Colunistas

Pernambuco sedia reunião do Fórum de Secretários e Dirigentes de Cultura do NE

Pernambuco sedia, nesta quinta e sexta-feira (3 e 4 de outubro), a reunião do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura do Nordeste, que conta com representantes de todos os Estados da região. O evento acontece no Museu do Estado de Pernambuco, no Recife, e discute, entre variados temas, a entrada de pautas da agenda da Cultura no Consórcio Nordeste, articulação entre as unidades federativas da região iniciada no mês de agosto, que funciona como um bloco apartidário para gestão de recursos, integração de políticas públicas e capitação de parcerias internacionais. Entre as presenças confirmadas, está a do secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, além do presidente do Fórum e secretário de Cultura da Bahia, Arany Santana. O secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, dará as boas-vindas aos participantes, a partir das 9h30. Durante os dois dias do evento, os secretários e dirigentes do Nordeste terão intensa agenda de reuniões, palestras e encaminhamentos. O secretário de Cultura de Pernambuco Gilberto Freyre Neto adianta que o principal ponto a ser tratado no encontro será a discussão sobre a entrada das pautas da Cultura, que podem ser comuns a todos os estados, no Consórcio Nordeste. “Estamos recebendo o Carlos Gabas para começar a discutir as possibilidades e ver de que forma, a partir de acordos em comum, podemos a médio e longo prazo destravar ou mesmo baratear alguns fluxos, produtos e serviços que são essenciais ao fomento da cultura em nossa região”, coloca Gilberto. Outras pautas que serão discutidas no encontro são: censura às artes e cultura, atuação das gestões de cultura no Legislativo e programas federais como Cultura Viva e Ancine. Sócio da PwC Brasil participa do fórum O sócio da PwC Brasil escritório Recife, Vinícius Rêgo, foi convidado para compor a mesa de abertura do evento e falar um pouco sobre o conhecimento que tem, a partir do estudo feito pela PwC, sobre a Economia do Mar e como isso pode estar interligado com a cultura local. O Fórum tem como objetivo discutir o desenvolvimento e a fomentação da economia por meio da cultura, tão presente nos estados nordestinos alinhado ao Consórcio dos Governadores do Nordeste.

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Espaço de carnes nobres abre na Zona Norte

O mercado de carnes ganha cada vez mais espaço entre os pernambucanos. Apostando nisso, o empresário Lula Martins trouxe para a Zona Norte, no cruzamento das ruas Santos Dumont e Teles Júnior, a boutique de carnes Lord Beef. O espaço trabalha carnes nobres das marcas Wessel, VPJ e Bassi; cortes para o dia a dia; e temperos como os das marcas Bombay, Chef N Boss e Cantagallo. Além de utensílios e outros ingredientes para churrasco. A proposta é oferecer tudo que o cliente precisa para montar a parrilla do final de semana.

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Agência Morya de volta ao Recife

Sócio e diretor da Morya, Aguinaldo Viriato, anunciou a volta da agência ao Recife. Com sede em Salvador, na Bahia, a empresa tem uma estrada de 63 anos de atuação no mercado publicitário. “Reabertura porque já houve uma base da empresa aqui, quando atendemos por mais de 15 anos ao Bompreço. Nesta nova fase, começamos nossa operação no início de setembro”, conta o diretor. No Recife, a Morya já tem como cliente a Celpe. “Esta decisão de voltar a Recife, antes de tudo, reflete nossa confiança na retomada do crescimento econômico e atende ao plano de expansão e de fortalecimento da empresa no Nordeste. Mais do que isto, demonstra nosso reconhecimento do protagonismo e importância da Publicidade pernambucana. Esta avaliação leva em conta o conjunto de agências, veículos, fornecedores, o talento de profissionais que atuam neste mercado diversificado e, sobretudo, a qualidade, profissionalismo e potencial das empresas anunciantes. Reconhecemos o valor e maturidade de um mercado publicitário extremamente competitivo”, afirmou o diretor. Viriato explica que a filial do Recife nasce com uma estrutura pequena, mas com planos ambiciosos. “Trabalhamos num conceito moderno que envolve parcerias, integração e complementaridade de competências. Porém, não abrimos mão do planejamento e da criatividade, tanto no modelo de gestão, como na concepção do produto e na operação dos serviços. Para isto, optamos por montar uma estrutura leve, onde terceirizamos serviços e expertises, contando sempre com profissionais de talento e o suporte da estrutura da Morya Salvador”. Ele destacou que a empresa tem tradição de investir em inovação e tecnologia. Um dos diferenciais competitivos da agência é atuar em todas as disciplinas da comunicação, em projetos e ações no mundo “on” e “off”. “O foco é na satisfação, posicionamento e diferenciação. Busca, sempre, a eficácia das propostas para gerar resultados sustentáveis”, conta o diretor. O novo escritório da Morya Recife fica em Boa Viagem, na Av, Conselheiro Aguiar 4599.

