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Palco Mestre Dominguinhos Foto de Diogo Fernandes

FIG movimentou R$ 24 milhões de receita turística

Meios de hospedagem registraram uma ocupação média de 87% (Da Secretaria de Turismo de Pernambuco - Foto: Diogo Fernandes) Com uma movimentada programação cultural, o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) atraiu um dos maiores públicos em seus 30 anos de história. O evento movimentou toda a cadeia produtiva do turismo da região no Agreste pernambucano. De acordo com levantamento da Unidade de Pesquisa da Secretaria de Turismo e Lazer e a Empetur, o maior FIG de todos os tempos gerou uma receita turística total de R$ 24 milhões, sendo R$ 16 milhões proveniente de gastos dos turistas e R$ 8 milhões de gastos dos excursionistas. O fluxo total de visitantes, incluindo turistas (dormem no destino) e excursionistas (fazem o famoso bate-volta), foi de 42.190, com destaque para o percentual de turistas (87%), enquanto excursionistas (13%). Já no consolidado da hotelaria, o município registrou uma ocupação de 87% nos 4.890 leitos com uma permanência média de dois dias nos meios de hospedagem e quatro dias para aqueles que ficam em casa de parentes e amigos ou apartamentos/casas de aluguel. O gasto médio individual diário foi R$ 117,20 e 99% dos entrevistados pensam em voltar e recomendariam o FIG. A avaliação geral do FIG foi considerada ótima para 94% e a do município também foi extremamente positiva para 97% dos entrevistados.O pernambucano continua aproveitando o evento seja para passar um final de semana diferente ou curtir as férias de julho. Isso porque 78,11% dos visitantes são de Pernambuco. Fora do Estado, foram registrados grupos de Alagoas, São Paulo, Paraíba e Sergipe. O público do FIG também se renova, uma vez que aproximadamente 40% esteve pela primeira no festival. Para 58% dos visitantes, o FIG foi o principal motivo de viagem. O principal meio de hospedagem utilizado foi casa de parentes e amigos (61%), seguido de hotel (19%) e casa ou apartamento de aluguel (10%). Automóvel foi o principal meio de transporte utilizado para chegar em Garanhuns (84,77%). A Pesquisa do Perfil dos Visitantes e o Perfil Socioeconômico do FIG foi realizada nos dois primeiros finais de semana do evento, nos dias 15 a 17 e 22 a 24 de julho. Já os indicadores de desempenho da hotelaria foram contabilizados para reservas nos três finais de semana do festival.

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capa 196.5

Novo passo na cadeia do hidrogênio verde em Pernambuco

*Por Rafael Dantas Pernambuco receberá R$ 45 milhões em investimentos para financiar o TechHub de Hidrogênio Verde. O anúncio, realizado nesta semana, refere-se ao novo laboratório para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na cadeia produtiva deste combustível que promete ser um dos protagonistas do mundo nas próximas décadas, como uma das principais alternativas ao petróleo. A produção de hidrogênio verde (H2V) é algo ainda pouco conhecida pela maioria dos pernambucanos, mas o Estado já deu alguns passos importantes na direção de participar dessa cadeia produtiva global. Antes mesmo do anúncio do TechHub, a Qair Brasil, empresa de capital francês, anunciou aportes na ordem de US$ 3,8 bilhões (aproximadamente R$ 19 bilhões) em uma planta comercial a ser instalada no Complexo de Suape. Duas outras empresas têm negociações avançadas, mas não fizeram o anúncio dos investimentos. Diferente do petróleo, que necessita da descoberta de grandes jazidas para sua extração e exploração, o hidrogênio é o elemento mais abundante do universo. Porém, para transformá-lo em um combustível sustentável, sem gerar poluentes, é preciso tecnologia e que haja uma vasta disponibilidade de fontes de energias renováveis. E nesse cenário, o Nordeste brasileiro, com alto potencial de geração de energia solar e eólica, é um dos lugares do mundo com grande capacidade de participação nessa cadeia produtiva. A chegada do TechHub em Pernambuco é mais um passo para estimular a criação de um cluster local, que cumprirá um papel de pesquisa aplicada dentro de um segmento bem promissor. O empreendimento nasce a partir de uma parceria entre o Senai, o Governo do Estado e a CTG Brasil, empresa de capital chinês que é responsável pela maioria dos recursos desse projeto. O polo de PD&I a ser instalado no território de Suape ocupará uma área de 1,3 hectare. Leia a reportagem completa na edição 196.5 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Multinacional portuguesa vai investir R$ 35 milhões para instalar fábrica em Pernambuco

