava o lugar do isopor se transformando nas famosas esculturas de alumínio fundido. Essa técnica vem da Europa, outros artistas já a usaram, mas poucos se identificaram tanto com ela quanto Corbiniano. Ele apaixona-se por ela, dando continuidade de forma mais profunda. Como um homem pobre, negro de Olinda, tornou-se um dos mais importantes artistas plásticos de Pernambuco e do Brasil? Por mérito da sua arte. Apesar de seu talento, sua trajetória é marcada por apagamentos do racismo. Há uma lacuna bibliográfica impressionante sobre ele, mesmo tendo esculturas e obras públicas espalhadas no Recife e em outros Estados que são cartões postais como A Sereia em Maceió e a Iracema em Fortaleza. É comum encontrarmos

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10 fotos de Recife e Olinda Antigamente para celebrar o aniversário das cidades-irmãs

Para celebrar o aniversário das duas cidades, que acontece hoje (dia 12), a coluna Pernambuco Antigamente de hoje reúne algumas imagens de lugares e paisagens simbólicas do Recife e de Olinda. As fotos pertencem ao banco de imagens da Fundação Joaquim Nabuco, na Villa Digital, da Biblioteca do IBGE e do Museu Aeroespacial. Clique nas fotos para ampliar. Vista para as cidades de Olinda e Recife Obras da prefeitura de Olinda entre o largo do Amparo e o Largo de São João, em 1946 Estação de Trem em Olinda Prefeitura de Olinda em dia de Carnaval Foto: Passarinho/Pref.Olinda www.olinda.pe.gov.br Seminário de Olinda Bairro do Recife Avenida Boa Viagem Praça da República Praça da Independência Praça Rio Branco, no Marco Zero. * Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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Cantor venezuelano Armando Fuentes faz show no Recife com repertório de Luís Miguel

Besame Mucho, El Dia Que Me Quieras e Solamente Una Vez, são algumas das composições interpretadas no show. Foto: Fotos Jesús Rondón Um projeto com sotaque internacional, idealizado e interpretado pelo jornalista, cantor e compositor Armando Fuentes, da Venezuela, terá uma apresentação única no Pátio Café e Restaurante, localizado nas Graças, no próximo dia 15 de março, a partir das 19h30. O objetivo desse projeto é fomentar a cultura latino-americana, trazendo à tona temas imortalizados na história da música mundial. No show, os espectadores poderão apreciar composições cantadas em espanhol, como “La Barca”, “Besame Mucho”, “El Dia Que Me Quieras”, “Solamente Una Vez”, “No Me Platiques Más”, “Inolvidable”, “Mucho Corazón”, “No Sé Tú”, “História de Un Amor”, “Sin Ti”, “Nosotros”, “Sabor A Mi”, “El Reloj”, “Jurame”, “Uno” e “Volver”. Além disso, o repertório inclui composições brasileiras da Bossa Nova e do Samba, como “Delírio”, de Tom Jobim, e “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá e Antônio Maria, enriquecendo o contexto cultural e musical do intérprete venezuelano. Armando Fuentes apresenta uma fusão de ritmos, combinando o Bolero Tradicional e o Tango, com instrumentos originais como violão, acordeon, piano, bongô e congas. Além disso, ele acrescenta elementos como bateria, contrabaixo, guitarra e sopros de metal (saxofone, trompete e trombone), bem como as cordas de violino. Armando Fuentes “Neste projeto eu busco apresentar uma sonoridade mais atual e moderna ao espetáculo. Ofereço ao público além de qualidade musical a preservação dessa cultura para os que sentem saudades desse tempo, englobando um público de gerações com 80, 70, 60 e 50 anos de idade e o reconhecimento da mesma pelas novas gerações de 40, 30, e 20 anos sendo agente multiplicador de arte, história, cultura e tendência musical mundial para Pernambuco”. SERVIÇO:O que: Projeto “Armando Fuentes canta Los Romances de Luís MiguelDia: 15.03.24 (sexta-feira)Local: Pátio café e RestauranteAv. Rui Barbosa, 141- Graças- RecifeEntrada: R$ 25,00Informações e ReservasTelefone/Whatsapp:(81) 99843-6979 (81)3034-3534 Instagram do Artista: @armando.fuentesoficial Instagram do Restaurante: @opatiocafe

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Concerto Orquestra Sinfonica do Recife 2 Foto Marcos Pastich PCR