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Renepe promove Rodada de Negócios

Está marcada para esta quarta-feira, (2 de outubro), a 5º Rodada de Negócios da Renepe – Rede de Negócios de Pernambuco. Grandes empresas como a Seara, Gerdau e Moinhos Cruzeiro do Sul (farinha Rosa Branca) serão as empresas âncoras do evento que acontece no salão business do restaurante Prima Deli, em Boa Viagem. A ideia, de acordo com o presidente da entidade, Ronaldo Barros, é criar um ambiente único para o network entre os participantes, por isso, a rodada reunirá empresas dos mais diversos tamanhos e áreas de atuação. As âncoras apresentarão suas demandas em compras para os fornecedores presentes. O evento começa com um almoço de negócios, às 12h, seguido da rodada propriamente dita. Segundo o presidente Ronaldo Barros, essa sequência da programação traz benefícios para os negócios. “Nossa ideia é que durante o almoço as apresentações comecem de uma forma mais descontraída. É uma oportunidade de quebrar o gelo e ainda assim falar sobre seus produtos e serviços para os possíveis compradores durante o bate papo. Assim, quando chega o momento da rodada de negócios, as relações já estão estabelecidas, o que torna a consolidação de contratos mais propícia. Nossa missão é gerar negócios”, explica Ronaldo, que possui mais de três décadas de experiência no ramo empresarial. O evento também vai contar com palestra de tema “Negociação e Relacionamento: Desafios Atuais para o Negociador” com Bruno Vieira, Administrador de Empresas pela FCAP/UPE, pós-graduado em Comércio Exterior pela Universidade de Barcelona, pós-graduando do MBA em Logística e Supply Chain Management, pela FGV. Ele tem mais de 20 anos de atuação na Gestão de Supply Chain, Suprimentos e Compras, com atuação em empresas nacionais e multinacionais, nos segmentos econômicos de Automação Industrial, Indústrias de bens de Consumo, Siderurgia, Indústria Naval e Automotiva. As inscrições para o evento podem ser feitas através do site www.renepe.com.br. Abaixo seguem alguma dicas do palestrante Bruno Vieira: “Negociar não é o uso do poder pelo poder, nem tem como objetivo derrotar o oponente. A Arte de Negociar envolve a solução para um impasse que envolve objetivos, táticas e emoções”. “A Negociação envolve muito mais elementos de sua personalidade e como você lida com sentimentos, frustrações e contrariedades.” “A assertividade é uma característica de bons negociadores. Isso envolve postura positiva, honestidade e a sua capacidade de assumir responsabilidades e riscos” “A identidade comum é o vínculo básico de qualquer relacionamento. E a qualidade do vínculo que você constrói é o que determina a qualidade do resultado que você objetiva”. “Qualquer tipo de Negociação, envolve os 9 P’s da Negociação: Pessoas, partes, propósito, poder, posicionamento, passos táticos, pontos de recuo, plano B e precauções. Esses elementos, mesmo que não tão perceptíveis num primeiro olhar, envolvem autoconhecimento, capacidade de análise crítica e autocontrole.” SERVIÇO: 5º Rodada de Negócios da Renepe Data: Quarta 02/Outubro Hora: 12h Local: Restaurante Prima Deli – Av. Conselheiro Aguiar, 2217 Boa Viagem Inscrições em: www.renepe.com.br

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Os idosos, os jovens e o trabalho