A empresa portuguesa Politejo, do segmento de soluções termoplásticas para saneamento e irrigação (tubos e acessórios), anunciou o instalação de uma fábrica em Bezerros. O empreendimento será implantado no Polo Empresarial do município, após a articulação da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE). A empresa importará materiais e máquinas pelo Porto de Suape, por isso a nova fábrica ficará em uma distância máxima de 100 km da zona portuária. A multinacional é focada em projetos de infraestrutura e possui 10 unidades fabris espalhadas por Portugal, Espanha, Moçambique, Angola e Brasil. A operação brasileira atual está localizada em Leme (São Paulo) e foi inaugurada em 2015. Entre os diversos produtos fabricados estão tubulações de PVC liso, PEAD liso, PE e PP corrugado. Para a instalação no Estado, a fábrica da Politejo contará com incentivos fiscais do Programa de Estímulo à Indústria do Estado de Pernambuco (Proind). O incentivo concede 90% de crédito presumido sobre o saldo devedor de ICMS. O anúncio foi feito um dia após a abertura da sede do Instituto Pernambuco-Porto, localizado na cidade do Porto, em Portugal. “Um dia após sua inauguração, o Instituto já mostra a que veio, contribuindo para atrair um empreendimento que vai investir R$ 35 milhões em mais uma indústria no nosso Estado. As obras vão ser iniciadas ainda em 2022 e, quando a planta estiver pronta, serão gerados cerca de 60 empregos diretos”, destacou o governador Paulo Câmara. (Foto: Site da Prefeitura de Bezerros)

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Cresce o índice de confiança do empresário do comércio em Pernambuco

