Indicador do Banco Central aponta avanço mensal puxado pela indústria, enquanto comparação anual registra leve recuo
A atividade econômica brasileira apresentou crescimento de 0,6% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado, medido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considera ajustes sazonais e reflete o desempenho conjunto de setores como indústria, serviços e agropecuária.
Entre os segmentos analisados, a indústria teve o maior avanço no período, com alta de 1,2%. Já a agropecuária registrou crescimento de 0,2%, enquanto o setor de serviços avançou 0,3%. Os números indicam uma recuperação moderada da atividade econômica, com destaque para o desempenho industrial no início do ano.
Na comparação com fevereiro de 2025, no entanto, houve uma retração de 0,3%, sem ajuste sazonal. Apesar disso, o indicador acumula alta de 1,9% em 12 meses até fevereiro, sinalizando uma trajetória de crescimento, ainda que em ritmo contido.
O IBC-Br é utilizado como um termômetro da economia brasileira e auxilia o Banco Central na definição da política monetária. O índice reúne informações sobre produção, comércio, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos, servindo de base para decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
Embora seja frequentemente associado ao Produto Interno Bruto (PIB), o próprio Banco Central ressalta que o indicador possui metodologia distinta e não deve ser interpretado como uma prévia oficial. O PIB, divulgado pelo IBGE, mede a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país e registrou crescimento de 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão da economia brasileira.