A aumento progressivo da expectativa de vida, a entrada em vigor da reforma da Previdência, o rápido avanço da tecnologia nas empresas e a baixa qualidade da educação no Brasil são sinais de mudanças profundas para idosos e jovens no mercado de trabalho nos próximos anos. A expectativa de vida do brasileiro alcançou em 2018, segundo dados do IBGE, a marca de 76 anos. Em 1940, por exemplo, era de apenas 45,5 anos. Para 2040, segundo um estudo da Universidade de Washington, com base nos dados do IBGE, a longevidade pode alcançar 82,6 anos no Brasil. Nessa mesma direção, a aprovação da reforma da Previdência, segundo alguns estudos preliminares, apontam uma elevação de sete anos, em média, para o trabalhador se aposentar quando comparado aos níveis atuais. Portanto, o aumento da expectativa de vida e a reforma da Previdência vão exigir dos profissionais mais velhos, sobretudo aqueles na faixa dos 50 anos, a permanência por mais tempo no mercado de trabalho. Não só para atingirem a nova idade mínima de aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, como também para a manutenção do seu nível de renda e de qualidade de vida. Entre as consequências da mudança de comportamento profissional dos idosos está o impacto direto nos jovens, pois menos vagas serão abertas nos próximos anos, agravando a tendência histórica de baixa empregabilidade em pessoas de 18 e 24 anos. Para se ter uma ideia, o desemprego nessa faixa etária alcança 26,6%, mais que o dobro da taxa geral de 12,4%, segundo dados do IBGE do primeiro trimestre de 2019. Se incluída nessa equação a variável do rápido avanço da automatização nas empresas, que vai exigir formação tecnológica para construir e operar robôs e algoritmos, os jovens brasileiros terão ainda mais dificuldade no futuro, pois apenas 9% dos alunos que concluem o ensino médio no Brasil têm proficiência básica em matemática, de acordo com dados do Inep/MEC. Os sinais apresentados acima mostram, portanto, a formação de um cenário quase inevitável de aumento progressivo do desemprego. E não apenas causado por fatores pontuais, como as frequentes crises econômicas nos últimos anos no País. Para os próximos 10 anos, fatores sistêmicos mais complexos, como os demográficos e os tecnológicos, sobre os quais a capacidade de reversão é limitada, indicam um grande desafio social para as famílias, as empresas e os governos.

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O galeguinho da matrícula

O ano era 1983. Minha família de mudança da Zona Norte para a Zona Sul. Na época do boom imobiliário de Boa Viagem, mudar-se de Casa Forte para lá, era como atravessar o Atlântico, de caravelas, rumo ao novo mundo. Porque tudo era novidade. A turma bacana vestia-se na Drops, lanchava na Karblen, surfava em frente ao Vila Rica com uma prancha Alamoa e morava próximo ao Shopping Center Recife. Nas nossas bicicletas BMX atravessávamos o podre e fedentino canal, passando por uma ponte de madeira, rumo ao playtime lá do shopping. Tudo era realmente novo para o meu mundo. Minha impressão é que foi naquela época o início da moda das academias. Digamos que tenha sido mais ou menos por ali plantada a semente da febre da malhação. Pelo menos uma, por semana, era inaugurada em Boa Viagem. Muito semelhante ao que acontece hoje, no Recife, com as farmácias Drogasil. Mas voltemos a 1983, quando farmácia, pela madrugada, só se encontraria nos quatro cantos das Graças. Meu pai teve a brilhante ideia de matricular todos os integrantes da família para malharem juntos. Ele, meus dois irmãos, eu, minha mãe e um tio que morava conosco. Malhamos por uma semana. Empolgação total. Na outra, meu pai não podia ir. Na seguinte, meu tio tinha compromisso. Doravante, minha mãe ocupada. Bem, eu era uma criança e não poderia ir sozinho. Enfim, apenas nos matriculamos e a novidade minguou. Isso porque naquela época exercício pesado era polichinelo. Avaliem! Durante toda minha vida, graças ao mau exemplo da família, fui assim. Sempre preenchi a ficha de inscrição. Meu discurso sempre foi o de dizer que “quero ter saúde” e tal. Nunca malhei de verdade. Cheguei a ficar conhecido na academia Performance como o galeguinho da matrícula. Se passasse pela frente, a turma chamava para atualizar o cadastro. Logo estava fechando um novo plano. Nunca fui de malhar. Odeio exercícios. Com todas as forças do universo sideral. Estamos em 2019. A bola da vez é o crossfit. Como sou persistente, fiz a matrícula. Bem perto aqui de casa que á para não ter desculpas. Mas pela primeira vez, mudei o discurso. No questionário inicial, perguntaram qual o meu objetivo. “Ficar muito forte”, respondi. Nada de “quero apenas ter um corpo saudável” como disse nas 987 matrículas que fiz de 1983 para cá. Comecei os treinos há dois meses. E adivinhem? Estou odiando, claro, como sempre! Mas por alguma razão tenho permanecido e insistido mais do que nas outras vezes. Já passei dos 40 e a flacidez das carnes tem me incomodado. Além disso, percebi nitidamente ganho de massa muscular, pela primeira vez. Ou seja, estou odiando como sempre e ficando forte como nunca. Às vezes só precisamos mudar o discurso. Depois, claro, a atitude. Sempre fui mestre na arte da autossabotagem. Resolvi me levar a sério. Agora sou o galeguinho do crossfit. Estou bem satisfeito. Mesmo estando numa academia onde sou o mais velho da turma e todas as mulheres são bem mais fortes do que eu. Às vezes levo aquele galeguinho de 1983 comigo e vejo, no canto da sala, ele e meu pai fazendo polichinelo, felizes da vida.