(Da Fecomércio-PE) O índice de confiança do empresário do comércio (ICEC), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é um indicador antecedente, que capta a percepção dos tomadores de decisão nas empresas do varejo quanto ao ambiente de negócios, considerando sua perspectiva sobre a economia brasileira, o setor de comércio e a situação da sua empresa. O ICEC é composto por três sub-índices que avaliam, respectivamente, as condições atuais (ICAEC), as expectativas de curto prazo (IEEC) e as intenções de investimento (IIEC). Os índices variam de 0 a 200 pontos, indicando: insatisfação, ou pessimismo, quando abaixo de 100 pontos; satisfação, ou otimismo, a partir de 100 pontos. Segundo recorte local feito pela Fecomércio-PE, a confiança dos empresários do comércio pernambucano iniciou o segundo semestre com variação positiva. Entre junho e julho o índice ICEC-PE, calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cresceu 2,5%, alcançando o patamar de 120,4 pontos. Esse é o maior e melhor desempenho para o índice desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020, quando ainda registrava 123,9 pontos. Nesse sentido, o resultado do ICEC-PE – que configura o terceiro mês consecutivo de alta – aponta que os empresários do comércio esperam um ambiente de negócios favorável no segundo semestre do ano, a despeito do desempenho que vem registrando, até o momento, o volume de venda do varejo no estado. Pernambuco: ICEC, consolidado e componentes (valores em pontos) - janeiro/2020 a fevereiro/2022 (100 = indiferença; avaliação positiva > 100; avaliação negativa < 100) A sinalização positiva dos comerciantes nesse momento tem estreita relação com o avanço do emprego formal no estado durante o segundo trimestre, especialmente no setor de serviços. Embora ainda não estejam disponíveis dados sobre o emprego no último mês de junho, o resultado da movimentação entre admitidos e desligados em maio foi positivo (+6.508), melhorando a situação que se observara para o acumulado até o primeiro quadrimestre. Até maio, portanto, o saldo entre admitidos e desligados ficou em -443. Segundo a CNC, além do avanço no emprego formal, as medidas de suporte à renda que estão sendo aplicadas pelo governo federal neste segundo semestre também ajudaram a melhorar a expectativa dos empresários do comércio, portanto, impulsionando a confiança, a despeito da inflação acumulada e dos aumentos na taxa básica de juros. Entre os componentes do ICEC, a maior variação foi observada no sub-índice que aponta as intenções dos empresários para os próximos três meses, que subiu de 103,6 para 109,1 pontos (+5,3%). O avanço foi influenciado pelo percentual de empresários que declaram intenção de “aumentar muito” o quadro de funcionários nos próximos três meses, que saiu de 2,8% em junho para 8,4% em julho, a medida em que caiu o percentual dos que declaram intenção de “reduzir um pouco” esse quadro (de 23,1% para 20,8%). Também se observou aumento no percentual de empresários que pretendem expandir o volume de investimentos nos próximos meses, mesmo considerando a elevação dos juros. Pernambuco: Empresários do comércio segundo as intenções para a contratação, investimento e estoque nos próximos três meses - julho/2021, junho/2022 e julho/2022 Intenções Jul/21 Jun/22 Jul/22 Contratação de Funcionários Aumentar muito o quadro 5,6 2,8 8,4 Aumentar um pouco o quadro 47,4 68,4 65,5 Reduzir um pouco o quadro 37,0 23,1 20,8 Reduzir muito o quadro 10,1 5,7 5,3 Nível de Investimento Muito maior 6,1 10,5 13,8 Um pouco maior 25,9 43,3 47,2 Um pouco menor 38,2 35,0 28,5 Muito menor 29,8 11,2 10,5 Situação Atual dos Estoques Adequada 55,4 65,5 65,7 Acima da adequada 31,1 23,2 22,6 Abaixo do adequada 13,2 10,9 11,8 Não sabe/respondeu 0,3 0,4 0,0 Fonte: CNC. O sub-índice que aponta a direção das expectativas, por sua vez, apresentou varação de 0,8%. Embora com avanço menos intenso em julho, esse sub-índice segue sendo o de maior patamar entre os componentes do ICEC, tendo alcançado 147,5 pontos em julho. Ou seja, não obstante as incertezas reservadas para o segundo semestre do ano, os empresários continuam registrando elevadas expectativas para o restante de 2022, o que se atribui, entre outros aspectos, ao retorno amplo das atividades presenciais nos serviços e para um final de ano com menos restrições ao convívio social. Pernambuco: Empresários do comércio segundo as expectativas para a economia, o setor e a própria empresa, nos próximos seis meses Expectativas Jul/21 Jun/22 Jul/22 Expectativa para a Economia Brasileira Melhorar muito 12,8 18,8 22,6 Melhorar um pouco 60,0 62,2 56,2 Piorar um pouco 14,7 13,5 12,1 Piorar muito 12,5 5,5 9,1 Expectativa para Setor (Comércio) Melhorar muito 15,4 23,7 29,7 Melhorar um pouco 63,6 63,3 56,8 Piorar um pouco 11,7 9,4 8,7 Piorar muito 9,4 3,6 4,8 Expectativa para Empresa Melhorar muito 17,3 31,2 34,9 Melhorar um pouco 63,5 58,4 56,6 Piorar um pouco 10,4 8,2 6,3 Piorar muito 8,7 2,2 2,2 Fonte: CNC.