Temporada 2024 da Orquestra Sinfônica do Recife começa nesta semana

A Orquestra Sinfônica do Recife abrirá a temporada 2024 com dois concertos gratuitos no Teatro de Santa Isabel nos dias 13 e 14 de março, às 20h. As apresentações celebrarão o aniversário de 487 anos do Recife e integrarão a programação do Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA). Sob a regência do maestro Lanfranco Marcelletti, o concerto contará com a participação da soprano Alzeny Nelo e apresentará um repertório diversificado, incluindo peças de compositores como Vincenzo Bellini, Carlos Gomes, Giuseppe Verdi, Charles Ives, Clóvis Pereira, Maestro Duda e Villa Lobos. Os ingressos para o concerto do dia 13 serão distribuídos no site https://conecta.recife.pe.gov.br/ a partir das 10h do dia 12, enquanto para a apresentação do dia 14, a distribuição começa às 10h do próprio dia. Além disso, haverá distribuição de ingressos na bilheteria do teatro uma hora antes de cada apresentação. As apresentações inaugurais serão uma oportunidade única para o público desfrutar da música erudita e popular, encerrando com um vibrante medley de frevos. O evento acontecerá no Teatro de Santa Isabel, localizado na Praça da República, Bairro de Santo Antônio.

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Maitê Proença leva "O Pior de Mim" ao palco do Teatro do Parque

A consagrada atriz Maitê Proença está prestes a desembarcar na capital pernambucana com sua aclamada peça "O Pior de Mim". Após uma bem-sucedida temporada digital em 2020 e uma breve turnê presencial, a obra agora ganha vida nos palcos presenciais do Recife, com apresentações marcadas para os dias 9 e 10 de março no Teatro do Parque. Idealizada por Maitê Proença, a peça mergulha em experiências pessoais para explorar narrativas universais. Sob a direção de Rodrigo Portella, conhecido por seu trabalho em "Tom na Fazenda" e "As Crianças", "O Pior de Mim" revela como todos, em algum momento, desenvolvemos barreiras para nos proteger das dores passadas, construindo muros onde talvez devessem existir pontes. Após três temporadas online que conquistaram o público, a obra chega agora aos palcos cariocas, estreando no Teatro Prudential. Maitê Proença, em entrevista, destaca a universalidade da peça: "Meus dramas familiares não têm nenhuma importância. A peça é sobre todos nós e o que fazemos com o enredo que nos foi dado. Refiro-me à minha própria história porque é a única que tenho, e ela me dá autoridade pra tratar dos assuntos que abordo na peça." Sinopse Em cena, Maitê revisitas historias impactantes da sua vida. Numa interlocução direta com a plateia, Maitê faz uma contação de casos que partem de sua experiência, mas que são universais e falam de todos nós. Pelas bordas dessas histórias universais, vão surgindo temas atuais como a nova mulher de 60, machismo e outros preconceitos. Numa clara opção pela alegria, a atriz enche de esperança temas que parecem não ter solução. Ingressos no: https://www.sympla.com.br/evento/o-pior-de-mim/2349254?share_id=copiarlink