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Amcham Recife realiza debates sobre avanços na economia

Com objetivo discutir os mecanismos de ampliação dos investimentos em inovação e tecnologia produzidos em Pernambuco e entender como funciona outros investimentos. A Amcham Recife promove evento nesta segunda-feira (30), a partir das 8h30, no Arcádia Paço Alfandega. Para proporciona conexões produtivas entre startups e investidores tradicionais, além de atrair gestoras de fundo para o estado. Fortalecer o polo tecnológico, tem sido uma das demandas destaques da Câmara de Comercio. E convidou um time de especialistas para fomentar ideias que possa desenvolver a economia local com Parceria Público Privada (PPP). Outro destaque dessa edição será a final regional do Amcham Arena, competição entre startups. Depois de formar um oceano com quase 800 startups em 15 cidades brasileiras. Em Recife, as 10 startups finalistas farão seu pitch para um estratégico grupo de jurados. Concorrem entre si AppToHome, FindUP, Hepppi, iUOFF, Moodar, neuroUP, Prepi, siesta box, Sommar e Wings competem entre sim pelo prêmio regional, e segue para etapa final, no dia 17 de outubro, em São Paulo. Além de ter a oportunidade de se conectar com uma rede de cinco mil empresas globais, regionais, microempresas e especialistas; possibilidade de participação em rodadas de negócio e matchmaking entre empresas e startups, a competição Amcham Arena dá acesso a premiações nacionais e regionais que irão alavancar as startups. Entre os jurados dessa etapa, estão: Sergio Cavalcanti, Head de Inovação no Grupo Cornélio Brennand, Paulo Sales, CEO do Grupo Moura, Hisbello Andrade Lima, Presidente nas Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte, Fabiana Nunes, Diretora Titular da Unidade Empresarial na Martorelli Advogados, André Luis, Diretor do CIN-UFPE, Eduardo Cavalcanti Petribu, Diretor Administrativo Financeiro do Grupo Cavalcanti Petribu, Renato Saraiva, Presidente do CERS e Eduardo Carvalho, Diretor Executivo da ABA. Programação -Um Voo Panorâmico sobre o Nordeste Palestrante: Raul Henry | Deputado Federal pelo Estado de Pernambuco -Ecossistema Internacional Palestrante: Renata Ramalhosa | Co-Founder and CEO Beta-i Brazil -A visão do empresário brasileiro sobre os Ecossistemas Internacionais Palestrante: Silvio Aragão | CEO da Avantia e Júlio Gil | CEO na Elcoma Networks -Inovação Aberta Palestrante: Leonardo Cerquinho | Presidente do Porto de Suape, Fabio Caramori | Coordenador de Inovação Disruptiva Aberta da Natura e Alexandre Grenteski | Head de Inovação Aberta LATAM da Renault-Nissan-Mitsubishi 12H20 – Almoço Dismistificando o fim do “rentismo” Yves Nogueira | Investidor Anjo e Haim Mesel | Co-Fundador e Diretor da Triaxis Capital -A visão do economista sobre o fim do “rentismo” Palestrante: Tiago Branco | Profissional de Investimento da H.I.G. Capital 16H25 – Final do Amcham Arena Serviço Pernambuco Avança 2019 Data: 30 de setembro Horário: 8h30 as 18h Local: Arcádia Paço Alfândega – Rua Alfândega, 35. Recife. Inscrições: Gratuito para sócios; R$ 120,00 (não-sócios) Informações: 81 3205-1850