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Suape recebe porta-contêiner de maior comprimento de toda a sua história

A embarcação MSC New Haven, com 333,99 metros e capacidade para transportar até 8.643 TEUs, movimentou 388 contêineres em sua passagem pelo atracadouro pernambucano (Do Complexo de Suape) O Porto de Suape recebeu um dos maiores navios que já aportaram em terras pernambucanas. Trata-se do MSC New Haven, embarcação de bandeira portuguesa que chegou ao atracadouro pernambucano para descarregar 391 contêineres no Tecon Suape. É o navio de maior comprimento já recebido por Suape, com 333,99 metros de comprimento. Tem também 42 metros de largura e capacidade de transportar até 8.463 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Após a operação, na semana passada, seguiu com destino ao Porto de Salvador, na Bahia. A chegada de gigantes como o MSC New Haven tornou-se uma realidade para Suape desde que, em dezembro de 2019, foi assinada a portaria nº 136/19, estabelecendo os parâmetros operacionais e requisitos para manobras de navios tipo porta-contêiner. A partir de então, Suape pôde receber embarcações com comprimento total entre 306 e 336,99 metros, e largura máxima entre 46 e 48,99 metros. Em julho de 2020, por exemplo, um navio conteineiro da classe Sammax, com 330 metros de comprimento e capacidade para transportar até 12 mil TEUs, atracou no Cais 2 para realizar a operação no Tecon Suape. Já em abril de 2021, a Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE) deu aval para o porto receber navios porta-contêineres da classe New Panamax, a de maior dimensão disponível na América Latina, que mede 366 metros de comprimento, 52 de largura e capacidade para cerca de 14 mil TEUs (portaria nº 037/2021). Apenas portos de classe mundial têm infraestrutura para receber esse tipo de embarcação, a maior que pode cruzar o Canal do Panamá por meio das novas eclusas. “Com a capacidade de receber essas classes de navios, podemos ofertar ao mercado a possibilidade de incremento na movimentação de carga por embarcação e, com isso, maior ganho de escala para as companhias de navegação em suas operações. Além disso, Suape definitivamente se credencia a ser o hub port (porto concentrador de cargas) para as regiões Norte e Nordeste, além de contribuir sobremaneira com a capacidade logística do país, juntando-se aos portos do Sul/Sudeste como opção logística para as companhias de navegação que operam esses navios”, salienta o coordenador de operações portuárias, Felipe Fonseca. Líder na movimentação de contêineres no Norte/Nordeste, o Porto de Suape bateu recorde em 2021 com 518.525 TEUs e 7,1% de crescimento em relação ao ano anterior. Até julho deste ano, movimentou um total de 232.619 TEUs.

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Porto Digital lança chamada para empresas do parque participarem de recrutamento rápido

(Do Porto Digital) O Núcleo de Gestão do Porto Digital lança uma chamada pública para o cadastro de empresas embarcadas no parque tecnológico para participar do Empregaço Porto Digital - um programa de recrutamento e seleção realizado com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa integra uma série de ações do parque para garantir a formação, especialização e empregabilidade no mercado de trabalho de tecnologia. Ao final de 2021, a perspectiva do Porto Digital era de mais de 1.500 posições em aberto nas 350 empresas, principalmente em áreas relacionadas ao desenvolvimento de software, com expectativa de abertura de adicionais 3.000 vagas ao longo de 2022. No ano passado, a falta de experiência e/ou de qualificação profissional era a principal razão para o não preenchimento da posição, segundo 43% das empresas do parque. Para ajudar no processo de seleção de capital humano qualificado, o Porto Digital lança o Empregaço com o objetivo incentivar e apoiar os negócios em seus processos seletivos. O programa conta com evento de engajamento e recrutamento acelerados para vagas voltadas a quem está na parte de entrada do mercado de trabalho - ou seja, pessoas desenvolvedoras de nível júnior, tradicionalmente a etapa da carreira em que profissionais encontram mais dificuldade de encontrar oportunidades. O objetivo do Empregaço é facilitar a contratação de candidatos inscritos para participar da seleção, com recrutamento acelerado e desburocratizado, sendo como uma ponte entre os processos seletivos dos empreendimentos e os candidatos. A ideia é que cada empresa tenha seu próprio evento e que seja modulado de acordo com as necessidades corporativas - triagem de currículos, testes de aptidão técnica, palestras temáticas de fortalecimento de employer branding, dinâmicas de grupo e entrevistas são algumas das etapas que podem ou não ser parte do recrutamento. Além disso, a proposta é que Empregaço seja uma ferramenta de promoção de inclusão social e diversidade no parque tecnológico. Um dos requisitos de participação das empresas é a oferta de percentual das vagas ofertadas para algum segmento específico, a critério da empresa participante, como mulheres, pessoas negras (pretas ou pardas), pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, pessoas 50+, ou outros grupos.