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1817 pernambuco

6 de março - Data Magna de Pernambuco

*Por Carlos André Silva de Moura Instituída a partir de uma consulta popular, a Data Magna foi implementada com o objetivo de contribuir com a formação da identidade e memória coletiva em relação à Revolução Pernambucana de 1817. Estabelecida pela Lei Estadual nº 16.059, de 8 de junho de 2017, a proposta indicou um conjunto de ações direcionadas às áreas da cultura, educação, homenagens e momentos cívicos que têm a intenção de colaborar com as comemorações relativas ao evento. Muito mais que uma marca no calendário ou um feriado, o 6 de março tem contribuído para que os pernambucanos possam ter maior compreensão sobre a sua história. Mesmo que seja uma temática vivenciada em vários livros didáticos, ou com diferentes monumentos nas ruas da cidade do Recife, a exemplo dos Fortes das Cinco Pontas e do Brum, o Campo dos Mártires de 1817, na Praça da República, ou os painéis de azulejo instalados pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, que contam parte da História da Revolução Pernambucana, considerada por Manuel de Oliveira “a única revolução brasileira digna desse nome”, ainda constatamos relativo distanciamento entre parte da população e as narrativas sobre a experiência republicana na primeira metade do Século 19. A Revolução de 1817 foi um movimento separatista e republicano, que contestou o controle político de Portugal e as desigualdades sociais. Inspirada pelas ideias iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas, os integrantes do movimento realizaram críticas à presença dos portugueses na administração pública, à criação de novos impostos e aos gastos dos membros da Família Real, recém-chegada ao Brasil. Mesmo como uma capitania lucrativa, Pernambuco ainda se recuperava de problemas econômicos locais, como a seca de 1816 que atingiu diferentes setores. Insatisfeita com os valores enviados para o Rio de Janeiro, o evento teve início em 6 de março de 1817, após a morte do português Manoel Joaquim Barbosa de Castro, devido à reação do capitão José de Barros Lima, o “Leão Coroado”, às ordens de prisão por suposto envolvimento com conspirações contra o governo. A Revolução de 1817 guarda particularidades que merecem uma data que contribua com seu debate em diferentes espaços da sociedade. Único movimento que pregou a liberdade da dominação portuguesa, que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu a tomada do poder, foi durante os desdobramentos revolucionários que, mais uma vez, se gritou pela República em Pernambuco. Outro aspecto que merece destaque foram as negociações internacionais para a manutenção e ampliação do movimento revolucionário. Os Estados Unidos, que tinham instalado o primeiro Consulado do Hemisfério Sul no Recife, foram favoráveis ao movimento devido aos interesses comerciais com Pernambuco e a região. Do mesmo modo, combatentes de Napoleão Bonaparte, que pretendiam resgatar o ex-imperador francês da prisão em Santa Helena, também demonstraram interesse no sucesso da insurreição. Após os desdobramentos políticos do movimento, em 29 de março de 1817, foi convocada uma Assembleia Constituinte, que contou com representantes eleitos em todas as comarcas. Como resultado foi estabelecida a separação entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, a liberdade de imprensa e culto (mas o catolicismo continuou como religião oficial), aumento no soldo dos soldados e abolição de alguns impostos. No entanto, diferente de outros movimentos da colônia, a escravidão foi mantida, com demonstração de que, mesmo com avanços sociopolíticos, as rupturas com as formas de exclusão e exploração não atingiram a sua totalidade. Devido aos interesses diversos e à divisão entre representantes do movimento, o novo governo passou por um processo de enfraquecimento. Sendo assim, as tropas enviadas por Dom João VI a Pernambuco entraram em confronto com os revoltosos, que foram presos em 20 de maio de 1817. Por ordem do rei, os principais líderes foram punidos com enforcamento ou fuzilamento em Praça Pública. No entanto, deve- se destacar que o movimento foi fundamental para a organização de outros eventos de contestação política e social, a exemplo da Confederação do Equador em 1824. A Revolução de 1817 possibilitou que Pernambuco se tornasse independente por 75 dias. Com a expansão das ações, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba foram “adicionados” ao novo país. Com as características revolucionárias e o pioneirismo, não teríamos data melhor para marcar a identidade e a memória dos pernambucanos. *Carlos André Silva de Moura é historiador e professor da graduação e pós-graduação da UPE (Universidade de Pernambuco)

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Mestre Zuza de Tracunhaem Foto Salatiel Cicero

Mestre Zuza de Tracunhaém recebe título de Notório Saber em Cultura Popular

Iniciativa da Universidade de Pernambuco (UPE), através da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, é um reconhecimento aos seus mais de 50 anos dedicados ao ofício e à importância do seus saberes,  memória, registro, documentação e preservação à cultura da arte ceramista utilitária e figurativa no Estado de Pernambuco. Foto: Salatiel Cícero Aos 65 anos, o Mestre Zuza, residente em Tracunhaém, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi honrado pela Universidade de Pernambuco (UPE) com o título de Notório Saber em Cultura Popular, Edição 2023, concedido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. Essa distinção reconhece a vasta experiência e a importância dos conhecimentos dele, acumulados ao longo de mais de 50 anos dedicados ao artesanato utilitário e figurativo. Graduado em História do Brasil pela UPE, Mestre Zuza também ostenta o título de Patrimônio Vivo de Tracunhaém, conferido pelo governo local em virtude de suas contribuições notáveis e do desenvolvimento de técnicas inovadoras na manipulação do barro. Em 2018, os renomados pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, Henry Glassie e Pravina Shukla, lançaram o livro "Sacred Art: Catholic Saints and Candomblé Gods in Modern Brazil" (Arte Sacra: Santos Católicos e Deuses do Candomblé no Brasil Moderno). O livro destaca uma entrevista e análise especiais sobre a carreira do Mestre Zuza, qualificando e comparando suas obras ao trabalho de Pablo Picasso, o pintor, escultor e ceramista espanhol, destacando sua capacidade inovadora após uma experiência na África, refletida em suas criações. Atualmente, Mestre Zuza continua à frente de seu primeiro ateliê de artes sacras, localizado na Avenida Desembargador Carlos Vaz, nº 154, Centro de Tracunhaém. O ateliê está aberto ao público de segunda a domingo, das 8h às 18h. Além disso, ele continua a receber encomendas, participar de feiras, exposições e mostras de artes visuais e artesanato, além de ministrar oficinas para formar novos oleiros.

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