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Amaro Freitas: sopro de renovação do jazz chega em Serra Negra

Por Yuri Euzébio Desde o Movimento Manguebeat, a música de Pernambuco se notabilizou pela mistura de ritmos e sons. A revolução sonora promovida pelos caranguejos com cérebro deixou um forte legado para as gerações seguintes de músicos do Estado. O pianista Amaro Freitas é um dos nomes da nova música local que honra a tradição pernambucana de mistura sonora, ao unir o jazz com elementos afro-brasileiros e regionais. O músico vem renovando o gênero e sendo celebrado pela exigente crítica especializada. Prestes a embarcar para Serra Negra, onde iria ministrar uma oficina e depois realizar um show dentro da programação do Festival Nuvem, o generoso artista atendeu a coluna e falou sobre sua trajetória, música instrumental e as influências que o levaram a construir essa sonoridade. Ainda criança, quando vivia no bairro de Nova Descoberta, teve seu primeiro contato com a música a partir da igreja e seus passos iniciais a partir de uma formação musical informal. “Meu pai é multi-instrumentista, ele não é músico profissional, mas foi quem primeiro me ensinou a tocar um instrumento”, relembrou. “Quando eu completei 15 anos, eu entrei pro Conservatório e ganhei um DVD do Chick Corea e isso mudou a minha vida, porque eu só tinha contato com a música da igreja e quando eu ouvi Chick Corea eu pensei: ‘Caramba, como é que pode existir uma música dessa velho?’”, detalhou o instrumentista. O tempo do músico do Conservatório foi curto por falta de condições financeiras, mas isso não o fez desistir da carreira musical. “Foi aí que eu percebi que eu deveria trabalhar pra poder pagar meus estudos, passei um tempo vendendo pão nas escadarias de Nova Descoberta, paralelamente ia tocando em casamentos, festas, aniversários”, explicou. “Depois fui trabalhar de call center, passei a tocar com banda autoral, músicos sertanejos”, detalhou. Foi perseguindo seu sonho de realizar um trabalho de música instrumental, que o músico estudou Produção Fonográfica na Aeso Barros Melo e trabalhando numa pizzaria, conseguiu produzir seu primeiro disco “Sangue Negro”, que despertou a atenção da crítica especializada. De acordo com Amaro sua música é a representação do tempo em que vivemos. “Eu acho que a música autoral e atemporal tá totalmente relacionada ao seu tempo”, definiu. “Quando você escuta Beethoven, Chopin ou quando você escuta Tom Jobim, Villa Lobos ou Moacir Santos, você percebe nessas músicas a representação de um período. Tom Jobim, por exemplo, aquela música representa um Rio de Janeiro”, continuou. “E eu acho que a minha música traz a tona o tempo de hoje, em que vivemos, de certa forma, a paisagem sonora ruidosa das áreas urbanas, o caos, a agonia, o frenético”, destacou o músico. A música de Amaro Freitas reflete o modo que ele enxerga o mundo, sem distinções ou etiquetas. “Na verdade música erudita e popular são só rótulos que se inventam. Tudo é música, velho”, defendeu. “Eu acho que essa coisa da música nordestina com os instrumentos que são considerados eruditos e elitizados foram uma junção natural do instrumento que foi me dado e da influência do lugar onde eu vivo, da cultura, porque nós somos um estado onde o ritmo é muito forte”, explicou. E, ao contrário do que se pode pensar, o músico destaca que há um espaço crescente para a música instrumental na cidade. “Eu acho que falta, uma certa organização e isso partindo de vários setores, pra que a música instrumental do Recife tenha lugar toda semana, com público toda semana. Mas existe sim um público pra esse tipo de música aqui, tem o Panela Jazz, o Gravatá Jazz, o Riomar Jazz, o Mimo e todos lotados”, pontuou. O pianista se mostra animado em tocar no Festival Nuvem, encontrando no evento uma oportunidade de romper novas fronteiras com a sua música. “Esses pequenos e médios festivais acabaram sendo muito importantes, principalmente pra uma galera que tá chegando da música instrumental, porque possibilita agenda e o contato com um circuito que talvez não acessasse o interior”, celebrou. “Eu circulo muito em São Paulo, então é muito importante pra mim também estar nesses lugares que não são tão convencionais, onde eu acredito que o público vai estar muito feliz e receptivo”, comemorou o instrumentista. “Na oficina eu falo um pouquinho sobre a minha história, sobre gerenciamento de carreira, sobre harmonia e polifonia, de tudo um pouco”, explica. Para o futuro, Amaro coleciona planos e desejo de seguir trilhando pelo seu próprio caminho, levando sua sonoridade até onde for possível. “O que mais eu fico pensando é fazer um trabalho social que atenda a pessoas que não tenham acesso a esse tipo de música. Informar as pessoas sobre o valor de um piano, o que é um baixo acústico, tocar pra essas pessoas”, confidenciou. “No fim das contas, se essas pessoas não se sentirem tocadas é um direito delas, mas eu acho que a minha missão é dar acesso a uma música que não chega às pessoas e por isso não tem direito de escolha”, finalizou. Expoente da renovação do jazz brasileiro, Amaro Freitas emana a força e a potência de sua música. Ao mesmo tempo transmite a serenidade de quem tem certeza de que o caminho traçado é o único a seguir. Vem da periferia de Pernambuco, a mistura que revigora o jazz. SERVIÇO – FESTIVAL NUVEM Sexta-feira, 27/08 – Shows Local: Polo Cultural de Serra Negra DJ LêMer (19h30 – 20h) Arrete (20h – 21h) Radiola Serra Alta (21h20 – 22h20) Isaar (22h40 – 23h40) DJ LêMer (23h40 – 00h40) Sábado, 28/09 – Shows Local: Polo Cultural de Serra Negra DJs Clássico dos Clássicos (19h – 19h30) Amaro Freitas (19h30 – 20h30) Lucas Torres + Ciel Santos (20h50 – 21h50) Banda de Pífanos Zé do Estado (22h10 – 23h10) Em Canto e Poesia + Tonfil (23h30 – 00h30) DJs Clássico dos Clássicos (00h30 – 01h)