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Tempest: setor financeiro é o que mais investe em cibersegurança no Brasil

Em parceria com o DataFolha, levantamento foi realizado com gestores, líderes e técnicos responsáveis pela área de segurança digital de 172 empresas (Da Tempest) De acordo com a 3° Pesquisa Tempest de Cibersegurança, as empresas do setor financeiro são as que mais investem em cibersegurança no Brasil. Em parceria com o DataFolha, o levantamento foi realizado com gestores, líderes e técnicos responsáveis ou que participam da gestão de cibersegurança ou da Segurança da Informação de empresas de pequeno, médio e grande porte. Contemplando um universo de 172 empresas, o objetivo é entender qual a importância e atual fase da cibersegurança nas empresas brasileiras, analisando questões relacionadas a orçamento, estrutura organizacional, presença de CISO nos conselhos, entre outras. A média orçamentária do setor financeiro ultrapassa os R$1.8 milhão anual, ao contrário de empresas de outros segmentos, que investem em média R$ 747 mil. Outro ponto identificado é que Cyber e TI têm orçamentos independentes em 15% das organizações, e entre grandes empresas financeiras, com mais de 500 colaboradores, o percentual é de 23%. Em um terço das organizações de setores que não são o financeiro, o orçamento de cyber representa entre 10% e 15% do de TI. De acordo com a pesquisa, 20% das empresas do segmento financeiro possuem mais de cinco posições executivas dedicadas à Segurança da Informação; além disso, 69% das empresas desse setor já possuem cadência e frequência estabelecida da pauta de cyber nos conselhos administrativos e/ou comitês executivos, com frequência trimestral de relatório. Dentre as empresas de outros segmentos, 46% possuem uma única posição executiva e 47% levam as pautas de cyber aos conselhos de forma frequente “Com exceção do segmento financeiro e das empresas de maior porte, a pesquisa mostra que ainda há espaço para que lideranças do alto escalão aumentem seus conhecimentos sobre a complexidade do tema. A resposta passa por um processo de autodeterminação de um modelo de segurança para entender sua dependência de tecnologia, quais são suas joias da coroa e, nesse sentido, quais os perfis (operacional, tático, estratégico) que irão atender à segurança desta estrutura”, afirma Lincoln Mattos, CEO da Tempest. Orçamento de Cibersegurança Para 65% dos entrevistados, os desafios orçamentários são a principal barreira da área de segurança digital de maneira geral. No setor financeiro, orçamento é um desafio para 46% das empresas, no entanto, o principal desafio neste setor diz respeito à falta de alinhamento e/ou envolvimento da cibersegurança em projetos desde o seu início (60%). Por outro lado, os orçamentos em cibersegurança devem voltar a crescer no pós-pandemia. Em 2022, haverá expansão de verbas em 69% das empresas, enquanto no ano anterior o percentual foi de 44%. “É um sinal de maturidade o fato de as empresas continuarem investindo em cibersegurança mesmo após o susto inicial da transformação digital forçada devido aos novos modelos de trabalho”, analisa Lincoln Mattos. A pesquisa detectou que as ameaças cibernéticas estão entre os principais riscos ao negócio, apontamento feito por 64% dos gestores de cyber de todos os segmentos consultados. Essa posição está alinhada com a percepção de outros atores econômicos, conforme aponta a pesquisa The Global Risks Report 2022, do Fórum Econômico Mundial. No quesito “riscos tecnológicos” aos negócios, as falhas de cibersegurança aparecem como a principal ameaça. Metodologia de pesquisa A 3° Pesquisa Tempest de Cibersegurança é uma pesquisa quantitativa, com técnica híbrida. Contou com abordagem online através do envio de convite por email para o auto-preenchimento pelo respondente, em duas versões de questionário, e abordagem telefônica via CATI com base em questionário estruturado reduzido em relação às versões online. O estudo usou a referência do IBGE que é empregada para a classificação das indústrias, onde médias empresas são definidas pela faixa de 100 a 499 colaboradores e grandes as com mais 500. Para as pequenas empresas, a faixa foi adaptada para de 50 a 99 empregados e foram selecionadas dentre as microempresas e empresas de pequeno porte as que possuem entre 20 a 49 pessoas. A margem de erro é de 7,5 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.

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Endividamento dos pernambucanos recua no final do primeiro semestre

A Pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), visando traçar um perfil do endividamento, acompanhando o nível de comprometimento dos consumidores com dívidas e sua percepção em relação à sua capacidade de pagamento. Segundo recorte local feito pela Fecomércio-PE, o percentual de famílias com dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) apresentou o terceiro mês em queda no estado de Pernambuco, saindo de 83,0% em março, para 82,8% em abril, 80,8% em maio e, finalmente, 78,6% em junho. Ou seja, uma redução total de 4,4 pontos percentuais (p.p.). O resultado de junho também recuou em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o percentual chegou a 79,6%, que foi o maior percentual da série histórica para esse mês. Configurando o quadro de endividamento em junho, observa-se 17,9% das famílias se declarando muito endividadas, percentual que era de 19,3% em maio. Já as famílias que declaram não possuir dívidas comprometendo o orçamento mensal passou de 19,2% em maio para 21,4% em junho. Os percentuais de famílias que se declararam moderadamente endividadas, bem como daquelas que se consideram pouco endividadas, por sua vez, reduziram levemente, ficando em 33,8% e 26,9%, respectivamente. Pernambuco: Proporção de famílias segundo a dimensão do endividamento (% em relação ao total de famílias) - junho/2021, maio/2022 e junho/2022 Fonte: CNC. Entre as famílias endividadas, o tempo médio de comprometimento com as dívidas e a parcela média da renda comprometida com as dívidas ficaram estáveis na passagem de maio para junho, encerrando o semestre, respectivamente, 7,8 meses e 30,1%. Ou seja, trata-se de um horizonte de aproximadamente 8 meses para quitação de compromissos financeiros – ultrapassando então o ano de 2022 – que se aproximam do montante de um terço do orçamento familiar. Os resultados da PEIC em junho também apontaram, mais uma vez, redução no percentual de famílias que declaram possuir contas em atraso. Em março, a proporção era de 33,3%, caindo para 32,0 em abril, depois 30,2% em maio e, finalmente, 28,4% em junho. Com isso, verifica-se uma redução de 4,9 p.p. Já o percentual de famílias sem condições de pagar as contas em atraso também seguiu recuando em junho, mas com uma velocidade menor em relação aos outros dois indicadores: era de 17,3% em março e chegou a 14,9% em junho (-2,4 p.p.). Pernambuco: Percentual de famílias, segundo as situações de endividamento (valores em % do total de famílias) – janeiro/2021 a junho/2022 Fonte: CNC. A evolução observada na PEIC-PE ao longo do segundo trimestre sugere que a queda no percentual de famílias endividadas tem estreita relação com o esforço daquelas com contas em atraso em quitar esses débitos. Esse movimento, segundo a CNC, vem sendo possível em função do avanço do mercado de trabalho formal no segundo trimestre e também às medidas de suporte à renda, como o aumento do valor do programa Auxílio Brasil em relação ao Bolsa Família, bem como a liberação dos saques extraordinários do FGTS, cujo calendário completo foi realizado até junho. Com isso, as famílias vêm priorizando quitar os débitos em atraso, além de reduzir a demanda pelo crédito livre, o que vem levando o cartão de crédito e o cheque especial a registrarem queda na citação dos componentes da dívida entre as famílias. Em junho de 2021, 95,4% das famílias citavam o cartão de crédito, percentual que caiu para 91,4 em junho de 2022. No caso do cheque especial, a evolução foi de 13,5% para 8,6%. Pernambuco: Proporção de famílias envidadas segundo o tipo de dívidas (% em relação ao total de famílias endividadas) – junho/2021 e junho/2022 Fonte: CNC.