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Dolphin Villa Hotel amplia instalações

Dolphin Villa Hotel, pioneiro nas atividades hoteleiras em Fernando de Noronha, prepara para inaugurar novos apartamentos em dezembro, movimentando assim o mercado de estadias no fim de ano na ilha. As novas instalações de 60m² receberão estrutura prime em bangalôs com varanda e jacuzzi. A expectativa é que até final de 2020 sejam 48 apartamentos inaugurados. O local, também inaugura o Day Use, que tem opção tanto para o SPA quanto para a piscina e tem parte revertida para consumação.  

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Lorota boa

Por Joca Souza Leão Oh, oh, oh! Que mentira, que lorota boa E não é que, caminhando na Jaqueira outro dia, ouvi uma menininha cantando Lorota Boa? Não resisti. “Vocês são de onde?” “De Consolação, sul de Minas” – disse o pai. “Pra lá de Itajubá e pra cá de Pouso Alegre.” “Sei” – disse eu, sem nenhuma convicção. E comentei: “A música que ela tava cantando é do tempo qu’eu era menino.” “Ela aprendeu com o vô, pai da minha esposa, que é pernambucano” – esclareceu o mineiro. “Já tenho meia crônica”, saquei na hora. “Só preciso de uma lorota atual, contemporânea, pra fechar.” Pois aí a tem, leitor. Lorota boa e atual: “(…) Tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer nos Estados Unidos, no frio do Maine, estado que faz divisa com o Canadá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo dos norte-americanos para com os brasileiros.” Ipsis litteris, caro leitor. Do jeito que o sr. Eduardo falou sobre suas qualificações para, indicado pelo pai, ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O rapaz também postou uma entrevista que deu a um canal de TV americano. E a julgar pelo vídeo, seu inglês tá longe, muito longe do que se poderia, ainda que com alguma boa vontade, chamar de “aprimorado”. Fluência capenga, vocabulário elementar e erros primários. Ah, se eu fosse senador! Na sabatina, faria apenas uma pergunta. Uma só: “O sr. diz que fritava hambúrguer numa loja do Popeye´s. Como essa rede de fast-food não serve hambúrgueres, mas frango frito, não teria o sr. se enganado? Não teria sido numa lanchonete da mulher do Popeye, a Olívia Palito?” Quem lembra do finalzinho da música de Gonzaga? O meu primo Zé Potoca mente tanto que faz dó Me contou que pegou água, enrolou e deu um nó Oh, oh, oh! Que mentira, que lorota boa Que mentira, que lorota boa.

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