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Mas afinal, o que é Inteligência Artificial?

*Por Rafael Toscano Essa é uma pergunta recorrente quando somos apresentados a esse vasto mundo dentro do universo da tecnologia, entenda em 3 passos. Como podemos definir a IA? Para respondermos essa pergunta, é necessário dar um passo para trás, voltando nossa atenção para a definição de inteligência. Será que alguém duvidaria que um simpático cachorrinho seria dotado de grande inteligência? (e de fofura). Provavelmente não! Os cachorros, assim como diversas espécies do reino animal, têm grande capacidade de aprender, adaptando-se às diversas situações em que são expostos, tanto na natureza selvagem, quanto na sala da sua casa, ao aprender um novo truque. De forma bastante resumida, podemos estabelecer o conceito de que Inteligência Artificial é a capacidade de um computador aprender e se adaptar para realizar tarefas comumente associadas aos seres inteligentes. De forma mais aprofundada, se você perguntar sobre inteligência artificial a um pesquisador(a) de IA, ele(a) dirá que é um conjunto de algoritmos que podem produzir resultados sem precisar ser explicitamente instruído para isso. É a simulação da inteligência natural em máquinas que são programadas para aprender e imitar as ações dos humanos. Qual é o objetivo da Inteligência Artificial? Do ponto de vista técnico, o objetivo da Inteligência Artificial é auxiliar as capacidades humanas, sobretudo, nos ajudar a tomar decisões complexas com impactos de longo prazo. Já numa visão mais filosófica, a Inteligência Artificial tem o potencial de ajudar os humanos a viver vidas mais significativas, mitigando o trabalho árduo e maçante, em benefício de uma nova fase de nossa humanidade. Atualmente, o propósito da Inteligência Artificial é compartilhado e aplicado por diferentes ferramentas e técnicas que inventamos no último milênio, como um meio que melhoraria tais ferramentas e técnicas existentes. Entretanto, a Inteligência Artificial também apresenta um viés de produto final, uma criação que de forma autônoma inventaria as ferramentas e serviços inovadores que teriam o poder de mudar a forma como conduzimos nossas vidas. Esperançosamente, contribuindo na eliminação de conflitos, desigualdades e o sofrimento humano. Entretanto, ainda estamos muito longe desses tipos de resultados. De forma aplicada, a Inteligência Artificial está sendo usada principalmente pelas corporações para melhorar a eficiência de seus processos, automatizar tarefas que exigem muitos recursos, bem como nas tarefas de previsões de negócios com base em dados concretos. Quais são as vantagens do uso da Inteligência Artificial? Não há dúvida de que a IA representa um avanço tecnológico que tornou e ainda tem potencial para tornar a nossa vida melhor. Desde recomendações de música, marketing social, geolocalização em mapas de tempo real, mobile banking até prevenção de fraudes, a IA e outras tecnologias já assumiram o controle. Vamos então destacar de forma geral e sumária quais seriam as principais vantagens do uso de IA: Redução significativa do erro humano;Disponibilidade de 24×7;Ajuda no trabalho árduo e repetitivo;Assistência digital personalizada para cada tipo de atividade;Decisões tomadas em frações de segundo;Processo decisório totalmente segregado dos aspectos emocionais;Grande capacidade como meio de melhoria de ferramentas já existentes. Desse vasto mundo desconhecido da IA, restam algumas certezas. Entre elas, a de que o espaço conhecido por nós é bem menor do que o que ainda temos a conhecer. E aí, a IA já bateu na sua porta hoje? Rafael Toscano é gestor financeiro, Engenheiro da Computação e Especialista em Direito Tributário, Gestão de Negócios. Gestor de Projetos Certificado, é Mestre em Engenharia da Computação e Doutorando em Engenharia com foco em Inteligência Artificial aplicada.

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Aumenta confiança do empresário pernambucano

(Da Fecomércio-PE) A confiança dos empresários do varejo variou positivamente em junho, configurando o segundo mês seguido de alta. Mesmo com os reflexos do clima sobre o cotidiano dos consumidores e estabelecimentos comerciais da RMR – que tem um grande peso sobre a atividade no estado – durante o mês de junho, os gestores e empresários do setor seguiram apontando um sentimento de confiança para o segundo semestre do ano. Segundo recorte local da pesquisa feito pelo Instituto Fecomércio - PE, em junho o ICEC avançou 5,4% em relação a maio, chegando a 117,5 pontos. Esse é o maior patamar alcançado pelo índice desde o início da pandemia, em março de 2020, quando recuou de 126,1 (abril/2020) para 123,9 pontos. É a primeira vez desde março de 2020 que todos os componentes do ICEC se encontram acima de 100 pontos, patamar que expressa satisfação ou otimismo entre os empresários. Pernambuco: evolução dos componentes do ICEC (valores em pontos) - jan/2020 a jun/2022 Fonte: CNC. Além disso, essa visão ocorre nos dois universos de empresas avaliados pela pesquisa da CNC: até 50 funcionários e 50 ou mais funcionários. Na comparação anual, com junho de 2021, o ICEC teve alta de 37,3%, com grande influência do subíndice que avalia a situação atual (ICAEC) em relação ao observado no mesmo período do ano anterior, que chegou ao patamar de 54,3 pontos em junho do ano passado e agora ultrapassou pela primeira vez os 100 pontos em junho deste ano. A avaliação quanto às expectativas para os próximos meses segue registrando o melhor desempenho entre os componentes do ICEC, tendo alcançado 146,3 pontos em junho. Com relação às intenções de investimento, estoques e contratação para os próximos meses, aumentou de 46,5% para 53,8% a parcela de empresários que pretendem realizar investimentos no negócio ao longo dos próximos três meses. Essa perspectiva é corroborada pela parcela de empresários que demonstram intenção de aumentar o quadro de funcionários no mesmo período (de 68,8% em maio 71,2% em junho). Pernambuco: empresários do comércio segundo as intenções para a contratação, investimento e estoque nos próximos três meses - junho/2021, maio/2022 e junho/2022 Intenções Jun/21 Mai/22 Jun/22 Contratação de Funcionários Aumentar muito o quadro 6,0 4,0 2,8 Aumentar um pouco o quadro 37,2 64,8 68,4 Reduzir um pouco o quadro 45,7 26,0 23,1 Reduzir muito o quadro 11,1 5,2 5,7 Nível de Investimento Muito maior 5,3 6,7 10,5 Um pouco maior 21,8 39,8 43,3 Um pouco menor 36,0 39,8 35,0 Muito menor 36,9 13,7 11,2 Situação Atual dos Estoques Adequada 55,4 67,7 65,5 Acima da adequada 30,8 22,8 23,2 Abaixo do adequada 13,8 9,0 10,9 Não sabe/respondeu 0,0 0,4 0,4 Fonte: CNC.

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